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Atlético Mineiro afasta Daniel Vorcaro do Conselho de Administração da SAF

Foto: divulgação

Daniel Vorcaro

O Atlético Mineiro anunciou o afastamento de Daniel Vorcaro do Conselho de Administração da SAF. A decisão foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária realizada na última semana. O empresário, que é um dos acionistas do clube, está preso e é investigado por gestão fraudulenta.

De acordo com o comunicado, a cadeira ocupada por Vorcaro ficará vazia até nova deliberação dos acionistas. O Conselho de Administração é o órgão responsável pela definição das diretrizes estratégicas da SAF e é composto pelos proprietários e seus indicados: Rubens e Rafael Menin, Ricardo Guimarães, Renato Salvador, Gustavo Drummond, Sérgio Batista Coelho e José Murilo Procópio de Carvalho.

Vorcaro é um dos principais investidores da Galo Holding. Entre 2023 e 2024, aportou cerca de R$ 300 milhões, de forma parcelada, para adquirir 20,2% da SAF do Atlético, participação que compõe o Galo Forte FIP Multiestratégia. A origem dos valores está sob investigação do Ministério Público de São Paulo, no âmbito do inquérito derivado da Operação Carbono Oculto.

O MP suspeita que o investimento possa ter relação com lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das principais organizações criminosas do país.

Com sua fatia acionária, Vorcaro é hoje o terceiro maior acionista da SAF — atrás apenas da família Menin, que detém 41,8%, e da Associação Atlético Mineiro, proprietária de 25%. O clube, porém, não é investigado pelo Ministério Público.


Confira abaixo a nota do clube:
"A SAF do Galo informa que, em Assembleia Geral Extraordinária, realizada na última sexta-feira (21/11), os acionistas decidiram pela destituição de Daniel Bueno Vorcaro do Conselho de Administração.

A decisão decorre de fatos de conhecimento público que geraram impedimentos para o exercício regular de suas funções, conforme previsto nas normas internas de governança.

O assento no Conselho permanecerá vago até nova deliberação da Assembleia Geral de Acionistas. A SAF do Galo reafirma seu compromisso com a transparência, a responsabilidade institucional e as melhores práticas".

Envolvida com o Futebol, Reag Investimentos é alvo de operação da Polícia Federal

Foto: divulgação

Reag Investimentos vem propondo projetos de SAF

Nesta quinta-feira, dia 28, a Reag Investimentos, empresa que está envolvida em negócios no futebol, foi um dos 350 alvos de busca e aprensão da Operação Carbono Oculto da Polícia Federal, que investiga ação do PCC (Primeiro Comando da Capital) em negócios da economia formal.

Os agentes chegaram à sede da empresa na alameda Gabriel Monteiro, na zona oeste da capital, nas primeiras horas da manhã. Também estiveram em outras administradoras em três endereços da avenida Faria Lima, que concentra as empresas financeiras do Brasil. Segundo a força tarefa, cerca de 40 fundos são suspeitos de serem utilizados pelo PCC e suas gestoras são os alvos.

A Reag confirmou a operação e disse que está colaborando com a investigação. As ações da empresa caíam mais de 12% no Ibovespa nesta quinta em virtude da operação.

A Carbono Oculto, maior operação desse tipo na história, segundo a Receita, mobilizou 1.400 agentes em oito estados numa megaoperação nesta quinta-feira (28) e busca desarticular a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis e em instituições financeiras utilizadas como suporte dessa cadeia.

Negócios com o futebol - A Reag, através de sua Capital Holding, tem trabalhos no futebol. Em consórcio com a Contea Capital, teve aprovada pelo Conselho e Assembleia de Sócios, no mês de junho, a proposta pela SAF do Juventus. O projeto tem o objetivo de recolocar o clube na elite do Campeonato Paulista em breve e o retorno para a Série A do Brasileiro até 2035, além de prever investimentos de R$ 500 milhões.

Na terça-feira, a Reag apresentou uma oferta de mais de 500 milhões de reais para assumir 90% da SAF do Vila Nova, em parceria com a Rafatella Investimentos. O plano prevê quitar dívidas de 150 milhões de reais, modernizar o estádio OBA e investir no futebol profissional e de base. O patrimônio do clube permaneceria com a associação, apenas cedido para uso da SAF. A proposta, válida até 30 de setembro, será analisada pelo Conselho Deliberativo.

A empresa também tem participações na gestão da Arena do Grêmio, em parceria com a Revee, na admnistração da contabilidade da Neo Química Arena, do Corinthians, investiu no novo estádio da Portuguesa e ainda atuou em empresas como PriceWaterhouse Coopers, Monsanto e WTorre Arenas. Além disso, o dono da Reag, João Carlos Mansur, é conselheiro do Palmeiras e próximo da presidente Leila.

Reag - Fundada por João Carlos Mansur em 2012, a Reag passa por um acelerado processo de crescimento, com aquisições e diversificação de investimentos. Passou também a patrocinar o tradicional Belas Artes, um dos cinemas de ruas mais tradicionais da capital paulista.


A divulgação do resultado fechado para o ano 2024 foi postergada, mas os anúncios trimestrais mostraram que ela saiu de um prejuízo de R$ 2,1 milhões no primeiro trimestre de 2023 para um lucro líquido de R$ 2,9 milhões no primeiro trimestre de 2024.

Em janeiro deste ano, estreou na B3 comprando uma empresa que já estava listada, um tipo de operação que o mercado chama de IPO reverso (sigla em inglês para oferta inicial da ações). Adquiriu a GetNinjas e a transformou na nova plataforma de investimentos do grupo. Está listada no segmento Novo Mercado, que exige práticas de governança corporativa mais elevadas.

O Curioso do Futebol

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