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Os 100 anos de Valentino Mazzola – O craque que deu o apelido ao brasileiro

Por Lucas Paes

Valentino Mazzola em ação: um dos grandes craques do período de guerras no mundo

Há algum tempo, aqui no Curioso do Futebol, fizemos um texto sobre o brasileiro José Altafini, conhecido como Mazzola, pela semelhança com o craque italiano de mesmo nome. Pois neste domingo, dia 26 de janeiro, o original completaria, se estivesse vivo, 100 anos. Chamado pelo site especializado Calciopédia (antigo Quatrotratti) de personificação do Torino gigante dos anos 1940, Valentino Mazzola era um verdadeiro craque do futebol italiano. Infelizmente, pereceu no acidente de avião que vitimou aquele esquadrão. 

O craque só despertou atenção de times das divisões superiores da Itália em 1941, depois de boa temporada no Venezia, campeão da Copa Itália. No ano seguinte, acabou virando jogador do Torino, onde viraria uma verdadeira lenda do futebol italiano e mundial. Na sua primeira temporada vestindo a camiseta granate foi campeão italiano. Porém, o futebol parou pouco depois na bota, devido ao agravamento da Segunda Guerra Mundial. Valentino era conhecido por sua versatilidade e incrível capacidade para marcar gols de todas as formas. Para título de comparação, a função dele no time do Torino era parecida com a que Cruyff exerceria anos depois, no Ajax e na Holanda. 

Na volta, nada mudou na Itália, Mazzola era o destaque do titã que dominava com facilidade a Itália. Turim, tão acostumada com a Juventus vencedora, via o Torino arrancar suspiros do país e do mundo. Mazzola ajudava o time a conquistar títulos com números incríveis. Na temporada de 1946/1947 Mazzola foi artilheiro da Série A, marcando 29 gols naquele campeonato. Na temporada seguinte, o Torino chegou a impressionantes 29 vitórias em 40 jogos, com direito a incríveis 125 gols marcados. O time transcendia o plano do futebol mortal. 

Por sua vez, a Seleção Italiana, quando jogava, era praticamente inteira representada por jogadores granates. Em 1947, em jogo contra a Hungria, foram 10 jogadores, entre eles, obviamente, estava Mazzola. Um dos maiores episódios da carreira do atacante ocorre num jogo contra a Roma, logo na abertura do Campeonato Italiano de 1947/1948. O Toro perdia para Roma por 1 a 0, Valentino, indignado com os companheiros esbravejou nos vestiários perguntando se eles queriam ver como se jogava futebol. Pois bem, a história foi escrita.

O acidente que vitimou toda a delegação do Torino

Impiedoso, voraz e facínora, como se o próprio touro fosse, como se encarnasse o Minotauro, Mazzola simplesmente carregou os Granatas a uma goleada histórica por 7 a 1 sobre a Roma, que não, não foi pouco. Mazzola, sozinho, marcou três vezes, ajudou seus companheiros, Castigliano, Fabian, por duas vezes e Ferraris II a marcarem os gols da goleada histórica. Aquele time do Torino bateu todos os recordes possíveis. Se fosse na contagem atual, teriam feito 94 pontos. Até hoje ninguém bateu o recorde de 125 gols feitos daquele esquadrão. Na verdade, dificilmente alguém chegará perto de bater. Mazzola sozinho marcou 25 dos 125 gols. 

Na temporada seguinte, Mazzola continuou implacável e seu time caminhava a passos largos para mais um titulo italiano. A Itália sabia que com aqueles jogadores seria quase impossível que alguém segurasse a Azzurra na Copa do Mundo. Porém, após uma derrota em amistoso pedido pelo Lisboa, no dia 4 de maio de 1949, um avião transportando toda a equipe bateu sobre a basílica de Superga. O acidente vitimou toda a equipe. O touro em personificação silenciava, entrava definitivamente na história. 

Mazzola, a personificação do Torino, a figura que representava aquele time, o jogador que talvez teve maior simbiose com uma camisa na história do futebol mundial antes de um certo Pelé fez 118 gols em 195 jogos. Ele não é só o maior jogador da história dos Granata, é algo como se o time tomasse uma personalidade própria, é algo como a instituição encarnada em um homem. Pela eternidade ficaremos imaginando o que seria do futebol europeu caso aqueles craques tivessem mais alguns anos. Teria o Real Madrid seus cinco títulos europeus seguidos? Teria o Brasil mais títulos mundiais que a Itália, provável campeã em 1950 com aquele esquadrão? O destino, voraz como é, deixará as dúvidas para sempre em nossas cabeças. Doloroso porém, deixou a marca de Mazzola na história.

As camisas de Álvaro 'El Chino' Recoba


Um dos maiores meias do futebol uruguaio, Álvaro Recoba, chamado de 'El Chino' (O Chinês) em sua terra natal, devido aos olhos puxados, completa nesta sexta-feira, dia 17, 41 anos. Conhecido pelo seu talento e a facilidade de bater na bola, Recoba foi ídolo no Danubio, Nacional e Internazionale, chegando a ofuscar a estreia de Ronaldo pelo time de Milão, em 1997.

Porém, as contusões, principalmente a grave no tornozelo, atrapalharam demais a sua carreira encurtando, por exemplo, sua passagem pela Seleção Uruguaia, onde estreou com apenas 19 anos. Porém, mesmo em fim de carreira e entrando nos últimos minutos das partidas, foi decisivo em vários jogos com a camisa do Nacional.

Confira as camisas que Álvaro Recoba defendeu durante a carreira:

DANUBIO


Álvaro Recoba começou no Danubio e subiu ao time profissional em 1993, com apenas 17 anos. Logo chamou a atenção das equipes maiores e acabou indo para o Nacional em 1996. Depois de passar mais de 10 anos na Europa, Recoba voltou ao time que o revelou, onde jogou por mais uma temporada. No Danubio, contando as duas passagens, El Chino fez 65 jogos e marcou 22 gols.


NACIONAL


O Nacional viu o garoto que já era convocado para a Seleção jogando no Danubio e o contratou. Porém, em sua primeira passagem pelo Bolso, Recoba fez apenas 33 jogos e marcou 17 gols, já que foi vendido à Internazionale. Em 2011, após jogar novamente pelo Danubio, El Chino voltou ao Nacional, onde virou ídolo de vez e fez grandes partidas, mesmo nos últimos dias jogando, conquistando os Campeonatos Uruguaios das temporadas 2011/2012 e 2014/2015, encerrando a carreira após a última conquista. Na segunda passagem, ele fez 100 jogos e 18 gols, chamando a atenção pela quantidade de gols olímpicos.


INTERNAZIONALE


Seu futebol já chamava a atenção dos clubes europeus quando ainda estava no Uruguai e a Internazionale foi mais esperta e contratou o prodígio meia. Na Inter, Recoba alternou boas e más fases, devido a problemas de contusão em seu tornozelo. Porém, quando estava bem, ele enchia os olhos dos torcedores italianos. Pela Inter, El Chino conquistou o Campeonato Italiano 2005/2006 e 2006/2007, a Supercopa da Itália em 2005 e 2006, a Copa da Itália em 2004/2005 e 2005/2006 e a Copa da UEFA em 1997/1998. Pelo clube, entre idas e vindas, pois chegou a ser emprestado para o Venezia e o Torino, fez 260 jogos e marcou 72 gols.


VENEZIA


Em 1999, Recoba sofria com as lesões e o jogador foi emprestado ao Venezia, que estava mal no Campeonato Italiano. Porém, o uruguaio caiu como uma luva na equipe, fez 11 gols em 19 partidas e ajudou o time a escapar do rebaixamento, deixando boa impressão aos torcedores. Ao fim daquela temporada, Recoba voltou à Inter.


TORINO


Recoba foi emprestado pela Internazionale para o Torino na temporada 2007/2008. Porém, ao contrário de sua passagem pelo Venezia, em Turim ele não foi bem. Foram apenas três gols em 24 jogos e ao fim da temporada ele acertou sua vida e acabou indo jogar na Grécia.


PANIONIOS


Foi contratado pelo clube grego em agosto de 2008 e recebido com grande festa em Atenas. Era para ser o principal jogador da equipe grega e até estreou bem, fazendo as assistências para os gols de sua equipe que venceu o Aris Salônica por dois a um. Porém, ao longo da temporada, suas atuações foram caindo e ele acabou voltando ao Uruguai ao fim da temporada. Pelo time grego, foram 21 jogos e cinco gols.


SELEÇÃO URUGUAIA


Entre o fim da geração de Enzo Francescoli e o surgimento de Suárez e Cavani, Álvaro Recoba foi o grande nome da Seleção Uruguaia, chegando a dividir este posto com Fórlan. Recoba estreou na Celeste em 1995 e jogou até 2007, encerrando sua participação na Copa América daquele ano, realizada na Venezuela. A passagem de El Chino pela seleção ficou marcada por ficar de fora de duas Copas do Mundo: 1998, na França, e 2006, na Alemanha, conseguindo a vaga apenas em 2002, Japão e Coreia do Sul, quando o time caiu na primeira fase. Na Celeste, Recoba fez 69 jogos e 11 gols.

O Curioso do Futebol

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