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Bola de Prata da ESPN premia os melhores do futebol brasileiro em 2025

Arte: ESPN


A ESPN realizou, nesta segunda-feira (8), a cerimônia do Bola de Prata 2025, premiando os principais destaques do Brasileirão masculino e feminino. A noite reconheceu jogadores, treinadores, revelações, artilheiros e também consagrou os vencedores da Bola de Ouro, entregue aos melhores atletas da temporada: Arrascaeta, do Flamengo, e Gabi Zanotti, do Corinthians.

Além das seleções do campeonato, a premiação destacou ainda o gol mais bonito, o melhor jogador da Série B e homenagens especiais. Um dos momentos marcantes da noite foi o Prêmio Reflexões, entregue à técnica do Atlético-MG, Fabiana Guedes, a primeira mulher negra a comandar uma equipe da elite feminina. O troféu foi entregue pelo rapper Djonga.

Vencedores do Bola de Prata 2025

Troféu Telê Santana – Melhor técnico

Lucas Piccinato (Corinthians – Feminino)

Rafael Guanaes (Mirassol – Masculino)

Artilheiros

Feminino: Amanda Gutierres (Palmeiras)

Masculino: Kaio Jorge (Cruzeiro)

Revelações

Feminino: Jhonson (Corinthians)

Masculino: Allan (Palmeiras)

Gol mais bonito

Feminino: Manu Balbinot (Real Brasília)

Masculino: Pedro (Flamengo)

Melhor jogador da Série B

Josué (Coritiba)


Troféu Bola de Ouro – Melhor jogador

Feminino: Gabi Zanotti (Corinthians)

Masculino: Arrascaeta (Flamengo)

Seleção do Brasileirão Masculino 2025

Goleiro: Walter (Mirassol)

Zagueiros: Léo Pereira (Flamengo) e Fabrício Bruno (Cruzeiro)

Laterais: Paulo Henrique (Vasco) e Reinaldo (Mirassol)

Volante: Lucas Romero (Cruzeiro)

Meias: Arrascaeta (Flamengo) e Matheus Pereira (Cruzeiro)

Atacantes: Kaio Jorge (Cruzeiro), Pedro (Flamengo) e Vitor Roque (Palmeiras)

Seleção do Brasileirão Feminino 2025

Goleira: Camila Rodrigues (Cruzeiro)

Zagueiras: Mariza e Thaís Ferreira (Corinthians)

Laterais: Gi Fernandes (Corinthians) e Gisseli (Cruzeiro)

Volante: Lorena Bedoya (Cruzeiro)

Meias: Gabi Zanotti e Vic Albuquerque (Corinthians)

Atacantes: Amanda Gutierres (Palmeiras), Byanca Brasil (Cruzeiro) e Jhonson (Corinthians)

Claudinho coleciona prêmios individuais no Bola de Prata e Melhores do Brasileirão

Com informações da CBF
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Claudinho, individualmente, foi o grande ganhados dos prêmios

O que Claudinho não é capaz de fazer? O Brasileirão Assaí 2020 do camisa 10 do Red Bull Bragantino foi praticamente perfeito. Garçom, artilheiro, craque... Não foi à toa que o meio-campista deixou o Prêmio Brasileirão 2020, na noite desta sexta-feira, cheio de troféus na bagagem. Ele foi eleito Revelação, Melhor Meia, Artilheiro e Craque do Brasileirão. E não foi diferente no prêmio Bola de Prata, da ESPN Brasil e Sportingbet.

Quem é o melhor jogador do Brasileirão? Antes do início do campeonato, Claudinho provavelmente não era a resposta mais óbvia para essa pergunta. Mas, conforme os jogos foram passando, o jovem de 24 anos confirmou seu status dentro do futebol brasileiro.

Com jogadas de efeito, belos passes e golaços de tirar o fôlego, o meia conduziu o Red Bull Bragantino em seu retorno à elite do futebol brasileiro. Foram 18 gols e seis assistências, que o colocam em segundo lugar no ranking de participações diretas para gol no campeonato (23).

No início de 2021, o meia teve uma sequência de seis gols e quatro assistências em apenas seis jogos, que abriram os olhos do país inteiro para o talento do jovem meia. Não à toa, foi eleito o Jogador do Mês de Janeiro do Brasileirão Assaí.

A seleção do Brasileirão, pelo prêmio da CBF, ficou a seguinte: Weverton (Palmeiras); Fagner (Corinthians), Gustavo Gómez (Palmeiras), Cuesta (Inter) e Guilherme Arana (Atlético-MG); Edenílson (Inter), Gerson (Flamengo), Claudinho (Red Bull Bragantino) e Vina (Ceará); Marinho (Santos) e Gabigol (Flamengo). Abel Braga foi o treinador.


Bola de Prata - No tradicional prêmio Bola de Prata, que foi da Revista Placar e hoje é realizado pela ESPN Brasil, em parceria com o Sportingbet, Claudinho também foi destaque. Ganhou a Bola de Ouro como melhor jogador e a Bola de Prata na sua posição, revelação e artilharia. Ou seja, mais quatro prêmios para a conta do camisa 10 do Red Bull Bragantino.

A Seleção da Bola de Prata ficou a seguinte: Weverton (Palmeiras); Isla (Flamengo), Gustavo Gómez (Palmeiras) e Junior Alonso (Atlético-MG) e Guilherme Arana (Atlético-MG); Edenílson (Internacional), Gerson (Flamengo), Arrascaeta (Flamengo) e Claudinho (Red Bull Bragantino); Luciano (São Paulo) e Marinho (Santos). Técnico foi Rogério Ceni (Flamengo).

Sole Jaimes ganha Bola de Prata de artilheira no Brasil em 2017

Sole Jaimes com o troféu Bola de Prata (foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo / SFC)

Foram 18 gols em 19 jogos pelo Campeonato Brasileiro, o que a credenciou como uma das melhores jogadoras do país. Para coroar o ano incrível, Florencia Soledad Jaimes, a nossa Sereia da Vila Sole Jaimes, recebeu nesta segunda-feira (04) a Bola de Prata, um dos mais importantes prêmios no mundo do futebol. Aliás, a premiação, dada pelo ESPNW, que é muito conhecida no futebol masculino, é inédita no feminino.

“Me sinto muito feliz por ter recebido esse prêmio. Tenho muito o que agradecer. Primeiro a Deus por ter colocado tanta coisa boa no meu caminho. A minha família que sempre foi a minha fortaleza e nunca me deixou desistir dos sonhos. Depois o Santos FC, as meninas e a comissão técnica. Foi um ano maravilhoso na minha carreira. Me sinto tão feliz que não tenho explicação. Não há melhor coisa para fechar o ano do que com a Bola de Prata”, disse a camisa 09.

O ano foi praticamente perfeito para o time feminino do Santos FC. A equipe conquistou o Campeonato Brasileiro, único título que faltava na galeria de troféus, e ainda teve a artilheira da competição: Sole Jaimes. As Sereias também venceram os Jogos Abertos do Interior e foram vice-campeãs paulista.

Vencedores da Bola de Ouro da Placar por times alternativos


A Revista Placar, criada pela Editora Abril em 1970 (atualmente, o veículo de comunicação é da Editora Caras), criou no ano de sua fundação o prêmio Bola de Prata, que escolhia os melhores jogadores, através de avaliações feitas por jornalistas por todo o Brasil na principal competição nacional, dando nota por cada atuação dos atletas. A primeira premiação aconteceu no Torneio Roberto Gomes Pedrosa daquele ano e continuou nos anos seguintes, com a realização do Campeonato Brasileiro.

Nos três primeiros anos, foram escolhidos apenas os melhores de cada posição. Porém, a partir de 1973, a placar resolveu instituir a Bola de Ouro, troféu que seria entregue ao jogador de melhor média no campeonato nacional. Na primeira edição houve um empate entre o goleiro argentino Cejas, do Santos, e o zagueiro uruguaio Ancheta, do Grêmio.

A partir de então, normalmente a Bola de Ouro foi para jogadores de clubes grandes ou que já foram campeões brasileiros, como o caso de Amoroso, que venceu em 1994 pelo Guarani, time que conquistou a competição em 1978. Porém, em duas oportunidades, a Bola de Ouro foi para jogadores de clubes de menor expressão, mas que tiveram ótimo desempenho na temporada.

Com as atuações em 1985, Marinho quase foi para a Copa de 1986

O primeiro exemplo é o ponta Marinho. O jogador foi para o Bangu ao lado de grandes jogadores, como Mauro Galvão, Gilmar e Paulinho Criciúma, no plano de Castor de Andrade, contraventor famoso e mecenas do clube naquela época, de levar o time de volta às grandes conquistas e o ano de 1985 foi quando o Alvirrubro chegou mais próximo do feito.

Marinho era o grande nome daquela equipe e suas atuações lhe deram o prêmio da Bola de Ouro, como melhor jogador do Campeonato Brasileiro de 1985. O time não conseguiu o título, perdendo a final para o Coritiba nos pênaltis, mas ele estava tão bem, que passou a ser convocado por Telê Santana para a Seleção Brasileira e, por muito pouco, não foi para a Copa do Mundo de 1986, no México.

Mauro Silva na disputa de bola com Ricardo Rocha

O segundo exemplo foi com o volante Mauro Silva. O Bragantino começou a surpreender à todos ainda em 1989, quando chegou à semifinal do Paulistão e ganhou a Série B do Brasileiro. No ano seguinte, o time comandado por Vanderlei Luxemburgo conquistou o estadual, em uma final do interior, contra o Novorizontino, e chegou às finais da competição nacional. Nesta, alguns jogadores já se destacaram na Bola de Prata.

Vários jogadores daquela equipe se destacaram, inclusive o volante que tinha vindo do Guarani. Em 1991, Carlos Alberto Parreira assumiu o comando técnico do Braga, que chegou à final do Brasileirão, perdendo o título para o São Paulo. Mas as atuações de Mauro Silva o fizeram ser premiado com a Bola de Ouro de melhor jogador da competição. Três anos depois, o mesmo Parreira levou o jogador, que já estava no Deportivo La Coruña, para a Seleção Brasileira que venceu a Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos.

Samarone: o diabo loiro de Ulrico Mursa e das Laranjeiras


Samarone, um dos grandes jogadores da história da Briosa

Meia-atacante de forte chute, Wilson Gomes, mais conhecido como Samarone, nasceu em Santos-SP, no dia 13 de março de 1946. Começou sua carreira profissional na Portuguesa Santista, onde marcou um dos gols mais importantes da história do clube, e foi ídolo no Fluminense. O jogador também defendeu Corinthians, Flamengo, Portuguesa e Bonsucesso.

Samarone começou a se destacar no futebol nas ruas e na praia de Santos. No início da década de 60, foi chamado para jogar em um clube amador chamado Tricolor FC, do bairro do Campo Grande. Além de Samarone, faziam parte do time Cabralzinho (ex-Santos e Fluminense e técnico do alvinegro praiano no vice-campeonato brasileiro de 1995) e Pereirinha (que foi junto com Samarone para a Portuguesa Santista).


Tricolor FC, do Campo Grande, em Santos. Samarone é o quarto
em pé, Cabralzinho, o segundo agachado, e Pereirinha, o penúltimo

Os destaques do time eram Lio, que acabou tornando-se o artilheiro do campeonato, e Samarone.Olheiros da Portuguesa Santista o viram jogar pelo Tricolor do Campo Grande e logo o levaram para o Estádio Ulrico Mursa. Samarone entrou no elenco profissional da Briosa em 1963, com 17 anos. E, em pouco mais de um ano, marcaria seu nome na história da Portuguesa Santista.

A Briosa montou um excelente time para a disputa da divisão de acesso de 1964. E isto foi mostrado na primeira fase. Em um grupo com Bragantino, Taubaté, Nacional, Jabaquara, Paulista e Irmãos Romano, a Briosa ficou em primeiro lugar, com 17 pontos. No total, foram 12 jogos, sendo sete vitórias, três empates e duas derrotas.

Na segunda fase os adversários eram Ponte Preta, Bragantino, Rio Preto, Francana, Ferroviária, Nacional, Estrada de Sorocaba e Votuporanguense. Nos 15 primeiros jogos, cinco vitórias, três empates e duas derrotas. Chegando na última rodada, já em 1965, empatada em pontos com a Ponte Preta.



Com 17 anos, Samarone já era titular da Briosa, em 1963

Quis o destino que a rodada final fosse entre as duas equipes, com mando de campo para os campineiros. Então, no dia 7 de março, a Ponte Preta foi a campo com Anibal (Fernandes), Valmir, Antoninho, Sebastião e Jurandir; Ivã e Urubatão; Jair, Da Silva, Almeida e Ari. Já a Portuguesa Santista jogou com Cláudio, Alberto, Adelson, Osmar e Zé Carlos; Norberto e Pereirinha; Lio, Samarone, Valdir Teixeira e Babá.

A torcida da Macaca lotou o Moises Lucarelli, na esperança de conseguir o acesso. Porém, logo aos 6 minutos da partida, Samarone calou o estádio com um gol depois de um bate e rebate na área ponte pretana. Após o tento, o time da casa sentiu a pressão. A torcida fez de tudo para empurrar a Ponte Preta, inclusive acertando uma pedra no bandeirinha.

Gol de Samarone contra a Ponte Preta

Mas a Briosa, liderada em campo pelo jovem Samarone, com 18 anos, conseguiu segurar o resultado e levantar o caneco. Festa dos jogadores e dos poucos torcedores da Briosa em Campinas. Na chegada do time na cidade, outra grande festa. Em Santos, diziam que a Portuguesa local tinha a melhor panela de pressão do mundo, pois era a única que conseguia cozinhar uma macaca em 90 minutos.




Elenco campeão Paulista da divisão de Acesso de 1964



Samarone ainda fez algumas partidas pelo Paulistão de 1965, porém vários olheiros de times grandes já observavam o jogador. Tim, um dos maiores jogadores da história da Portuguesa Santista, tendo sido convocado para a Seleção Brasileira como atleta do clube em 1936, era o técnico do Fluminense na época e, após a avaliação de seu olheiro Osvaldinho, pediu a contratação do meia-atacante.

Com 19 anos, Samarone aportava no clube das Laranjeiras com desconfiança pela torcida, mas com o respeito do treinador. Em pouco tempo, o atleta virou ídolo no Fluminense, onde ganhou o apelido de “Diabo Loiro” e seu chute ficou conhecido como “os canhões de Samarone”, devido ao famoso filme da época “Os Canhões de Navarone”.

Samarone na chegada ao Fluminense

No tricolor carioca, onde atuou entre 1965 até 1971, Samarone deixou saudades com as conquistas dos títulos cariocas de 1969 e 1971 e também pelo título na Taça de Prata de 1970, onde foi eleito o melhor meia-atacante do campeonato pela Bola de Prata da revista Placar. Formou linhas de ataque memoráveis ao lado de Cafuringa, Flávio, Michey e Lula, além de ter jogado junto com seu companheiro de Tricolor FC, Cabralzinho.

Samarone também era conhecido como “Dr. Samara” em razão de sua formação em engenharia civil, que continuou exercendo após deixar os gramados. Sem contar com sua fama de malandro e catimbeiro. Porém, seus dias de Fluminense tiveram fim em 1971, com a chegada do técnico Zagallo. Atleta e treinador não se deram bem e Samarone voltou para São Paulo, onde foi para o Corinthians.

Cabralzinho e Samarone, companheiros de Tricolor FC,
no início da década de 60, voltaram a se encontrar no Fluminense

Os números de Samarone no Timão são apenas modestos. Realizou apenas 12 partidas, com seis vitórias, quatro empates e duas derrotas, anotando apenas três gols, de acordo com o “Almanaque do Corinthians”, de Celso Unzelte.

Depois da passagem rápida pelo Corinthians, Samarone voltou para o Rio de Janeiro e foi vestir a camisa dez do Flamengo. Curiosamente, também ficou por pouco tempo na Gávea, pois seu desafeto Zagallo também apareceu por aquelas bandas. Seus números no Fla também são tímidos. Segundo o “Almanaque do Flamengo”, de Roberto Assaf e Clóvis Martins, o meia disputou apenas 28 partidas com oito vitórias, 14 empates e seis derrotas, anotando quatro gols.

Com a Bola de Prata de 1970

Entre as muitas “idas e vindas”, voltou novamente para São Paulo e foi parar na Portuguesa de Desportos, onde também teve uma passagem discreta e no mínimo curiosa. Na Lusa Samarone deu azar novamente. Tudo ia bem até a famosa “Noite do galo bravo” (descrito também nas postagens do zagueiro Marinho Peres e do volante Lorico).

O fato marcante aconteceu depois de uma derrota da Lusa para o Santa Cruz por 1×0, em partida realizada no Parque Antárctica pelo campeonato nacional de 1972. O então presidente Oswaldo Teixeira Duarte afastou imediatamente seis jogadores do elenco: Piau, Lorico, Hector Silva, Samarone, Ratinho e Marinho Peres.

Depois da Portuguesa, Samarone pegou novamente sua ponte aérea e foi jogar pela simpática agremiação do Bonsucesso, onde definitivamente pendurou suas chuteiras.

O ex-jogador atualmente

Samarone vive hoje no Paraná, mas sempre como pode visitar Santos. Ele foi um grande jogador e as torcidas da Portuguesa Santista e Fluminense o consideram como um grande ídolo.


O Curioso do Futebol

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