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O inicio de Faustino Asprilla no Cúcuta Deportivo

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Asprilla iniciando a carreira no Cúcuta

Faustino Hernán Asprilla Hinestroza, mais conhecido apenas como Faustino Asprilla, nasceu em Tuluá, na Colômbia, no dia 10 de novembro de 1969, e se tornou um grande atacante. O jogador passou por grandes clubes, nacionais e internacionais. Seu início de carreira foi no Cúcuta Deportivo.

O jogador começou sua carreira em seu país, ainda muito jovem, com 18 anos, iniciou no Cúcuta. A equipe era pequena, não disputava títulos, tinha um elenco humilde, mas dava muitas oportunidades a jogadores da base, e Asprilla foi oportunidade.

Logo quando subiu em 1988, atuou e ganhou a posição de titular da equipe, mostrando seu grande potencial. O atacante era alto e veloz, conseguindo se desmarcar facilmente e com tranquilidade finalizando para marcar seus gols. Suas atuações chamaram muito a atenção de grandes clubes.

O jogador estava em uma equipe humilde, mas mesmo assim conseguiu se destacar e fez grandes atuações, decidindo alguns grandes jogos para a equipe. A cada partida o atleta evoluía e estava mais próxima da sua saída do clube, para um clube grande.

As propostas já começavam a chegar e a diretoria do Cúcuta já sabia que ia ter que liberar o atleta pois não tinha dinheiro para inventos na permanência do atacante na equipe. Ele era o grande jogador do time, o cara que chamava a responsabilidade e decidia vários jogos.


Ao final da temporada, o atleta acabou aceitando a proposta do Atlético Nacional, que é um dos principais times do país. O jogador deixou o Cúcuta com 36 jogos e 17 gols marcados e se tornou um dos maiores jogadores colombianos da história, tendo jogado duas Copas do Mundo e ainda tendo uma carreira sólida na Europa.

A passagem de Faustino Asprilla pelo Newcastle

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Asprilla atuando pelo Newcastle

Atualmente, o Newcastle gera expectativas no mundo do futebol devido ao fato de ter sido recentemente comprado por um grupo de magnatas relacionados ao governo saudita. Antigamente, o tradicional time de Newcastle Upon Tine não tinha esses luxos. Foi nesse contexto que o colombiano Asprilla, que completa 52 anos neste dia 10, chegou ao clube. 

Asprilla chegou aos Magpies depois de passagem pelo Parma, da Itália, para formar dupla de ataque com Les Ferdinand. Eram as tentativas dos alvinegros de buscarem um título inglês em meio a disputa ferrenhas com o Manchester United. Já na primeira temporada, Asprilla mostrou a que veio e se tornou rapidamente um dos destaques do time, que rodada a rodada dava indícios de que conquistaria a Premier League sob o comando de Keegan.

Apesar disso, o colombiano viveu momentos agridoces no clube inglês. No fim do campeonato, o Newcastle perdeu força e acabou cedendo o título ao Manchester United. Na temporada seguinte, a chegada de Alan Shearer tornou o ataque dos Magpies mais poderoso do que ele já conseguia ser, o que fez com que a equipe novamente disputasse rodada a rodada a liderança contra os comandados de Alex Fergunson. 

Asprilla, apesar de não ser o artilheiro da equipe, posto guardado para Ferdinand e Shearer, fazia gols importantes e executava grandes jogadas. O colombiano era queridíssimo pelo torcedor, mais novamente viu junto de seus companheiros o título inglês escapar na ferrenha disputa com o Manchester United na temporada 1996/1997. 

Seu grande momento pelos Magpies curiosamente foi vivido já na apoteose de sua passagem. Na temporada 1997/1998, numa partida diante do Barcelona, Asprilla fez com que a torcida não sentisse falta de Ferdinand e de Shearer e marcou três gols em uma noite mágica no Saint James Park. Apesar disso, a equipe acabou eliminada na fase de grupos e o colombiano terminou aquela temporada indo para o Parma novamente.


Em duas temporadas e meia jogando pelo clube, Asprilla realizou 62 partidas e marcou 18 gols, números que, se não tão impressionantes, deixaram seu nome marcado com carinho para o torcedor do clube. O atacante passaria ainda por clubes brasileiros depois de deixar o Parma e se aposentaria em 2004, jogando no seu país natal. 

Faustino Asprilla no Palmeiras

Foto: arquivo

Asprilla no Palmeiras: marcado por ter perdido pênalti contra o Boca Juniors

Neste 10 de novembro de 2020, um dos maiores jogadores da história do futebol colombiano está completando 51 anos. Faustino Asprilla foi um dos expoentes de uma das gerações mais talentosas da seleção cafeteira, teve grandes momentos na Europa e com 30 anos aportou no Brasil, onde defendeu dois clubes, sendo o primeiro o Palmeiras.

Faustino Asprilla surgiu jovem na Colômbia, defendendo o Cúcuta Deportivo. Depois, foi para o Atlético Nacional, em 1990, equipe que dominava o futebol local, com o dinheiro do narcotráfico. Em 1992, ele foi negociado com o Parma, através da Parmalat, e virou a nova sensação da Seleção do país, tendo sido um dos grandes nomes da célebre vitória sobre a Argentina, por 5 a 0, no Monumental de Nuñez, em 1993, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1994.

Porém, a Colômbia fracassou na Copa do Mundo de 1994, realizada nos Estados Unidos, e, a partir de então, Faustino Asprilla passou a ter altos e baixos no futebol europeu. A Parmalat chegou a emprestá-lo para o Newcastle. Nem a participação no Mundial de 1998 fez o colombiano voltar a crescer no futebol. Então, a empresa de laticínios italiana resolveu mandá-lo de volta à América do Sul, para defender outra equipe na qual eles tinham uma parceria: o Palmeiras.

E a contratação de Faustino Asprilla foi festejada no Verdão. A equipe havia acabado de conquistar a Copa Libertadores de 1999, na final contra o Deportivo Cali, e queria uma equipe forte para encarar o Manchestes United, na final do Mundial Interclubes.

O Alviverde levou o segundo semestre de 1999 meio que "nas coxas", dando prioridade ao Mundial Interclubes. Mesmo não tendo disputado a Libertadores, Asprilla foi titular no jogo contra o Manchester Ciy, em 30 de novembro daquele ano. O colombiano não fez uma boa apresentação e foi substituído aos 11 minutos do segundo tempo, dando lugar a Oseias. No fim, o Palmeiras perdeu por 1 a 0 e ficou sem o título.


No ano seguinte, Asprilla foi um dos principais nomes do Palmeiras que conquistou o Torneio Rio-São Paulo e vinha apresentando um bom futebol naquele primeiro semestre de 2000, ajudando o Verdão a chegar na decisão da Copa Libertadores da América novamente. Era a chance de conquistar o bi e ainda tentar, de novo, o tão sonhado título mundial.

Aí veio a 'gota d'água' de Faustino Asprilla no Palmeiras. O título, contra o Boca Juniors, foi decidido nas penalidades, no Morumbi e o colombiano foi um dos jogadores que perdeu a cobrança para o Verdão. Assim, o time argentino ficou com o título e o colombiano acusado de ter sido um dos culpados pela derrota.

Asprilla ainda conquistaria a Copa dos Campeões pelo Palmeiras, mas logo em seguida foi negociado com o Fluminense, onde ficou cerca de 1 ano. O colombiano ainda defenderia o Atlante, do México, voltaria ao Atlético Nacional e ainda jogou por Universidad de Chile e o argentino Estudiantes, onde encerrou a carreira em 2004.

Rock e Futebol - Iron Maiden e o Virtual XI

Em pé: Pearce, Asprilla, Harris, Gascoigne, Bayley e Wright.
Sentados: McBrain, Murray, Vieira, Gers e Overmars. 
Este era o time do Iron Maiden no Virtual XI 

O rock e o futebol muitas vezes se cruzaram. Muitos músicos do estilo são fãs do esporte bretão e, por isso, deixam transparecer essa paixão em seus discos. Um dos casos mais claros está no Virtual XI, o 11º disco de estúdio do Iron Maiden.

Steve Harris, baixista, principal compositor e líder da banda de heavy metal britânica, uma das maiores no estilo, é torcedor do West Ham United e até chegou a jogar nas categorias de base do clube londrino. O músico sempre deixou transparecer seu fanatismo pela sua equipe do coração. Um exemplo disso é que o baixo que ele toca nos shows tem o escudo do West Ham.

Capa do disco

A banda já havia utilizado o futebol no clip de Holy Smoke, música do álbum No Prayer For The Dying (1990), além de alguns jogos de futebol em algumas visitas. Porém, não passou disso. Então, no disco de estúdio 11 (número da camisa que ele gosta de usar), o Virtual XI, lançado em 1998, o baixista resolveu colocar temáticas sobre futebol na arte do álbum. Logo na capa, no canto esquerdo baixo, é possível ver uma ilustração de uma partida entre Brasil e Inglaterra.

Mas é no encarte onde há claras citações de futebol. As fotos dos membros da banda na época, Blaze Bayley (vocalista), Dave Murray, Janick Gers  (guitarristas) e Nicko McBrain (baterista), além do próprio Steve Harris, são com uma camisa de futebol do próprio Iron Maiden. A camisa fez tanto sucesso, que a cada turnê, é lançado um novo modelo.

Detalhe do jogo de futebol na capa

Mas além dos cinco músicos, o time do Iron Maiden ganhou alguns reforços para completar o onze inicial da equipe. Nas fotos do encarte, aparecem Marc Overmars, Ian Wright, Faustino Asprilla, Patrick Vieira, Stuart Pearce e Paul Gascoigne, formando o timaço da 'Donzela de Ferro'.

Apesar de toda essa temática legal sobre futebol, o Virtual XI é um dos discos com menor aceitação pelos fãs da banda. A culpa não foi da modalidade esportiva. Longe disso! Também não foi o caso de o Iron Maiden ter feito um som mais comercial. O problema estava na voz. Isso mesmo!

Os cinco membros da banda com a camisa do time Iron Maiden

Na primeira metade da década de 90, Bruce Dickinson deixou o Iron Maiden para seguir carreira solo. A banda acabou recrutando Blaze Bayley, ex-Wolfsbane. O primeiro disco dele pela 'Donzela', The X-Factor, com uma temática sombria, deixou os fãs em dúvida, dando voto de confiança, perdido após o início da turnê. No segundo disco gravado por Blaze, o Virtual XI, a paciência dos seguidores e críticos da imprensa especializada acabou e o disco recebeu inúmeras avaliações baixas.

A turnê promocional do disco também teve o futebol envolvido. Os músicos se espalharam pelo mundo, falando sobre o novo álbum e, quase sempre, visitavam os times de futebol da cidade. Aqui no Brasil, Dave Murray e Nico McBrain foram ao CT Rei Pelé, do Santos Futebol Clube. Quem gostou disso foi o goleiro Zetti, que aproveitou a deixa para que a dupla de guitarristas autografassem seus discos da banda.

Harris e seu baixo com o escudo do West Ham

Já na turnê de shows, Steve Harris fez questão que em cada país que a banda visitasse, um jogo de futebol fosse organizado. Como citado anteriormente, o Iron Maiden até já promovia estas partidas, mas na Virtual XI tour ela foi intensificada. Os shows passaram pelo Brasil, tendo São Paulo (com este que vos escreve presente) e Curitiba com os concertos principais. O ponto negativo foi o cancelamento do show em Campinas, que seria no Brinco de Ouro da Princesa, devido às fortes chuvas que caíram na cidade no dia.

Gers e Murray visitando o CT do Santos

Com todas as críticas negativas para o disco e a fraca performance de Blaze Bayley nos shows, o futebol não conseguiu segurar o vocalista na banda. Ao final da Virtual XI Tour, o Iron Maiden anunciava a volta de Bruce Dickison ao comando do microfone, além do retorno de Adrian Smith, fazendo com que a banda ficasse com três guitarristas.

O Curioso do Futebol

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