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Ex-meia Alex é o novo treinador do Operário Ferroviário

Com informações do Operário Ferroviário EC
Foto: arquivo / Antalyaspor

Alex quando treinou o Antalyaspor, da Turquia

O Operário Ferroviário anunciou a contratação do técnico Alex de Souza como novo comandante da equipe principal. Agora, Alex assume os treinamentos de imediato e já estará a frente da equipe no próximo confronto em casa, contra o Grêmio Novorizontino, na próxima segunda-feira (23). Junto a ele, Zé Roberto e João Paulo Cavalcanti passam a integrar a comissão técnica do Fantasma como auxiliares técnicos.

Craque em campo, Alex teve uma carreira de sucesso como jogador por equipes como Cruzeiro, Palmeiras, Fenerbahçe-TUR e Seleção Brasileira. Após a aposentadoria como jogador, Alex concluiu o curso de gestão da Universidade do Futebol, e obteve as licenças PRO, A e B da CBF.

Como treinador, Alex propõe um modelo de jogo que tem como premissa manter a posse de bola e pressão no adversário, o que se enquadra nas características do atual elenco alvinegro. Além disto, o treinador carrega consigo uma filosofia de trabalhos com atletas de base.


Os auxiliares João Paulo e Zé Roberto já atuam com o técnico desde 2022 e estão totalmente integrados ao método e cultura tática. Zé Roberto, em destaque, possui familiaridade com o futebol paranaense e, enquanto atleta, obteve uma vasta experiência na Série B do Campeonato Brasileiro, o que irá contribuir para o desenvolvimento do trabalho da equipe.

Em 2021, o profissional iniciou a sua trajetória como treinador, assumindo a categoria Sub-20 do São Paulo por duas temporadas, em seguida, Alex esteve no comando do Avaí. Em 2024, o treinador atuou pelo Antalyaspor, da Turquia, seu último clube.

Alex é anunciado como novo técnico do Antalyaspor, da Turquia

Com informações da Gazeta Esportiva
Foto: divulgação

Alex fechou com o Antalyaspor

O ex-jogador Alex foi anunciado neste sábado como novo técnico do Antalyaspor, da Turquia. O brasileiro comandará a equipe durante as duas próximas temporadas (2024/25 e 2025/26).

Assim, Alex volta ao país europeu vinte anos após ser anunciado como atleta do Fenerbahce, onde fez história e conquistou seis títulos, sendo três Campeonatos Turcos, duas Supercopas e uma Copa da Turquia. Ao todo, ele jogou na Turquia durante oito temporadas e meia. Agora, retorna como treinador.

O comandante de 46 anos relembrou sua história no país e comemorou o acerto com o Antalyaspor.

“Em 2004 pisei pela primeira vez na Turquia para escrever um pedaço maravilhoso da minha vida esportiva e também na minha vida pessoal. E hoje vinte anos depois, com o acerto com o Antalyaspor, retorno mais uma vez à Turquia, para escrever mais uma página. Desta vez numa outra posição, do lado de fora. Como treinador de futebol”, disse Alex, que depois fez uma saudação aos torcedores falando em turco.


Em sua carreira como técnico, Alex comandou a equipe sub-20 do São Paulo, entre 2021 e 2022, e o Avaí, em 2023.

Já como jogador, além de ter atuado no Fenerbahce, o ex-meia também teve passagens pelo Coritiba, Palmeiras, Flamengo, Cruzeiro e Parma-ITA.

O grande inicio de carreira de Alex no Coritiba

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Alex atuando pelo Coxa Branca em seu início de carreira

Alexsandro de Souza, mais conhecido como Alex ou apelidado de Cabeção, teve uma carreira excelente, com passagens por diversos times grandes do futebol nacional e internacional. Se tornou ídolo por onde passou, tendo grandes atuações, e tudo começou no Coritiba. 

Alex nasceu em Curitiba, no dia 14 de setembro de 1977, e alguns anos mais tarde começou sua carreira no futebol. Atuando no clube de sua cidade natal, o Coxa, o meio-campista chegou ainda nas categorias de base, mostrando ter um grande potencial. 

Em 1995, subiu para o profissional, tendo sua estreia no dia 2 de abril, em uma vitória sobre o Iraty por 3 a 1, e Alex deu uma assistência. Depois disso, o jogador foi ganhando cada vez mais espaço, se tornando titular da equipe durante o campeonato estadual.

Aos anos foi a revelação do campeonato, ajudando a equipe chegar na decisão, mas acabou ficando com o vice-campeonato. O seu primeiro gol também foi no estadual, quando marcou na goleada por 4 a 0 sobre a Sociedade Esportiva Matsubara. 

O Coxa naquele ano estava na segunda divisão do Campeonato Brasileiro, e Alex foi muito importante durante a campanha do acesso à elite nacional. No dia 13 de dezembro marcou o gol e deu uma assistência na vitória por 3 a 0 sobre o rival Athletico Paranaense, no jogo que deu o acesso.

Com suas grandes atuações, conquistou o coração e a idolatria da torcida, sendo o grande jogador daquele elenco. Mesmo muito jovem, Alex mostrava toda sua categoria dentro de campo, conseguindo fazer grandes jogos e decidindo jogos importantes. 

O seu início impressionava a todos, e começou a chamar atenção de alguns clubes do futebol brasileiro. Porém, o Coxa conseguiu segurar o jogador para a temporada de 1996, já que ele era uma peça fundamental para a equipe, sendo apelidado como “Menino de Ouro”. 



Alex conseguiu manter suas grandes atuações durante a temporada, se firmando cada vez mais como atleta profissional, e mostrando que não passava apenas de um bom momento, mas sim que tinha um talento impressionante. 

Depois de 1996, com mais uma boa temporada, o jogador continuou despertando interesse em outros clubes. Em 1997, já era impossível permanecer com o atleta, pois as propostas aumentavam cada vez mais, e Alex decidiu se transferir para o Palmeiras. 

Na época, o Verdão era patrocinado pela Parmalat, que trouxe diversos jogadores para o Verdão, e Alex foi mais um deles. O meio-campista chegou com uma grande promessa, após sua grande passagem pelo Coxa, que contou com 123 jogos e 32 gols marcados.

O zagueiro Alex estreando pelo Santos FC em 2002

Foto: arquivo

Alex no ano de 2002: de quase dispensado do Sub-20 para titular absoluto no principal

Neste sábado, dia 17 de junho, o ex-zagueiro Alex está completando 41 anos. Jogador técnico, algo raro para a posição, ele, ao subir para os profissionais do Santos FC logo fez sucesso, tendo estreado em um jogo contra o Fluminense, no Maracanã. Mas até esta partida, em 25 de agosto de 2002, a vida dele no Peixe não estava fácil.

Nascido em Niterói, em 17 de junho de 1982, Alex Rodrigo Dias da Costa foi descoberto pelo Juventus. Após de destacar em uma Copa São Paulo de Juniores, acabou indo para o Santos com 18 anos. Porém, no Peixe, sofreu com várias contusões e pouco jogou no Sub-20 e quando já estava com 20 anos, estava para ser dispensado do Peixe.

Porém, sua situação mudou no início de agosto de 2002. Os reservas do Santos faziam um jogo-treino contra o Jabaquara, no CT Rei Pelé, o Leão pediu para a comissão técnica do Sub-20 um zagueiro para completar o elenco e mandaram Alex. O zagueiro foi bem, o treinador gostou do desempenho e o jogador foi de dispensado do Sub-20 para fazer parte do elenco profissional.

Alguns dias depois, mais precisamente em 25 de agosto, o Santos enfrentaria o Fluminense, no Maracanã, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. O Peixe já chamava a atenção devido à qualidade dos jovens jogadores do elenco. Porém, ainda apresentava algumas falhas e não conseguia ter regularidade, até normal para a idade dos atletas.

Mas, ao anunciar a escalação, Leão surpreendeu ao colocar Alex como titular naquele jogo. Aliás, foi uma partida dominada pelo Santos, que perdeu uma série de gols até que Diego, aos 11 minutos do segundo tempo, fez 1 a 0. Além das jogadas feitas pela 'turma' da frente, naquele jogo um zagueiro careca também chamava a atenção.

E, apesar de o Santos ter tomado o gol de empate, de Roni, nos acréscimos, aquela atuação saltou aos olhos de quem acompanhou a partida. E não era só pelos jovens valores do ataque, pois o Peixe mostrava que também tinha atletas de potencial na zaga.

Alex foi tão bem que, daquele dia até ser vendido para o Chelsea, no meio de 2004, foi titular absoluto da zaga santista, fazendo uma dupla que ficou conhecida como "As Torres Gêmeas", com André Luiz, que também era canhoto.


Além da técnica, Alex se sobressaia nas cobranças de falta. O zagueiro fez, no Santos, 102 jogos e 20 jogos, sendo um dos jogadores de defesa que mais balançaram as redes com a camisa do Peixe. Pelo Alvingro, foi campeão brasileiro de 2002, vice da Libertadores de 2003 e ainda fez algumas partidas na campanha do título de 2004, além de receber as primeiras convocações para a Seleção Brasileira.

Como dito acima, em 2004 ele foi para o Chelsea, mas logo acabou emprestado o PSV Eindhoven. Voltou para o time inglês em 2007, onde ficou até 2012. Ainda defendeu Paris Saint-Germain e Milan. Em 2016, quando negociava um retorno ao Santos, verificou que precisava fazer mais uma cirurgia no joelho e decidiu encerrar a carreira aos 34 anos.

Alex assina com Avaí e é o novo técnico do time para 2023

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: divulgação Avaí FC

Alex foi anunciado na noite de terça-feira

O Avaí tem novo técnico para a temporada de 2023. Trata-se de Alex de Souza, que estava sem clube desde a sua saída do comando da equipe Sub-20 do São Paulo. O ex-meia de Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbahçe, terá sua primeira experiência como técnico de uma equipe profissional. O anúncio foi feito na noite desta terça-feira, 15, e a apresentação está marcada para o dia 22.

Segundo informa o comunicado do próprio Avaí, Alex chega à equipe catarinense acompanhado dos auxiliares PC de Oliveira e João Paulo Cavalcanti. A principal missão do trio será ajudar o clube a retornar à Série A, após novo rebaixamento decretado este ano.

Quem esteve à frente das negociações foi o empresário Gianfranco Patruzziello. Ele revelou que, embora Alex tivesse outras propostas, o desejo do técnico era comandar o Avaí. O Bragantino até chegou a mostrar interesse em contar com os serviços do treinador, mas as negociações não avançaram. O clube catarinense estava sem técnico desde a saída de Lisca, que foi demitido antes mesmo do rebaixamento no Brasileirão ser sacramentado.

No São Paulo, ele foi vice-campeão brasileiro do Sub-20 e chegou à semifinal da Copa São Paulo no começo de 2022, perdendo a vaga na decisão para o rival Palmeiras. Quando foi contrato, no começo de 2021, havia a expectativa de que Alex pudesse ser o sucessor de Hernán Crespo na equipe principal do time tricolor.


“Alex é o novo técnico do Avaí para a temporada 2023. O acordo ocorreu na noite desta terça-feira (15). O novo comandante chega acompanhado dos auxiliares PC de Oliveira e João Paulo Cavalcanti”, informou o clube catarinense por meio de nota o clube catarinense. “Após aposentadoria dos gramados, em 2014, Alex de Souza fez o curso de gestão da Universidade do Futebol, além das licenças PRO, A e B da CBF Academy.”

Combinado com Robinho e outros jogadores conhecidos faz jogo-treino contra a Briosa

Foto: reprodução Instagram Domingos

O time com Robinho, Domingos, Alex, Madson, Júnior Dutra, William Batoré e Yan, entre outros

Na terça-feira, dia 16, a Portuguesa Santista fez mais um jogo-treino em preparação para o Campeonato Paulista da Série A2 de 2021. O adversário, desta vez, foi um combinado que contava com jogadores conhecidos do cenário futebolístico brasileiro. Robinho era o nome que mais chamou a atenção, mas o time tinha também Domingos, Madson, Júnior Dutra, William Batoré, Yan e até o já aposentado zagueiro Alex.

Esse grupo de jogadores, sem clube no momento, vem treinando três vezes por semana no Portuários, inclusive usaram a camisa do clubes no embate, e acertou esta atividade com a Portuguesa Santista. A princípio, o acordo era que nenhuma imagem do jogo seria divulgada, mas ainda na noite de terça, Robinho postou vídeo de dois gols feitos por ele nos stories do Instagram e Domingos publicou a foto posada da equipe na mesma rede social.


Segundo informações que O Curioso do Futebol obteve, a atividade teve três tempos de 30 minutos cada e nos dois primeiros, a Portuguesa Santista jogou com atletas que estão confirmados no elenco para o Paulistão A2, e o placar foi 0 a 0.

No terceiro tempo, houve trocas e jogadores que estão em teste na Briosa jogaram pelas duas equipes e o placar foi de 3 a 1, com o ex-atacante de Santos, Real Madrid, Milan e outros marcando duas vezes. Aliás, Robinho e Domingos foram os jogadores do combinado que atuaram durante toda a atividade.

Caso Robinho - Ainda com contrato em vigência com o Santos, apesar de nunca ter entrado em campo e de o presidente do Peixe, Andres Rueda, ter afirmado que deve entrar em acordo com o atleta para rescindir o vínculo, Robinho está condenado pela Justiça Italiana por estupro.


A corte de apelação da Justiça italiana confirmou condenação em segunda instância de Robinho, atacante do Santos, e de seu amigo Ricardo Falco a nove anos de prisão por estupro coletivo de uma jovem albanesa na madrugada de 22 a 23 de janeiro de 2013, numa boate de Milão chamada Sio Café - na época, o brasileiro atuava pelo Milan.

Portuguesa Santista - Logo depois da atividade, o elenco da Portuguesa Santista foi para Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, para mais uma parte da pré-temporada para o Paulistão A2 2021. A Briosa estreia na competição no dia 1º de março, uma segunda-feira, às 15h30, contra a Portuguesa de Desportos, no Estádio Ulrico Mursa.

O primeiro jogo da carreira de Alex

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Alex começou sua carreira vestindo o alviverde do Coritiba

Alexsandro de Souza, ou Alex, como ficou conhecido ao longo de sua carreira, é um dos mais lúcidos jogadores que o futebol brasileiro já teve. Ídolo eterno das torcidas de Coritiba, Cruzeiro e Fenerbache, o "Cabeção" completa 43 anos neste dia 14 de setembro. Em 2 de abril de 1995, o futuro craque, na época ainda um garoto de 17 anos, jogou sua primeira partida como profissional pelo Coxa, num jogo fora de casa contra o Iraty.

Um jovem que mostrava enorme talento, mas na época estava apenas nos juvenis da equipe, o futuro ídolo alviverde foi alçado aos profissionais por Carpegiani, que via potencial no garoto. Inicialmente treinava mais nos coletivos, mas os companheiros de equipe na época já se impressionavam com sua maturidade. Esse fator acabou sendo decisivo para que Carpegiani o alçasse ao time principal.

Ao contrário de muitos, Alex sequer veio do banco de reservas. Ainda com cabelos na época, o futuro craque alviverde estreou entrando em campo desde o início no duelo, válido pelo Campeonato Paranaense. O meia mostrava na época uma maturidade assustadora para um jovem de apenas 17 anos. Efetivamente, um adolescente em idade escolar no período. Participou de dois gols na partida, em um deles dando uma belíssima assistência. 

Naquele primeiro jogo, não marcou gols, mas mostrou qualidade que acabou o alçando ao grupo principal e em pouco tempo inclusive a titularidade da equipe. Seu primeiro gol viria em 6 de junho, diante do Matsubara, naquele mesmo Campeonato Paranaense. Marcou também em seu primeiro Atletiba com a camisa alviverde. 


Alex, que acabou encerrando sua carreira com a eterna frustração de nunca ter disputado uma Copa do Mundo, esteve em atividade até o ano de 2014, quando se aposentou jogando pelo Coritiba. Uma trajetória de 19 anos que começou naquele distante abril de 1995, diante de poucos "gatos pingados", em um jogo que poderia ser um duelo qualquer do estadual, não fosse pelo início da carreira de um craque.

O show de Alex, pelo Palmeiras, na semi da Libertadores de 1999 contra o River Plate

Por Luiz Minici / FPF
Foto: Arquivo

Alex foi brilhante no confronto contra o River Plate

Em 26 de maio de 1999, o Palmeiras cravava sua vaga na final da Taça Libertadores da América após mais de três décadas. Com grande atuação do meio-campista Alex, o time de Luiz Felipe Scolari venceu o River Plate, por 3 a 0, e se garantiu na disputa de título diante do Deportivo Cali, da Colômbia.

O Palmeiras avançou na primeira fase como o vice-líder do Grupo 3, com 10 pontos, dois a menos que o líder e rival Corinthians. No mata-mata, o Verdão eliminou o Vasco, campeão sul-americano na época, após dois confrontos nas oitavas de final. Na fase seguinte, o adversário seria o Corinthians, rival na fase de grupos. Com uma vitória por 2 a 0 para cada lado, o Alviverde eliminou o Alvinegro nos pênaltis.

Na semifinal, o Palmeiras enfrentou o River Plate-ARG. No primeiro encontro entre os clubes, no dia 19 de maio, no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, o time de Felipão sofreu forte pressão dos argentinos, que tinham nomes como Sorín, Gallardo, atual técnico do clube, Saviola e Angel. Com grande atuação do goleiro Marcos, os palmeirenses perderam por 1 a 0 e tinham a necessidade de vencer por dois ou mais gols no Palestra Itália para chegar à decisão.

O dia 26 de maio de 1999 certamente é especial para o meia Alex. Camisa 10 do Palmeiras na época, o jogador foi decisivo no confronto diante do River Plate-ARG e conduziu o clube alviverde à final da Taça Libertadores da América após 31 anos.

Em desvantagem de um gol, o Palmeiras partiu para cima dos argentinos e aos nove minutos, o centroavante Oséas cabeceou uma bola na trave após cruzamento do paraguaio Arce. Aos 16, Alex recebeu lançamento de Zinho, se livrou de Berizzo e abriu o placar em chute forte da entrada da área no canto esquerdo de Bonano. Dois minutos depois, os paulistas ficaram em vantagem de olho em uma vaga na final após Roque Júnior ampliar de cabeça.


Mesmo com desfalques do zagueiro Cléber, Júnior Baiano e do lateral esquerdo Júnior, o Palmeiras não sentiu o desentrosamento defensivo e continuou pressionando. Paulo Nunes fez grande jogada individual, mas mandou por cima a chance do terceiro ainda na primeira etapa. O time argentino melhorou na segunda etapa, e buscou mais o ataque, exigindo boas defesas de Marcos. Gallardo bateu falta na entrada da área e o arqueiro alviverde defendeu. Em seguida, o goleiro palestrino ainda evitou mais duas chances rivais, principalmente em chute de Berizzo.

O Palmeiras respondeu com uma sequência de duas boladas na trave de Bonano. Paulo Nunes cabeceou no poste direito do gol argentino, enquanto Euller chutou na trave esquerda do goleiro rival. Quando o jogo se encaminhava para o fim, Alex apareceu de forma decisiva aos 42 minutos. O meia recebeu cruzamento de Paulo Nunes, dominou e encobriu Bonano para sacramentar a classificação palestrina.

Na decisão, o Palmeiras enfrentou o Deportivo Cali, da Colômbia. No primeiro jogo, fora de casa, o Verdão perdeu por 1 a 0. No jogo de volta, o time paulista venceu por 2 a 1, no tempo normal, e ficou com o inédito título da Taça Libertadores da América ao levar a melhor nas penalidades.

Para volante do Grêmio Sãocarlense, momento adverso não tira o foco na Segundona

Foto e informações: Gustavo Curvelo/Grêmio Sãocarlense

Alex: “não podemos pensar que o campeonato acabou”

As chances de classificação do Grêmio Sãocarlense à segunda fase do Campeonato Paulista – Segunda Divisão tornaram-se remotas com a derrota para a Matonense na última semana, mas pensa errado quem acredita que o Lobão irá apenas cumprir tabela em suas últimas apresentações. Na sétima colocação do Grupo 2 com quatro pontos, a equipe almeja ainda melhorar sua posição na tabela, premiando de alguma forma os torcedores que vêm acompanhando o clube desde as primeiras rodadas. 

Atleta gremista há quatro anos, o volante Alex compactua com esta linha de raciocínio. Titular nos dois últimos compromissos gremistas, ele lamenta o momento atual do elenco dentro de campo, mas salienta uma motivação interna de todos a fim de concluírem a competição de forma aguerrida. 

“Perdemos muitos jogos nos detalhes e sabemos que isso foi fundamental para não correspondermos à expectativa da nossa torcida e de nós mesmos, mas não podemos pensar que o campeonato acabou. Esforço nunca faltou e não será agora que iremos desanimar. Temos consciência de que poderíamos ter feito mais e nestes três últimos jogos seguiremos em busca das vitórias”, salienta o jogador. 

Diante da Matonense, mais um capítulo desta série ditou o ritmo do jogo ao longo dos 90 minutos, que terminou com vitória por 4 a 0 para o clube de Matão. 

“Foi um jogo onde tudo deu errado para nós. Estávamos jogando bem até o intervalo, empatando em 0 a 0, mas a expulsão do João [Freire, volante] antes do primeiro minuto do segundo tempo e a lesão do Pedro [Bispo, zagueiro] dificultaram bastante o nosso desempenho” 

“Mesmo assim, conseguimos nos defender por algum tempo e buscar o contra-ataque, mas, com um número menor de jogadores, não suportamos até o final e nos abatemos após sofrermos o primeiro gol”, ressalta Alex. 

Com este panorama, o Grêmio volta a jogar neste sábado (8), às 16h, contra a Inter de Bebedouro fora de casa. Partida que, para o volante de 19 anos, será de muita dificuldade ao Lobão, mas também de empenho e dedicação para tentar conquistar um resultado positivo. 

“Vamos honrar o nosso compromisso até o final, terminando o campeonato de forma digna e sem abrir mão dos propósitos do clube. Todos os que foram aos jogos do Grêmio merecem uma alegria nestas rodadas finais e faremos de tudo para proporcionar isso a eles e àqueles que acreditam no nosso trabalho em geral”, conclui.

A complicada passagem de Alex pelo Parma

Alex teve seu período mais complicado no Parma

Considerado um dos ídolos da história do Fenerbache (se não o maior) e ídolo também de torcidas como as de Cruzeiro, Coritiba e Palmeiras, Alex passou por mais alguns clubes em sua carreira. Uma de suas passagens mais curtas foi quando o craque jogou na Itália, mais especificamente no Parma, que fazia grande sucesso no começo dos anos 2000, em campos europeus.

Como o atleta pertencia à parceria Palmeiras/Parmalat, que estava chegando ao fim, e o Parma também sendo da empresa de laticínios, ele foi negociado com o time no meio de 2000. Porém, mal chegou ao clube e já foi emprestado para o Flamengo, em passagem que já foi tema de matéria do site, para a disputa da Copa João Havelange.

A passagem do meia no clube carioca não foi boa e ele foi devolvido ao Parma, que também não tinha a intenção de utilizá-lo. A solução foi emprestá-lo novamente e o Palmeiras, já sem o apoio da Parmalat, ficou com o atleta. Ele disputou a Libertadores e o Paulistão de 2001 e, sem seguida, foi para o Cruzeiro, por onde jogou o Brasileirão daquele ano.

Alex em sua primeira passagem pela Raposa não foi bem e mais uma vez foi devolvido. A solução: emprestá-lo novamente ao Palmeiras no início de 2002. Alternou boas atuações com fracas na Libertadores e na Liga Rio-São Paulo, com destaque para o golaço contra o São Paulo (que também já foi abordado aqui).

Prandelli era o treinador do Parma na época

Todas estas idas e vindas do meia acabou o atrapalhando e ele ficou de fora da Copa do Mundo de 2002. Neste período voltou ao Parma, onde até chegou a jogar pelo clube italiano, mas viveu um verdadeiro inferno e uma verdadeira guerra contra a Parmalat, que contaremos a partir de agora.

Na volta ao clube, ele tem uma verdadeira batalha de nervos com Arrigo Sacchi e Cesare Prandelli. O treinador não reconhecia sua presença no elenco e Sacchi esteve em um imbróglio seríssimo, envolvendo a falsificação da assinatura do jogador em um documento onde ele abriria mão de receber o que tinha direito.

Com 23 anos na época, Alex entrou numa guerra com a Parmalat e com o clube na justiça italiana para receber o que tinha direito e apurar sobre a falsa assinatura dele na documentação. Segundo o brasileiro, diversas vezes houveram ameaças de advogados da Parmalat contra ele. 

Depois de todo o imbróglio, somente no segundo semestre de 2002 é que Alex estreou pelo clube. Com a camisa dos Ducali, foram apenas cinco jogos, dois gols e sete assistências. Tendo a situação resolvida fora dos campos, Alex teve o direito de deixar o clube italiano. Mesmo com a torcida e diretoria do Cruzeiro contras, o técnico Vanderlei Luxemburgo bancou o meia e ele voltou para a Toca da Raposa, quando teve uma das melhores, se não a melhor, fase de sua carreira.

As passagens de Alex e Denilson pelo Flamengo em 2000

Por Lucas Paes

Alex e Denilson no Flamengo: decepção de dois grandes jogadores

No começo da década passada, mais precisamente no segundo semestre de 2000, o Mengão tentou montar uma equipe galáctica. Naquele ano, o Flamengo trouxe reforços de peso para a equipe: vieram o meia Alex, o zagueiro Gamarra, os atacantes Edilson e Denílson. Estes jogadores juntaram-se a nomes como Athirson, Petkovic e Adriano (este em começo de carreira), que já tinham conquistado o Campeonato Carioca no início do ano, formando um time que se esperava brigar por títulos.

Entre os que vieram ao time em 2000, os mais esperados eram Alex e Denílson. Ambos, naquela altura, eram jogadores consagrados de seleção brasileira e vieram apresentados como estrelas máximas da constelação rubro-negra, a realidade porém, se mostrou diferente.

No fim das contas, o elenco que fora montado para ser campeão decepcionou. Contratados com muita mídia e visibilidade, Denilson e Alex acabaram sendo o símbolo do fracasso daquela equipe, já que o fraco desempenho de ambos acabou por colocá-los no banco de reservas no avançar da temporada. Juntos, os dois somaram apenas 7 gols. Alex fez apenas 12 jogos e Denilson fez 19.

12 jogos e apenas três gols: este foi Alex no Fla

Alex era marcado pela sua inteligência dentro e fora de campo, analisou em sua biografia que o elenco flamenguista daquele ano era o melhor em que já estivera, porém a estrutura da Gávea era péssima e não havia comprometimento e comando no time. Tais problemas contribuíram muito para que a equipe não funcionasse da forma que se esperava.

Na Copa João Havelange, o estrelado time flamenguista até conseguiu alguns resultados de destaque, como uma goleada por 4 a 0 pra cima do arquirrival Vasco, uma vitória por 4 a 1 para cima do Corinthians jogando fora de casa, sendo esta a única grande partida de Alex pelo clube. Mas, no fim da competição, o rubro-negro decepcionou, ficando na 15ª colocação, fora da fase final. 

Na Copa dos Campeões, disputada entre Junho e Julho, a equipe até foi bem, chegando até a fase semifinal. Naquela etapa, porém, enfrentou o fortíssimo Palmeiras, que havia a pouco tempo perdido um titulo da Libertadores sob muitas reclamações com relação a arbitragem. Mesmo assim, os cariocas venderam caro a derrota, sendo eliminados apenas nos pênaltis.

Denilson fez 19 jogos e marcou apenas quatro gols

Na Mercosul, competição que teria uma final histórica entre Vasco e Palmeiras, os rubro-negros fizeram uma primeira fase instável, terminando a competição com uma eliminação para o River Plate ainda nas quartas, após duas derrotas. 

Ao fim de 2000, nem Alex, nem Denilson ficariam para o ano seguinte. Alguns jogadores, como Gamarra e Edilson permaneceriam e formariam um time que, no ano seguinte, daria um histórico tri ao rubro-negro e um marcante título da Copa dos Campeões, em um ano que acabaria muito melhor que o de 2000.

Talvez, a passagem negativa de Alex pelo Flamengo tenha sido sua maior mancha negativa na carreira. Apesar de desempenhos bons, sobretudo no Palmeiras, o meia ficou fora da Copa do Mundo de 2002, decisão muito questionada na época. Denílson, por sua vez, se recuperou no Bétis e acabou jogando o mundial, sendo responsável por uma marcante cena, onde quatro turcos correram atrás do endiabrado atacante brasileiro.

Gol de placa do Alex contra o São Paulo em 2002

Alex chapelando o goleiro Rogério Ceni

No dia 20 de março de 2002, o craque Alex fez um verdadeiro gol de placa, defendendo a camisa do Palmeiras. O próprio jogador reconhece que foi o gol mais bonito de sua carreira.

A partida era válida pela primeira fase da Liga Rio-São Paulo. O Palmeiras goleou o São Paulo por 4 a 2. Mas nenhum dos outros gols daquela noite se compara ao marcado por Alex, ainda no primeiro tempo do jogo.

Após passe de Christian, o camisa 10 passou por dois adversários, deu um chapéu em Rogério Ceni e completou para o gol. Explosão de alegria da torcida e também do jogador. “Para mim, inesquecível noite no Morumbi. Pelo Palmeiras, vencemos o clássico e tive a alegria de fazer o gol mais bonito da minha carreira”, recordou o craque em postagem em seu Twitter no ano passado.

Veja vídeo do gol com narração de José Silvério

Depois desse belo gol, o craque continuou sua excelente carreira por Cruzeiro, Fenerbahce e Coritiba. A única brecha em seus anos de futebol foi não ter ido para uma Copa do Mundo. Porém, fora Parma e Flamengo, Alex foi ídolo por onde passou e esse gol só prova a habilidade fora do comum do meia.
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