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Luto! Morre Divino Fonseca, cronista esportivo referência no Rio Grande do Sul

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: arquivo

Divino Fonseca tinha 80 anos

O jornalista Divino Fonseca, referência na crônica esportiva do Sul do Brasil, tendo trabalhado em grandes meios de comunicação, morreu na noite da última sexta-feira, em Porto Alegre. Ele tinha 80 anos e sofria de problemas pulmonares.

Nascido em Barra do Ribeiro, na região metropolitana de Porto Alegre e batizado Divino Renato Vieira Fonseca, nos anos 1970/80, ficou conhecido por seu trabalho na Revista Placar, na época um importante veículo de comunicação esportiva.

Torcedor declarado do Internacional e jornalista com formação acadêmica, Divino Fonseca atuou em vários jornais de Porto Alegre-RS. Divino Fonseca foi sepultado neste sábado no Cemitério São João, em Porto Alegre.


O Sindicato de Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SindJoRS) e a Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (ABRACE) lamentaram a morte de Divino Fonseca, enaltecendo as qualidades profissionais de Divino Fonseca.

Abertas as inscrições para o 1º Concurso de Crônicas do Museu do Futebol


Estão abertas as inscrições para a primeira edição do Concurso de Crônicas do Museu do Futebol, instituição do Governo do Estado de São Paulo, realizado em parceria com a Revista Placar. Quem ficar em primeiro lugar receberá prêmio em dinheiro de R$ 2.000 e terá sua crônica publicada em uma edição impressa e no site da Revista, uma das mais tradicionais do país na cobertura esportiva.

O segundo colocado receberá R$ 1.500 e o terceiro, R$ 1.000. Todos os vencedores terão seus trabalhos publicados também no site do Museu do Futebol e divulgados nas redes sociais da instituição. O prazo para envio dos textos vai até o dia 13 de julho, através deste formulário: https://forms.gle/aEjFQ2eREoK8ECXs8.

A crônica é um texto curto, que fica entre o jornalismo e a literatura, que aborda questões do cotidiano (nesse caso, especificamente esportivo) entremeadas por humor, crítica, ficção ou fantasia. A crônica não precisa ser um relato exato de um fato, mas a livre interpretação do autor ou autora sobre ele. Por isso, os concorrentes podem lançar mão da criatividade.

Para esta edição do concurso, o tema é “Torcida”. Assim, espera-se que as crônicas tratem da participação de torcedores no ambiente futebolístico, ressaltando a relação de pessoas comuns como fãs do esporte. Com grande foco em diversidade, o Museu do Futebol encoraja os participantes a abordar futebol feminino, amador, de várzea, adaptado, entre outras formas de jogar.

Os textos devem ser inéditos - ou seja, jamais publicados - e ter tamanho máximo de 3.300 caracteres com espaço, incluindo, obrigatoriamente, título e nome do/a autor/a, conforme consta no regulamento do concurso, que está disponível aqui: https://www.idbr.org.br/edital-1o-concurso-de-cronicas/. Além disso, o concurso é aberto a escritores/as profissionais, amadores/as e estudantes, sendo que todos concorrem em categoria única, sendo permitida também a participação de menores de idade, com autorização dos pais ou responsáveis.


A comissão julgadora será composta pelos jornalistas Milly Lacombe, uma das pioneiras do jornalismo esportivo brasileiro; Fábio Altman, editor da Revista Placar; e Renata Beltrão, assessora de Comunicação do Museu do Futebol. O resultado será divulgado no site do Museu e nas redes sociais até o dia 15 de agosto.

Por fim, vale ressaltar que o objetivo do concurso é valorizar este gênero literário, reconhecer autores e autoras, e estimular o olhar crítico sobre o futebol brasileiro.

SERVIÇO
1º Concurso de Crônicas Esportivas
Inscrições: 13/6 a 13/7 pelo formulário eletrônico: https://forms.gle/aEjFQ2eREoK8ECXs8
Resultado: Até 15/8

A Seleção da Divisão Intermediária Paulista de 1979

Foto: reprodução Revista Placar

Em pé: Darcy, Tonho, Otávio, Ademir Gonçalves, Fernandinho, Fidélis e o técnico Henrique Passos. Agachados: Amauri, Bona, Tião Marino, Ademir Melo e Betinho.

O acesso do futebol de São Paulo sempre foi uma competição bastante disputada e com muita importância até no cenário nacional do futebol. Em 1979, a Revista Placar, pelo segundo ano consecutivo, publicava nas páginas da edição 503, de 14 de dezembro daquele ano, a Seleção da Divisão Intermediária Paulista (equivalente à Série A2), com um evento na Chácara da GE (atualmente o Parque Celso Daniel), em Santo André, e com a presença dos grandes cronistas esportivos da época Walter Abrahão e Antônio Eurico, ambos da TV Tupi.

Aliás, a já extinta rede de televisão que pertencia a Assis Chateubriand foi quem colaborou com a revista sobre futebol mais conhecida do Brasil na época. Além disso, participaram da votação 36 jornalistas do interior de São Paulo.

Na página 27 da já referida edição da Placar, um fundo preto e letras garrafais em amarelo diziam: "INTERIOR FAZ A FESTA", assim mesmo, em caixa alta. Entre o título, a foto dos selecionáveis. Esta seleção teve cinco jogadores do São José (Darci, Fernandinho, Fidélis, Tião Marino e Ademir Melo), dois do Santo André (Fernandinho e Bona), dois do Taubaté (Amauri e Betinho), um da Esportiva de Guaratinguetá (o goleiro Tonho) e um da Portuguesa Santista (Ademir). O treinador escolhido foi Henrique Passos, da Esportiva.


Já na página 28, vinha o texto da reportagem, que explicava que alguns jogadores já estavam negociando com diretores dos clubes que disputariam o Brasileirão de 1980. Alguns desses 'cartolas' estiveram presentes ao evento e tentaram negociar as contratações ali mesmo.

Todos os atletas escolhidos pela votação, além do treinador, receberam das mãos de Walter Abrahão e Antônio Eurico as medalhas por fazerem parte da Seleção da Intermediária. Tudo isto mostra que, além de forte, a divisão de acesso paulista, na época, tinha cobertura da grande mídia.

Imagem

A competição - A Divisão Intermediária Paulista de 1979 teve início em 1º de julho, e contou com a presença de 20 clubes. Na primeira fase, foram formados dois grupos de 10 equipes cada, com os seis primeiros avançando para a segunda etapa.

Depois, os 12 classificados se enfrentaram, levando os quatro primeiros colocados para um quadrangular decisivo. Avançaram Taubaté, São José, Esportiva e Santo André, quatro equipes com jogadores na seleção da competição. A Portuguesa Santista, que também teve jogador escolhido, acabou no quinto lugar.

No quadrangular final, quem se deu bem foi o Taubaté, ficando com o título e o acesso, seguido por Santo André, São José e Esportiva. O Ramalhão ainda teve a chance de buscar a vaga na elite contra o Marília, penúltimo na Divisão Especial, mas foi derrotado numa melhor de três.

48 anos da primeira edição da Revista Placar

Por Lucas Paes 

A primeira edição de Placar: um marco no Brasil

Em 1970 o futebol brasileiro vivia um dos seus períodos áureos. A Seleção Nacional era o melhor time do mundo e tinha entre seus destaques jogadores do naipe de Jairzinho, Pelé, Rivelino, entre outros. Na política, o país vivia um triste momento, em meio a uma ditadura que começava sua era mais violenta. Em meio a tudo isso, o esporte mais popular brasileiro não contava com nenhuma revista especializada nele. Iniciada com periodicidade semanal, a Editora Abril lançou a Placar, que venderia uma altíssima quantidade já na primeira edição e só aumentaria de popularidade nos anos seguintes, sendo uma das maiores publicações da história do país. 

Entre as bandeiras defendidas pela publicação na época de seu lançamento, estava a modernização da cartolagem do futebol brasileiro. Na capa da primeira edição, figurava Pelé, o Rei do Futebol. A matéria mais destacada mencionava o pior momento da Seleção Brasileira naqueles anos. Logo de cara, uma reportagem sobre problemas com o treinador João Saldanha, o popular João Sem Medo, devido ao seu temperamento instável e a diversos episódios complicados envolvendo o técnico da seleção. 

Entre as propagandas da época, destaque para a Monark, marca popular de bicicletas brasileira e a “convocação” para apoiar a seleção da Exprinter, empresa de turismo. Nesta propaganda, um dos endereços constados era no centro de Santos, mais precisamente na Rua General Câmara, número 20. Peculiaridades de uma época que tanto o autor desse texto quanto a maioria de vocês que estão lendo não viveu. 

Em outro momento, há uma coluna fazendo uma crítica quanto a falta de um “leão” naquela seleção. Ou seja, um jogador que jogasse duro. Mas, um dos momentos que mais chama a atenção é uma matéria sobre George Best, que segundo a própria: “Dribla como Garrincha, faz gols como Tostão, tem a genialidade de Pelé, chuta com a precisão de Edu.”. Best mereceria um texto separado no portal por ser um jogador extremamente peculiar e sim, importante na história do futebol. Porém, o que chama atenção é uma reportagem sobre o futebol europeu numa época em que boa parte dos times de lá era de fato inferiores aos daqui e o futebol inglês estava longe da popularidade de hoje em dia. A matéria dá uma ótica interessantíssima sobre talvez o primeiro jogador que foi também um fenômeno midiático fora do futebol por motivos não relacionados ao desempenho em campo. 

Mas nem só de futebol vivia a Placar. Apesar de ser uma nota curta no meio da revista, havia uma matéria destacando a vitória do brasileiro João Henrique sobre o americano Roy Wilson. João foi o primeiro a derrotar o “yankee” por nocaute. Além dela, também havia outra reportagem com o piloto brasileiro Luis Pereira Bueno, conhecido como Luizinho, que ia correr na Fórmula 5000. 

Enfim, a revista completa pode ser acessada neste link. A viagem temporal vale muito a pena para qualquer fã de futebol ou de esportes e para qualquer estudante de jornalismo ou jornalista. O portal Google Books possui outras revistas de diversos estilos disponíveis em seu acervo, incluindo outras edições da Placar. A publicação da Abril começou uma história que dura de certa forma até hoje. Nos dias atuais, a Placar foi absorvida pelo Grupo Veja de Comunicação, voltando com isso ao Grupo Abril. Hoje, entrando em outras mídias, principalmente na internet, a revista já não tem o mesmo charme de outras eras. A história, porém, ninguém apaga e a narrativa que começou em 20 de Março de 1970 enche páginas de uma epopeia que sempre será importante para a história do jornalismo esportivo brasileiro.

"Campinas FC" - A seleção campineira da Placar em 1978

Carlos, Oscar, Mauro, Polozzi, Zé Carlos e Odirlei, em pé
Lúcio, Renato, Careca, Zenon e Tuta, agachados

Final da década de 70. A cidade de Campinas era uma espécie de novo pólo do futebol brasileiro. As duas equipes da cidade passaram a fazer boas campanhas nos campeonatos em que disputavam e incomodavam os grandes clubes do futebol. Além disso, jogadores de ambos os times eram convocados para a Seleção. Sim, Guarani e Ponte Preta eram sensações.

A Ponte Preta havia sido vice-campeã paulista em 1977. O Guarani ganhou o Brasileirão de 1978. Com isso, a Revista Placar, em uma edição de 1978, resolveu fazer uma matéria especial com as duas equipes intitulada "Campinas FC, um time irresistível". Nada mais era do que juntar os melhores jogadores de cada equipe e montar uma verdadeira seleção campineira.

E não era só isso. Os jogadores se juntaram, cada um com a camisa de sua equipe, e fizeram uma foto histórica, com a cidade de Campinas de fundo. Carlos, Oscar, Mauro, Polozzi, Zé Carlos e Odirlei, em pé; Lúcio, Renato, Careca, Zenon e Tuta, agachados, formavam o fictício time campineiro, que seria um timaço.

O título da matéria da Revista Placar

O sucesso de ambas as equipes continuou nos anos seguintes. A Ponte Preta foi vice estadual em 1979 (eliminando o rival Guarani na semi) e 1981, além de um terceiro lugar no Brasileirão daquele ano. Já o Guarani alcançou várias semifinais paulistas e ainda foi terceiro colocado no nacional de 1982. Depois dessa era, as duas equipes viveram altos e baixos e, atualmente, a Macaca está em uma situação melhor que o seu rival.

Uma curiosidade: um dos membros do tal "Campinas FC", o centroavante Careca, montou, anos depois, um time de futebol junto com outro atacante, Edmar, com o mesmo nome da equipe fictícia de placar. Esta agremiação disputou competições da Federação Paulista entre o final da década de 90 e o início dos anos 2000 até ser vendido para um empresário, que levou o clube para Barueri, com o nome de Sport. Este time encontra-se licenciado atualmente.

Outra curiosidade: em 2001, a Placar repetiu a dose, só que com a cidade de Caxias do Sul. O Juventude, que tinha o apoio da Parmalat, havia conquistado o Gauchão de 1998 e a Copa do Brasil de 1999; e o Caxias havia ganho o estadual de 2000. Então, nos mesmos moldes, a revista fez uma matéria semelhante.

Vencedores da Bola de Ouro da Placar por times alternativos


A Revista Placar, criada pela Editora Abril em 1970 (atualmente, o veículo de comunicação é da Editora Caras), criou no ano de sua fundação o prêmio Bola de Prata, que escolhia os melhores jogadores, através de avaliações feitas por jornalistas por todo o Brasil na principal competição nacional, dando nota por cada atuação dos atletas. A primeira premiação aconteceu no Torneio Roberto Gomes Pedrosa daquele ano e continuou nos anos seguintes, com a realização do Campeonato Brasileiro.

Nos três primeiros anos, foram escolhidos apenas os melhores de cada posição. Porém, a partir de 1973, a placar resolveu instituir a Bola de Ouro, troféu que seria entregue ao jogador de melhor média no campeonato nacional. Na primeira edição houve um empate entre o goleiro argentino Cejas, do Santos, e o zagueiro uruguaio Ancheta, do Grêmio.

A partir de então, normalmente a Bola de Ouro foi para jogadores de clubes grandes ou que já foram campeões brasileiros, como o caso de Amoroso, que venceu em 1994 pelo Guarani, time que conquistou a competição em 1978. Porém, em duas oportunidades, a Bola de Ouro foi para jogadores de clubes de menor expressão, mas que tiveram ótimo desempenho na temporada.

Com as atuações em 1985, Marinho quase foi para a Copa de 1986

O primeiro exemplo é o ponta Marinho. O jogador foi para o Bangu ao lado de grandes jogadores, como Mauro Galvão, Gilmar e Paulinho Criciúma, no plano de Castor de Andrade, contraventor famoso e mecenas do clube naquela época, de levar o time de volta às grandes conquistas e o ano de 1985 foi quando o Alvirrubro chegou mais próximo do feito.

Marinho era o grande nome daquela equipe e suas atuações lhe deram o prêmio da Bola de Ouro, como melhor jogador do Campeonato Brasileiro de 1985. O time não conseguiu o título, perdendo a final para o Coritiba nos pênaltis, mas ele estava tão bem, que passou a ser convocado por Telê Santana para a Seleção Brasileira e, por muito pouco, não foi para a Copa do Mundo de 1986, no México.

Mauro Silva na disputa de bola com Ricardo Rocha

O segundo exemplo foi com o volante Mauro Silva. O Bragantino começou a surpreender à todos ainda em 1989, quando chegou à semifinal do Paulistão e ganhou a Série B do Brasileiro. No ano seguinte, o time comandado por Vanderlei Luxemburgo conquistou o estadual, em uma final do interior, contra o Novorizontino, e chegou às finais da competição nacional. Nesta, alguns jogadores já se destacaram na Bola de Prata.

Vários jogadores daquela equipe se destacaram, inclusive o volante que tinha vindo do Guarani. Em 1991, Carlos Alberto Parreira assumiu o comando técnico do Braga, que chegou à final do Brasileirão, perdendo o título para o São Paulo. Mas as atuações de Mauro Silva o fizeram ser premiado com a Bola de Ouro de melhor jogador da competição. Três anos depois, o mesmo Parreira levou o jogador, que já estava no Deportivo La Coruña, para a Seleção Brasileira que venceu a Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos.

O Curioso do Futebol

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