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Polícia Civil investiga possível caso de manipulação em jogo da Copinha

Com informações da ESPN
Foto: Tiago Pavini / Ferroviária SAF

Jogo em questão foi o Ferroviária e Zumbi

A Copa São Paulo de Futebol Júnior pode ter sido utilizada para um esquema de manipulação de resultados. De acordo com informações publicadas pela Rede Bandeirantes, o caso teria ocorrido na vitória do Zumbi sobre a Ferroviária, ambos do grupo do Corinthians sub-20, por 1 a 0.

A Rede Bandeirantes informa que o presidente do Zumbi foi procurado por um de seus atletas, chamado pelo codinome ‘Europa’, para contar que recebeu uma oferta de R$ 3 mil para ceder escanteios durante o duelo contra a Ferroviária. O mandatário registrou um Boletim de Ocorrência.

O nome do indivíduo que realizou a oferta foi identificado como Diego Ferreira Rodrigues de Oliveira ainda em dezembro de 2022. Durante o diálogo, o possível aliciador oferece dinheiro fácil ao atleta e questiona como está a vida financeira do ‘Europa’.

A proposta vem logo em seguida. “É somente jogar algumas bolas para escanteio durante o jogo, apenas isso. E como a sua função é defender, não terá problema algum. Mas isso tem que ficar entre nós”, diz Diego.

O mandatário do Zumbi procurou a Federação Paulista de Futebol, que acionou a Polícia Civil. As autoridades abriram um inquérito. A Band informa que o aliciador foi intimado e que deverá ser ouvido na próxima segunda-feira (15).


Responsável pelo caso, o delegado César Saad falou sobre a situação. “Através do número de telefone, nosso departamento de inteligência levantou os dados cadastrais desta linha, nós o identificamos”, iniciou. “Ele será indiciado pelo crime de manipulação de resultado e esse inquérito policial, ao final das investigações, será encaminhado para o poder judiciário”, finalizou.

Náutico de Roraima dispensa jogadores acusados de venderem jogos

Com informações do Sport Manaus e Agência Futebol Interior
Foto: João Normando / FAF

Suspeitas aconteceram no jogo do Náutico de Roraima contra o São Raimundo amazonense

A goleada sofrida para o São Raimundo amazonense, por 5 a 1, no último sábado, em Manaus causou uma profunda reformulação no elenco do Náutico para a sequência da Série D do Brasileiro. Indignado com o comportamento em campo, o gerente de futebol Marcelo Pereira anunciou que jogadores tiveram seus contratos rescindidos. A suspeita é de que eles participaram de manipulações de resultados.

Marcelo Pereira ficou indignado com a postura de alguns jogadores durante a derrota de sua equipe para o São Raimundo amazonense, por 5 a 1, e nas arquibancadas do Estádio Ismael Benigno, em Manaus, durante a partida, já explanou seu descontentamento. "Vocês vão ficar desempregados. Vou pegar os lances do jogo", disse, irritado.

“A gente já tirou alguns atletas por desconfiança. Neste jogo foi nítido isso e não tem o que esconder. (…) A gente batalha para colocar um time em campo e vê uma sacanagem dessas, de alguns jogadores, fazendo manipulação de jogo, venda de jogo. Nós temos que nos unir e denunciar todos esses atletas. A gente vai tomar uma iniciativa”, prometeu o dirigente em entrevista ao Sport Manaus.

O Náutico de Roraima volta a campo no próximo sábado, dia 28, quando recebe o amapaense Trem, no Estádio Canarinho, pela sétima rodada da Série D do Brasileirão. O dirigente prometeu que até lá novos jogadores vão chegar ao clube.


“A gente já fez contato e estamos trazendo jogadores que a gente conhece. Puxamos as fichas desses atletas porque hoje em dia está difícil confiar, por causa das vendas de jogos. A gente vai colocar um novo Náutico frente ao Trem”, afirmou Marcelo Pereira. Ainda sem vencer, o Náutico é o lanterna do Grupo A1 da Série D, com dois pontos em seis jogos.

Fantástico denuncia 'jogo fantasma' entre Andraus-PR e Serrano-PB para esquema de apostas

Com informações do Paraná Portal e Fantástico
Foto: reprodução

Anúncio do jogo veiculado no Instagram @gremioserrano.
Porém, reportagem denuncia que a partida foi 'fantasma' e a postagem foi apagada

Pela segunda vez em 2020, a Rede Globo de Televisão denuncia esquema para levar vantagem em apostas em jogos de futebol no Brasil. Depois de desvendar um esquema de manipulação de resultados na Série C do Rio de Janeiro de 2019, no Esporte Espetacular, desta vez foi o Fantástico, no último domingo, dia 17, que reportou sobre um possível 'jogo fantasma' entre Andraus, do Paraná, e Serrano, da Paraíba, em 25 de março, em plena quarentena do coronavírus, que envolveu cerca de R$ 10 milhões nos sites de apostas.

Segundo a reportagem, este suposto amistoso esteve presente em mais de 200 sites na internet. Contudo, não há provas que o jogo aconteceu e, nesta data, os jogos de futebol no Paraná já estavam proibidos devido à Covid-19. Inclusive, nas mídias sociais, há algumas citações de fãs de futebol questionando a realização do jogo para a Federação Paranaense e CBF, por conta do período da quarentena.

Um Instagram do Serrano chegou a veicular anúncio de realização da partida, onde era claro que o jogo seria realizado com portões fechados. Porém, neste domingo, ao conferir o mesmo endereço na mídia social, a postagem foi apagada.


Matias Mendes, especialista de uma agência responsável por monitorar site de apostas, confirmou as suspeitas. Para ele, o jogo existiu “no site de apostas”, mas não há nenhuma cobertura, informação e nenhum registro nas redes sociais da existência da partida. De quebra, ainda afirmou que os números e resultados da partida “não são lógicos”. Um exemplo é que segundo tempo da suposta partida, o número de apostas cresce de forma fora do comum e, neste momento, o Serrano vira a partida e vence.

O presidente e dono do clube paranaense, Nadim Andraus, não falou ao Fantástico, mas o clube foi representado pelo advogado Marlus Dalledone. Segundo ele, o amistoso existiu para que o Andraus pudesse observar jogadores do Serrano. A equipe do Fantástico perguntou se havia provas do jogo e se o advogado poderia mandá-las para serem passadas e o advogado confirmou que mandaria. Porém, até o fechamento da reportagem, nenhum tipo de material foi enviado.

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Assim como o presidente do Andraus, o mandatário do Serrrano também não quis se manifestar e indicou um advogado. Ouvido pelo Fantástico, Lucas Bezerra disse que nenhum jogador do Serrano viajou ao Paraná para a partida. Ou seja, o Serrano atuou com atletas que não são seus. De acordo com ele, foram selecionados jogadores no próprio Paraná para realizar jogos-treino.

O Andraus, de acordo com a reportagem, chegou a fazer acordos com outros clubes para fazer mais quatro amistosos em plena pandemia, todos contra times pequenos e até inativos do Nordeste, mas os jogos não foram realizados, mesmo com ofícios apresentados pelo time paraense confirmando as partidas. Os presidentes de Zumbi-AL, Palmeira-RN e Confiana-PB negaram terem assinado os documentos. Já o mandatário do Barbalha-CE confirmou a firma no ofício.

Por fim, Hélio Cury e Michelle Ramalho, presidentes das Federações Paranaense e Paraibana de Futebol, foram surpreendidos com a informação e disseram que vão abrir processo administrativo para investigar o possível crime de estelionato.

Sites de score internacionais deram o resultado e os números da partida que pode não ter acontecido

Andraus já foi investigado - O empresário Nadim Andraus, dono do Andraus Brasil, já foi candidato a presidente do Athletico Paranaense e já foi mostrado em outra reportagem da Rede Globo. Em 2018, o Esporte Espetacular mostrou que Nadim era suspeito de manipulação de resultados com apostas feitas contra o próprio clube. Na época, ele negou os fatos e disse que era perseguido.

Além disso, Nadim também é conhecido por ter sido suspenso por 660 dias, com multa de cerca de R$ 60 mil, pelo TJD-PR (Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná). Na ocasião, os magistrados o condenaram por agredir o árbitro Luís Marcelo Casagrande na partida entre Andraus e Maringá, válida pela Taça FPF.

Manchado? Futebol paraibano é alvo de investigação de manipulação de resultados

Por Lula Terras

Membros da Federação Paraibana de Futebol estão sendo investigados

Mais um escândalo estourou nesta semana, para empobrecer ainda mais o futebol brasileiro, que luta para ser recolocado entre as maiores potências do Mundo. A denúncia de manipulação de resultados no Campeonato Paraibano deste ano é triste e preocupante, mesmo que tenha ocorrido em uma região, reconhecidamente intermediária entre as grandes forças do futebol brasileiro. 

Até o momento, o que se sabe é que a Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público da Paraíba deflagraram na última semana uma operação para investigar a manipulação de resultados no futebol profissional praticado no Estado, que tem como campeão neste ano, o Botafogo Futebol Clube, também conhecido entre seus torcedores, como o Belo. 

Estão sendo investigadas 80 pessoas, entre dirigentes da equipe campeã, o atual e a ex-presidente da Federação Paraibana de Futebol, 11 árbitros, e dirigentes de outros clubes, como do Campinense, Treze, Atlético de Cajazeiras e CSP, além de alguns funcionários de alto escalão da Federação, também denunciados. 

Conforme informam as autoridades responsáveis pelas investigações, os denunciados podem ser enquadrados pelos crimes, como organização criminosa; crimes do Estatuto do Torcedor; e por falsidade ideológica. Outro ponto levantado é que o Campeonato Paraibano está sob suspeita de fraude, também em outras edições, desde 2011. Neste período os títulos foram conquistados pelo Treze FC, de Campina Grande (2011), Campinense Clube, também de Campina Grande (2012, 2015, e 2016), e o Botafogo, de João Pessoa, que ficou com os títulos de (2013, 2014, 2017, e 2018).

Manipulações podem ter beneficiado o Botafogo, bicampeão paraibano

Outros escândalos de manipulação mancharam o nosso futebol, em outras oportunidades, como destaque para o denominado Caso Ivens Mendes, ocorrido em 1997, que nunca foi devidamente esclarecido. Na oportunidade foi investigada uma suposta corrupção e influencia política no futebol brasileiro, cujo resultado de concreto mesmo, foi o cancelamento do rebaixamento de Fluminense e Bragantino, que haviam sido os últimos colocados no Campeonato Brasileiro de 1996 e deveriam disputar a Série B, no ano seguinte. Com isso, o Brasileiro da Série A acabou sendo disputado por 26 clubes, ao contrário dos anos anteriores, que contou com 24 equipes. 

Em 2005, outro escândalo que teve repercussão internacional e que ficou conhecido por Máfia do Apito, cujo protagonista foi o ex-arbitro Edílson Pereira de Carvalho, que depois de denunciado acabou por confessar sua participação no esquema de manipulação de resultados no Campeonato Brasileiro daquele ano. Na oportunidade onze partidas foram anuladas e novamente realizadas, Edílson foi suspenso e, em seguida banido do futebol, assim como outro árbitro, Paulo José Danelon e os empresários Nagib Fayad e Vanderlei Pololi, que tiveram a prisão decretada pela Justiça. Hoje, não se tem qualquer notícia sobre eles. Que resta a nós, amantes do futebol, que esses crimes de agora, sejam devidamente esclarecidos, os culpados punidos e que nossas autoridades criem mecanismo para evitar outras maracutaias que nada acrescentam, apenas empobrecem o futebol brasileiro.

O Curioso do Futebol

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