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PF investiga bancários em nova fase da operação sobre desvios de FGTS de jogadores e treinadores de futebol

Com informações do G1.com
Foto: PF

Ação da PF foi nesta terça-feira

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (13), no Rio de Janeiro, a terceira fase da Operação Fake Agents, que apura fraudes envolvendo o saque irregular do FGTS de atletas e treinadores de futebol. A nova etapa mira funcionários e ex-funcionários da Caixa Econômica Federal, suspeitos de participação no esquema.

As investigações apontam que o grupo teria facilitado o acesso a contas vinculadas de nomes conhecidos do futebol brasileiro e internacional, como Cueva, João Rojas, Ramires, Raniel e Titi, além de possíveis tentativas de fraude envolvendo Paulo Roberto Falcão, Felipão, Gabriel Jesus, Donatti e Obina.

A operação foi conduzida pela Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários da PF no Rio, com apoio da área de inteligência da Caixa. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas residências de três bancários, nos bairros da Tijuca, Ramos e Deodoro, e em uma agência da Caixa no Centro da capital.

Advogada é apontada como mentora do esquema - A investigação teve início em maio de 2024, após um banco privado comunicar à PF uma suspeita de fraude envolvendo documentos falsificados para abrir uma conta em nome do atacante Paolo Guerrero — que teria sido usada para receber indevidamente R$ 2,2 milhões do FGTS. A partir desse caso, os agentes chegaram à advogada Joana Costa Prado de Oliveira, ex-diretora jurídica do Botafogo e integrante do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio.

Segundo a PF, Joana agia em duas frentes: em alguns casos, representava atletas e técnicos em ações trabalhistas, mas não repassava os valores recebidos alegando demora na liberação judicial; em outros, usava dados e documentos de jogadores com quem não tinha vínculo profissional para realizar saques indevidos, com o auxílio de bancários que permitiam o acesso aos sistemas da Caixa.

Entre as vítimas que denunciaram a advogada estão o técnico Oswaldo de Oliveira, que afirma ter perdido cerca de R$ 3 milhões em ações contra Corinthians e Fluminense, e o zagueiro Titi, atualmente no Goiás. Há ainda relatos de prejuízos sofridos por outros atletas, como Ramires, Cueva, João Rojas, Juninho (ex-Botafogo) e o próprio Guerrero.

A PF estima que o esquema tenha movimentado pelo menos R$ 7,7 milhões entre 2022 e 2024, com indícios de falsificação de documentos, estelionato e associação criminosa.

Relação com o futebol e perda de credibilidade - Joana Prado construiu carreira no meio esportivo. Além do período de 12 anos no Botafogo, ela fazia parte da Comissão de Direito Desportivo da OAB-RJ, até ser suspensa preventivamente em setembro pelo Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem.

A PF acredita que sua proximidade com atletas e dirigentes facilitou a obtenção de procurações e informações sigilosas, muitas vezes utilizadas para acessar valores do FGTS sem autorização das vítimas.


Defesa nega irregularidades - Em nota divulgada à imprensa, a defesa de Joana Prado negou as acusações e afirmou que a advogada é vítima de um golpe. O comunicado também contesta a suspensão imposta pela OAB-RJ e destaca “plena confiança na reversão da decisão e na restauração da justiça”, reforçando o compromisso da profissional “com a ética e o exercício responsável da advocacia”. Confira abaixo a nota completa:
“A defesa da advogada Joana Prado recebeu com surpresa as informações veiculadas recentemente.

Sem prejuízo de dedicar o maior respeito ao direito à informação e à liberdade de imprensa, ressalta que os processos disciplinares instaurados no âmbito da Ordem dos Advogados do Brasil tramitam sob sigilo, justamente para resguardar a dignidade e a imagem dos profissionais envolvidos.

Cumpre informar que já foram adotadas todas as medidas jurídicas cabíveis, inclusive com a interposição de recurso contra a decisão que determinou a suspensão preventiva de sua inscrição na Ordem.

Ainda de acordo com a defesa, o ato é objeto de contestação por sua natureza arbitrária e por afronta ao devido processo legal e ao direito de ampla defesa e contraditório.

A defesa reitera sua plena confiança na reversão da decisão e na pronta restauração da justiça, reafirmando o compromisso da advogada Joana Prado com a ética, a legalidade e o exercício responsável da advocacia”.
Com esta nova fase da Operação Fake Agents, a PF busca comprovar o envolvimento de servidores da Caixa no esquema e identificar a rota do dinheiro desviado de contas vinculadas ao FGTS de atletas e técnicos. O caso segue em investigação.

Envolvida com o Futebol, Reag Investimentos é alvo de operação da Polícia Federal

Foto: divulgação

Reag Investimentos vem propondo projetos de SAF

Nesta quinta-feira, dia 28, a Reag Investimentos, empresa que está envolvida em negócios no futebol, foi um dos 350 alvos de busca e aprensão da Operação Carbono Oculto da Polícia Federal, que investiga ação do PCC (Primeiro Comando da Capital) em negócios da economia formal.

Os agentes chegaram à sede da empresa na alameda Gabriel Monteiro, na zona oeste da capital, nas primeiras horas da manhã. Também estiveram em outras administradoras em três endereços da avenida Faria Lima, que concentra as empresas financeiras do Brasil. Segundo a força tarefa, cerca de 40 fundos são suspeitos de serem utilizados pelo PCC e suas gestoras são os alvos.

A Reag confirmou a operação e disse que está colaborando com a investigação. As ações da empresa caíam mais de 12% no Ibovespa nesta quinta em virtude da operação.

A Carbono Oculto, maior operação desse tipo na história, segundo a Receita, mobilizou 1.400 agentes em oito estados numa megaoperação nesta quinta-feira (28) e busca desarticular a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis e em instituições financeiras utilizadas como suporte dessa cadeia.

Negócios com o futebol - A Reag, através de sua Capital Holding, tem trabalhos no futebol. Em consórcio com a Contea Capital, teve aprovada pelo Conselho e Assembleia de Sócios, no mês de junho, a proposta pela SAF do Juventus. O projeto tem o objetivo de recolocar o clube na elite do Campeonato Paulista em breve e o retorno para a Série A do Brasileiro até 2035, além de prever investimentos de R$ 500 milhões.

Na terça-feira, a Reag apresentou uma oferta de mais de 500 milhões de reais para assumir 90% da SAF do Vila Nova, em parceria com a Rafatella Investimentos. O plano prevê quitar dívidas de 150 milhões de reais, modernizar o estádio OBA e investir no futebol profissional e de base. O patrimônio do clube permaneceria com a associação, apenas cedido para uso da SAF. A proposta, válida até 30 de setembro, será analisada pelo Conselho Deliberativo.

A empresa também tem participações na gestão da Arena do Grêmio, em parceria com a Revee, na admnistração da contabilidade da Neo Química Arena, do Corinthians, investiu no novo estádio da Portuguesa e ainda atuou em empresas como PriceWaterhouse Coopers, Monsanto e WTorre Arenas. Além disso, o dono da Reag, João Carlos Mansur, é conselheiro do Palmeiras e próximo da presidente Leila.

Reag - Fundada por João Carlos Mansur em 2012, a Reag passa por um acelerado processo de crescimento, com aquisições e diversificação de investimentos. Passou também a patrocinar o tradicional Belas Artes, um dos cinemas de ruas mais tradicionais da capital paulista.


A divulgação do resultado fechado para o ano 2024 foi postergada, mas os anúncios trimestrais mostraram que ela saiu de um prejuízo de R$ 2,1 milhões no primeiro trimestre de 2023 para um lucro líquido de R$ 2,9 milhões no primeiro trimestre de 2024.

Em janeiro deste ano, estreou na B3 comprando uma empresa que já estava listada, um tipo de operação que o mercado chama de IPO reverso (sigla em inglês para oferta inicial da ações). Adquiriu a GetNinjas e a transformou na nova plataforma de investimentos do grupo. Está listada no segmento Novo Mercado, que exige práticas de governança corporativa mais elevadas.

Samir Xaud, presidente da CBF, é alvo de operação da PF que investiga crimes eleitorais

Com informações do Estadão Conteúdo
Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Samir Xaud é presidente da CBF

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, e a sede da entidade foram alvos da operação Caixa Preta, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira para investigar crimes eleitorais, conforme informado inicialmente pelo G1. São dez mandados de apreensão cumpridos em Roraima e no Rio de Janeiro, um deles na sede da CBF. Em nota, a entidade máxima do futebol brasileiro disse que o dirigente está “tranquilo e à disposição das autoridades”.

Agentes da PF cumpriram sete mandados de busca e apreensão, autorizados pela Justiça Eleitoral, em endereços ligados aos investigados. As diligências ocorreram em Boa Vista (RR) e no Rio de Janeiro, onde está localizada a sede da CBF. Residências e escritórios dos envolvidos também foram alvo das buscas.

Também foram alvos a deputada federal, Helena Lima (MDB-RR) e o empresário Renildo Lima, marido da deputada. As suspeitas surgiram após a prisão do empresário Renildo Lima, em 2024, quando foi encontrado com R$ 500 mil em dinheiro vivo, escondido em suas roupas.

Mandado de busca na sede da CBF - De acordo com fontes ligadas ao presidente da CBF, os agentes federais permaneceram cerca de 30 minutos na sede da confederação, entre 6h24 e 6h52. Ainda segundo os relatos, nenhum material foi apreendido durante a ação.

Em nota oficial, a CBF declarou que o presidente Samir Xaud “não é o centro das apurações” e que a operação não possui relação com a entidade ou com o futebol brasileiro.


“A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informa que recebeu agentes da Polícia Federal em sua sede entre 6h24 e 6h52 desta quarta-feira, num desdobramento de investigação determinada pela Justiça Eleitoral de Roraima. É importante ressaltar que a operação não tem qualquer relação com a CBF ou futebol brasileiro e que o presidente da entidade, Samir Xaud, não é o centro das apurações”, diz a nota.

“A CBF esclarece que, até o momento, não recebeu nenhuma informação oficial sobre o objeto da investigação. Nenhum equipamento ou material foi levado pelos agentes. O Presidente Samir Xaud permanece tranquilo e à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários”.

Bruno Henrique, do Flamengo, é indiciado pela PF por forçar cartão e beneficiar apostadores

Com informações do ge.com
Foto: reprodução / Globo

Momento em que Bruno Henrique leva o cartão

A Polícia Federal indiciou o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, por supostamente ter forçado um cartão amarelo em jogo contra o Santos, no Brasileirão de 2023, para beneficiar apostadores.

Além dele, foram indiciados Wander Nunes Pinto Júnior, irmão do atleta, Ludymilla Araújo Lima, esposa de Wander, e Poliana Ester Nunes Cardoso, prima do jogador. Os três fizeram apostas.

Há, também, um segundo núcleo de apostadores formado por Claudinei Vitor Mosquete Bassan, Rafaela Cristina Elias Bassan, Henrique Mosquete do Nascimento, Andryl Sales Nascimento dos Reis, Max Evangelista Amorim e Douglas Ribeiro Pina Barcelos – são amigos de Wander, segundo as investigações.

Bruno Henrique e seu irmão, Wander, foram indiciados no artigo 200 da Lei Geral do Esporte – fraudar, por qualquer meio, ou contribuir para que se fraude, de qualquer forma, o resultado de competição esportiva ou evento a ela associado –, com pena de dois a seis anos de reclusão, e estelionato, que prevê pena de um a cinco anos de prisão.

Os demais foram indiciados por estelionato. A informação do indiciamento foi publicada inicialmente pelo site "Metrópoles". A assessoria de Bruno Henrique afirmou que por enquanto o atacante não vai se manifestar. O Flamengo publicou uma nota cerca de uma hora depois da publicação desta reportagem.

Imagens: Premiere

"O Flamengo não foi comunicado oficialmente por qualquer autoridade pública acerca dos fatos que vêm sendo noticiados pela imprensa sobre o atleta Bruno Henrique. O Clube tem compromisso com o cumprimento das regras de fair play desportivo, mas defende, por igual, a aplicação do princípio constitucional da presunção de inocência e o devido processo legal, com ênfase no contraditório e na ampla defesa, valores que sustentam o estado democrático de direito", diz a nota rubro-negra.

Os investigados foram alvo de uma operação de busca e apreensão realizada em novembro do ano passado. Policiais federais estiveram em endereços ligados a Bruno Henrique, inclusive no CT do Flamengo. O atleta estava em casa e teve o telefone celular apreendido.

Nos celulares obtidos na operação, a PF encontrou mensagens de Bruno Henrique com outros investigados. Em uma delas, o irmão do jogador, Wander, pergunta quando ele tomaria o terceiro cartão amarelo, e o atacante rubro-negro responde: "Contra o Santos".

As investigações tiveram início em agosto do ano passado após operadores de apostas no Brasil relatarem movimentações suspeitas relacionadas ao cartão amarelo que Bruno Henrique tomou no jogo contra o Santos, pela 31ª rodada do Brasileirão de 2023, disputado em Brasília.

Três casas de apostas soaram alertas. Uma delas apontou que 98% de todas as apostas de cartões daquela partida foram direcionadas para Bruno Henrique. Em outra, o percentual chegou a 95%.

O atacante, que naquele campeonato havia sido advertido com cinco cartões amarelos em 22 jogos até então, entrou em campo pendurado contra o Santos. Naquela partida, Bruno Henrique foi amarelado nos acréscimos do segundo tempo após fazer uma falta em Soteldo quando o Flamengo já perdia por 2 a 1. Depois, reclamou e foi expulso pelo árbitro Rafael Klein.


Apesar da investigação, o Flamengo decidiu não afastar Bruno Henrique do time. O atleta se manifestou sobre as suspeitas dias depois, após o título da Copa do Brasil do ano passado. "Minha vida e a minha trajetória, desde que comecei a jogar futebol, nunca foram fáceis. Mas Deus sempre esteve comigo. Estou tranquilo em relação a isso, junto com meus advogados, empresários e pessoas que estão nessa batalha comigo. Peço que a justiça seja feita", afirmou.

O caso também foi levado ao STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) em agosto do ano passado, mas o órgão entendeu que os relatos não eram suficientes para a instauração de um inquérito. "A Procuradoria considerou que o alerta não apontou nenhum indício de proveito econômico do atleta, uma vez que os eventuais lucros das apostas reportados no alerta seriam ínfimos, quando comparados ao salário mensal do jogador", diz trecho de comunicado do tribunal.

O relatório da Polícia Federal deverá ser analisado agora pelo Ministério Público do Distrito Federal, que decidirá pelo oferecimento de denúncia ou não.

Estevam Soares se diz surpreso e se coloca à disposição na investigação por suposta manipulação na Série D

Com informações do ge.globo
Foto: Difusora 95 FM

O treinador Estevam Soares

O técnico Estevam Soares disse ter sido pego de surpresa por estar entre os investigados pela Polícia Federal na operação que apura a manipulação do resultado de uma partida na Série D do Brasileirão. Era ele o treinador do Patrocinense na partida contra a Inter de Limeira, dia 1º de junho. O time mineiro perdeu por 3 a 0.

O técnico, que tem passagens por Palmeiras e Botafogo, entre outros times, ressaltou que tem uma carreira limpa e que está à disposição para colaborar com a Polícia Federal. Estevam está entre os 11 alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos nesta quarta-feira em Patrocínio e mais cinco cidades. Além dele, jogadores e empresários também são investigados.

"Eu fui pego de surpresa. Fui surpreendido com a comunicação da PF e estou à disposição para ajudar e colaborar em todos os aspectos", disse.

"A minha carreira de 52 anos como atleta e treinador é a mais limpa possível. Então deixei bem claro que estou à disposição para colaborar e ajudar o futebol brasileiro em todos os aspectos", afirmou o treinador.

Estevam Soares tem 68 anos e foi contratado pelo Patrocinense em abril, depois que o clube fechou uma parceria com a empresa Air Golden para a gestão do futebol profissional. Um dia depois da derrota para a Inter de Limeira, a parceria com a empresa foi encerrada, e o treinador demitido.


Pelo clube mineiro, o técnico disputou seis jogos pela Série D, sendo dois empates e quatro derrotas. O time é o lanterna do Grupo A7, com cinco pontos.

O grande momento do treinador ocorreu em 2004, quando levou o Palmeiras ao quarto lugar do Brasileirão e classificou o clube à Libertadores do ano seguinte. Outro grande clube na carreira do técnico foi o Botafogo em 2009.

Além do Verdão e do Glorioso, Estevam ainda treinou Coritiba, Ponte Preta, Guarani, Ceará, Portuguesa e no exterior passou pelo Al Ittihad, da Arábia Saudita.

Patrocinense nega envolvimento em suspeita de manipulação de resultado

Com informações da CNN
Foto: Difusora 95 FM

Clube destaca que atuais elenco, diretoria e comissão técnico não estariam na mira da Polícia Federal

Pouco depois de a Inter de Limeira se manifestar sobre a operação da Polícia Federal sobre uma investigação que apura possível manipulação de resultados em partida pela Série D do Brasileiro, foi a vez de o Patrocinense vir a público divulgar versão sobre o caso.

A Águia negou envolvimento ao dizer que “nenhum integrante da atual diretoria, da comissão técnica atual e nenhum atleta pertencente ao atual elenco do clube possui envolvimento com o processo“. O Patrocinense também afirmou que recebeu diligência da Polícia Federal para o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão e destacou ter atendido às demandas policiais.

Entenda o caso - Na sexta rodada da primeira fase da Série D do Brasileiro, a Inter de Limeira venceu o Patrocinense, por 3 a 0 no estádio Major Levy Sobrinho, o Limeirão, em Limeira, em 1º de junho. Um relatório enviado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), feito por uma parceira, a Sportradar, indicou movimentação suspeita.

Havia sinais de que apostadores sabiam que o primeiro tempo acabaria com o Patrocinense perdendo por ao menos dois gols de diferença. A etapa inicial acabou terminando 3 a 0 para a Inter de Limeira, com dois gols saindo já nos acréscimos, sendo que o último foi contra.

Por isso, policiais federais foram às ruas para cumprir 11 mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.


Confira a nota do Patrocinense sobre a operação da Polícia Federal:
O Clube Atlético Patrocinense informa que, na manhã desta quarta-feira (26), recebeu uma diligência da Polícia Federal na sede do clube com o objetivo de cumprir dois mandados de busca e apreensão criminal — outras fraudes, expedidos pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo via comarca de Limeira, tendo como objeto principal da investigação a partida válida pelo Campeonato Brasileiro da Série D entre Inter de Limeira e Clube Atlético Patrocinense ocorrida no dia 1º de junho de 2024 por possível suspeita de manipulação de resultado.

Prontamente, nossa instituição atendeu a todas as demandas solicitadas pelos agentes da Polícia Federal, no intuito de contribuir com as investigações. O Clube Atlético Patrocinense informa a todos que nenhum integrante da atual diretoria, da comissão técnica atual e nenhum atleta pertencente ao atual elenco do clube possui envolvimento com o processo citado acima, tendo todos os seus vínculos profissionais preservados junto à instituição.

Treinador Estevam Soares é um dos investigados pela suposta manipulação de resulatado na Série D

Com informações da CNN
Foto: divulgação / Patrocinense

Estevam Soares saiu do clube um dia depois da derrota para a Inter de Limeira

O técnico Estevam Soares, com passagens por Palmeiras e Botafogo e outros times do futebol brasileiro, está entre os investigados pela Polícia Federal (PF) na operação deflagrada nesta quarta-feira (26) que apura suposta manipulação do resultado de uma partida na Série D do Brasileirão.

O jogo investigado ocorreu em 1º de junho, quando o Patrocinense (MG), time que era treinado por Estevam no dia, perdeu por 3 a 0 para a Inter de Limeira (SP), no Estádio Major Levy Sobrinho. A PF investiga suposta ligação com casas de apostas esportivas, ponto inicial da investigação.

Soares foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta quarta, em um bojo de 11 alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos pela PF em Patrocínio (MG) e mais cinco cidades de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Além do técnico, jogadores e empresários também são investigados e foram alvos de mandados.

Estevam Soares tem 68 anos e foi contratado pelo Patrocinense em abril, depois que o clube fechou uma parceria com uma empresa para gerir o futebol profissional. Um dia depois da derrota para a Inter de Limeira, a parceria com a empresa foi encerrada, e o treinador demitido, conforme anúncio do clube nas redes sociais.

A apuração da suposta fraude neste jogo em específico começou quando a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enviou um ofício à PF, via relatório da Sportradar, que reportou que a movimentação das casas de apostas indicou que os apostadores detinham conhecimento prévio de que determinada equipe viria a perder o primeiro tempo da partida por ao menos dois gols. De acordo com a empresa, 99% da tentativa da rotatividade no mercado de “totais de gols do primeiro tempo” nesta partida foi para tal resultado.

A Sportradar é uma companhia privada no ramo de criação e emprego de soluções tecnológicas para serviços de integridade e detecção de fraudes relacionadas a apostas e identificação de manipulação de resultados esportivos, com sede na Suíça, atuando desde 2005.


Estevam Soares - Estevam Soares viveu seu auge como treinador em 2004, quando levou o Palmeiras ao quarto lugar do campeonato brasileiro e classificou o time à Libertadores do ano seguinte. Já em 2009, dirigiu outro grande clube brasileiro, o Botafogo.

Outro lado - O presidente do Patrocinense enviou nota oficial à CNN. “Prontamente a nossa instituição atendeu a todas as demandas solicitadas pelos agentes da Polícia Federal, no intuito de contribuir com as investigações. O Clube Atlético Patrocinense informa a todos que nenhum integrante da atual diretoria, da comissão técnica atual e nenhum atleta pertencente ao atual elenco do clube possui qualquer envolvimento com o processo citado”, declarou a instituição. A defesa do ex-técnico Estevam Soares não foi encontrada.

Inter de Limeira se manifesta sobre investigação de manipulação em jogo da Série D

Com informações do ge.globo
Foto: Fernando Martinez / @jogosperdidos

Inter de Limeira e Patrocinense no Limeirão

A Inter de Limeira se manifestou nesta quarta-feira sobre a operação da Polícia Federal, denominada "Jogo Limpo", que investiga possível manipulação de resultado na vitória do Leão sobre o Patrocinense, pela sexta rodada da Série D do Campeonato Brasileiro.

Segundo a PF, há indícios de que apostadores tinham "conhecimento prévio de que determinada equipe viria a perder o primeiro tempo da partida por ao menos dois gols".

Os alvos incluem jogadores, empresário e o técnico que comandava o Patrocinense no dia 1º de junho. Há, também, buscas na sede do time em Patrocínio.

Na época da partida, a gestão do futebol do time mineiro era realizada pela empresa Air Golden, do empresário Anderson Ibrahim. A parceria entre o clube e a empresa foi desfeita um dia depois do jogo.

Confira a nota oficial da Inter de Limeira:
"A Associação Atlética Internacional vem a público informar que está ciente das investigações em curso relacionadas à partida contra a equipe do Patrocinense, realizada em 1º de junho, na cidade de Limeira, a qual vencemos pelo placar de 3 a 0.

Esclarecemos enfaticamente que a presente apuração não envolve a Associação Atlética Internacional, seus jogadores ou membros da comissão técnica.

A Associação Atlética Internacional repudia de forma veemente qualquer prática de manipulação de resultados e apostas fraudulentas no futebol.

Reafirmamos nosso compromisso inabalável com a ética desportiva, o equilíbrio competitivo e a incerteza dos resultados, princípios desportivos que sempre nortearam a louvável história desta agremiação.

Colocamo-nos integralmente à disposição dos órgãos de controle e da Polícia Federal para colaborar com as investigações e prestar todos os esclarecimentos necessários. Acreditamos na importância de um esporte limpo e justo, onde a integridade e a honestidade prevaleçam.

A Internacional de Limeira espera que todas as questões sejam devidamente apuradas e esclarecidas, reforçando nosso compromisso com a transparência e a lisura no esporte."

A Operação Jogo Limpo cumpriu 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça do Estado de São Paulo, nas cidades de São José do Rio Preto (SP), São Paulo, Rio de Janeiro, Tanguá (RJ) e Nova Friburgo (RJ), além de Patrocínio.

PF apura possível manipulação de resultado em jogo do Brasileirão Série D

Com informações do ge.globo
Foto: Polícia Federal / Reprodução

Inter de Limeira venceu a partida por 3 a 0

Uma partida válida pela Série D do Campeonato Brasileiro é investigada pela Polícia Federal por suspeita de manipulação de resultados. Conforme apurações, o jogo em questão é o duelo entre Inter de Limeira e Patrocinense, pelo grupo A7, vencido pelo time paulista por 3 a 0.

Nesta quarta-feira, a PF deflagrou a Operação Jogo Limpo e cumpriu 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça do Estado de São Paulo, nas cidades de Patrocínio, São José do Rio Preto-SP, São Paulo, Rio de Janeiro, Tanguá-RJ e Nova Friburgo-RJ. Os alvos são integrantes e ex-integrantes do Patrocinense.

O presidente do Patrocinense, Roberto Avatar, confirmou a investigação na sede do clube e disse que o CAP colabora com a Polícia Federal. O clube deve se manifestar de forma oficial nas próximas horas.

Segundo a Polícia Federal, a investigação teve início por meio de ofício da CBF, que encaminhou à PF um relatório da Sportradar, empresa especializada na detecção de fraudes relacionadas a apostas e identificação de manipulação de resultados esportivo.

O documento reportou que os apostadores detinham conhecimento prévio de que determinada equipe viria a perder o primeiro tempo da partida por ao menos dois gols. De acordo com a empresa, 99% da tentativa da rotatividade no mercado de “totais de gols do primeiro tempo” nesta partida foi para tal resultado. 

Durante a partida, disputada no dia 1º de junho, o Patrocinense sofreu três gols ainda no primeiro tempo, sendo um deles, contra. Lucas Café marcou os dois primeiros para a Inter, e nos acréscimos, Richard Bala mandou contra as próprias redes.


Na época da partida, a gestão do futebol do Patrocinense era realizada pela empresa Air Golden, do empresário Anderson Ibrahim. A parceria entre o clube e a empresa foi desfeita um dia depois do jogo.

Em nota, a Inter de Limeira afirmou que "está ciente das investigações relacionadas à partida" e se colocou à disposição das autoridades. "Reiteramos nosso compromisso com a ética e a transparência no esporte e nos colocamos totalmente à disposição das autoridades competentes para colaborar com qualquer esclarecimento necessário. A Internacional de Limeira reafirma seu compromisso com o futebol limpo e correto, esperando que todas as questões sejam devidamente apuradas e esclarecida", completa a nota.

Operação da PF contra manipulação de resultados cumpre mandados em 10 estados

Com informações da Agência Estado
Foto: reprodução

PF deflagou 12 mandados de busca e apreensão

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, a segunda fase da Operação Jogada Ensaiada, com o cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão em dez estados brasileiros. Os alvos são empresários, apostadores, jogadores e dirigentes que estariam envolvidos em uma organização criminosa voltada à manipulação de resultados em partidas de futebol.

Até o momento, os crimes identificados foram cometidos em campeonatos estaduais e nas séries C e D do Campeonato Brasileiro. A ação é realizada por 60 policiais federais enviados às casas dos suspeitos. Os investigados responderão por crimes previstos na lei geral do esporte e organização criminosa.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Aracaju (SE), Araguaína (TO), Assu (RN), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campina Grande (PB), Fortaleza (CE), Igarassu (PE), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Sumaré (SP).

A primeira fase da operação, deflagrada em outubro de 2022, investigava fraudes apenas no futebol sergipano, mas o material apreendido revelou a existência de um esquema de âmbito nacional.

A Polícia Federal identificou diálogos estabelecidos entre representantes de jogadores, apostadores e dirigentes para combinar resultados em partidas de futebol, com objetivo de obter retorno financeiro ilícito em sites de apostas.


Como fucionava - Além dos resultados das partidas, os sites permitem apostas em quantidades de cartões, expulsões, escanteios, laterais, gols e muitas outras eventualidades de um jogo de futebol. No esquema, os fraudadores aliciavam jogadores para que cumprissem em campo exatamente o que foi apostado. Treinadores, agentes e dirigentes estão envolvidos como intermediadores entre apostadores e atletas.

Manchado? Futebol paraibano é alvo de investigação de manipulação de resultados

Por Lula Terras

Membros da Federação Paraibana de Futebol estão sendo investigados

Mais um escândalo estourou nesta semana, para empobrecer ainda mais o futebol brasileiro, que luta para ser recolocado entre as maiores potências do Mundo. A denúncia de manipulação de resultados no Campeonato Paraibano deste ano é triste e preocupante, mesmo que tenha ocorrido em uma região, reconhecidamente intermediária entre as grandes forças do futebol brasileiro. 

Até o momento, o que se sabe é que a Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público da Paraíba deflagraram na última semana uma operação para investigar a manipulação de resultados no futebol profissional praticado no Estado, que tem como campeão neste ano, o Botafogo Futebol Clube, também conhecido entre seus torcedores, como o Belo. 

Estão sendo investigadas 80 pessoas, entre dirigentes da equipe campeã, o atual e a ex-presidente da Federação Paraibana de Futebol, 11 árbitros, e dirigentes de outros clubes, como do Campinense, Treze, Atlético de Cajazeiras e CSP, além de alguns funcionários de alto escalão da Federação, também denunciados. 

Conforme informam as autoridades responsáveis pelas investigações, os denunciados podem ser enquadrados pelos crimes, como organização criminosa; crimes do Estatuto do Torcedor; e por falsidade ideológica. Outro ponto levantado é que o Campeonato Paraibano está sob suspeita de fraude, também em outras edições, desde 2011. Neste período os títulos foram conquistados pelo Treze FC, de Campina Grande (2011), Campinense Clube, também de Campina Grande (2012, 2015, e 2016), e o Botafogo, de João Pessoa, que ficou com os títulos de (2013, 2014, 2017, e 2018).

Manipulações podem ter beneficiado o Botafogo, bicampeão paraibano

Outros escândalos de manipulação mancharam o nosso futebol, em outras oportunidades, como destaque para o denominado Caso Ivens Mendes, ocorrido em 1997, que nunca foi devidamente esclarecido. Na oportunidade foi investigada uma suposta corrupção e influencia política no futebol brasileiro, cujo resultado de concreto mesmo, foi o cancelamento do rebaixamento de Fluminense e Bragantino, que haviam sido os últimos colocados no Campeonato Brasileiro de 1996 e deveriam disputar a Série B, no ano seguinte. Com isso, o Brasileiro da Série A acabou sendo disputado por 26 clubes, ao contrário dos anos anteriores, que contou com 24 equipes. 

Em 2005, outro escândalo que teve repercussão internacional e que ficou conhecido por Máfia do Apito, cujo protagonista foi o ex-arbitro Edílson Pereira de Carvalho, que depois de denunciado acabou por confessar sua participação no esquema de manipulação de resultados no Campeonato Brasileiro daquele ano. Na oportunidade onze partidas foram anuladas e novamente realizadas, Edílson foi suspenso e, em seguida banido do futebol, assim como outro árbitro, Paulo José Danelon e os empresários Nagib Fayad e Vanderlei Pololi, que tiveram a prisão decretada pela Justiça. Hoje, não se tem qualquer notícia sobre eles. Que resta a nós, amantes do futebol, que esses crimes de agora, sejam devidamente esclarecidos, os culpados punidos e que nossas autoridades criem mecanismo para evitar outras maracutaias que nada acrescentam, apenas empobrecem o futebol brasileiro.

O Curioso do Futebol

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