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França faz 3 a 1 na Polônia e está nas quartas da Copa do Mundo

Por Felipe Roque
Foto: divulgação FFF

Mbappé no lance

França e Polônia entraram em campo neste domingo, dia 4, no Al Thumama Stadium, para decidir mais um classificado para as quartas de final da Copa do Mundo e os franceses, após vencerem por 3 a 0, ficaram com a vaga e seguiram no sonho de vencer mais um Mundial. Os gols foram marcados por Giroud e Mbappé, este duas vezes.

A França chegou às oitavas de final após passar como líder do seu grupo, com 2 vitórias e 1 derrota. Mesmo não tendo um bom desempenho dentro de campo, os franceses chegaram como favoritos para o confronto contra a Polônia, que, por sua vez, passou em segundo lugar do Grupo C, atrás da Argentina, com uma vitória, um empate e uma derrota. A classificação veio de forma dramática, na última rodada, decidida pelo saldo de gols. Por um momento, a seleção polonesa só estava passando de fase por conta do critério de cartões amarelos, em que o México havia sido mais punido. 

Como esperado, a França foi superior na primeira etapa, chegando com perigo ao gol defendido por Szczesny diversas vezes, mas também tomou alguns sustos, o que tornou o confronto mais emocionante, um grande jogo de futebol. Os franceses começaram a partida pressionando. Já aos 3 minutos, Griezmann cobrou escanteio na linha da pequena área e achou Varane, que subiu alto e cabeceou forte, mas a bola não tomou a direção que ele queria e sai em tiro de meta, dando o primeiro susto nos poloneses. Com 12 minutos, Tchouaméni recebeu na entrada da área e mandou uma bomba para o gol, a bola foi no cantinho direito de Szczesny, que caiu e espalmou para fazer boa defesa, a primeira de muitas que ele precisaria fazer na partida. 

Lewandowski, a maior estrela polonesa, não conseguia tocar na bola, pois estava isolado no ataque e muito bem marcado pelos defensores franceses, o que facilitou para a pressão no ataque da atual campeã do mundo que, com 16 minutos, chegou mais uma vez com perigo ao ataque. Dembélé roubou a bola no campo de ataque, avançou em velocidade, limpou a marcação e chutou da entrada da área para mais uma boa defesa de Szczesny, sem dar rebote. A primeira chegada polonesa aconteceu só aos 20 minutos, quando Lewandowski recuperou a bola no campo de ataque e arriscou de perna esquerda de fora da área para boa defesa de Lloris. Aos 28, um lance inacreditável de Giroud. Após boa recuperação no campo ofensivo, Griezmann tocou para Dembélé na ponta direita e cruzou rasteiro para Giroud. O centroavante se jogou para completar e jogou para fora, sem goleiro.

Após o gol incrível perdido pelos franceses, a Polônia chegou, esquentando ainda mais o jogo. Cash cruzou forte e rasteiro, mas nenhum polonês chegou para completar, dando um susto na França. Aos 37, mais uma chegada incrível da Polônia, quando Bereszynski chegou na linha de fundo pela esquerda e cruzou rasteiro. A bola desviou no meio do caminho e sobrou para Zielinski, que encheu o pé e Lloris fez grande defesa. No rebote, o próprio camisa 20 chutou de novo e a bola bateu no Theo Hernández. Na sequência, sobrou para Kaminski, que chutou cruzado para Varane salvar em cima da linha, na melhor chance do jogo até o momento. 

Após boas chegadas ao ataque, a França finalmente abriu o placar aos 43 minutos, com Giroud. Mbappé, que vinha fazendo um ótimo jogo, recebeu na esquerda, na entrada da área, e tocou para a infiltração de Giroud. O centroavante dominou e bateu de esquerda, cruzado, para abrir o placar e se isolar como o maior artilheiro da história da seleção francesa. Quem pensou que a Polônia sentiria o golpe, estava errado. Logo após o gol, Cash chegou na linha de fundo e cruzou rasteiro. A bola ficou com Kaminski, que encheu o pé, desviand no meio do caminho e saindo à esquerda de Lloris, na parte de fora da rede.

A segunda etapa começou agitada. Logo aos 2 minutos, Griezmann cobrou falta na perigosa na área. Varane quase chegou na bola, mas não alcançou, obrigando Szczesny a tirar de soco para evitar o segundo gol francês. A França apostava muito na velocidade incrível do craque Mbappé para desmontar a defesa polonesa pela esquerda, e isso, ao logo do jogo foi provado. Aos 11 minutos, o camisa 7 recebeu, tirou a marcação e bateu bem, a bola desviou em Krychowiak e saiu em escanteio, pertinho do gol de Szczesny.

Com 20 minutos, novamente Giroud levou perigo ao gol adversário. Koundé chegou na linha de fundo e cruzou rasteiro para Giroud. Dentro da pequena área e bastante marcado, o atacante conseguiu o desvio com a parte de fora do pé esquerdo e a bola foi à esquerda do gol da Polônia. O domínio francês na segunda etapa deu resultado aos 28 minutos. Em um contra-ataque, Griezmann deu um chutão para frente e achou Giroud, que dominou e abriu na direita para Dembélé. O camisa 11 avançou e Mbappé recebeu, dominou e mandou uma bomba na gaveta direita de Szczesny, ampliando para os franceses.

O craque francês e artilheiro do Mundial não podia marcar só um gol na partida. Aos 45 minutos, Thuram apareceu na linha de fundo pela esquerda e tocou atrás para Mbappé, que, mais uma vez, dominou, ajeitou para o pé direito e mandou uma bomba com chute no ângulo, marcando outro golaço para se isolar ainda mais na artilharia do torneio.

A Polônia ainda teve um pênalti a seu favor, já nos acréscimos, quando a bola bateu no braço de Upamecano, confirmado pelo VAR. Lewandovski foi para a cobrança e Lloris pegou a primeira, mas a arbitragem mandou voltar. Na segunda, ele converteu, se despedindo da Copa do Mundo balançando as redes. Final de jogo e 3 a 1 para a França.


Os franceses enfrentam, no próximo sábado, dia 10, às 16 horas, o vencedor do confronto entre Inglaterra e Senegal, que jogam ainda neste domingo, no Estádio Al Bayt, em Al Khor, para definir o semifinalista da Copa do Mundo. Já os poloneses voltam para casa após chegarem nas oitavas de final do maior torneio de futebol do planeta, sendo considerado um bom resultado, apesar do mau futebol apresentado durante a Copa.

Argentina vence a Polônia e as duas seleções avançam na Copa do Mundo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Reuters

Argentina e Polônia se classificaram no Grupo C

Polônia e Argentina mediram forças no gramado do Estádio 974, em Doha, no Qatar, na tarde desta quarta-feira, 29, pela terceira e última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2022. Este duelo entre as Águias Negras e a Albiceleste terminou com triunfo dos sul-americanos pelo placar de 2 a 0, e com classificação de ambas as equipes para as oitavas de final.

Ambas as chegaram para este embate com chances de classificar as oitavas de final, já que conseguiram vencer na rodada anterior depois de não estrearem com um resultado positivo. Enquanto a Seleção Polonesa bateu a Arábia Saudita, por 2 a 0, a Seleção Argentina se recuperou do inesperado tropeço diante dos mesmos árabes na primeira rodada, e ganhou do México pelo mesmo placar.

Os sul-americanos foram superiores na primeira etapa. Os argentinos tiveram várias chances de abrir o marcador, mas acabaram parando no inspirado goleiro Szczesny, que fez ao menos três defesas importantes e mantiveram os poloneses vivos no jogo. Isso porque, em 48' jogados, ele evitou um gol olímpico de Dí Maria com 32', defendeu uma cobrança de pênalti do Messi aos 38' e interceptou um balaço de Julian Alvarez da entrada da área na marca do 42'.

A Albiceleste voltou do intervalo com a mesma postura aguerrida do primeiro tempo, e com menos de 1', conseguiu enfim balançar as redes com Mac Allister, que recebeu assistência primoroso de Molina. Apesar da vantagem, o time azul e branco continuou em cima, assustando a meta polaca até os 22', quando Julian Alvarez fez um belíssima jogada com Enzo Fernandez e ampliou o placar para os argentinos com um balaço no ângulo, dando números finais a partida.


Com este resultado, a Argentina passou na primeira colocação do Grupo C, com 6 pontos, e vai enfrentar a Austrália nas oitavas de final, no sábado, 3, às 16h, no Estádio Ahmad Bin Ali, in Al-Rayyan. Já a Polônia, que passou em segundo por ter melhor saldo de gols do que o México, pegará a França no domingo, dia 4, às 12h, no Estádio Al Thumana, em Doha.

Polônia supera bom futebol da Arábia Saudita, vence e assume liderança de seu grupo na Copa do Mundo

Por Lucas Paes
Foto: Fifa.com

Lewandowski marcou um dos gols

Não deu para uma das sensações, com extrema justiça, dessa Copa do Mundo. A Arábia Saudita jogou um grande futebol, tentou, mas acabou derrotada pelo valente time da Polônia, que contou com um gol de Lewandowski e com um pênalti defendido por Sczesny para vencer por 2 a 0, em jogo disputado na manhã deste sábado, dia 26, no Estádio Cidade da Educação, em Doha, no Catar. O resultado deixa a disputa do Grupo C mais acirrada do que nunca. 

A equipe polonesa não começou a Copa do Mundo em grande estilo. Na primeira partida, Lewandowski e seus colegas apenas ficaram no zero com o México, com direito a Ochoa pegando um pênalti do camisa 9 do Bayern. A Arábia Saudita, por sua vez, surpreendeu o mundo e venceu a Argentina de Messi e Scaloni por 2 a 1 de virada, extasiando seu torcedor.

A Arábia, empolgada pela vitória, começou mais em cima. Aos 12', a primeira boa chance do jogo veio com o time "da casa", com Kanno obrigando Scezsny a trabalhar. A equipe asiática tinha mais a bola, pressionava e francamente deixava pouco jogo ao time polonês, que respondia batendo até não poder mais e por isso tinha amarelados cedo. Aos 25', Milik cabeceou com perigo, mas a bola desviou no zagueiro e saiu.

Curiosamente, porém, quem abriu o placar no primeiro ataque correto foi a Polônia, que já vinha melhorando aos 38' numa bola lançada para Lewandowski, que fintou o goleiro, rolou pra trás e Zelinsky fez. Aos 43', a Arábia Saudita atacou pelo lado e Al Sheriri foi derrubado por Bilik, inicialmente Wilton Pereira Sampaio mandou seguir, mas o VAR chamou e o pênalti foi marcado. Al Dasari acabou parado por Sceszny, e no rebote a equipe saudita perdeu também parada pelo arqueiro polonês. A agitada primeira etapa terminou em 1 a 0 para os poloneses.

Na etapa final, o time árabe seguiu tendo mais a bola. Aos nove, numa enorme confusão na área, Scezsny evitou mais um gol árabe numa bola a queima roupa. Aos 14', numa linda jogada, Feras teve ótima chance, mas mandou por cima. Na sequência, a defesa saudita saiu mal e Kanno perdeu outra ótima chance.

Aos 17', foi a vez dos poloneses perderem, com Milik de cabeça mandando na trave. Aos 20', foi a vez de Lewandowski perder ótima chance e mandar uma bola na trave. Aos 23', Al Dasari tentou outra de fora, mas parou em defesa tranquila do goleiro polaco. Com o time saudita ainda em cima, aos 32', Al Abid só não fez por centímetros. 


Aos 36', porém, o castigo veio ao time saudita. A defesa bobeou e Lewandowski roubou a bola para marcar o segundo. A partir daí, o jogo ficou mais a feição polonesa, mesmo com o time árabe ainda tendo mais a bola. No fim das contas, Lewandowski ainda parou no goleiro saudita quando marcaria o terceiro, que seria um golaço. Ainda deu tempo de Kanno perder mais uma chance, antes do apito final decretar o 2 a 0.

Agora, os Sauditas pegam o México na última rodada, na quarta, dia 30, às 16 horas, no Lusail, em Doha. A Polônia, por sua vez, terá duríssimo jogo com a Argentina, no mesmo horário, no Estádio 974, também em Doha. 

Ochoa pega pênalti de Lewandowski e México e Polônia empatam em estreia na Copa do Mundo

Por Felipe Roque
Foto: Fifa.com

Ochoa defendeu cobrança de pênalti de Lewandowski no segundo tempo

Nesta terça-feira, dia 22, México e Polônia estrearam na Copa do Mundo de 2022 com um empate em 0 a 0, com direito a pênalti perdido por Lewandowski, que foi defendido por Ochoa. O confronto, realizado no Estádio 974, em Doha, no Catar, teve gosto de decisão após a derrota da favorita Argentina contra a zebra Arábia Saudita, que ocorreu mais cedo.

O México disputou dois amistosos antes da estreia no Mundial de 2022: goleou o Iraque por 4 a 0 e foi superado pela Suécia por 2 a 1, ambas as seleções não se classificaram para a Copa. Já os poloneses só disputaram um amistoso antes do maior torneio de futebol do planeta e venceram o Chile, por 1 a 0.

No primeiro tempo da estreia das seleções, o que se viu foi um jogo travado. O México, querendo ter a posse de bola, forçou o jogo principalmente pela direita, com Hirving Lozano, mas tentou muitos cruzamentos na área, tática que não surtiu efeito. A primeira chegada mexicana foi em uma jogada dessas: o camisa 22 roubou a bola no campo de ataque e cruzou na segunda trave, mas Vega não conseguiu concluir ao gol.

Com o jogo travado, o México voltou a levar perigo aos 25 minutos: Sanchéz deslocou cruzamento na segunda trave, Vega desviou de cabeça e a bola passou raspando a trave polonesa. Isolado na área contrária, Lewandowski tentou buscar jogo no meio-campo, mas não contou com seu principal parceiro, Zielinski, vigiado de perto pelo volante mexicano Álvarez.

A primeira chance do segundo tempo foi logo aos 7 minutos, quando Lozano, um dos mais ativos na seleção mexicana, arriscou de fora da área, obrigando Szcznesny a fazer boa defesa. Um minuto depois, o lance crucial da partida. Lewandowski recebeu dentro da área, dividiu com a marcação e foi derrubado, o árbitro mandou o jogo seguir, mas logo foi alertado pelo VAR para uma revisão de um possível pênalti. Na cabine, percebeu-se o claro puxão no camisa 9 polonês, pênalti. Na marca da cal, o craque Lewandowski partiu para fazer o primeiro gol da seleção na Copa do Mundo deste ano, mas não contava com um dos personagens dos Mundiais: o goleiro Ochoa. O mexicano caiu e defendeu a cobrança, mantendo o placar em 0 a 0.

Após o pênalti, o jogo ficou mais animado. Aos 18 minutos, Edson Álvarez chutou de fora da área, Henry Martín desviou no meio do caminho e Szczesny fez uma defesa milagrosa. A partida ficou aberta com contra-ataque para ambas as equipes, entretanto, não souberam aproveitar os espaços dados, ocasionados pelo cansaço dos jogadores no forte calor do Qatar. 


A Seleção Mexicana enfrenta agora a poderosa Argentina, no sábado às 16 horas, enquanto a Polônia encara a Arábia Saudita, também no sábado, às 10 horas. Em um grupo que poderia ser considerado "fácil", os resultados da primeira rodada mostraram que será embolado e disputado, com a incrível Arábia Saudita acabando como líder.

Brasil x Polônia - O único jogo de Ademir da Guia em Copas do Mundo

Por Lucas Paes


Brasil e Polônia foi o único jogo de Ademir em Copas

Completando 78 anos neste dia 3 de Abril, Ademir da Guia é um dos maiores jogadores da história do Palmeiras, se não o maior. Principal figura do time da Academia, que era um dos poucos a conseguir parar o Santos de Pelé em seu auge, Ademir, de vulgo O Divino, conviveu em seu tempo com diversos jogadores de qualidade absurda, o que talvez explique o fato dele ter apenas um jogo em Copas do Mundo, na edição de 1974, disputada na Alemanha, na decisão do terceiro lugar diante dos poloneses.

Ademir da Guia, mesmo diante do sucesso com o Palmeiras, poucas chances teve na Seleção Brasileira. Convocado por Vicente Feola para amistosos em 1965, ficava por longos periodos de fora da lista de convocados e acabava chamado em amistosos ou em jogos das eliminatórias, nunca nos grupos que iam aos mundiais. Há de se debater certa injustiça com um jogador de tamanha técnica e visão de jogo, mesmo que a concorrência fosse pesada em sua época.

A injustiça acabaria finalmente desfeita na Copa do Mundo de 1974, quando Zagallo, que havia sofrido em primeira mão com Ademir num jogo da Libertadores de 1971, quando o "Velho Lobo" treinava o Fluminense, levou Ademir da Guia para a Copa do Mundo junto a um grupo que procurava repetir o sucesso histórico do Brasil de 1970, considerado até hoje como a melhor Seleção Brasileira e talvez a melhor seleção da história das Copas do Mundo. Sem Pelé, as esperanças caiam sobre um já experiente Ademir, que tinha na época seus 32 anos e sobre o craque Rivelino.

Porém, mesmo indo ao Mundial, Ademir acabou nem ficando no banco na maior parte dos jogos. Sem entrar em campo, viu o Brasil sofrer muito na primeira fase, conseguindo dois empates e uma vitoria, diante do Zaire. Na segunda fase, quando os finalistas se definiam em outra fase de grupos, viu o Brasil começar bem com vitórias contra Alemanha Oriental e Argentina e ter o confronto valendo a vaga na final diante da Holanda, onde atordoado, o selecionado brasileiro foi pivô de uma verdadeira batalha campal, tentando parar nas faltas a Holanda, que jogou melhor e venceu por 2 a 0.


Então veio a decisão de terceiro lugar, diante do ótimo time da Polônia, de Lato e cia, no Estádio Olímpico de Munique. O Brasil não fez lá uma grande partida, mas chamou a atenção da imprensa mundial o talento e o jogo de Ademir da Guia, que comandou o meio-campo brasuca e fez muita gente questionar o porque da não titularidade do palmeirense. A partidaça de Ademir não foi suficiente para evitar a derrota por 1 a 0, com gol de Lato. Como curiosidade, com o jogo contra a Polônia, Ademir se tornou o primeiro filho de um jogador que havia jogado Copa do Mundo à jogar um mundial, já que seu pai Domingos jogou a Copa do Mundo de 1938.

Ademir parou de jogar três anos depois, em 1977. Foram diversos titulos vestindo o verde e branco do Palmeiras, mas ficou a eterna frustração pela falta de oportunidades na Seleção Brasileira para um jogador de tamanho talento. Foram diversos títulos nacionais e estaduais pelo Alviverde Imponente, mas o eterno vazio de uma Copa do Mundo, já que Ademir poderia tranquilamente estar no grupo de 1970. Nada que diminua, porém, o tamanho da carreira do Divino.

Seleção Feminina vence Polônia e continua invicta sob o comando de Pia

Foto: Daniela Porcelli/CBF

Formiga, Tamires e Debinha marcaram os gols do Brasil no jogo

A Seleção Brasileira Feminina voltou a campo na tarde desta terça-feira (8). Depois de derrotar a Inglaterra, as comandadas da técnica Pia Sundhage enfrentaram a Polônia, na casa das adversárias, na Suzuki Arena, na cidade de Kielce (POL). Com gols de Formiga, Tamires e Debinha, a Canarinho venceu pelo placar de 3 a 1 e chegou à terceira vitória em quatro partidas sob o comando de Pia Sundhage, mantendo a invencibilidade da técnica sueca dirigindo o Brasil.

Jogando na casa das adversárias, a Seleção Brasileira levou um susto logo aos sete minutos de jogo. Em um ótimo contra-ataque encaixado pela Polônia, Grabowska cruzou para Pajor, que completou para o gol. No entanto, Bárbara apareceu para fazer grande defesa.


A resposta da Canarinho veio logo no minuto seguinte. Andressa Alves cobrou escanteio com muita categoria, e Formiga subiu mais do que toda a defesa adversária e completou para o fundo das redes. A bola ainda bateu na trave direita da goleira Kiedrzynek antes de entrar: 1 a 0. Após o gol sofrido, a seleção polonesa cresceu na partida e passou a levar mais perigo. Mas o Brasil contou com uma ótima atuação de Bárbara para garantir a vitória parcial no primeiro tempo.

Na volta dos vestiários, a Seleção Brasileira se impôs em campo e não demorou muito para ampliar a vantagem. Logo aos três minutos, Debinha fez ótima jogada pela direita e cruzou rasteiro para dentro da área. Tamires apareceu nas costas da defesa, livre, e bateu de primeira, fazendo o segundo gol do Brasil.

Aos 12, a Polônia conseguiu descontar e diminuir o marcador. Depois de cobrança de falta para dentro da área, Malgorzata Mesjasz apareceu e mandou a bola para o fundo do gol: 2 a 1 para a Seleção Brasileira. Quando a partida já se encaminhava para o final, a Seleção Brasileira voltou a marcar. E que golaço! Ludmila recebeu a bola dentro da área, fez grande jogada e cruzou. Debinha surgiu dentro da pequena área e completou para o barbante: 3 a 1 e placar final.

A disciplina colocou o Japão nas oitavas

Fotos: Getty Images.com/Fifa.com

Os japoneses comemoraram no fim do jogo. A disciplina os colocou nas oitavas de final

Quando se fala em Japão, algumas características logo vêm à mente, como modernidade, tradição, educação e disciplina. Pois bem, não é que um destes adjetivos foi muito importante para os japonenses no futebol? Apesar da derrota para a Polônia, por 1 a 0, nesta quinta-feira, dia 28, na Volgogrado Arena, os nipônicos conseguiram a vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo Rússia 2018 por terem tomado menos cartões amarelos do que o Senegal, muito por causa da disciplina.

A verdade é que o Japão chegou para a última rodada do Grupo H da Copa do Mundo dependendo só de si para de classificar. Empatado em primeiro lugar da chave com o Senegal, com quatro pontos e o mesmo número de saldo e de gols, o "time samurai" só precisava de um empate para avançar às oitavas. Porém, a situação não foi tão fácil assim.

O primeiro tempo do jogo contra a Polônia foi sonolento, sem muitas emoções. Era um time que tentava se segurar, já que dependia só do empate, contra outro que só queria se despedir com dignidade, já que não tinha mais chances, apesar de ter sido o cabeça de chave do grupo. Por tudo isto, o primeiro tempo terminou com o placar de 0 a 0.

Na etapa complementar é que o jogo complicou. Aos 14 minutos, Bednarek, de cabeça, depois de cobrança e falta, abriu o placar para os poloneses. Ninguém imaginaria que a desclassificada Polônia iria complicar a vida dos nipônicos, mas foi o que aconteceu. E o pior: com o empate na outra partida, o Senegal estava em primeiro, com cinco pontos, mas a Colômbia ficava em segundo, pois teria o mesmo número de pontos que o Japão (quatro), mas vencia no saldo de gols (dois a zero).

Mesmo sem chances, a Polônia venceu o jogo

Porém, apesar disso, o Japão não entrou em desespero. Tentou atacar, buscando o gol de empate, que ali colocaria a equipe em primeiro no grupo (pelo número de gols marcados). Mas veio uma notícia do outro jogo que acalmou ainda mais os japoneses: a Colômbia abria o marcador e a decisão iria para algo inédito em Copas.

A situação era a seguinte: Colômbia em primeiro, com seis pontos, e Japão e Senegal empatados em segundo em pontos (quatro), saldo (zero) e número de gols marcador (quatro). Antigamente, seria um sorteio que definiria a equipe classificada, mas a Fifa implantou o índice Fair Play para desempate, que conta o número de cartões. Neste critério, os nipônicos estavam em melhor condição, já que haviam tomado quatro amarelos, contra seis dos senegaleses.

Os últimos minutos fora de tensão nos dois jogos. Os japoneses tocavam a bola contra a Polônia, fazendo o tempo passar e evitando o choque, para que não houvesse a distribuição de cartões. O Senegal, contra a Colômbia, foi em busca do gol, no desespero. Apesar do risco nipônico (que poderia tentar o empate, que garantiria a equipe independente do outro resultado), o Senegal não balançou a rede e o Japão, pela terceira vez na história, chega a uma oitava de final.

No final de tudo, a disciplina, uma característica sempre elogiada dos japoneses, acabou favorecendo a equipe de futebol de seu país já que tomou menos advertências (cartões) que o adversário. 

Uma Kazan colombiana

Por Victor de Andrade
Fotos: Getty Images.com/Fifa.com

Falcao Garcia marcou o seu primeiro gol em Copas do Mundo

Parecia um jogo em Bogotá, Medellin ou Cali. A verdade é que a torcida colombiana dominou a Arena Kazan neste domingo, dia 24, e viu sua seleção passar pela Polônia e vencer o seu primeiro jogo na Copa do Mundo Rússia 2018. Foi uma grande festa e o resultado colocou a Colômbia na briga pela classificação no Grupo H da competição. Já os poloneses, que eram os cabeças da chaves, já não têm mais chances de avançar.

A verdade é que o jogo estava em festa nas arquibancadas e em clima pesado dentro do gramado. Os colombianos invadiram a Arena, aproveitando-se do fato de a maioria estar hospedada na cidade, já que Kazan é o local da concentração da delegação da Colômbia na Copa. Porém, em campo, depois do empate entre Japão e Senegal, horas antes, por 2 a 2, deixou as duas equipes preocupadas: quem perdesse, estaria fora do Mundial.

O jogo começou equilibrado, com as duas equipes se estudando. Aos poucos, a Colômbia, empurrada por sua torcida, passou a tomar as ações, mas nada que pudesse afirmar que já merecia estar à frente do marcador. Porém, aos 40 minutos, o time cafeteiro, que jogou todo de azul (Fifa e seus esquemas de uniformes monocromáticos), abriu o marcador. Em bola alçada na área, o ex-palmeirense Yerry Mina se antecipou ao goleiro Szczesny e de cabeça abriu o marcador. Grande festa na Arena Kazan.

No segundo tempo, a Polônia foi para a pressão, mas de forma muito desordenada, tanto que seu maior jogador, o centroavante Robert Lewandowski, praticamente não aparecia em campo. A partir disto, a Colômbia usou e abusou dos contra-ataques, marcando o segundo aos 25', com Falcao Garcia. O atacante colombiano fazia ali o seu primeiro gol em Copas, já que em 2014, machucado, acabou não jogando por sua seleção.

A torcida colombiana invadiu Kazan

Com 2 a 0 desfavorável, a Polônia foi para o desespero. E isto era tudo o que a Colômbia queria. Aos 30 minutos, Cuadrado foi lançado sozinho e saiu na cara do goleiro Szczesny, onde teve calma para fazer o terceiro gols. Ainda teve tempo de Quintero, que entrou no decorrer da partida, quase marcar o quarto em um calcanhar sensacional, mas a bola foi fraca e a defesa polonesa conseguiu evitar a rede balançada.

Ao apito final do árbitro, muita festa da torcida colombiana. Já o semblante dos poloneses era de muita tristeza. Foi a primeira seleção europeia a ser eliminada nesta Copa do Mundo, mesmo com uma rodada de antecipação. Já para os cafeteiros, o jogo contra o Senegal, na quinta, será de vida ou morte, pois só a vitória interessará aos colombianos.

Os gols de Grzegorz Lato em Copas do Mundo

Por Victor de Andrade

Lato foi o grande artilheiro na Copa de 1974, com sete gols

A Copa do Mundo é, sem dúvida, o maior evento de futebol de todo o planeta. Por isto, o sonho de qualquer jogar é disputar a competição e, quem sabe, marcar gol nela. Ser artilheiro de uma edição e ainda marcar em mais duas é algo grandioso. E isto aconteceu com o polonês Grzegorz Lato, que foi artilheiro do Mundial de 1974, na Alemanha Ocidental, e ainda balançou as redes em 1978, na Argentina, e 1982, na Espanha.

A fama de Lato e da Seleção Polonesa veio de antes das Copa de 1974. A equipe polaca foi medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, e chegou ao Mundial, dois anos depois, como um dos times que poderia surpreender. Isto foi confirmado na estreia da Polônia na competição, no dia 15 de junho, em Stuttgart, quando derrotaram a Argentina por 3 a 2. Lato, logo aos 7 minutos, abriu o marcador e ainda balançou as redes também aos 17' do segundo tempo.

Na segunda rodada, a Polônia encarou o Haiti em Munique, no dia 19 de junho. Lato fez dois gols, aos 17' do primeiro tempo e aos 42' da etapa complementar, da goleada de 7 a 0. Na última rodada do primeiro turno, os poloneses decretaram a eliminação da Itália ainda na primeira fase com uma vitória por 2 a 1, mas Lato não marcou.

Atuando contra o Peru em 1978

Na segunda fase, a Polônia estreou contra a Suécia, em 26 de junho, em Stuttgart, e Lato deixou sua marca aos 43' do primeiro tempo, fazendo o único gol do jogo. Quatro dias depois, os poloneses encaravam a Iugoslávia, em Frankfurt, e Lato fez o gol que carimbou a vitória de sua equipe, por 2 a 1, aos 17' do segundo tempo.

Na última rodada da segunda fase, no dia 3 de julho, em Frankfurt, a Polônia jogou contra a Alemanha Ocidental e a partida definia um dos finalistas da Copa. Os donos da casa venceram por 1 a 0 e para os poloneses só restou a decisão de terceiro lugar, contra o Brasil. No dia 6 de julho, em Munique, o time polaco garantiu o terceiro lugar com uma vitória por 1 a 0, gol de Lato, aos 31' da etapa complementar. Além disso, o atacante foi o artilheiro da competição, com sete tentos marcados.

Depois do, até então, melhor resultado da Polônia em Mundiais e uma medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976, os poloneses foram para a Copa do Mundo de 1978, na Argentina, ainda em alta. Assim como quatro anos antes, o primeiro gol dos polacos no torneio foi de Lato, mas apenas na segunda partida. Depois de um 0 a 0 contra a Alemanha Ocidental, na estreia, o atacante marcou o único gol da vitória sobre a Tunísia, no dia 6 de junho, em Rosário.

Em 1982, Lato marcou apenas um gol

A Polônia já não estava tão forte quanto quatro anos antes, mesmo assim, a equipe se classificou para a segunda fase ao vencer o México por 3 a 1, mas sem Lato ter marcado. Na segunda fase, os poloneses estrearam com derrota para a Argentina, por 2 a 0, e venceram o Peru, por 1 a 0. No terceiro e decisivo jogo, em 21 de junho, em Mendoza, nova derrota, desta vez para o Brasil, por 3 a 1. Lato, aos 45' do primeiro tempo, marcou o gol dos polacos.

Quatro anos depois na Espanha, Lato, com 32 anos, já era considerado veterano, mas foi convocado. Depois de um empate em 0 a 0 contra a Itália, na estreia, e outro contra Camarões, a Polônia goleou o Peru por 5 a 1. Lato marcou o segundo gol polonês no jogo, aos 13' do segundo tempo, e este seria o seu último tento em Copas do Mundo.

Lato ainda ajudaria a Polônia repetir a sua melhor colocação em Copas, um terceiro lugar, após vencer a França. Porém, mais do que isso, os seus 10 gols em Mundiais e a artilharia em 1974 ficaram para sempre na história do evento.

O poder de fogo da Polônia na Copa do Mundo de 1974

Por Alexia Faria

Depois do ouro olímpico em 1972, a Polônia fez uma grande Copa do Mundo dois anos depois

Com um futebol que dava aula de toque de bola, velocidade, passes preciosos e muito talento, os poloneses vinham conquistando seu lugar. Mesmo após conquistar o Ouro Olímpico em 1972, na Copa de 1974, na Alemanha, eles não eram os favoritos e tão pouco tinham espaço na mídia mundial. Sendo assim, a Polônia poderia surpreender e conquistar (quem sabe) uma final tranquilamente. 

Classificada no Grupo 4, a alvirrubra era acompanhada dos favoritos Argentina, Itália, e para completar o grupo, Haiti. Sem seu atacante Lubanski (contundido), os poloneses enfrentariam a Argentina em seu primeiro desafio. 

Logo aos 7 minutos do primeiro tempo, Lato abriu o placar contra a Argentina. Szarmarch ampliou um minuto depois. Na volta do intervalo, Heredia chegou a diminuir para os “Hermanos”, mas o meio campista alvirrubro, Lato, marcou mais um. A argentina chegou a fazer mais um tento com Bandington, mas não foi o suficiente. A Polônia venceu a primeira “favorita” por 3 a 2.

Campo encharcado na partida contra a Alemanha

A segunda partida foi contra a equipe do Haiti, e sem dó os “assas brancas” fez 7 a 0. Os gols foram marcados por Szarmarch (3), Lato (2), Deyna e Gorgon. O terceiro e último jogo antes da classificação foi contra a nada mais, nada menos a vice-campeã mundial e outra favorita, Itália. Os italianos tinham nomes como Zoff, Burgnich, Facchetti, Mazzola, Capello, Chinaglia e Causio. 

Neste jogo a Seleção Polonesa deu uma aula e mostrou que velocidade e passes preciosos são possíveis de se fazer no futebol, sim. Szarmarch marcou aos 38’ e Deyna ampliou aos 44’ do primeiro tempo. Capella marcou um para a Itália, porém não adiantou nada. A Polônia venceu o terceiro jogo e estava classificada para a segunda fase. 

A segunda fase era com oito seleções, dois grupos com quatro equipes. Os campeões de cada grupo disputavam a final, e os segundos colocados o terceiro e quarto lugar. A Polônia caiu no Grupo B, junto da Suécia, Iugoslávia e a anfitriã Alemanha Ocidental. 

O jogo aconteceu novamente em Stuttgart, e o primeiro confronto da segunda fase foi com a Suécia. Lato deixou mais uma bola no fundo das redes, Polônia 1 a 0. O segundo jogo foi contra a fortíssima Iugoslávia, mas o “poder de fogo” mostrou mais uma vez seu futebol talentoso e venceu a partida por 2 a 1, com gols de Denya e Lato.

Lato, contra o Brasil, foi o artilheiro do Mundial

A Alemanha Ocidental foi o último adversário antes da próxima fase. A partida marcada para o dia 3 de julho chegou, e com ela veio uma forte chuva, que atrapalharia o futebol de ‘toques’ dos poloneses. O campo ficou sem condições, os visitantes tentaram remarcar o jogo mas nada feito. 

Mesmo sem condições a Polônia enfrentou a Alemanha Ocidental num jogo com muita disputa e ótimas oportunidades de gols. No outro lado, o goleiro polonês Tomaszewski defendeu um pênalti de Hoeness, mas Gerd Müller, artilheiro alemão marcou. Com uma derrota magra os “assas brancas” disputaria o terceiro lugar. 

Enfrentar mais uma forte Seleção não seria novidade para os poloneses. Na disputa terceiro lugar eles encararam o Brasil de Leão, Marinho Chagas, Jairzinho, Rivellino, Carpegiani e Dirceu. Com mais um placar magro (1 a 0), desta vez a seu favor, a Polônia ficou com o terceiro lugar e com o artilheiro da Copa. Lato, que marcou o último gol, foi o destaque com sete tentos, em sete jogos.

O Curioso do Futebol

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