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Hoje, amanhã e sempre Briosa - 104 anos!

Por Victor de Andrade
Foto: Felipe Roque / O Curioso do Futebol

Bandeira foi hasteada no Monte Serrat

Parabéns pra você... Neste 20 de novembro, a Associação Atlética Portuguesa está completando mais um aniversário. São 104 anos da sua fundação, em 1917. Um clube das jornadas heroicas desportivas e das vitórias sensacionais, como diz uma das marchinhas. A Briosa está no coração do amante do futebol.

O clube Rubro Verde foi o primeiro a se chamar Portuguesa no país, estimulando outras agremiações da colônia lusitana a fazer o mesmo, como a Carioca, que fala claramente que se inspirou na Santista na fundação da entidade.

A Portuguesa Santista fez história. Como nos oito títulos santistas, entre as décadas de 20 e 30. Aliás, os três últimos, 1932, que veio junto com o título do interior, em cima do Guarani, 1933 e 1934, foram considerados neste ano, pela Federação Paulista de Futebol (entidade na qual a Briosa é fundadora), equivalentes a atual Série A2, que a Briosa também conquistou em 1964. Ou a recente taça da Segunda Divisão estadual, o quarto estágio de São Paulo, em 1996.

Dentro de campo, a Briosa teve conquistas que foram além dos gramados. Em 1959, durante excursão no continente africano, os jogadores da Portuguesa Santista se recusaram a entrar em campo na África do Sul, pois o governo local, no apartheid, proibiu os jogadores negros de atuarem. "Ou vai todos ou não vai ninguém", disseram os atletas.

Este episódio foi a 'gota d'água' para que o governo brasileiro rompesse relações com o regime segregador sul-africano, sendo o primeiro país fora da África a fazer isto e forçando com que outras nações repetissem o gesto. Sim, a Briosa desafiou o apartheid e fez história. E o mais interessante disso tudo é que no fim desta excursão ao continente africano, que passou por outros países, a Portuguesa Santista conquistou a Fita Azul do Futebol Brasileiro, fato que é lembrado até hoje, inclusive em seu hino.

Neste século, a Briosa vive de altos e baixos, é verdade. Teve campanhas maravilhosas em 2003, chegando em terceiro no Paulistão, e em 2004. Depois, viveu, a partir de 2006, rebaixamentos que colocaram a equipe na última divisão estadual em 2011. Em 2016 e 2018 aconteceram dois brilhantes acessos que colocaram a Portuguesa na Série A2.


Porém, hoje, o clube Rubro Verde vive um problema patrimonial. A parte social, que estava em um terreno da União, foi leloado, e o vencedor da concorrência quis comprar o estádio, oferecendo em troca um local, novo, só que na Praia Grande. Mesmo tendo a diretoria anterior a favor, a proposta foi rejeitada pelos verdadeiros Briosos, respeitando a tradição e a história. Afinal, o próprio Estádio Ulrico Mursa já tem mais de 100 anos.

Mas, a Portuguesa Santista entrou em um novo momento. Diretoria recém empossada, com muitos que brigaram para que o clube ficasse em sua cidade. Não será fácil os próximos passos, sabemos disso! Entretanto, com muito trabalho e amor à este clube, a Briosa, com certeza, terá mais 104 anos pela frente!

Os 104 anos do Estádio Defensores del Chaco

Foto: divulgação Conmebol

A casa do futebol paraguaio

O Estádio Defensores del Chaco, o grande palco do futebol do Paraguai, está completando 104 anos de fundação neste 4 de novembro. Localizado no bairro Sajonia, na cidade de Assunção, o local, é normalmente palco de inúmeros jogos de vários tipos, nacionais e internacionais, e tem sido historicamente a casa da seleção do país.

Em 1915, o presidente Eduardo Schaerer doou um terreno de sua propriedade no bairro Sajonia para a recém-criada Liga Paraguaia de Futebol para a construção do atual Estadio Defensores del Chaco. A construção começou em 1916 sob a presidência da Associação Paraguaia de Futebol de Enrique Pinho , sob o nome de Estadio de la Liga.

Em 4 de novembro de 1917, em meio às obras, o estádio foi inaugurado. Mesmo ainda em construção, foi utilizado algumas vezes antes mesmo de estar concluído. Em 1924, por um curto período, recebeu o nome de Estádio do Uruguai, em homenagem ao título olímpico da Celeste.

Em 1956 sofreu uma reforma e mudou de nome para Estadio de Puerto Sajonia, em referência ao bairro Sajonia, que é onde está localizado em Assunção. Em 1968 recebeu seu sistema de iluminação, e em 1974 mudou seu nome para "Defensores del Chaco" em homenagem aos soldados que lutaram na Guerra do Chaco entre o Paraguai e Bolívia.

Em 1998 passou por novas reformas, para receber os jogos da Copa América de 1999 e das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002. Desde as Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002 estão sendo realizadas obras para satisfazer as determinações da FIFA, e por esse motivo, sua capacidade passou de 50 000 para 42 354 pessoas.


O estádio não possui nenhum clube como dono, pois pertence a Asociación Paraguaya de Fútbol, e é usado primeiramente para abrigar os jogos da Seleção Paraguaia de Futebol e também para jogos internacionais, como jogos da Copa Libertadores da América e Copa Sul-Americana.

104 anos do Jabaquara AC – Um time da teledramaturgia

Por Lucas Paes

Leal Cordeiro (Antônio Fagundes) com a camisa do Jabaquara para o neto em Tempos Modernos

Santos é uma cidade que tem o futebol intrinsecamente ligado à sua cultura, seu nome e sua fama como cidade. Além da obviedade de ser casa do Santos, um dos maiores clubes do Brasil, a cidade é lar da Portuguesa Santista e do Jabaquara, dois outros clubes bastante tradicionais. Neste dia 15 de Novembro, o charmoso e carismático Jabuca completa 104 anos de história, lutas, vitórias e derrotas. 

Um dos mais importantes clubes do futebol paulista, o Jabuca, assim como a Briosa e o Santos foi um dos fundadores da Federação Paulista de Futebol. De grandes campanhas no estadual, revelou o goleiro Gylmar dos Santos Neves, que se tornaria um gigante do futebol brasileiro e cansou de fazer boas campanhas nos anos 1960. Nessa época, acabou criando um de seus torcedores mais fanáticos: o dramaturgo Plínio Marcos, fanático fã do Leão, que frequentou o clube desde a infância. Tal história pode ser conferida no site. 

O carisma rubro-amarelo é tamanho que já ganhou homenagem nas telas da Rede Globo, em uma novela das sete de grande audiência, inclusive. Em 2010, a trama Tempos Modernos, de Bosco Brasil, tinha dois personagens torcedores do Jabaquara: Leal Cordeiro, personagem de Antônio Fagundes, e seu filho Zeca (Thiago Rodrigues). Eles citavam isto em vários momentos da trama.

Cena da novela Tempos Modernos

Em uma cena, Leal Cordeiro e Zeca aparecem em uma cena presenteando a personagem Nara (Priscila Fantim), respectivamente nora e namorada, com a camisa baby do time da Caneleira e comentando alguns feitos do clube, como revelar Gylmar e ganhar o tricampeonato da Taça Grande Café D’Oeste, o que ocorreu com o clube ainda sendo chamado como Hespanha. O detalhe é que no final da cena eles cantam o início hino oficial do clube, que é o seguinte:

♪♫ Vamos cantar-te, Jabuca 
Porque mereces também uma canção 
Por teu passado glorioso, 
Que ainda vibra em nosso coração ♫♪

A Situação é interessante, pois há pouquíssimos registros deste hino em áudio e muito difícil de escutá-lo. O mais popular, que toca, inclusive, nos programas esportivos de TV da Baixada é o seguinte:
♪♫  Avante, avante Jabaquara
Eu quero ver tremular sua bandeira
Avante, avante Jabaquara
Leão gigante lá da Caneleira ♫♪

Para torcedores de times como o Santos, a situação de ser citado em uma novela pode ter pouco significado diante da história e do nome que o Peixe construiu, mas o Jabuca vive martírios muito maiores que seus co-irmãos citadinos, sendo assim, uma citação numa novela da maior rede de televisão do Brasil (e talvez da América Latina) é um feito à ser celebrado. A divulgação do nome é sempre uma ajuda em divisões inferiores. 

Ainda que hoje distante das divisões grandes, vivendo o calvário da Bezinha, o Leão da Caneleira merece respeito pela história que construiu, história que trouxe Plínio Marcos para sua torcida, história de Gylmar, Baltazar, Marcos e Célio, história de luta pela sobrevivência e pela permanência em atividade. Por isso, merece celebração o Leão da Caneleira, time de Hilário, de Plinio Marcos e, é claro, de Leal Cordeiro.

O Curioso do Futebol

O Curioso do Futebol
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