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Invasão e pancadaria na final da Copa Colômbia cancela festa do campeão Atlético Nacional

Foto: Camilo Suarez

Confusão no pós-jogo

A final da Copa Colômbia foi marcada por cenas de extrema violência na noite desta quarta-feira. O Atlético Nacional venceu o clássico local contra o Independiente Medellín por 1 a 0 e conquistou o título da competição pela oitava vez, mas a equipe não conseguiu levantar a taça nem comemorar em campo devido a uma confusão generalizada no estádio.

Pouco antes do apito final, uma briga entre torcedores nas arquibancadas provocou pânico. Integrantes do Independiente Medellín chegaram a fugir em direção ao setor ocupado pela torcida do Atlético Nacional. De acordo com a imprensa colombiana, o estopim da confusão teria sido a insatisfação de parte dos torcedores com a derrota iminente no clássico decisivo.

A violência rapidamente saiu das arquibancadas e tomou conta do gramado. Houve invasão de campo, pancadaria e uso de diversos objetos como paus, barricadas, fogos de artifício, barras de ferro e outros materiais encontrados no local. Jogadores, membros das comissões técnicas e funcionários precisaram correr para os vestiários para se proteger.


A polícia de choque foi acionada e entrou no gramado para tentar conter os envolvidos e restabelecer a ordem. Segundo informações das autoridades locais, várias pessoas ficaram feridas durante os confrontos, embora não haja confirmação de mortes até o momento.

Diante do cenário de insegurança, a cerimônia de premiação foi cancelada. O Atlético Nacional, apesar de campeão da Copa Colômbia, deixou o estádio sem a tradicional festa de comemoração, em uma final que terminou marcada pela violência e por imagens fortes que repercutiram no país.

São Paulo bate o Atlético Nacional e vence a primeira na Brasil Ladies Cup

Foto: divulgação / São Paulo FC

São Paulo goleou o time colombiano

Nesta terça-feira, dia 5, no Estádio Bruno José Daniel, em Santo André, foi realizada a segunda rodada do Grupo A da Brasil Ladies Cup, torneio de futebol feminino. O São Paulo, que fez 4 a 0 no colombiano Atlético Nacional. Já Internacional e Cruzeiro empataram em 1 a 1.

Confira como foram os jogos:

São Paulo 4 x 0 Atlético Nacional - O São Paulo venceu sua primeira partida no torneio ao fazer 4 a 0 no Atlético Nacional da Colômbia. Mariana Santos abriu o placar aos 15 minutos e Rafa Mineira, aos 26' do primeiro tempo ampliou. Na segunda etapa, Gláucia, aos 33', e Isabelle Guimarães, aos 43', deram números finais ao jogo.

Cruzeiro 1 x 1 Internacional - O Internacional e Cruzeiro se enfrentaram em um jogo muito equilibrado. Depois de um primeiro tempo com o placar em branco, Soll, aos 30' da etapa complementar, marcou para as Gurias Coloradas. Mas, nos acréscimos, Camila Rieta empatou para as Cabulosas.


Próximos jogos - A última rodada do Grupo A da Brasil Ladies Cup será na quinta-feira, dia 7. Às 16h30, o Internacional encara o Atlético Nacional. Já às 19h15, o São Paulo enfrenta o Cruzeiro. Mas antes, na quarta-feira, dia 6, tem jogos do Grupo B. Às 11 horas, a Ferroviária tem pela frente a Seleção Paraguaia. Já às 15h30, o Santos mede forças contra o Flamengo. Todos os jogos serão no Estádio Bruno José Daniel, em Santo André.

Cruzeiro e Inter vencem na rodada de abertura da Brasil Ladies Cup 2023

Foto: divulgação / Cruzeiro

Cruzeiro venceu o Atlético Nacional

Neste domingo, dia 3, no Estádio Bruno José Daniel, em Santo André, foi aberta a Brasil Ladies Cup 2023, com jogos pelo Grupo A. O Cruzeiro venceu o colombiano Atlético Nacional por 1 a 0. Já o Internacional bateu o São Paulo pelo mesmo marcador.

Atlético Nacional 0 x 1 Cruzeiro - No primeiro jogo da Brasil Ladies Cup, o convidado colombiano Atlético Nacional "não foi bem recebido" pelo Cruzeiro, que venceu pelo placar de 1 a 0. O único gol do jogo foi marcado por Byanca Brasil, aos 17 minutos do primeiro tempo.

Internacional 1 x 0 São Paulo - No jogo de fundo da rodada inaugural da Brasil Ladies Cup, o Internacional teve pela frente o São Paulo e venceu o Tricolor Paulista com 1 a 0 no marcador. O gol da vitória foi marcado por Belén Aquino, de pênalti, aos 35 minutos da etapa inicial.


Grupo B - Nesta segunda-feira, dia 4, será realizada a primeira rodada do Grupo B da Brasil Ladies Cup. Às 17 horas, a Ferroviária encara o Flamengo, enquanto às 20 horas, o Santos tem pela frente a Seleção Paraguaia. Os jogos também serão no Estádio Bruno José Daniel, em Santo André.

Inter perde para o Atlético Nacional na decisão de terceiro da Libertadores Feminina

Por Felipe Roque
Foto: Staff Images Woman / Conmebol

Inter perdeu em Cali

O Atlético Nacional ficou com o terceiro lugar da Libertadores Feminina de 2023. Em um bom jogo, disputado na tarde deste sábado, dia 21, no Estádio Pascual Guerrero, em Cali, na Colombia, a equipe colombiana conseguiu o triunfo por 3 a 2 sobre o Internacional, gols de Manuela González (2) e Marcela Restrepo, enquanto Mary Álvarez (contra) e Analuyza marcaram para as brasileiras. 

As duas equipes foram para a decisão de terceiro lugar porque perderam na semifinal. O Atlético Nacional acabou levando 3 a 1 do atual campeão Palmeiras, em Bogotá, na última terça-feira, dia 17. Já o Inter perdeu para o Corinthians nas penalidades, por 4 a 3, depois de um empate em 1 a 1, na quarta-feira, dia 18, em Cali.

Apesar do domínio das colombianas nos primeiros minutos, a partida se tornou mais equilibrada a partir da metade da primeira etapa, sem grandes chances de gol. O Inter só foi chegar aos 39’, quando Letícia Monteiro recebeu na área após boa jogada de Aquino e finalizou, mas Córdoba fez boa defesa.

O Atlético Nacional voltou a pressionar e abriu o placar já nos acréscimos do tempo inicial. A equipe colorada se atrapalhou na saída de bola e Montoya escorou de cabeça para Manuela González estufar as redes, fazendo o primeiro gol da disputa, fazendo com que as colombianas fossem para o intervalo vencendo. 

A segunda etapa começou com a equipe brasileira indo pra cima, querendo o empate, que veio aos 5’. Tamara Bolt arrancou pela lateral direita, chegou na linha de fundo e cruzou rasteiro e forte. A goleira toca na bola, mas ela bateu em Mary Álvarez e foi para o fundo do gol, deixando tudo igual na Colômbia.

A equipe colombiana, empurrada pela sua torcida, quase desempatou a partida aos 8’. Sara Córdoba ficou com a sobra do escanteio, limpou Analuyza e chutou de fora da área. Mas Gabi Barbieri voou para salvar o Inter.

Apesar do esforço da arqueira colorada, o Atlético Nacional chegou ao gol. Aos 14’, em um contra-ataque fulminante, Cardona tocou para Restrepo dentro da área, que limpou com calma e rolou para González. A centroavante só teve o trabalho de colocar para dentro da rede e marcar o segundo do time colombiano.

O Internacional partiu pra cima, tentando o gol de empate. Acionando muito Belém Aquino, a equipe brasileira chegava ao ataque e apostava em chutes de longa distância, mas sem muita precisão. As colombianas se fechavam bem e não davam espaço para as Coloradas jogarem no ataque.


No fim, aos 46’, Marcela Restrepo aproveitou a saída errada das coloradas, arrastou pelo meio, passou pelas duas zagueiras coloradas, limpou e bateu no ângulo para fazer o terceiro gol das colombianas. Analuyza ainda fez o segundo das Coloradas, aos 49', mas a vitória e o tercieor lugar ficaram com o Atlético Nacional.

Agora, o Internacional volta as suas atenções para o Campeonato Gaúcho Feminino de 2023, onde enfrenta o Juventude na próxima quinta-feira, dia 26. A partida está marcada para o Sesc Protásio Alves, na cidade de Porto Alegre.

Palmeiras faz 3 a 1 no Atlético Nacional e está na decisão da Libertadores Feminina

Foto: Staff Images Woman / Conmebol

Palmeiras ganhou e está na decisão

Na noite desta terça-feira, dia 17, no Estádio Metropolitano de Techo, em Bogotá, na Colômbia, o Palmeiras garantiu seu lugar na decisão da Libertadores Feminna de 2023. Pela semifinal da competição, o Verdão bateu o Atlético Nacional, por 3 a 1, e está perto do bi continental.

Nas quartas de final, o Palmeiras passou pelo paraguaio Olímpia, goleando pelo placar de 6 a 0. O jogo foi no sábado, dia 14, no Metropolitano de Techo, em Bogotá. No mesmo dia e local, o Atlético Nacional conseguiu a classifição passando pela Universidad de Chile, vencendo por 2 a 1.

Palmeiras e Atlético Nacional fizeram um primeiro tempo truncado, mas as Palestrinas conseguiram resolver o problema da marcação - que havia sido um calo do time na fase de grupos - e foi assim que conseguiram sair na frente. Bia Zaneratto converteu de pênalti para fazer 1 a 0, aos 34 minutos.

O Verdão cresceu após abrir o marcador e marcou o segundo aos 39', com Amanda Gutierres fazendo um golaço. Manuela González ainda marcou pelo Atlético, mas estava em posição de impedimento, e Gutierres fez o segundo pelo Palmeiras, mas o lance foi anulado por toque involuntário na mão. Assim, o Alviverde foi para o intervalo vencendo por 2 a 0.

As brasileiras continuaram dominando no segundo tempo e fizeram o terceiro aos 22 minutos. No apagão na defesa do Atlético Nacional, Flávia Mota recebeu na esquerda do campo, mandou o cruzamento na área e Amanda Gutierres cabeceou para o fundo das redes. No canto, sem chance para a goleira Restrepo: 3 a 0.

Depois, as Palestrinas diminuíram o ritmo e as colombianas descontaram aos 31'. E foi um golaço! O Atlético Nacional chegou pela direita do campo, perdeu a posse de bola, mas Katrine, do Palmeiras, tocou para trás e acertou na rival Valencia. A camisa 27 mandou nos pés de Daniela Montoya e a capitã marcou um belo gol de cobertura sobre a goleira Amanda Souza. Mas, a vitória ficou com o Palmeiras por 3 a 1.


Com o resultado, o Palmeiras está na decisão da Libertadores Feminina 2023, onde vai encarar o vencedor de Corinthians e Internacional, que jogam nesta quarta-feira, dia 18. A final será no sábado, dia 21, no Estádio Pascual Guerrero, em Cali. A decisão de terceiro lugar, que terá o Atlético Nacional, será a preliminar.

Três equipes brasileiras avançam para as semifinais da Libertadores Feminina

Com informações da TV Cultura
Arte: Conmebol


A Copa Libertadores da América de Futebol Feminino, realizada na Colômbia, definiu as equipes semifinalistas no último sábado (14) e domingo (15). Corinthians, Palmeiras e Internacional avançaram de fase, aumentando as chances do troféu continental ser conquistado novamente por um time brasileiro.

O Palmeiras enfrentará o Atlético Nacional (Colômbia) no Estádio Metropolitano de Techo, nesta terça-feira (17), às 21h30, horário de Brasília. Com 21 gols marcados e três sofridos, a equipe alviverde conta com Bia Zaneratto, vice-artilheira do campeonato, para defender o título.

Corinthians e Internacional protagonizam um clássico brasileiro na quarta-feira (18), às 23h30, no Estádio Pascual Guerrero. A equipe paulista tem a melhor defesa da Libertadores até o momento, com nenhum gol sofrido, que será testada pela atacante Priscila, artilheira da competição com seis gols. Empatada com Zaneratto, a número 14 corintiana Milene contabiliza cinco gols.


Confira as semifinais:

Terça-feira - 17 de outubro
21h30
Palmeiras x Atlético Nacional
Estádio Metropolitando de Techo - Bogotá

Quarta-feira - 18 de outubro
23h30
Corinthians x Internacional
Estádio Pascual Guerrero - Cali

Atlético Nacional bate a Universidad de Chile e está na semi da Libertadores Feminina

Foto: Staff Images Woman / Conmebol

Atlético Nacional venceu e está na semifinal

No Estádio Metropolitano de Techo, em Bogotá, na Colômbia, neste sábado, dia 14, Universidad de Chile e Atlético Nacional abriram as quartas de final da Libertadores Feminina de 2023. E as Verdalogas levaram a melhor, venceram por 2 a 1 e avançaram para as semifinais.

A Universidad de Chile terminou a primeira fase da Libertadores Feminina 2023 com o primeiro lugar do Grupo B, com sete pontos, e vinha de empate em 1 a 1 com o Santa Fe. Já o Atlético Nacional foi o segundo do Grupo A, com seis pontos, e sua última partida foi uma derrota para o Palmeiras, por 4 a 3.

Primeiro tempo bastante movimentado em Bogotá, com o Atlético Nacional começando com tudo, abrindo o marcado logo aos 2 minutos, com Yoreli Rincón. Aos 10', o segundo das Verdalogas, com Maniela González. A Universidad de Chile reagiu e diminuiu no último lance da primeira etapa, com Bárbara Sánchez.

No segundo tempo, o time chileno se lançou ao ataque, buscando o empate, mas a equipe pecava na última bola. Além disso, bem postada, a defesa do Atlético Nacional segurava o ímpeto adversário. Assim, as Verdalogas venceram por 2 a 1 e garantiram a classificação.


Na semifinal, o Atlético Nacional vai encarar o vencedor de Palmeiras e Olimpia, que jogam ainda neste sábado, no outro confronto de quartas. A partida da próxima fase será na terça-feira, dia 17, no Estádio Metropolitano de Techo, em Bogotá, em horário a ainda ser definido pela Conmebol.

Paulo Autuori deixa o Inter e acerta para ser técnico do Atlético Nacional

Com informações do GE.com
Foto: reprodução

Paulo Autuori em sua outra passagem pelo clube colombiano

Paulo Autuori deixou o Inter e acertou como novo técnico do Atlético Nacional, da Colômbia. O clube de Medellín anunciou nas redes sociais o acerto com o profissional, que era o diretor técnico colorado, e marcou a apresentação no dia 13 de outubro. O Inter confirmou a saída uma hora e meia após os colombianos com uma nota oficial.

A saída do dirigente é uma surpresa no contexto colorado. O clube colombiano anunciou o acerto com Autuori sem haver qualquer especulação ou informação de saída nos bastidores. Autuori afirmou que já havia comunicado o presidente Alessandro Barcellos da possibilidade.

"Houve o contato há algumas semanas por parte do Nacional e desde o primeiro momento tratei de manter o presidente do Inter informado. Desde que comecei na função, sempre deixei claro que só voltaria ao cargo de treinador em caso de projetos fora do Brasil e foi o que acabou acontecendo no caso do Nacional, um clube que conheço e onde já trabalhei. Durante as tratativas, ainda tentamos prorrogar a saída para o final do ano, mas houve a urgência por parte do clube colombiano", afirmou Autuori.

Em Porto Alegre, Paulo Autuori era o responsável por gerenciar e trabalhar as áreas técnicas do Inter e fazer uma ponte da diretoria com o grupo de atletas e comissão técnica. Trabalhava junto a William Thomas, executivo de futebol colorado.

A passagem de Autuori pelo Inter durou cerca de seis meses. O profissional foi anunciado em abril deste ano para preencher uma lacuna prometida em campanha pelo presidente Alessandro Barcellos. A intenção era buscar um diretor para integrar áreas relacionadas a comissão técnica, jogadores, área de saúde, performance e análise de desempenho, além de manter relação com as categorias de base.


Autuori passou pelo Atlético Nacional, entre o fim de 2018 e a metade de 2019. A última equipe que havia treinado foi o Athletico, quando era coordenador e assumiu como técnico depois da demissão de Dorival Júnior. Depois, passou pelo Goiás como coordenador técnico antes de chegar ao Inter.

Autuori iniciou a carreira no futebol nos anos 1970, como preparador físico, e em seguida virou treinador. Comandou diversos clubes no Brasil e no exterior, incluindo as seleções do Peru e Catar, e conquistou títulos relevantes como o Brasileirão de 1995 pelo Botafogo e duas vezes a Libertadores, com Cruzeiro (1997) e São Paulo (2005).

O início de Victor Aristzábal no Atlético Nacional

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Aristzábal começou no Atlético Nacional em 1990

Ídolo das torcidas de São Paulo e Cruzeiro, o colombiano Victor Aristzábal, que chega aos 50 anos neste dia 9 de dezembro, foi dentro de campo um dos grandes do futebol colombiano. Artilheiraço, com enorme faro de gol, o atacante iniciou sua trajetória no esporte bretão no que é provavel e indiscutivelmente o maior time de futebol de seu país, o Atlético Nacional.

Cria da base Verdaloga, que inclusive é historicamente produtora de enormes talentos históricos, Victor começou a jogar no profissional do time e já muito rapidamente foi destaque enorme na equipe campeã colombiana de 1991, onde contribuiu com gols, velocidade e assustando adversários. Aquele time ainda tinha parte da geração de ouro campeã da Libertadores dois anos antes, numa época onde o promissor atacante já treinava com os profissionais.

A partir do ano seguinte, já se tornou rapidamente um dos destaques do time. Marcava muitos gols e dava assistências e sua qualidade começava a chamar atenção já do futebol europeu. Foi assim que acabou deixando o time Verdaloga ainda muito jovem, em 1993, para passar uma temporada jogando pelo Valencia, da Espanha, onde não conseguiu se adaptar, retornando então ao Atlético Nacional em 1994.

Após voltar, terminou sua maturação como atleta e então foi destaque absoluto do time campeão colombiano em 1994. Marcou 15 gols com a camisa verde naquela campanha, sendo essencial para que o time levasse mais um campeonato colombiano. Em 1995, novamente fez outro grande ano, jogando o suficiente para que chamasse atenção do futebol brasileiro, indo então jogar no São Paulo, em 1995. Faria história jogando por aqui.


A ligação de Aristzábal com os Verdalogas não parou no seu início, já que teve outras passagens pelo clube, onde inclusive encerrou sua carreira em 2007. Ídolo histórico, é até hoje o maior artilheiro da história do clube, com 207 jogos em 379 jogos, nas passagens entre 1990 e 1993, 1994 e 1995, 2000 e 2005 a 2007. Conquistou cinco títulos colombianos, duas Copas Interamericanas e uma Copa Merconorte pelo clube.

A passagem de José Luis 'Tata' Brown pelo Atlético Nacional

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

'Tata' Brown em seus tempos de Atlético Nacional

Neste dia 11 de novembro de 2021, José Luis Brown, também conhecida como Tata, estaria completando 65 anos de idade nesta quinta-feira se ainda estivesse vivo. Por este motivo, vamos relembrar a passagem do zagueiro argentino campeão do mundo em 1986 pelo colombiano Atlético Nacional, de Medellín, entre 1983 e 1984.

Após ser revelado pelo Estudiantes de la Plata e jogar no time argentino por oito anos, Tata chegou ao clube verde e branco no ano de 1983. Sua vinda ao clube colombiano aconteceu para dar continuidade ao 'Processo Zubeldíano', ex-treinador da equipe que havia falecido em janeiro de 1982. A partir daquele momento, o atleta se juntava a uma equipe que já tinha grandes nomes.

Vale lembrar que o clube já contava com jogadores como Lorenzo Carrabs, Guillermo La Rosa, Sergio Santín, Pedro Sarmiento, César Cueto, Sapuca e Hernán Darío Herrera. Comandado pelo treinador uruguaio Luis Cubilla, este elenco era considerado como o time dos sonhos.

Um fato que ajudou o argentino a se dar bem no futebol colombiano foi de não ter demorado para se adaptar com a cidade, seu time e nem com seus companheiros de equipe. Mostrava muita força, disposição, garra nos 90 minutos de jogo e muita concentração. Além ajudar se companheiros com grandes atuações na defesa, houve momentos em que José Luis era colocado no ataque para dar uma força no setor ofensivo.

Em uma partida que acontecia na cidade de Bogotá diante do Santa Fe, o Atlético Nacional estava perdendo pelo placar de 2 a 0. O treinador Cubilla fez uma alteração que mudou até a função de Tata. Com a entrada de Luis Fernando Suárez no lugar de Guillermo La Rosa, o zagueiro passou a jogar mais avançado e no final, o resultado foi positivo. Jose Luis marcou um gol e deu duas assistências para Sapuca, levando seu time a uma heroica vitória pelo placar 3 a 2 de virada.

As suas descidas ao campo ofensivo eram sempre perigosas, mesmo que fosse um defensor. Sempre que seu time tinha um lance de bola parada, era motivo de muitas expectativas, já que era um de seus pontos mais fortes. Outro ponto que fez o atleta se destacar com a camisa dos Verdolagas era o fato de impor muito respeito aos rivais, que sentiam a tamanha disposição e determinação de Tata ao disputar uma bola, mesmo em jogadas mais difíceis de conseguir ter êxito.

Enquanto esteve na Colômbia, honrou a camisa verde e branca. Acabou não conseguindo conquistar nenhum título nesse período em que defendeu o Rei de Copa, mas sempre mostrou que todas as suas virtudes poderiam ajudar a equipe constantemente, principalmente nos clássicos contra Millionários e Santa Fe.

Assim que encerrou o seu vínculo com o Atlético Nacional de Medellín, atuou em clubes como Boca Juniors, Deportivo Español, Brest e Murcia. Encerrou a sua carreira como jogador de futebol profissional após defender as cores do Racing em 1989. Entre todas estas passagens, José Luis Brown fez parte da Seleção Argentina comandada por Maradona em toda a campanha do título da Copa do Mundo de 1986, disputada no México.


Continuou trabalhando com futebol por mais alguns anos e treinou times como Almagro, Blooming, Atlético Rafaela, Ben Hur, Ferro Carril e a Seleção Argentina. Terminou sua trajetória futebolística depois de estar no comando técnico do Ferro Carril pela segunda vez em 2013.

Foi então, que no dia 12 de agosto de 2019, José Luis Brown veio a falecer. Tata foi diagnosticado com Alzheimer, doença que afeta a memória. Chegou a ser internado em uma clínica localizada em La Plata, mas acabou não resistindo e morreu aos 62 anos de idade.

Chapecoense faz 2 a 1 e sai na frente na decisão da Recopa

Por Lucas Paes

Jogadores da Chape comemoram o gol (Foto: Reuters)

A Chapecoense começou bem a decisão da Recopa Sul-Americana. Jogando bem, os catarinenses venceram a primeira partida da decisão, jogando na Arena Condá, por 2 a 1, contra o Atlético Nacional da Colômbia. Reinaldo e Luiz Otávio marcaram para a Chape, enquanto Macnelly Torres diminuiu para os Verdalogas.

Antes do jogo, houveram homenagens para todas as vítimas do acidente aéreo com o time catarinense no ano passado. Em um momento bastante emocionante, o zagueiro Neto deixou um recado mais emocionado. “Não esperem um avião cair para dizer eu te amo para alguém, para pedir perdão, para dar um abraço”. 

A etapa inicial do jogo foi bem truncada, com ambas as equipes sofrendo para penetrar as defesas adversárias. O primeiro ataque da partida foi logo com um minuto, quando em cobrança de falta a favor dos catarinenses, Reinaldo cruzou, a bola atravessou a área perigosamente, mas parou nas mãos de Armani. Depois, a partida passou a ficar truncada, e ninguém conseguiu atacar com muito perigo nos 15 minutos seguintes. 


Pré jogo ficou marcado por homenagens (Foto: EFE)

O primeiro lance perigoso depois desse hiato veio com quase 17’, quando Reinaldo pegou uma bola que sobrou na entrada da área e chutou forte, obrigando o goleiro do Atlético Nacional a fazer uma boa defesa. A partir dai o jogo ficou maluco, pouco tempo depois, um erro de saída de bola do goleiro da Chapecoense quase rendeu a abertura do placar, mas o gol de Moreno foi bem anulado. 

Logo depois, João Pedro recebeu dentro da área e teve o chute interceptado pelo zagueiro verdaloga, só que a interceptação foi com a mão: pênalti, que Reinaldo cobrou para abrir o placar, aos 24’. Depois do gol, o Atlético tentou chegar na base dos cruzamentos, mas esbarrou na bem armada defesa da Chapecoense, enquanto o time catarinense tentou ensaiar alguma pressão. 

Os colombianos acabaram chegando com perigo só depois dos 35’, com um cruzamento que passou perigosamente pela área e, na sobra, Macnelly Torres chutou com muito perigo, a pelota raspou a trave. Foi o lance mais perigoso dos Verdalogas em toda a etapa inicial do jogo.

Rossi e Reinaldo comemoram o primeiro gol

A partida continuou travada. Nos minutos derradeiros do primeiro tempo, Rossi, que infernizou o lado esquerdo da defesa do Atlético Nacional, cruzou para a área e Túlio de Melo dividiu com Armani na pequena área, a bola foi para o gol, prensada entre o atacante da Chape e o goleiro argentino, mas o juiz marcou a falta.

No intervalo, Douglas Grolli, que sentiu contusão muscular, foi substituído por Luiz Otávio. O segundo tempo começou com o Nacional tentando adiantar as linhas, buscando pressionar a equipe brasileira. Com quase 8’, os colombianos chegaram pela primeira vez, mas o chute de Bernal foi longe do gol.

Já a Chape chegou logo depois, Apodi passou em velocidade pela ponta e cruzou rasteiro, antes que Túlio de Melo conseguisse completar para o gol, Bocanegra cortou para escanteio. Na sobra do córner, Reinaldo tentou de longe, mas o chute saiu completamente errado, sem oferecer perigo à meta colombiana.

O jogo foi bastante disputado (Foto: Getty)

Aos 13’, o Atlético Nacional chegou ao empate com um golaço: Macnelly Torres pegou a bola pelo lado esquerdo do ataque colombiano, cortou o defensor catarinense e acertou um chutaço, sem chances para Arthur Moraes. Naquele momento, tudo igual em Chapecó. 

O gol fez com o que o Atlético passasse a dominar a posse da bola. Sem, porém, conseguir oferecer maior perigo ao gol de Arthur, já que a defesa catarinense seguia bem postada. Foi só aos 24’ que o time colombiano ofereceu um pouco de sofrimento a torcida local, quando Bocanegra bateu uma falta perigosíssima por cima do gol.

Foi justamente quando o Atlético dominava o jogo, que a Chape chegou ao segundo gol: Arthur Caike arrumou um escanteio e Reinaldo cobrou na cabeça de Luiz Otávio, que não deu qualquer chances de defesa para Armani, marcando o segundo gol catarinense na partida. Depois disso, o jogo pegou fogo.

Luis Otávio comemora o segundo gol da Chape (Foto: Getty)

A vantagem animou os Condás, que partiram pra cima e quase chegaram ao terceiro apenas dois minutos depois: Rossi fez boa jogada pela ponta e cruzou pelo chão, a bola ia com direção a João Pedro, mas Armani interceptou o cruzamento antes que a Chape pudesse marcar mais um. Se a redonda passa, provavelmente seria o terceiro.

A resposta dos Verdalogas veio aos 34 minutos, depois de um bate-rebate na área da Chapecoense, a bola sobrou para Arias, que encheu o pé, só que ela subiu demais e foi parar na arquibancada. Apenas um minuto depois, Reinaldo arremessou um lateral na área e Welington Paulista cabeceou bem, porém nas mãos do goleiro.

Depois disso, o jogo deu uma acalmada, e foi só aos 40’ que algo mais interessante aconteceu: em mais uma jogada de velocidade pelo lado direito, os catarinenses chegaram e, após o cruzamento rasteiro para a área, ela sobrou para Arthur, que chutou mal, para fora. A resposta colombiana veio logo depois, com a bola rondando a área catarinense. Mas, mais uma vez, o time não conseguiu chegar com mais perigo, devido ao bom posicionamento da defesa brasileira.

Apodi disputa a bola com atacante do Nacional (Foto: AFP)

A partir dos 43, pressão total da Chape: primeiro Reinaldo quase marcou o terceiro, quando outra vez, Rossi causou um caos pelo lado direito e sofreu falta, sendo atropelado por Diaz. O autor do primeiro gol bateu direto e Armani tirou de soco. Logo depois, Arthur Caike avançou para dentro da área foi derrubado, mas o juiz nada marcou. Depois, outra falta pela ponta direita, outro cruzamento, mas a bola foi afastada pela defesa colombiana.

Com o final de jogo, a Chape confirmou a vitória em casa. Agora, os catarinenses estão a um empate do título. Para os Verdalogas, basta vencer por mais de um gol de diferença, já que qualquer vitória pela diferença mínima leva o jogo para a prorrogação. A segunda partida da decisão ocorre daqui a um mês, no dia 10 de maio, no Estádio Atanásio Girardot, em Medellin, na Colômbia. 

Detalhe do jogo: a torcida colombiana estava 
no meio dos catarinenses (Foto: Twitter do Atlético Nacional)

Ficha Técnica
CHAPECOENSE 2 x 1 ATLÉTICO NACIONAL

Data: 04 de Abril de 2017
Local: Arena Condá – Chapecó/SC
Público: 19.005 pagantes
Renda: R$ 547.330,00
Árbitro: Mario Diaz de Vivar (Paraguai)
Assistentes: Milciades Sadivar e Roberto Cañete (Paraguai)

Cartões Amarelos
Chapecoense: Apodi.
Atlético Nacional: Bocanegra, Arias e Henriquez.

Gols
Chapecoense: Reinaldo, de pênalti, aos 24 do primeiro tempo e Luiz Otávio, aos 28 do segundo tempo.
Atlético Nacional: Macnelly Torres, aos 13’ do segundo tempo.

Chapecoense: Arthur Moraes; Apodi, Grolli (Luiz Otávio), Nathan, Reinaldo; Andrei Girotto, Luiz Antônio (Moisés), João Pedro; Rossi, Túlio de Melo (Wellington Paulista) e Arthur Caike – Técnico: Wagner Mancini

Atlético Nacional: Armani; Bocanegra, Aguilar, Henriquez, Farid Diaz; Arías, Bernal (Mosqueda), Macnelly Torres; Moreno (Aldo Ramirez), Ibarguen (Rodriguez) e Ruiz – Técnico: Reinaldo Rueda

Recopa Sul-Americana 2017 - Uma decisão que entrará para a história

Por Victor de Andrade

A delegação do Atlético Nacional sendo recebida em Chapecó (foto: Tarla Wolski / Futura Press)

Nesta terça-feira, dia 4, às 19h15, na Arena Condá, em Chapecó, Chapecoense e Atlético Nacional começam a decidir o título da Recopa Sul-Americana de 2017, torneio da Conmebol que reúne os campeões da Sul-Americana e Libertadores do ano anterior. Antes de começar a partida, por tudo que envolve os dois clubes em uma história recente, podemos dizer que será uma decisão que entrará para a história.

Como não esquecer do fatídico dia 28 de novembro de 2016, quando o avião da LaMia, que transportava a delegação da Chapecoense para Medellin, que disputaria a final da Copa Sul-Americana, caiu e vitimou praticamente todas as pessoas que estavam à bordo. E foi em uma tragédia que vimos umas das maiores comoções da história do mundo, que fugiu das fronteiras do futebol.

A torcida do Atlético Nacional, que seria do adversário da Chape naquela final, fez uma das maiores homenagens já vistas, que emocionou à todos. A diretoria do clube colombiano foi ainda mais nobre, abdicando do título da Copa Sul-Americana, que foi outorgado ao time catarinense e é por isso que ele começa a decidir a Recopa contra os Verdolagas, que já tinham vencido a Libertadores.

Homenagem do Atlético Nacional no ano passado

O povo de Chapecó se sentiu na obrigação de retribuir todo o apoio que a cidade de Medellin deu aos brasileiros naqueles dias logo após ao acidente e recebeu a delegação do Atlético Nacional na terça, dia 3, como heróis. E não é para menos, os dois times da mesma cor (verde) criaram laços de irmandade que ficarão eternos.

Os fãs de futebol terão um desafio nesta terça-feira: segurar as lágrimas, pois realmente será emocionante a entrada das duas equipes em campo, pois seria o que aconteceria na final da Copa Sul-Americana. E este será apenas o primeiro de dois capítulos: dia 10 de maio terá o jogo de volta, em Medellin, e novamente haverá homenagens.

Os times sul-americanos ainda deveriam entrar diretos na semi do Mundial?

Endo fazendo o segundo gol do Kashima. Estaria na hora de rever a vantagem?

Toda vez que um time sul-americano é eliminado nas semifinais da Copa do Mundo de clubes, sempre vem a pergunta: estas equipes ainda estão tão a frente do resto do mundo, fora a Europa? Elas ainda deveriam ter a vantagem de entrar em fase avançada mesmo quando no ano anterior um representante da Conmebol não se classifica para a decisão?

Quando a Copa do Mundo de Clubes da Fifa passou a ser realizada interruptamente, em 2005, a primeira fórmula era com seis times, mas com europeus e sul-americanos entrando apenas na semi. Em 2007, passou a disputar também o campeão do país sede e foi criada mais uma fase. Porém, nada mudou para os times da América do Sul e Europa.

A primeira vez em que se contestou a vantagem foi em 2010. O Internacional foi eliminado em seu primeiro jogo, perdendo para o Mazembe, representante africano, por 2 a 0. As perguntas começaram a pintar e os questionamentos também. Porém, os dois sul-americanos seguintes chegaram à final, Santos, em 2011, e, principalmente Corinthians, que conquistou o título em 2012, e as indagações cessaram.

O Internacional perdeu para o Mazembe em 2010

Em 2013 o questionamento voltou à tona. O Atlético Mineiro, representante sul-americano, foi derrotado pelo Raja Casablanca, time da casa, por 3 a 1, e as perguntas voltaram. Será que eles merecem a vantagem?

Em 2014 e 2015, os representantes sul-americanos foram os argentinos San Lorenzo e River Plate. Ambos chegaram à final, mas não tiveram chances encarando, respectivamente Real Madrid e Barcelona. A dúvida já era outra: a diferença entre clubes europeus e sul-americanos já é maior do que entre as equipes da Conmebol e o resto do mudo? Por essa diferença, será que eles ainda merecem ter a vantagem?

Neste ano, o tema ficou muito forte. O Atlético Nacional não conseguiu converter suas chances no primeiro tempo em gols, ficou nervoso na etapa final e foi derrotado pelo Kashima Antlers, representante do país sede, por 3 a 0. Foi a maior derrota de um sul-americano para um não europeu no Mundial. E a vantagem? Ela é necessária.

O Raja Casablanca bateu o Atlético Mineiro em 2013

O Curioso do Futebol é contra que qualquer time entre em fase avançada no Mundial de Clubes, e já propôs duas fórmulas onde o campeão faria apenas três jogos e em um campeonato com espaço de tempo similar ao atual (você pode conferir a matéria aqui, feita por Diego Dantas e Victor de Andrade). Acreditamos que todas as equipes classificadas deveriam ter a mesma chance.

Porém, mesmo na atual fórmula, continuando com as vantagens, poderia acabar com estas perguntas de forma bem simples: as federações dos times finalistas do ano anterior é que ficariam com as vagas diretas na semi no Mundial seguinte. E um detalhe: caso um europeu não conseguisse ir para a final, também perderia a vantagem no ano seguinte.

Exemplo: neste ano, estaria correto que europeu e sul-americano entrariam direto na semi, pois a decisão do ano passado foi Barcelona e River Plate. Porém, para 2017, o time asiático ganharia a vantagem do sul-americano, já que chegou à final neste ano (sim, é o time da casa, mas dar a vantagem para o representante do país sede seria demais. Portanto, ficaria para o time da Ásia).

O que vocês acham da proposta? Deixem comentários e sugestões.

Copa do Mundo de Clubes tem início nesta quinta


Tem início nesta quinta-feira, dia 8, a edição de 2016 da Copa do Mundo de Clubes da Fifa, ou o Mundial Interclubes, que mais uma vez será realizado no Japão. O time da casa, Kashima Antlers, encara o Auckland City, equipe da Nova Zelândia, campeã da Oceânia e também conhecida por ser a que mais participou da competição. A partida, válida pela fase inicial, está marcada para às 19h30 (horário local), no Estádio Internacional de Yokohama.

Além das duas equipes citadas, participam da competição Jeonbuk Hyundai Motors, da Coreia do Sul, campeão da Ásia, América do México, campeão da Concacaf, Mamelodi Sundowns, da África do Sul e dono do título africano, o colombiano Atlético Nacional, vencedor da Libertadores de América, e o Real Madrid, campeão da Uefa Champions League.

O grande favorito é o Real Madrid dos craques Cristiano Ronaldo e Gareth Bale. O Atlético Nacional, campeão da Libertadores e finalista da Copa Sul-Americana, que teve uma nobre atitude ao abdicar do título do segundo torneio por causa do acidente aéreo com a Chapecoense, também tem grandes chances e deve contar com a torcida do mundo inteiro por causa das últimas ações. América do México, Jeonbuk e Kashima Antlers correm por fora.

Veja o número de participações de cada equipe no Mundial de Clubes da Fifa:

REAL MADRID: 2000 e 2014
ATLÉTICO NACIONAL: Estreante
KASHIMA ANTLERS: Estreante
AUCKLAND CITY: 2006, 2009, 2011, 2012, 2013, 2014 e 2015
MAMOLED SUNDOWNS: Estreante
JEONBUK HYUNDI MOTORS: 2006
AMÉRICA: 2006 E 2015

Confira abaixo, em arte feita por Felipe Augusto, da Revista Série Z (aliás, não deixe de conferir a revista, que está muito boa), o cruzamento das chaves do mundial:

Atlético Nacional - Conquista da Libertadores mais do que justa

Por Lucas Paes

Jogadores do Atlético Nacional comemoram a conquista do título

Desde mais ou menos a terceira rodada da fase de grupos da Libertadores, se falava muito do futebol de dois times: o colombiano Atlético Nacional e o argentino Rosário Central. Porém, enquanto um destes times passou da primeira fase com o pé nas costas e com a melhor campanha da fase de grupos (os Verdalogas), os “Canallas” sofreram, mas conseguiram a classificação em primeiro lugar no grupo que tinha Nacional, River do Uruguai e o Palmeiras.

A primeira fase, aliás, já mostrava o que era esse time do Atlético: 12 gols marcados e nenhum gol sofrido e uma campanha estupenda de cinco vitórias e um empate. Os colombianos, porém, sofreram nas oitavas contra o encardido Huracán, enquanto os Canallas bailaram pra cima do Grêmio, vencendo por 1 a 0 em Porto Alegre e 3 a 0 em Rosário. A surpresa das oitavas era a eliminação do atual campeão, River Plate, para o Independiente Del Vale do Equador.

Nas quartas de final o confronto entre os dois times de melhor futebol da Libertadores rendeu um confronto épico e polêmicas. O Rosário venceu por 1 a 0, em casa, e impôs aquela que seria a única derrota do Atlético Nacional na Libertadores. Na segunda partida, o Atlético Nacional vencia apenas por 2 a 1, resultado que daria a vaga ao Rosário Central, mas aos 50 minutos, Berrio fez o gol da classificação e deu início à uma confusão clássica de Libertadores.

Alívio ao fim da partida: a segunda Copa do Verdalogas

Este jogo teve algumas polêmicas com relação à arbitragem, começando pelo pênalti, que foi polêmico e para muitos mal marcado, já que o jogador do Atlético Nacional tentava levantar quando a bola encostou em sua mão e passando pelo exagerado tempo de acréscimo de 6 minutos, mas qualquer resultado seria justo naquele confronto e entre os dois times que melhor jogavam futebol na América do Sul sobreviveram os Verdalogas.

Na semifinal o adversário foi o cascudo São Paulo e aqui houveram muitas reclamações com a arbitragem, o São Paulo não jogou bem no Morumbi, mas a partida se encaminhava para um 0 a 0 até o juiz expulsar Maicon, que deu um tapa no jogador do Atlético. O Atlético à partir dai dominou o jogo e fez 2 a 0 com dois de Borja.

No jogo da volta, o São Paulo foi muito guerreiro e isso merece destaque: Calleri botou o tricolor a frente em cabeçada certeira, Borja empatou para o Nacional, pouco depois Calleri mandou uma cabeçada na trave, no final do primeiro tempo o lance que poderia ter mudado a partida, Hudson foi empurrado na área na hora em que marcaria o segundo gol, o pênalti foi claro e se marcado causaria a expulsão do zagueiro verdaloga.

Bela batalha contra o Rosário Central

O segundo gol do Atlético veio de pênalti, tão claro quanto o que não foi marcado para o tricolor, Borja tenta cruzar e Carlinhos mete a mão na bola cortando o cruzamento do atacante colombiano, na cobrança é o próprio Borja que manda para as redes e faz o quarto gol dele em dois jogos na Libertadores, o Atlético Nacional estava na final.

Do outro lado das semifinais tínhamos o gigante Boca Juniors de Tevez, Lodeiro e Cia contra o desconhecido Independiente Del Vale, e os equatorianos estremeceram a América vencendo o Boca duas vezes, 2 a 1 no Equador e 3 a 2 em plena La Bombonera, a final que muitos esperavam ver entre Boca e Atlético Nacional seria na verdade entre Atlético Nacional e Independiente Del Vale.

Na primeira partida, na semana passada, Berrio abriu o placar para o Atlético, mas Mina empatou para o Del Vale. Hoje o Atlético abriu o placar no começo com o matador Borja, os verdalogas desperdiçaram diversas chances de ampliar mas o Del Vale também ofereceu muito perigo em diversos momentos, porém quando o apito final soou a Libertadores foi pela segunda vez para os verdalogas, um titulo justo e merecido do melhor time da Libertadores de 2016.

Melhor campanha entre os campeões da história

Contra o São Paulo: vitória em pleno Morumbi

Foram 33 pontos, 10 vitórias, 3 empates e apenas uma derrota, nem o Corinthians campeão invicto em 2012 marcou tantos pontos(30 pontos), entre os campeões é disparado a melhor campanha, na frieza dos números porém perde para o Santos eliminado nas semifinais de 2007 que até ali havia marcado 35 pontos, porém havia jogado a primeira fase(ou pré-Libertadores).

O futebol do Atlético nesta Libertadores era baseado na troca de passes e na velocidade, contra o São Paulo, o segundo gol foi uma amostra clara do que o Atlético faz de melhor, troca de passes rápida até encontrar Borja e este fazer o gol, o estilo lembra o da seleção colombiana de 2014, que foi considerada por muitos como a seleção de melhor futebol naquela Copa do Mundo.

Destaques da campanha

Franco Armani
O goleiro argentino é um dos grandes responsáveis pelos bons números da defesa verdaloga, tendo feito defesas importantes quando o time era atacado, quem sabe suas atuações possam o levar à seleção nacional.

Daniel Bocanegra
Autor de dois gols na competição, o lateral-direito teve ótimas atuações nesta Libertadores.

Sebastian Perez
O volante é uma das engrenagens do meio de campo do time e foi convocado para a seleção colombiana devido as boas atuações em 2016.

Macnelly Torres
O experiente meiocampista é um dos principais jogadores de criação da equipe e foi um dos destaques do time na campanha da Libertadores.

Alejandro Guerra
Talvez o melhor jogador do Atlético Nacional nesta competição, o meia Guerra fez 3 gols na competição sendo um deles no jogo contra o Rosário Central em Medellin, ele chegou a ser especulado em times brasileiros como Palmeiras e Santos.

Jonathan Copete
O agora santista foi de grande importância enquanto esteve nos verdalogas, fez 3 gols na competição e era um dos destaques do time, não a toa já vem mostrando futebol no alvinegro.

Marlos Moreno
O habilidoso atacante era o plano A do Santos para contratação junto ao Atlético Nacional mas foi impossível concorrer com os grandes europeus, o jogador tem apenas 19 anos e por isso desperta atenção de tantos clubes, ele marcou 3 gols na Libertadores.

Orlando Berrio
Outro bom jogador, o meia atacante foi responsável pelo gol da classificação contra o Rosário central, ele marcou outros 3 na competição somando 4 gols no total.

Alejandro Borja
Por último mas não menos importante, Borja chegou na semifinal da competição e marcou duas vezes no Morumbi e duas vezes no Atanasio Girardot contra o São Paulo, passou em branco semana passada e hoje deixou de novo sua marca fazendo o gol do titulo, um matador nato.

Casamata
Reinaldo Rueda foi o comandante que deu continuidade ao trabalho baseado no futebol ofensivo e de troca de passes que já tinha começado com Juan Carlos Osório.

Atlético Nacional e Independiente del Valle decidem a Copa Libertadores 2016


Depois de mais de cinco meses de futebol e 38 times na disputa, a Copa Bridgestone Libertadores da América de 2016 teve, nesta semana, definidos as duas equipes que farão a decisão da competição. O Atlético Nacional de Medellin, da Colômbia, vai encarar a surpresa Independiente del Valle, da cidade de Sangolquí, na grande Quito, capital do Equador. As partidas estão marcadas para os dias 20 e 27 de julho.

Campeão no ano de 1989, ainda de maneira suspeita, devido ao envolvimento do Cartel de Medellin com o clube (com denúncias de compra de arbitragem e ameaças), o Atlético Nacional chega à sua terceira final na competição de forma incontestável. Melhor campanha da fase de grupos, o time colombiano impressionou os fãs de futebol na América do Sul pelo belo toque de bola e um ataque fulminante.

Na semi, o Atlético Nacional eliminou o São Paulo

Na fase de mata-mata, o Atlético Nacional eliminou o argentino Huracán nas oitavas, o Rosário Central nas quartas e o brasileiro São Paulo na semifinal, ganhando as duas partidas. Por isso, os colombianos chegam à final como grandes favoritos.

Do outro lado, temos o surpreendente Independiente del Valle, que vai tentar repetir o feito da LDU Quito, que ganhou a Libertadores de 2008. O time de Sangolquí nunca foi campeão equatoriano e se caso ganhar o torneio continental se tornará a maior surpresa da história da competição. Na primeira fase, o Independiente eliminou o Guaraní paraguaio pelo gol fora de casa. Já na etapa de grupos, os equatorianos passaram em segundo no grupo que tinha Atlético Mineiro, Colo-Colo e Melgar.

O Independiente del Valle eliminou o Boca em plena La Bombonera

No mata-mata, o Independiente del Valle eliminou o River Plate nas oitavas, campeão da Libertadores em 2015, o Pumas UNAM nas quartas e o Boca Juniors na semifinal, ganhando os dois jogos. Na final, a equipe espera surpreender.

Para vocês, quem vai ganhar a Copa Libertadores 2016? Deixem seu comentário!

Copa Libertadores - Semifinais definidas


Com a eliminação do mexicano Pumas, que perdeu para o Independiente del Valle, nos pênaltis, ontem, ficaram definidas as semifinais da Copa Libertadores de 2016. A equipe equatoriana vai enfrentar o tradicional Boca Juniors. Já no outro embate, o São Paulo FC vai encarar os colombianos do Atlético Nacional de Medellin.

Porém, os confrontos não aconteceram logo na próxima semana. Devido à realização da Copa América do Centenário, que começa na próxima semana, nos Estados Unidos, as semifinais da Libertadores terão início apenas no mês de julho. Porém, como é de praxe, O Curioso do Futebol não vai 'fugir da raia' e, como aconteceu nas outras fases da competição, e faz o prognóstico da fase.


INDEPENDIENTE DEL VALLE (EQU) X BOCA JUNIORS (ARG)

Jogadores do time equatoriano comemoram a classificação

É o confronto entre a maior surpresa da competição até o momento e a camisa mais pesada entre os quatro classificados. Não é uma situação tão fácil de fazer um prognóstico, já que o Independiente del Valle vem derrubando todos eles. Porém, os argentinos estão jogando bem e conseguiram passar, com dificuldades, pelo Nacional do Uruguai, que vinha complicando a vida de muitos times.

Palpite de O Curioso do Futebol: acreditamos que, desta vez, a camisa vai pesar e o Independiente del Valle vai ficar no meio do caminho. Dá Boca Juniors.

Tevez é o destaque do Boca


SÃO PAULO (BRA) X ATLÉTICO NACIONAL (COL)

Maicon comemora o gol da classificação Tricolor

Lembra que em praticamente todas as Libertadores tem um time que começa mal, classifica na fase de grupos na 'bacia das almas' e vai avançando? Pois é, neste ano esta equipe é o São Paulo. Porém, o Tricolor encara agora a melhor equipe da competição, o Atlético Nacional, de Medellin, que espera voltar à uma final da competição, o que não acontece desde 1995, quando os colombianos perderam o título para o Grêmio.

Palpite de O Curioso do Futebol: parece que os filmes de 2008 e 2014 se repetem em 2016. Um time que joga fechado, sem tanto brilho, mas com eficiência. Edgardo Bauza leva o São Paulo para a final.

Atlético Nacional tem a melhor campanha da competição

Pablo Escobar, Eurico Miranda e a Libertadores de 1990

Capitães de Vasco e Atlético Nacional antes da partida (foto: arquivo Conmebol)

Com o sucesso da série Narcos no Netflix, estrelada pelo ator Wagner Moura e dirigida por José Padilha, algumas histórias do traficante colombiano Pablo Emilio Escobar Gaviria, que comandava com mãos de ferro e fogo (literalmente) o Cartel de Medellin, vieram à tona. E entre várias dessas histórias, o futebol está envolvido.

O Cartel de Medellin comandava o principal time da cidade, o Atlético Nacional. Os outros cartéis colombianos bancavam as equipes de suas respectivas cidades. Como o tráfico de Medellin era o mais forte do país, os investimentos no Atlético Nacional eram maiores e o clube dominava o cenário local.

Isso refletiu também em âmbito continental. O Atlético Nacional começou a se destacar nas competições internacionais e conquistou a Copa Libertadores de 1989, com um time que tinha os melhores jogadores colombianos que não tinham ido para o exterior. Porém, a conquista veio com várias suspeitas de tentativas de suborno e intimidação de árbitros que iam apitar na Colômbia.

Disputa de bola no meio de campo

Em 1990, o Atlético Nacional defenderia o seu título e iria encarar o Vasco nas quartas-de-final da Libertadores. E é aí que as histórias de Pablo Escobar e do folclórico cartola vascaíno, Eurico Miranda, se cruzariam.

A primeira partida do confronto foi realizada em 22 de agosto de 1990, no Maracanã. Em um jogo de poucas emoções, Vasco e Atlético Nacional ficaram no 0 a 0 e uma vitória simples de qualquer uma das equipes no segundo duelo definiria um dos semifinalistas da competição.

Em 6 de setembro, o Atlético Nacional recebia o Vasco em sua casa, em Medellin. "Já no aquecimento em campo deu para sentir a pressão, com policiais com cachorros ao nosso lado", disse o ex-lateral Luiz Carlos Winck, que jogou naquela noite, em entrevista ao UOL. Os colombianos ganharam a partida por 2 a 0 e iriam para a semifinal. Porém, a história não acabou.

Colombiano tentando atrair a torcida chilena

Sabendo de conversas de bastidores, Eurico Miranda, então vice-presidente de futebol vascaíno, começou a insinuar que Pablo Escobar teria comprado o árbitro da partida, o uruguaio Juan Daniel Cordellino, e fez tudo para que a partida fosse remarcada. A Conmebol ouviu Cordellino, que disse que foi procurado, mas não tinha aceitado suborno. Porém, admitiu que apitou pressionado.

"Não houve um lance capital com influência dele, mas ele estava alterado, vinha para cima da gente sempre. Dava para perceber a pressão pelo resultado favorável ao Nacional", explicou Winck, na mesma entrevista. Com todas as informações na mão, a Conmebol puniu o Atlético Nacional e remarcou a partida para Santiago do Chile.

O jogo em Santiago

No dia 13 de setembro, Atlético Nacional e Vasco entravam novamente em campo, desta vez no Estádio Santa Laura, na Capital Chilena. Quem esperava um Vasco empolgado com a nova chance, se enganou. O Atlético Nacional venceu novamente, desta vez por 1 a 0, gol de Arboleda, e o time da cruz de malta dava adeus à Libertadores de 1990.

O Atlético Nacional teve que jogar a semifinal, contra o Olimpia, também em Santiago, e acabou derrotado por 2 a 1. Em Assunção, os colombianos venceram por 3 a 2 e a decisão foi para os pênaltis, onde os paraguaios foram mais eficientes e conseguiram a vaga na final e, depois, seriam os campeões continentais.

* A ideia deste artigo veio em uma conversa que tive no último domingo, antes do jogo Portuguesa e Tombense, com o grande amigo Mario Gonçalves.

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