Mostrando postagens com marcador Mauro Silva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mauro Silva. Mostrar todas as postagens

A história de Mauro Silva no Bragantino

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Mauro Silva no Braga

Antes da regularidade que alcançou em tempos recentes, depois de passar o comando do clube a multibilionária Red Bull, o Bragantino fez algumas campanhas históricas no futebol brasileiro, principalmente entre os anos 1980 e 1990, inclusive revelando ou tendo alguns jogadores que acabaram se tornando importantes no cenário nacional. Um dos que passou por lá foi o zagueiro Mauro Silva, que completa seus 56 anos e teve uma boa passagem no Bragantino.

Mauro chegou ao Massa Bruta depois de não conseguir muitas oportunidades em seu início de carreira, quando atuou no Guarani. Chegou ao Braga sob a batuta de um tal de Luxemburgo no início do ano de 1990, sem saber que faria parte de um dos esquadrões mais famosos do futebol brasileiro, que consagraria o time de Bragança Paulista dentro do cenário nacional do Brasil. 

Desde 1990 se destacou muito no Braga, sendo títular e peça chave na conquista do Campeonato Paulista daquele ano, quando foi decisivo em várias partidas ao longo da campanha, que terminou com um título após a equipe bater o Novorizontino na "final do interior". Marcou seu único gol pelo time nessa campanha, quando fez um diante do Mogi MIrim. A equipe também fez um grande Brasileirão, sendo eliminada nas quartas pelo ótimo e forte time do Bahia. 

Em 1991, seguiu sendo um dos destaques da equipe, inclusive sendo crucial numa campanha histórica da equipe de Bragança Paulista no Brasileirão. Naquele ano, recebeu em março sua primeira convocação para a Seleção, atuando em amistoso diante da Argentina. Fez partidas históricas diante do Fluminense nas semifinais, sendo peça chave na eliminação do Tricolor Carioca para o Massa Bruta, que foi a zebra do campeonato, chegando a decisão e acabando derrotado pelo histórico São Paulo de Telê Santana. 


Seguiu no Bragantino em 1992, atuando no primeiro semestre, antes de despertar o interesse do futebol europeu, sendo contratado pelo Deportivo La Coruña em 1992. No total, fez 106 partidas com a camisa do Massa Bruta, segundo números do Ogol, marcando um gol. Atuaria ainda pelo La Coruña até 2005, quando pendurou as chuteiras como ídolo do clube espanhol. 

Mauro Silva comemora bom momento pelo CP Talayuela, na Espanha

Foto: divulgação

Mauro Silva comemorando gol

Com dois gols marcados na temporada até agora, o zagueiro brasileiro Mauro Silva, tem ajudado o CP Talayuela, da Espanha, dentro de campo. Apesar da derrota, na ultima partida contra o Amanecer, o jogador comemorou o desempenho recente.

"Estou muito feliz de ajudar minha equipe dentro de campo. Apesar de perdermos o jogo é muito bom marcar e isso dá mais confiança para seguirmos trabalhando e consequentemente aumentar o desempenho", explicou.

Aos 23 anos, Mauro Silva, passou pelo Marília antes de chegar a Europa. O jovem jogador falou sobre os contrastes, apesar da divisão inferior, atuando na Divisão Principal de Extremadura, um dos regionais da Espanha, elogiou o clube espanhol.


"Passei por alguns clubes no Brasil e vi realidade do futebol. Apesar da divisão, nosso time nos oferece condições de desempenhar um bom futebol e conseguir evoluir e esse tem sido meu principal objetivo aqui", finalizou.

"Decisão sobre o Paulista será tomada com os clubes, ao fim da pandemia", diz Mauro Silva

Foto: Rodrigo Corsi / FPF

Mauro Silva falou ao Fox Sports na manhã desta segunda-feira, dia 23

O ex-volante, campeão do mundo com a Seleção Brasileira em 1994, e atual vice-presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Mauro Silva, disse que a decisão sobre o retorno do Campeonato Paulista "será tomada em reunião com todos os clubes, assim que a situação da pandemia de coronavírus for normalizada". A afirmação foi feita em entrevista ao programa Expediente Futebol, do Fox Sports, na manhã desta segunda-feira, dia 23, que ele fez via Skype de sua casa.

"Muitos clubes realmente alegaram que boa parte dos contratos de seus atletas terminam ao fim da competição e não teriam condições de renová-los, ainda mais na situação em que estamos. Por isto, vamos esperar que se controle a questão do coronavírus e chamar todos os clubes para uma reunião e decidir o que fazer", explicou Mauro Silva. As decisões serão tomadas para as três principais série do futebol do estado.


De acordo com o vice-presidente da FPF, a decisão de parar não foi tão fácil quanto parece. "Envolve muitas questões, como os contratos dos clubes com os jogadores, os patrocinadores da competição, a televisão que tem os direitos de transmissão. O impacto financeiro para todos é grande, mas é uma questão de saúde! Foi uma decisão difícil, mas a vida de todos está em primeiro lugar".

Segundo Mauro Silva, a própria FPF está trabalhando quase toda em home-office. "Quase todos funcionários da Federação estão trabalhando de suas casas atualmente. Primeiro, foram liberados os de grupos de risco, depois os outros. Atualmente, na sede da FPF (N.R.: na Barra Funda, em São Paulo), estão em atividades no local os vigilantes, uma recepcionista e uma pessoa no registro de atletas. São mais de 100 funcionários fazendo suas atividades nas respectivas residências".


Calendário - Mauro Silva também falou sobre o calendário do futebol brasileiro, defendendo os estaduais. "Atualmente, apenas 60  dos cerca de 700 clubes têm futebol garantido o ano interior no Brasil: os times das Séries A, B e C do Brasileirão. A Série D e Copa do Brasil são classificatórias via estaduais, então, os clubes se têm certeza que participarão depois de um certo tempo. Aqui em São Paulo, temos a Copa Paulista, uma competição de segundo semestre, mas não é em todos os estados que são assim. Por isto, o calendário tem que ser avaliado".

Paulistão - No Campeonato Paulista, para acabar a primeira fase, faltam duas rodadas na Série A1, três na A2 e quatro na A3. Nas três competições, oito clubes se classificam para as quartas-de-final e daí para frente é mata-mata até definir o campeão. Nas duas últimas "Séries A", os finalistas conquistam o acesso para o escalão acima do futebol do estado.

Mauro Silva no Guarani

Por Victor de Andrade


Um dos maiores volantes da história do Brasil, com um currículo de dar inveja. Campeão mundial em 1994 com a Seleção Brasileira, destaque no Bragantino que "abalou" o país no início dos anos 90, conquistando o Campeonato Paulista em 1990 e vice nacional no ano seguinte, e ídolo no Deportivo La Coruña, onde jogou por 13 anos. Este é Mauro Silva, que completa 51 anos neste 12 de janeiro. O que poucos lembram é que o jogador começou a sua carreira no Guarani de Campinas.

Nascido em São Bernardo do Campo, no dia 12 de janeiro de 1968, Mauro da Silva Gomes foi descoberto pelo Guarani e logo foi fazer parte das categorias de base do clube. Porém, no início, ele era chamado de Mauro Getulião, pois por causa da semelhança à grande cabeça do mineiro Getúlio, maldosamente identificado com GG da cara grande nos tempos de lateral-direito do São Paulo.

Depois, diminuíram o apelido e ele passou a ser chamado de Tulião. Aos poucos, foi sendo chamado pelo seu nome de batismo, pelo qual ficou conhecido no mundo do futebol: Mauro Silva. Este foi um pedido do treinador do juniores do clube, o grande Pupo Gimenez. Foi nesta época, também, em que passou a fazer parte do elenco profissional do Bugre, mais precisamente no ano de 1986, mas pouco jogava.

O Guarani, naquela época, tinha um belo time. Nomes como Ricardo Rocha, Marco Antônio Boiadeiro, Neto, Evair e João Paulo, todos com passagem pela seleção como atletas do clube, faziam parte do time titular daquele momento. Até o atual treinador da Seleção Brasileira, Tite, passou pelo clube. Com isto, Mauro Silva tinha poucas chances de jogar.

Cena rara: Mauro Silva, o terceiro em pé, no time do Guarani
Em pé: Sérgio Nery, Fernando Nariz, Mauro Silva, Gil Baiano, Wilson Gottardo e Almir
Agachados: João Paulo Uberaba, Manguinha, Neto, Paulo Sérgio e Wanderley (foto: Artur Eugênio)

Além do elenco qualificado que o Guarani tinha, Mauro Silva passou a ter vários problemas com lesões e foi justamente na época em que o Bugre vendia as suas principais estrelas. No momento onde o volante poderia enfim receber a sua chance na equipe principal, ele estava no departamento médico. Com isto, ele foi tendo cada vez menos oportunidades para atuar e ainda ficou com a fama de "jogador bichado".

Querendo reforçar o seu elenco que já havia sido semifinalista do Paulista e campeão Brasileiro da Série B em 1989, o Bragantino começou a tentar contratar alguns atletas do Guarani que não eram muito utilizados. E assim, por uma bagatela de Cr$ 100 mil (valor muito baixo para a época), Mauro Silva foi parar no Massa Bruta. Vale lembrar que o lateral-direito Gil Baiano foi para o time de Bragança Paulista na mesma leva.

No Bragantino, Mauro Silva deslanchou e o resto da história todo mundo conhece. O ex-volante ainda continua trabalhando com o esporte. Já esteve na Comissão Técnica da Seleção Brasileira, com Dunga, com quem fez dupla de volantes na Copa de 1994, e atualmente é vice-presidente da Federação Paulista de Futebol.

Vencedores da Bola de Ouro da Placar por times alternativos


A Revista Placar, criada pela Editora Abril em 1970 (atualmente, o veículo de comunicação é da Editora Caras), criou no ano de sua fundação o prêmio Bola de Prata, que escolhia os melhores jogadores, através de avaliações feitas por jornalistas por todo o Brasil na principal competição nacional, dando nota por cada atuação dos atletas. A primeira premiação aconteceu no Torneio Roberto Gomes Pedrosa daquele ano e continuou nos anos seguintes, com a realização do Campeonato Brasileiro.

Nos três primeiros anos, foram escolhidos apenas os melhores de cada posição. Porém, a partir de 1973, a placar resolveu instituir a Bola de Ouro, troféu que seria entregue ao jogador de melhor média no campeonato nacional. Na primeira edição houve um empate entre o goleiro argentino Cejas, do Santos, e o zagueiro uruguaio Ancheta, do Grêmio.

A partir de então, normalmente a Bola de Ouro foi para jogadores de clubes grandes ou que já foram campeões brasileiros, como o caso de Amoroso, que venceu em 1994 pelo Guarani, time que conquistou a competição em 1978. Porém, em duas oportunidades, a Bola de Ouro foi para jogadores de clubes de menor expressão, mas que tiveram ótimo desempenho na temporada.

Com as atuações em 1985, Marinho quase foi para a Copa de 1986

O primeiro exemplo é o ponta Marinho. O jogador foi para o Bangu ao lado de grandes jogadores, como Mauro Galvão, Gilmar e Paulinho Criciúma, no plano de Castor de Andrade, contraventor famoso e mecenas do clube naquela época, de levar o time de volta às grandes conquistas e o ano de 1985 foi quando o Alvirrubro chegou mais próximo do feito.

Marinho era o grande nome daquela equipe e suas atuações lhe deram o prêmio da Bola de Ouro, como melhor jogador do Campeonato Brasileiro de 1985. O time não conseguiu o título, perdendo a final para o Coritiba nos pênaltis, mas ele estava tão bem, que passou a ser convocado por Telê Santana para a Seleção Brasileira e, por muito pouco, não foi para a Copa do Mundo de 1986, no México.

Mauro Silva na disputa de bola com Ricardo Rocha

O segundo exemplo foi com o volante Mauro Silva. O Bragantino começou a surpreender à todos ainda em 1989, quando chegou à semifinal do Paulistão e ganhou a Série B do Brasileiro. No ano seguinte, o time comandado por Vanderlei Luxemburgo conquistou o estadual, em uma final do interior, contra o Novorizontino, e chegou às finais da competição nacional. Nesta, alguns jogadores já se destacaram na Bola de Prata.

Vários jogadores daquela equipe se destacaram, inclusive o volante que tinha vindo do Guarani. Em 1991, Carlos Alberto Parreira assumiu o comando técnico do Braga, que chegou à final do Brasileirão, perdendo o título para o São Paulo. Mas as atuações de Mauro Silva o fizeram ser premiado com a Bola de Ouro de melhor jogador da competição. Três anos depois, o mesmo Parreira levou o jogador, que já estava no Deportivo La Coruña, para a Seleção Brasileira que venceu a Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos.

O Curioso do Futebol

O Curioso do Futebol
Site do jornalista Victor de Andrade e colaboradores com curiosidades, histórias e outras informações do mundo do futebol. Entre em contato conosco: victorcuriosofutebol@gmail.com

Aceisp