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O primeiro Atletiba da história

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O primeiro 'Atletiba' aconteceu em 1924

No dia 8 de junho de 1924, aconteceu o primeiro clássico do futebol paranaense na história. Nesta data, o Coritiba enfrentou o Athletico no Parque da Graciosa, antiga casa do time alviverde, e bateu a equipe rubro-negra pelo placar de 6x3, em um jogo válido  pelo primeiro turno do Campeonato Paranaense daquele ano.

Naquela época, a agremiação athleticana vivia os seus primeiros três meses de fundação. Foi ela que abriu o placar com gol de Raul, mas os anfitriões conseguiram empatar com gol de Ninho e levaram o empate em 1 a 1 para o intervalo.


Durante o segundo tempo, houve uma chuva de gols nos minutos derradeiros. Ninho balançou as redes adversárias em outras três oportunidades, Bebê e Staco marcaram o quinto e o sexto do Coxa Branca. Mais perto do fim do jogo, Marques e Ary ainda diminuíram para o Furacão. Fim de jogo: 3x3 para o Coritiba.

Segundo o site História do Coritiba, foram 355 partidas entre eles desde então. Em todos os jogos entre os dois maiores rivais da capital oSão 136 vitórias do Coxa, 104 empates e 115 triunfos do Athletico.

Em 1958, Athletico goleou o Coritiba em jogo que não terminou

Com informações do Athletico Paranaense
Foto: arquivo Athletico Paranaense

O clássico que não terminou e teve vitória do Athletico

O dia 28 de junho de 1958 entrou para a história como a data de um dos clássicos mais polêmicos e confusos de todos os tempos. Pelo Campeonato Paranaense, o Athletico derrotou o Coritiba por 5 a 1, em um jogo paralisado aos 30’ do segundo tempo.

As curiosidades começam com a data da partida. Os rivais jogaram no antigo Estádio Joaquim Américo em um sábado. No dia seguinte, o Brasil venceria a Copa do Mundo pela primeira vez, na Suécia, ao vencer os donos da casa por 5 a 2.

O Coritiba estreava naquela tarde o goleiro Nivaldo, que acabou sendo um dos protagonistas da partida, mesmo jogando apenas 37 minutos. O Athletico vencia por 1 a 0, com um gol do meia direita Geraldino, quando Nivaldo e o centroavante rubro-negro Taíco disputaram uma bola pelo alto. Ela sobrou para o meia esquerda Jandir, que marcou o segundo do Athletico.

O goleiro alviverde levou a pior no lance e, contundido, teve que deixar a partida. E como a regra da época não permitia substituições, o ponta-direita China foi para o gol, ficando o Coritiba com um homem a menos.

China chegou a defender um pênalti, mas não pôde evitar a goleada athleticana. Ainda no primeiro tempo, o ponta direita Isabelino fez o terceiro do Athletico, Almir descontou para o Coritiba e o ponta esquerda Gaivota fez o quarto do Furacão. Aos 44’ do primeiro tempo, o Coritiba ainda perderia Marcio por contusão. E logo no começo da segunda etapa, teve Aurélio expulso.


O Athletico chegou ao quinto gol, novamente com Jandir. Perdendo por 5 a 1 e com oito jogadores em campo, o Coritiba passou a forçar o final da partida, para evitar uma goleada ainda mais retumbante. O coxa-branca Miltinho, dizendo-se contundido, deixou o campo. E aos 30 minutos, Guimarães forçou uma nova expulsão, agredindo um jogador rubro-negro em frente ao juiz. Restavam apenas seis jogadores do Coritiba em campo e o árbitro Kalil Karam Filho teve que encerrar a partida.

Após o jogo, o Coritiba acionou o Tribunal de Justiça Desportiva. A alegação era que Miltinho não havia deixado o gramado, mas apenas se deitado, contundido, junto à linha lateral. O tribunal decidiu, então, que os times deveriam voltar ao campo para jogar os 15 minutos restantes. O Coritiba, com sete jogadores em campo. O Athletico, com 11 e vencendo por 5 a 1. Até hoje, o Rubro-Negro aguarda o rival para finalizar a partida. Apesar de toda a confusão, a goleada no clássico foi um dos momentos marcantes da campanha que levou o Furacão à conquista do título estadual de 1958.

Há 87 anos, Athletico vencia o lendário “Atletiba da Gripe”

Com informações do Athletico Paranaense
Foto: arquivo

Time do Athletico Paranaense de 1933

Uma partida que ficou para sempre marcada na história do Athletico e do futebol paranaense completa 87 anos nesta quinta-feira (21). No dia 21 de maio de 1933, o Furacão venceu o Coritiba por 2 a 1, em um jogo que se tornou lendário e ficou conhecido como o “Athletiba da Gripe”.

O clássico abriria o Campeonato Paranaense de 1933. Mas, dias antes, um surto de gripe acometeu grande parte do elenco athleticano. Alguns dos principais jogadores do Rubro-Negro, como o goleiro Alberto, o zagueiro Zanetti, o meia Falcini e o artilheiro Marreco estavam claramente debilitados.

O Athletico pediu o adiamento da partida, mas o Coritiba não concordou e exigiu o cumprimento da tabela. A diretoria pensou em abrir mão dos pontos, mas os atletas não aceitaram. Mesmo gripados, alguns com febre, entrariam em campo e fariam o que fosse possível.


No gramado do Belfort Duarte, casa do rival, o time athleticano colocou em campo toda a mística da camisa rubro-negra. O Furacão saiu na frente, após Mimi passar pela defesa adversária e tocar para Rosa marcar. O Coritiba empatou logo depois. Mas em uma falta na entrada da área, Marreco soltou uma bomba e colocou o Athletico de novo na frente!

No dia seguinte, todos os jornais destacavam a bravura do time rubro-negro. E, a partir daquele dia, o Athletico ficou conhecido para sempre como o “Time da Raça”.

Coritiba 1×2 Athletico Paranaense

Campeonato Paranaense 1933: Primeira rodada
Data: 21/05/1933
Local: Estádio Belfort Duarte, em Curitiba
Árbitro: Athayde Santos

Coritiba: Esmanhotto; Anjolillo e Pizzatto; Guarany, Ninho e Contim; Laudelino (Cuka), Levoratto, Emílio, Pizzatinho e Érico - Gol: Levoratto

Athletico Paranaense: Alberto; Zanetti e Normando; Canoco, Falcine e Cid; Levorattinho (Naná), Marreco, Rosa, Mimi e Firmino - Gols: Rosa e Marreco

Reportagem no Diário da Tarde sobre a vitória do Furacão no clássico

Um Atletiba em que a bola não rolou e entrou para a história

Por Victor de Andrade

Jogadores de Atlético e Coritiba saúdam os torcedores juntos

Atlético e Coritiba entraram hoje no gramado artificial da Arena da Baixada em Curitiba, na tarde deste domingo, dia 19, para fazer o 370º Atletiba da história. Porém, ele não aconteceu! Os dois clubes, que não fecharam o acordo de televisão com a Rede Globo, resolveram transmitir ao vivo a partida pelo YouTube, mas a Federação Paranaense de Futebol não deixou e a bola não rolou no Joaquim Américo.

O problema entre Rede Globo, Federação Paranaense de Futebol, Atlético e Coritiba vem se acontecendo desde o ano passado. Os dois clubes, os maiores do estado, não aceitaram o repasse de 'apenas' R$ 1 milhão oferecido pelo canal de televisão, chamando a proposta até de 'esmola'. Com isso, as duas diretorias chegaram à conclusão de que como não tinham acordo para a transmissão, poderiam passar a partida em qualquer plataforma e assim tomaram a decisão de usar o YouTube.

Porém, a Federação Paranaense de Futebol, que gostaria que os clubes fechassem o acordo com a Rede Globo, não aceitou o credenciamento de entrada no gramado de nenhum dos profissionais que trabalhariam na transmissão pelo YouTube, alegando que ele foi feito com menos de 48 horas para o início da partida.

Com os profissionais em campo, mesmo sem o credenciamento, o árbitro da partida não iniciou a partida até que os mesmos saíssem de campo. Porém, os clubes não arredaram o pé e tentaram ao máximo manter a transmissão pelo YouTube. Quando viram que a Federação Paranaense não iria aceitar, tiraram as equipes de campo. Em resumo: sem transmissão via web, sem jogo.

Dirigentes dos dois clubes conversam com a arbitragem
(foto: Giuliano Gomes / PR Press)

Aos poucos, os clubes estão percebendo o poder que tem em mãos. Se não aceitam aquilo que quem quer fazer o monopólio oferece, parte para outra via! Se o clube acha viável uma transmissão via web, por que não? O anúncio alvoroçou os fãs de futebol pelo Brasil e o mundo e muita, mas muita gente mesmo estava preparada para ver o jogo via YouTube.

Os dois presidentes deixaram claro que tanto Atlético como Coritiba iniciam, mesmo ainda que de forma tímida, um movimento para que os times brasileiros não aceitem tudo que 'empurrem goela abaixo', principalmente defendendo o interesse de um ou outro grupo. Tudo deve ser negociado e o final deve ser o melhor para ambas as partes. E sabemos que isso nem sempre é o que ocorre.

É bom lembrar que isto pode ter sido uma avant premiere do que pode acontecer em 2019, quando o Esporte Interativo passa a transmitir jogos de uma boa parte dos clubes brasileiros em campeonatos nacionais. Espero e torço para que as agremiações se preparem para isto e já tenham até lá soluções para casos como este, pois é claro que haverá pressão para cima da Confederação Brasileira de Futebol para que se atrapalhe ao máximo a transmissão do canal esportivo ligado ao grupo Turner.

Tomara mesmo que isto seja um início de uma mudança de filosofia no futebol por estas bandas. Os clubes e os jogadores devem sempre procurar aquilo que é melhor para eles e defender o posicionamento, nem que para isto façam atitudes um pouco mais radicais como Atlético e Coritiba fizeram hoje. Os fãs da modalidade esportiva no Brasil agradecem!

O Curioso do Futebol

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