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Vladimir Brichta e o desafio de interpretar o jogador Neném na novela "Quanto Mais Vida, Melhor!"

Por Fabio Rocha
Foto: reprodução TV Globo

Na trama, Neném volta aos gramados pelo America

Uma das novelas mais faladas do momento é a "Quanto Mais Vida, Melhor!", escrita por Mauro Wilson, que está passando na Rede Globo, às 19 horas. Nela se passa a vida de um jogador chamado Ronaldo Rocha, o famoso Neném, que está sendo interpretado por Vladimir Brichta. Um dos principais papéis da vida do ator, está sendo encarado a realidade de seu personagem, que é algo bem comum na vida de jogadores de futebol.

Neném, é um grande jogador, se tornou ídolo do Flamengo, clube de maior torcida do Brasil, e da Seleção Brasileira. Contudo, nem tudo é um sonho, e o pesadelo chegou para o craque, que não conseguiu se controlar nas noitadas do Rio de Janeiro, e acabou se perdendo no meio das bebidas.

Cada vez mais concentrado nas noites, e não no futebol, Neném acabou perdendo a forma física, o tirando o que o jogador mais amava, o futebol. Graças ao seu descontrole, ele perdeu praticamente tudo que havia conquistado com muito esforço, por conta de seus próprios erros e vícios.

A partir do seu declínio profissional e pessoal, o jogador teve sua vida financeira arruinada e teve que voltar a morar com sua mãe, Nedda, personagem de Elizabeth Savala, e suas filhas e as duas ex mulheres: Jandira, Micheli Machado, namorada de infância, com quem teve Martina, Agna Brichta (filha do ator Vladimir); e a segunda que foi Betina, Carol Garcia, com quem teve Bianca, Sara Vidal.

Sua mãe que foi despejada de seu salão de beleza por conta da falta de pagamentos, acabou gerando mais problemas só jogador, que precisava voltar aos gramados. Com isso, Neném teve a ideia de fazer um teste na Ponte Preta, e para isso iria pegar um Helicóptero para chegar até São Paulo.

Chegando no aeroporto, o jogador acaba conhecendo algumas pessoas, que irão fazer também uma viagem até a capital paulista e, depois desse voo tudo muda. Os caminhos de Neném, Paula (Giovanna Antonelli), Guilherme (Matheus Solano) e Flávia (Valentina Herszage).

Durante a ida, ocorreu um problema, o piloto acaba sofrendo de um infarto e perde o controle do helicóptero, deixando os quatros em uma situação gravíssima. Nesse momento começa o desespero, pois ninguém sabia o que fazer, apenas torcer para conseguir ficar vivo.

As famílias começaram a saber da notícia, e entraram em desespero, indo todos ao aeroporto para receber notícias. Enquanto isso, os quatro perdidos na mata após a queda, estão em negociação com a morte, e ficam sabendo que um deles irá para outro plano após um ano. Com o encerramento da "negociação", todos já sabendo do que iria acontecer em 365 dias, acabaram sendo achados e voltaram urgentemente para suas famílias.


Com medo e a incerteza do futuro, Neném começa a tentar fazer de tudo para voltar a ser o atleta que era, mas para isso ele tinha que recuperar seu joelho, e sair dos vícios da bebida e das mulheres. O jogador começou a abandonar a vida que tinha e passou a se dedicar novamente, sabendo que tinha apenas um ano para tentar fazer tudo melhor.

Neném esquece a vida de mulheragem e volta a ser jogador profissional, e novamente o atleta vai fazer história no futebol. Com a sua rotina voltando, Neném foi contratado pelo America, do Rio de Janeiro, e por lá deixa sua marca, assim como já tinha feito no Flamengo e na Seleção Brasileira. O jogador conseguiu retomar sua grande carreira, após largar os vícios, e voltou a viver a vida de atleta de futebol.

Jorge Tufão - Um dos maiores craques da teledramaturgia brasileira

Por Lucas Paes
Foto: Reprodução/TV Globo


Jorge Tufão terminou sua promissora carreira no Flamengo, em Avenida Brasil

O Brasil é dito como o país do futebol, mas já houve quem disse que o país é na verdade o da novela. Seja como for, em diversas vezes, se juntaram as duas maiores maiores paixões nacionais. Uma das mais famosas delas ocorreu em 2012, Avenida Brasil, cuja trama fez com que este que vos escreve, que mal assiste novelas, não perdesse um episódio. Um dos principais personagens da trama de João Emanuel Carneiro era um ex-jogador de futebol famoso, Jorge Tufão, interpretado por Murilo Beinício. A novela começou a ser repetida no Vale a Pena Ver de Novo desde a última segunda-feira, dia 7 de outubro.

A trama já se inicia com Tufão envolvido na história, já que o jogador de futebol acaba atropelando Genésio (Toni Ramos), marido de Carminha (Adriana Esteves), grande vilã da novela, com o qual ela havia se casado apenas para dar um golpe. A partir daí, Carminha vê a oportunidade perfeita para dar o mesmo golpe em Tufão, junto a seu amante Maxwell (Marcelo Novaes), abandonando Nina/Rita (Mel Maia/Débora Farabella) num lixão e trama se desenrola disso.


No que se refere a Tufão, ele é o maior jogador do Divino Futebol Clube, um time ficcional e de bairro do mesmo nome do Rio de Janeiro (vale lembrar que o clube é um dos núcleos da novela, com cenas de treinos, jogos e tinha até maria chuteira). Saindo de uma infância pobre para virar um fenômeno de popularidade, o jogador acabou por nunca abandonar suas raízes. No começo da trama, está em fim de carreira, jogando pelo Flamengo. Aliás, é na comemoração do titulo carioca onde atropela Genésio. 

No bairro do Divino, Tufão, um homem que valoriza bastante sua família e suas origens, vive numa mansão com seus dois filhos adotivos (Ágatha), sua esposa Carminha, seu cunhado Max, os filhos adotivos Jorginho e Ágatha, o pai Leleco e a mãe Muricy. Por sinal, Tufão é como uma divindidade do time laranja e preto do bairro, grande ídolo da equipe, de onde surgiu para o futebol, fazendo sucesso fora do Brasil e terminando seus dias como jogador já meio fora de forma no Flamengo. De certa forma, sua carreira é um comparativo com Ronaldo Fenômeno, ainda que o pentacampeão tenha terminado seus dias de jogador no Corinthians.

Falando sobre a trama, Avenida Brasil foi um imenso sucesso de audiência, tamanho que inclusive a Lupo, marca esportiva, chegou à patrocinar as "camisas" do Divino e inclusive vendê-las ao público. A novela voltou a ser exibida pela Rede Globo no Vale a Pena Ver de Novo, o que deixa no ar a questão se as camisas do Divino serão novamente vendidas. Tufão é um dos maiores "sucessos" da carreira de ator de Murilo Beinício, junto a Tião (América) e Lucas, Diego e Léo (O Clone). 

Encerramento de Avenida Brasil virou um "trend" popular 

A novela teve impacto enorme também na cultura popular, até entre os jovens. A imagem de encerramento virou inclusive um tema do Facebook para imagens de perfil, já que a imagem congelava no personagem e ficava preta e branca, á exemplo do vídeo acima. Além disso, diversos memes foram produzidos na época em cima dessas imagens. O Divino Futebol Clube virou um time extremamente popular entre os fãs de futebol, figurando inclusive em comunidades do Orkut na época, e é claro, dando nome a alguns times amadores.

Jorge Tufão é até hoje um dos personagens mais populares que a Globo já produziu e em tempos onde a internet é mais forte do absurdo que já era em 2012, é de se esperar que Avenida Brasil volte a popularidade de novo, quem sabe até ofuscando a "novela das nove". Independente de qualquer coisa, Tufão é com certeza um dos maiores boleiros das novelas e do entretenimento do Brasil, se não o maior.

Luca – O personagem boleiro que comemorou gol em um jogo real

Por Lucas Paes

Luca (Mário Gomes) ao lado de Casagrande, nas filmagens de Vereda Tropical

A teledramaturgia brasileira já teve alguns personagens jogadores de futebol. Recentemente, o mais notável deles foi Jorge Tufão (Murilo Benicio), do enorme sucesso Avenida Brasil, que inclusive era um “protagonista” da trama. Em 1985, a novela Vereda Tropical também fez sucesso e tinha um personagem jogador de futebol, que causou uma situação no mínimo inusitada em um jogo do Corinthians: Luca, interpretado por Mário Gomes. 

Na novela, Luca é filho de Bina (Georgia Gomide), irmão de Marco (Paulo Betti), Angelina (Angelina Muniz e Francesco (Paulo Betti) é um personagem agitado, inquieto e que arruma muitas confusões, o que inclusive na trama complica sua carreira de boleiro. Mas é querido pela vizinhança e pela família, além de ser namoradeiro. O personagem também é centro de um drama amoroso entre Silvana (Lúcélia Santos) e Verônica (Maria Zilda).

Contracenando com Nuno Leal Maia

Porém, a novela foi protagonista de um episódio no mínimo interessante. Na cena da trama, Luca acaba negociado com o Corinthians e vai jogar com Casagrande na equipe da capital. Em uma das cenas, ele marca um gol no Morumbi, que foi gravado em um treino do Timão no local e depois encaixado numa cena que gerou uma bela confusão. Tudo porque combinaram que o ator apareceria vestido de jogador do Corinthians com o Timão, o Vasco, com todo mundo, em um jogo real do Brasileirão de 1985, só esqueceram de avisar o árbitro José de Assis Aragão, sim o mesmo do gol de juiz. 

Quando Chulapa marcou para o Alvinegro do Parque São Jorge naquele dia, Mário Gomes invadiu o campo vestido como Luca para abraçar o jogador e gravar a cena da celebração. Mas Aragão, sem entender bem o que acontecia, acabou expulsando o ator e por ser um elemento estranho em campo e punindo também Serginho Chulapa. Posteriormente, porém, Mário pediu desculpas pelo ocorrido. Aragão contou que apenas seguiu a orientação, já que não sabia dos planos da Globo. Outra curiosidade da situação do gol de Luca é que Mario Gomes é vascaíno, fazendo portanto o gol contra seu próprio time.

 Cenas do jogo onde Luca comemorou gol

Vereda Tropical era um sucesso tão grande na época que o nome de Luca acabou gritado pela torcida corintiana no Morumbi. Mário desceu de helicóptero ao chegar no Morumbi e a cena causou euforia no público paulistano. O ator descreve também que a lesão que Luca sofre no joelho na trama, que o faria parar de jogar, foi uma cena que o fez chorar de verdade devido a carga emocional envolvida. 

O fato é que, se pela presença de Luca ou não, Vereda Tropical foi um dos maiores sucessos entre novelas brasileiras. Assim como a recente Avenida Brasil, que também tinha história com o futebol na trama. O esporte bretão, tão popular e culturalmente enraizado nas estranhas mais profundas do brasileiro não poderia ficar de fora de outro aspecto cultural brasileiro que são as novelas, mesmo que ele cause problemas para jogos reais do esporte, ás vezes.

104 anos do Jabaquara AC – Um time da teledramaturgia

Por Lucas Paes

Leal Cordeiro (Antônio Fagundes) com a camisa do Jabaquara para o neto em Tempos Modernos

Santos é uma cidade que tem o futebol intrinsecamente ligado à sua cultura, seu nome e sua fama como cidade. Além da obviedade de ser casa do Santos, um dos maiores clubes do Brasil, a cidade é lar da Portuguesa Santista e do Jabaquara, dois outros clubes bastante tradicionais. Neste dia 15 de Novembro, o charmoso e carismático Jabuca completa 104 anos de história, lutas, vitórias e derrotas. 

Um dos mais importantes clubes do futebol paulista, o Jabuca, assim como a Briosa e o Santos foi um dos fundadores da Federação Paulista de Futebol. De grandes campanhas no estadual, revelou o goleiro Gylmar dos Santos Neves, que se tornaria um gigante do futebol brasileiro e cansou de fazer boas campanhas nos anos 1960. Nessa época, acabou criando um de seus torcedores mais fanáticos: o dramaturgo Plínio Marcos, fanático fã do Leão, que frequentou o clube desde a infância. Tal história pode ser conferida no site. 

O carisma rubro-amarelo é tamanho que já ganhou homenagem nas telas da Rede Globo, em uma novela das sete de grande audiência, inclusive. Em 2010, a trama Tempos Modernos, de Bosco Brasil, tinha dois personagens torcedores do Jabaquara: Leal Cordeiro, personagem de Antônio Fagundes, e seu filho Zeca (Thiago Rodrigues). Eles citavam isto em vários momentos da trama.

Cena da novela Tempos Modernos

Em uma cena, Leal Cordeiro e Zeca aparecem em uma cena presenteando a personagem Nara (Priscila Fantim), respectivamente nora e namorada, com a camisa baby do time da Caneleira e comentando alguns feitos do clube, como revelar Gylmar e ganhar o tricampeonato da Taça Grande Café D’Oeste, o que ocorreu com o clube ainda sendo chamado como Hespanha. O detalhe é que no final da cena eles cantam o início hino oficial do clube, que é o seguinte:

♪♫ Vamos cantar-te, Jabuca 
Porque mereces também uma canção 
Por teu passado glorioso, 
Que ainda vibra em nosso coração ♫♪

A Situação é interessante, pois há pouquíssimos registros deste hino em áudio e muito difícil de escutá-lo. O mais popular, que toca, inclusive, nos programas esportivos de TV da Baixada é o seguinte:
♪♫  Avante, avante Jabaquara
Eu quero ver tremular sua bandeira
Avante, avante Jabaquara
Leão gigante lá da Caneleira ♫♪

Para torcedores de times como o Santos, a situação de ser citado em uma novela pode ter pouco significado diante da história e do nome que o Peixe construiu, mas o Jabuca vive martírios muito maiores que seus co-irmãos citadinos, sendo assim, uma citação numa novela da maior rede de televisão do Brasil (e talvez da América Latina) é um feito à ser celebrado. A divulgação do nome é sempre uma ajuda em divisões inferiores. 

Ainda que hoje distante das divisões grandes, vivendo o calvário da Bezinha, o Leão da Caneleira merece respeito pela história que construiu, história que trouxe Plínio Marcos para sua torcida, história de Gylmar, Baltazar, Marcos e Célio, história de luta pela sobrevivência e pela permanência em atividade. Por isso, merece celebração o Leão da Caneleira, time de Hilário, de Plinio Marcos e, é claro, de Leal Cordeiro.

O Curioso do Futebol

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