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Fantástico faz reportagem completa sobre escândalos no São Paulo

Foto: reprodução / Instagram

Fachada do CT do São Paulo

Na próxima sexta-feira (16), o São Paulo terá um compromisso decisivo fora das quatro linhas. O clube realiza a votação do pedido de impeachment do presidente Julio Casares, em meio a uma crise institucional agravada por suspeitas de irregularidades financeiras e investigações conduzidas pela Polícia Civil. O caso foi detalhado em reportagem exibida pelo programa Fantástico, neste domingo (11).

A apuração teve início a partir de uma denúncia anônima encaminhada às autoridades, que resultou na abertura de um inquérito policial. Segundo o delegado Tiago Correia, responsável pela investigação, há indícios de um esquema estruturado e recorrente envolvendo movimentações financeiras atípicas dentro do clube.

“Recebemos uma denúncia dando conta de que havia uma série de desvios estruturados e sistemáticos no âmbito do São Paulo Futebol Clube”, afirmou o delegado.

Um dos nomes citados no inquérito é o de Nelson Marques Ferreira, que ocupou o cargo de diretor-adjunto entre 2021 e novembro de 2025. De acordo com a investigação, nos anos de 2022 e 2023, Nelson teria criado cerca de 15 franquias e outras 15 empresas localizadas em shopping centers, o que despertou a atenção dos investigadores.

A partir dessas informações, a Polícia Civil acionou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para analisar as movimentações do São Paulo. O relatório apontou a realização de 35 saques em dinheiro vivo entre os anos de 2021 e 2025, totalizando R$ 11 milhões.

Os dois primeiros saques, somando R$ 600 mil, teriam sido realizados por um ex-funcionário do clube. Posteriormente, o São Paulo passou a utilizar uma empresa de transporte de valores para efetuar as retiradas diretamente na boca do caixa. Segundo o inquérito, o departamento financeiro comunicava previamente o banco, e os valores eram levados à tesouraria do clube.

A investigação aponta que 33 dos 35 saques seguiram esse modelo com carro-forte. O ano de maior volume foi 2024, com 11 retiradas que somaram R$ 5,2 milhões. Já em 2025, foram cinco saques, totalizando R$ 1,7 milhão.

Para a Polícia Civil, o uso de empresas especializadas em transporte de valores dificulta o rastreamento do destino final do dinheiro. O foco atual da investigação é identificar a real finalidade dessas retiradas e quem recebeu os recursos ao final do processo.

Além das contas do clube, uma conta conjunta mantida por Julio Casares com sua ex-esposa, Mara Casares, também passou a ser analisada. Segundo o relatório do Coaf, o presidente são-paulino recebeu aproximadamente R$ 1,5 milhão em depósitos em espécie entre janeiro de 2023 e maio de 2025.

A defesa de Casares nega qualquer ligação entre esses depósitos e os saques realizados pelo clube, afirmando que os valores têm origem lícita e compatível com sua trajetória profissional fora do futebol.

A reportagem também relembrou o afastamento de Mara Casares do cargo de diretora de eventos do São Paulo, após a revelação de um esquema de comercialização clandestina de camarotes no estádio durante grandes shows. Em um áudio divulgado, o ex-diretor Douglas Schwartzmann afirma que só participou do esquema após receber garantias de confiança por parte de Mara.


As defesas de Douglas Schwartzmann e de Mara Casares contestaram a divulgação do material, classificando-a como uma campanha difamatória e alegando que o conteúdo foi apresentado fora de contexto, configurando um julgamento antecipado.

Em nota, o São Paulo Futebol Clube afirmou que não é alvo da investigação e reforçou que os valores sacados em espécie são devidamente contabilizados, sendo utilizados para despesas operacionais, como pagamento de arbitragem, alimentação, bebidas e outras necessidades rotineiras do clube.

Enquanto as investigações seguem em andamento, o clima político no Morumbis se intensifica, com a votação do impeachment marcada para a próxima sexta-feira, prometendo ser um dos momentos mais decisivos da atual gestão.

Polícia apura depósitos em dinheiro a Casares e saques milionários nas contas do São Paulo

Foto: reprodução / Twitter

Frente do CT da Barra Funda

A Polícia Civil investiga possíveis irregularidades financeiras envolvendo o São Paulo Futebol Clube e seu presidente, Julio Casares. As apurações abrangem dois eixos principais: depósitos em dinheiro nas contas pessoais do dirigente e uma série de saques realizados diretamente nas contas do clube ao longo dos últimos anos.

Segundo relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), obtidos pelo UOL, Julio Casares recebeu cerca de R$ 1,5 milhão em depósitos feitos em espécie entre janeiro de 2023 e maio de 2025. O montante representa a principal fonte de renda do presidente são-paulino no período analisado. A defesa de Casares afirma que os valores têm origem “lícita e legítima”.

As movimentações chamaram a atenção das autoridades por ocorrerem de forma fracionada. Em alguns dias, foram registradas até 12 operações consecutivas, com valores que, somados, chegavam a R$ 49 mil — abaixo do limite de R$ 50 mil que aciona comunicação automática ao Coaf. O órgão classifica esse tipo de prática como “smurfing”, técnica utilizada para dificultar o rastreamento de operações financeiras.

De acordo com os registros bancários, Casares informou à instituição financeira que os depósitos se referiam a bonificações por títulos conquistados pelo São Paulo. Em 2023, no entanto, o banco emitiu um alerta ao Coaf por considerar as movimentações fora do padrão esperado para o perfil do dirigente.

A investigação também aponta que a conta pessoal do presidente teria sido utilizada para o pagamento de despesas de sua ex-esposa, Mara Casares. Ela ocupou cargos de diretora feminina, cultural e de eventos do clube, além de conselheira, mas se afastou das funções após vir à tona, em reportagem do ge, um esquema de exploração clandestina de um camarote no estádio do Morumbis, que envolvia seu nome e o de Douglas Schwartzmann.

Além das movimentações ligadas ao presidente, a Polícia Civil analisa uma segunda frente envolvendo saques em dinheiro realizados diretamente nas contas do São Paulo. Entre janeiro de 2021 e novembro de 2025, foram identificados 35 saques que somam aproximadamente R$ 11 milhões.

O relatório do Coaf não detalha o destino dos valores retirados das contas jurídicas do clube. A linha do tempo da investigação mostra que, em 2021, foram sacados R$ 1,5 milhão em sete operações. Em 2022, ocorreram seis saques que totalizaram R$ 1,2 milhão. Já em 2023, outros seis saques chegaram a R$ 1,4 milhão.

O ano de 2024 concentra o maior volume: 11 retiradas que somaram R$ 5,2 milhões. Em 2025, até novembro, foram mais cinco saques, totalizando R$ 1,7 milhão.

As duas primeiras retiradas, ainda em 2021, foram feitas por um funcionário do clube. A partir de então, o São Paulo passou a utilizar uma empresa de transporte de valores para realizar as operações. Para os investigadores, o uso recorrente de saques em dinheiro pode ter como objetivo dificultar a identificação dos responsáveis e do destino final dos recursos.


O caso segue sob apuração, e até o momento não há conclusão formal nem denúncia apresentada. Em nota, os advogados de Julio Casares fizeram a seguinte declaração:
"Os advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine, que representam a defesa particular de Júlio Casares, afirmam que todas as movimentações financeiras de Júlio, contidas nos relatórios do COAF, possuem origem licita e legitima, com lastro compatível com a evolução de sua capacidade financeira.

Esclareça-se que antes de assumir a presidência do São Paulo Futebol Clube, nosso constituído desempenhou e exerceu funções de alta direção na iniciativa privada, com boa remuneração.

Ademais, a origem e o lastro de tais movimentações serão detalhadas e esclarecidas no curso das investigações - com a apresentação de provas, declarações e informações fiscais - justamente para rebater qualquer ilação que se fizer e, ainda mais porque não tiveram acesso à integralidade do inquérito policial".

Goiatuba e Inter de Limeira se manifestam sobre denúncia de manipulação em jogo da Série D

Foto: Diego Soares/Ag.Paulistão

Partida foi realizada em 6 de setembro, em Limeira

A Polícia Civil investiga uma denúncia de manipulação do jogo Inter de Limeira 1 x 0 Goiatuba, pelas quartas de final do Brasileirão Série D, em 6 de setembro, no Major Levy Sobrinho, que valeu o acesso do Leão da Paulista para a Série C. As duas equipes divulgaram nota em suas mídias sociais.

O primeiro clube a se manifestar via Instagram foi o Goiatuba:
Em virtude das recentes notícias veiculadas pela imprensa acerca do inquérito policial que apura uma suposta manipulação de resultado na partida contra a Inter de Limeira, válida pela Série D do Campeonato Brasileiro de 2025 e decisiva para o acesso à Série C, o Goiatuba Esporte Clube vem a público se manifestar.

Esclarecemos que esta instituição não recebeu, até a presente data, qualquer comunicação ou notificação formal das autoridades policiais de Limeira (SP) ou do Ministério Público do Estado de São Paulo sobre a investigação mencionada.

O Goiatuba Esporte Clube repudia, de forma veemente, toda e qualquer prática de fraude ou manipulação que possa comprometer a integridade e a legitimidade do resultado esportivo. Tais condutas são absolutamente contrárias aos valores e princípios que norteiam nossa história.

Reforçamos que o Goiatuba Esporte Clube é o maior interessado na completa elucidação dos fatos, uma vez que em caso de eventual confirmação de qualquer irregularidade, será a principal vítima.

Diante do exposto, informamos que nosso departamento jurídico está acompanhando o caso e adotará todas as medidas cabíveis para resguardar os direitos do clube, reafirmando o compromisso do Goiatuba Esporte Clube com a lisura, a ética e a credibilidade das competições esportivas.

Depois, a Inter de Limeira postou nota nas redes sociais:
A Associação Atlética Internacional informa que tomou conhecimento, por fontes ainda não oficiais, da existência de investigações relacionadas à partida disputada contra o Goiatuba, no dia 6 de setembro, em Limeira, válida pelo Campeonato Brasileiro, e que terminou com vitória leonina por 1 a 0, resultado que garantiu o acesso do clube à Série C.

Como instituição centenária, de trajetória marcada pela honra e credibilidade, a Internacional repudia com veemência qualquer conduta ligada à manipulação de resultados ou práticas fraudulentas de apostas no futebol.

Reiteramos nosso compromisso absoluto com a ética, a transparência e o fair play, valores que sempre nortearam a história da Associação Atlética Internacional e sustentam o respeito conquistado dentro e fora de campo.

O clube se coloca à inteira disposição das autoridades competentes, incluindo o Ministério Público e a Polícia Federal, para colaborar plenamente com as investigações e fornecer todas as informações que se fizerem necessárias.

A Internacional acredita na importância de um esporte íntegro, limpo e justo, e confia que todos os fatos serão rigorosamente apurados, garantindo a verdade e preservando a lisura das competições.

O inquérito para apurar uma possível manipulação foi aberto na última segunda-feira (6 de outubro). O procedimento, instaurado a pedido do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), tramita em sigilo e tem previsão de conclusão em 30 dias.

Polícia Civil investiga denúncia de manipulação no jogo Inter de Limeira x Goiatuba, que valeu acesso na Série D

Foto: Diego Soares / Agência Paulistão

Partida foi em 6 de setembro

A Polícia Civil investiga uma denúncia de suspeita de manipulação no jogo que garantiu o acesso da Inter de Limeira à Série C do Campeonato Brasileiro. A partida em questão foi disputada em 6 de setembro, contra o Goiatuba, e terminou com vitória do Leão por 1 a 0, com gol de Kaio Cristian no segundo tempo.

De acordo com o delegado do 1º Distrito Policial de Limeira, em contato com a EPTV, afiliada da Rede Globo, o inquérito para apurar uma possível manipulação foi aberto na última segunda-feira (6 de outubro).

O procedimento, instaurado a pedido do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), tramita em sigilo e tem previsão de conclusão em 30 dias. A reportagem não teve acesso ao teor da denúncia nem aos detalhes sobre a possível fraude sob investigação.

Em nota, o MP-SP informou que, por meio da Promotoria de Justiça de Limeira, requisitou a abertura do inquérito policial para apurar os fatos e identificar eventuais responsáveis. O caso foi distribuído ao 1º Distrito Policial de Limeira em 24 de setembro. “Não é possível dar mais informações por se tratar de caso sigiloso”, diz o comunicado do MP-SP.


Os dois clubes envolvidos no jogo se manifestaram em reportagem do ge.com. A Inter de Limeira, por meio de sua assessoria de imprensa, declarou:

“A Internacional se coloca totalmente à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. Como instituição centenária, não compactuamos com esse tipo de prática.”

Já o presidente do Goiatuba, Osvaldo Neto, afirmou que o clube ainda não foi notificado e que aguardará mais esclarecimentos antes de se pronunciar oficialmente.

Polícia indicia presidente e ex-diretores do Corinthians por contrato com a 'VaideBet'

Com informações da CNN
Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Augusto Melo foi indicado pela Polícia Civil

O presidente do Corinthians foi indiciado nesta quinta-feira (22), após investigação da Polícia Civil concluir o inquérito sobre o caso ‘VaideBet’. Augusto Melo é acusado por associação criminosa, furto qualificado e lavagem de dinheiro.

Marcelo Mariano, ex-diretor administrativo, Sérgio Moura, ex-superintendente de marketing e o empresário Alex Fernando André, conhecido como Cassundé também são apontados como suspeitos.

Na última semana, conforme revelado por reportagem da CNN, um relatório de análise das movimentações financeiras, elaborado pelo delegado Tiago Fernando Correia, responsável pelo caso, apontava que parte do patrocínio da empresa VaideBet foi repassado pelo intermediário Cassundé até chegar em uma conta vinculada ao PCC.

Pelo menos R$ 870 mil foram parar na conta da UJ Football Talent Intermediação citada por Vinícius Gritzbach, morto em novembro de 2024, no Aeroporto de Guarulhos, em delação feita com promotores de Justiça sobre contas laranjas da organização criminosa.

Ainda de acordo com o delegado, conforme publicado pela CNN, o Pivô do caso VaideBet, Alex Cassundé esteve no Parque São Jorge, sede do Corinthians, no dia em que começou a repassar valores da comissão recebida à empresa laranja.

A polícia descobriu que o empresário esteve no clube pelo Estação Rádio Base (ERB), ou seja, método de investigação que confronta os dados do aparelho com as antenas de uma certa região, que pôde atestar que Cassundé esteve no Corinthians na parte da tarde entre 15:57 e 16:18.
Impeachment - A votação do impeachment de Augusto Melo já tem data marcada. A reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians acontecerá no dia 26 de maio.

No dia 20 de janeiro, o Conselho do Corinthians se reuniu no Parque São Jorge para votar o impeachment de Augusto Melo. Após mais de quatro horas, a reunião foi suspensa depois do processo de admissibilidade do rito passar por 126 a 114.

Outro lado - Em nota à CNN, a defesa de Alex Cassundé afimou que o mesmo afirma categoricamente que teve sim contato com a VaideBet, e que sempre teve a melhor e mais cristalina conduta. De acordo com a defesa, documentos mostram o caminho que ele usou para chegar até a VaideBet. “Documentos sobre isso foram oportunamente juntados ao processo e são corroborados com as oitivas”, diz a defesa, que completa que Cassundé manteve contato constante com assessores do clube.

A defesa afirma que Cassundé não tem informação sobre outros intermediários, pois a empresa dele foi a escolhida, após critérios internos do clube, uma vez que já havia participado de outras campanhas do clube.

“Os repasses são objeto da investigação no inquérito e não podemos dar mais detalhes além do que já é de conhecimento”, conclui a nota.

Em nota nas redes sociais, o Corinthians afirmou que, até o momento, não há qualquer demonstração de autoria relacionada aos fatos mencionados.

“O Corinthians destaca que é vítima das circunstâncias investigadas e reforça que não possui controle sobre o que terceiros fazem com valores recebidos em decorrência de contratos firmados. O Clube cumpre rigorosamente todas as suas obrigações legais e contratuais”, diz trecho da nota do clube.


Augusto Melo - Horas após o indiciamento de Augusto Melo, a defesa do presidente do Corinthians se manifestou de forma oficial. De acordo com nota enviada para a imprensa, o relatório final do inquérito da Polícia Civil foi recebido com “incredulidade e indignação”.

Apesar da acusação, a defesa do presidente reitera que Augusto Melo “não possui qualquer envolvimento com eventuais irregularidades relacionadas ao caso”.

Além disso, o advogado Ricardo Cury e o presidente Augusto Melo concederão entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (23) para maiores explicações sobre o tema. Veja nota oficial:
“A defesa do presidente Augusto Melo recebeu com incredulidade e indignação o relatório final do inquérito, divulgado na noite desta quarta-feira (22), e informa que fará suas considerações oficiais assim que concluir a análise integral do documento.

Reitera-se a convicção de que o presidente Augusto Melo não possui qualquer envolvimento com eventuais irregularidades relacionadas ao caso.

O presidente foi o responsável por viabilizar o maior contrato de patrocínio máster do futebol sul-americano, tendo recebido a proposta, encaminhado aos departamentos competentes e firmado o contrato com a aprovação de todos os setores envolvidos. Esse foi o único papel desempenhado por ele no processo.

O advogado Dr. Ricardo Cury e o presidente Augusto Melo concederão entrevista coletiva nesta sexta-feira (23), às 15h, no CT Dr. Joaquim Grava.”

Ex-árbitro é preso na Paraíba acusado de participar de esquema de manipulação na Série B

Com informações do ge.com
Foto: reprodução / TV Cabo Branco

D'Guerro Batista Xavier foi preso nesta quarta-feira

A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta quarta-feira (9), a Operação Jogada Marcada para desarticular um esquema de manipulação de resultados em partidas nacionais e internacionais. A ação teve apoio da Polícia Civil da Paraíba e resultou na prisão do ex-árbitro D'Guerro Batista Xavier, de 46 anos, em João Pessoa.

D'Guerro foi preso em casa, no bairro Funcionários II, durante o cumprimento de um mandado de prisão temporária e um mandado de busca e apreensão. Ele já havia sido afastado da arbitragem profissional após ser investigado na Operação Cartola, em 2018, que apurou fraudes no futebol paraibano. Mesmo fora dos quadros oficiais, o ex-árbitro ainda atuava em competições amadoras e mantinha contatos no meio esportivo.

A investigação é conduzida pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), de Goiânia, e aponta a participação de D'Guerro em um grupo chamado Árbitros da Propina, suspeito de manipular resultados de partidas da Série B do Campeonato Brasileiro e do Campeonato Angolano. Segundo a polícia, as manipulações teriam beneficiado apostadores e envolvem transações bancárias com jogadores de diversos estados brasileiros e de clubes internacionais.

Ao todo, a operação cumpriu sete mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão em seis estados: Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Paraíba e Pernambuco. Em João Pessoa, policiais civis de Goiás acompanharam a ação no cumprimento dos mandados.


Em entrevista à TV Cabo Branco, afiliada da TV Globo na Paraíba, D'Guerro Xavier, afirmou que desconhece o motivo da prisão e negou participação nos crimes investigados. A Polícia Civil ainda não detalhou quais partidas teriam sido manipuladas nem os valores envolvidos nas negociações.

O ex-árbitro será interrogado e as informações colhidas serão enviadas à equipe de investigação em Goiás. D'Guerro Xavier deve permanecer preso por até cinco dias na Central de Polícia Civil de João Pessoa, prazo previsto para a prisão temporária. Caso surjam novos elementos na apuração, a polícia poderá solicitar a conversão da prisão para preventiva.

Jogador do CRAC preso suspeito de estupro, extorsão e outros crimes em Feira de Santana

Com informações do g1.com
Foto: divulgação / Polícia Civil-BA

Polícia Civil da Bahia fez a prisão

Um jogador de futebol foi preso na terça-feira (17), em Feira de Santana, a 100 km de Salvador, suspeito de cometer estupro, assaltos, extorsões e constrangimento ilegal. Segundo a Polícia Civil, onze pessoas foram vítimas do suspeito.

O nome do jogador não foi revelado pela polícia. No entanto, segundo apuração da TV Bahia, trata-se de Carlos Eduardo Bastos dos Santos, de 25 anos, conhecido como "Tico Baiano".

O suspeito nasceu em Feira de Santana e fez parte do elenco do CRAC, time que disputou o Campeonato Goiano em 2025, tendo sido anunciado em 1º de março para  a disputa do Brasileirão Série D. Ele já teve passagens por clubes baianos como Fluminense de Feira, Bahia de Feira, Barcelona de Ilhéus e Horizonte-CE.

Até o momento, nem o CRAC e nem a defesa do jogador se pronunciaram. Segundo a Polícia Civil, o mandado de prisão preventiva foi cumprido pelas equipes da 2ª Delegacia Territorial de Feira de Santana.

As investigações começaram em junho de 2024, quando as vítimas passaram a denunciar os crimes. Todas elas mulheres, entre 18 e 43 anos, estudantes ou profissionais do sexo que moram na cidade baiana.


Contra as profissionais de sexo, as investigações apontaram que o jogador se passava por cliente e ao chegar ao local de encontro, usava uma arma de fogo para extorquir e roubar as vítimas. Em algumas ocasiões, ele teria obrigado que elas fizessem transferências bancárias e também roubou uma quantia em espécie.

Em relação às estudantes, ele preferia universitárias que moravam sozinhas nas proximidades da instituição. Uma delas foi vítima de roubo e extorsão quando saia de casa. Já outras duas, tiveram a casa invadida por ele, que nesses casos, cometeu os crimes com facas. As mulheres ficaram pelo menos três horas em poder do suspeito.

A polícia informou que o jogador fez exames de corpo e delito, foi interrogado e está à disposição da Justiça.

Polícia prende presidente e vice de torcida organizada do Sport por atentado contra o Fortaleza

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: Thaís Cidade / ASCOM PCPE

Policiais da CORE-PE

A Polícia Civil de Pernambuco avançou nas investigações sobre o atentado sofrido pela delegação do Fortaleza em fevereiro e prendeu suspeitos de participação: presidente e vice da torcida organizada Jovem do Leão. Tido como mandantes do crime, ambos ficarão presos temporariamente por 30 dias neste primeiro momento.

"Faltava no quebra-cabeça a informação de quem deu o comando para fosse realizado o ataque, em tese, ao ônibus da torcida organizada do Fortaleza, rival Torcida Jovem do Leão. Fizemos a prisão dos líderes dessa torcida do Sport, apontados como os mandantes do crime”, explicou o delegado Raul Carvalho, da Delegacia de Polícia de Repressão à Intolerância Esportiva".

Assim como os outros quatro suspeitos presos anteriormente, os dois são investigados com base em quatro artigos: tentativa de homicídio, associação criminosa, dano ao patrimônio e provocação de tumulto.

Apesar de os principais suspeitos estarem presos, ainda faltam três prisões da primeira fase da ‘Operação Hooligans’, como foi batizada a investigação. "Os principais envolvidos no ataque estão presos: dos mentores aos executores. Mas o nosso compromisso é não descansar até cumprir todas as prisões. Inclusive, elas podem acontecer a qualquer momento”, afirmou Antônio Barros, diretor do Comando de Operações e Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil de Pernambuco".


O caso - O ônibus que carregava a delegação do Fortaleza foi alvo de pedras e bombas na madrugada do dia 22 de fevereiro, quando deixava a Arena Pernambuco, na região metropolitana do Recife.

Seis jogadores foram feridos no ataque e precisaram ser hospitalizados. O caso mais grave foi o do lateral Escobar, que chegou a ser atingido por um pedaço de estilhaço na cabeça.

O zagueiro Tite precisou fazer cirurgia para tirar estilhações da panturrilha. Thiago Galhardo teve problemas piscológicos e pediu afastamento por um período.

Polícia cumpre 14 mandados de prisão e de buscas contra suspeitos de atacar ônibus do Fortaleza

Com informações do Diário de Pernambuco
Foto: reprodução / Polícia Civil-PE

Operação Hoolligans foi deflagrada na manhã desta sexta (15) pela Polícia Civil pernambucana

Na manhã desta sexta (15), delegados e agentes cumprem 14 mandados, sendo sete de prisão e sete de busca e apreensão. Essas pessoas são suspeitas de tentativa de homicídio, provocação de tumulto e dano. A Hooligans é 12ª Operação de Repressão Qualificada do ano.

Ela foi deflagrada pelo Comando de Operações e Recursos Especiais (Core),sob a presidência dos Delegados Raul Junges e Paulo Moraes. Os mandados foram expedidos pelo Juízo da Segunda Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Jaboatão dos Guararapes.

A investigação foi iniciada em 22 fevereiro de 2024, com o objetivo de identificar e desarticular a associação criminosa. Nesse dia, integrantes de uma organizada do Sport atacaram com bombas e pedras a delegação do Fortaleza, após a partida pela Copa do Nordeste.


Seis atletas ficaram feridos. Por causa disso, o Sport foi punido e jogará oito partidas sem público, por determinação da Justiça Desportiva. Segundo a polícia, os presos e materiais apreendidos foram para a sede do Comando de Operações e Recursos Especiais (CORE), em Olinda.

Participaram da ação 60 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães. As investigações foram assessoradas pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (Dintel).

Suspeita de manipulação de resultados faz Polícia Civil acompanhar jogos do Campeonato Piauiense

Com informações do GE.com
Foto: Ascom / FFP

Agentes da Polícia Civil acompanharam Comercial 0 x 4 River

A presença da Polícia Civil no Estádio Deusdeth de Melo, em Campo Maior, nesta quarta-feira, no jogo entre Comercial e River, aconteceu após um alerta feito pela CBF à Federação de Futebol do Piauí. Segundo o presidente da FFP, Robert Brown, empresa contratada pelo órgão nacional identificou situações suspeitas em jogos do estadual.

"A CBF contratou uma empresa que acompanha os campeonatos regionais. Ela detecta suspeitas de algum tipo de irregularidade e comunica para a gente para nós ficarmos atentos, principalmente quando há casos de derrotas por 4 ou 5 gols, como houve com o Comercial", afirma o dirigente piauiense.

Resultados e alguns lances inusitados, como cartões, gols sofridos e pênaltis cometidos, levantaram suspeitas sobre os jogos do time de Campo Maior. Após receber o alerta da CBF, o Robert Brown acionou a delegacia especializada de crimes contra a ordem tributária, econômica e relações de consumo (DECCORTEC), que deu início às investigações. "Acionamos a delegacia responsável para que eles façam o acompanhamento, e eles estão investigando. Foram há um jogo ontem e vão acompanhar a partir de agora", informou Brown.

"Recebemos a visita do presidente, que nos trouxe informação que a FFP recebeu da CBF, de uma possibilidade de haver fraudes em alguns jogos do Campeonato Piauiense. Então vamos começar a investigar", afirmou o delegado Sebastião Alencar.

A primeira providência, além do acompanhamento do jogo em Campo Maior, será o encaminhamento, por parte da federação, da relação de todos os atletas que disputam o Campeonato Piauiense. No momento não há indícios concretos de fraude, apenas suspeitas que estão sendo apuradas.


"Isso (venda de resultados) acontece no Brasil todo e infelizmente não estamos livres. Houve alguns jogos estranhos e acionamos a polícia, se houver alguma coisa vão nos dizer. A gente faz um trabalho preventivo, para que esse tipo de coisa não aconteça aqui", concluiu Robert Brown.

Saída de iraniano - A para o River, por 4 a 0, marcou a única partida do iraniano Koosha Delshad dirigindo o Comercial. O treinador, renunciou seu cargo após relatar que sofreu ataques xenófobos por parte dos torcedores do próprio time, que segundo ele o chamaram de “terrorista” e disseram que o treinador iria colocar uma bomba em campo.

Ex-presidente do Santos FC, Orlando Rollo é detido pela Polícia Civil durante operação

Com informações do G1
Foto: reprodução TV Tribuna

Orlando Rollo, ex-presidente do Santos e policial civil, é preso em operação do Gaeco

O ex-presidente do Santos FC Orlando Rollo foi detido durante uma operação policial, na manhã desta sexta-feira (18), em Santos, no litoral de São Paulo. A operação foi realizada pela Corregedoria da Polícia Civil e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado de São Paulo, contra o tráfico de drogas e crimes contra administração pública.

As equipes cumpriram seis mandados de busca e apreensão e seis ordens de prisão, expedidos pela Justiça do Estado de São Paulo, sendo quatro policiais civis. Um deles é o policial civil e ex-presidente do Peixe, Orlando Rollo. Ele foi levado para a Corregedoria da Polícia Civil, em Santos.

Segundo o Gaeco, a investigação, que conta com a parceria da Polícia Federal, tramita em segredo de Justiça, por isso, não serão passados mais detalhes do caso ou identidade dos investigados.

Orlando Rollo - Nascido em Santos, Orlando Rollo é Bacharel em Direito e tecnólogo em Segurança Pública pela Unisanta e atua como investigador da Polícia Civil de São Paulo desde 2002. Na área de futebol, ele faz um MBA em Marketing Esportivo e Psicologia do Esporte, tem curso de Gestão Estratégica de Esportes pela FGV e faz o curso oficial de Gestão de Futebol da CBF Academy. Ele tem também três especializações na área de administração esportiva pela UniBF (PR).


Sócio do Santos desde 1993, ele foi conselheiro do clube por sete mandatos, entre 1999 e 2014 e de 2017 e 2020. Na eleição para a presidência do Peixe de 2014, ele foi o quarto colocado. Em 2017, ele foi eleito como vice na chapa encabeçada por José Carlos Peres. Substituto de José Carlos Peres, que sofreu impeachment, ele esteve no cargo por três meses. Em janeiro, o eleito Andres Rueda assumiu.

Atletas relatam suposto esquema de manipulação de resultados no futebol gaúcho

Com informações do G1 e RBS TV
Foto:  divulgação

FGF monitora casos suspeitos e está colaborando com o MP e Polícia Civil

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio Grande do Sul investigam a suspeita de suborno a atletas para a manipulação de resultados de jogos de futebol de divisões inferiores no Rio Grande do Sul. Por trás das ofertas, estariam pessoas que fazem apostas em sites da internet. Para forçar resultados, os apostadores tentam comprar os jogadores.

Um goleiro, que prefere não ser identificado, atuou na segunda divisão do futebol gaúcho. Ele diz ter sido procurado por um homem, que lhe ofereceu até R$ 5 mil para forçar a derrota do próprio time. "Ele botou um valor estimado de R$ 3 mil, R$ 4 mil, R$ 5 mil por jogo, para que eu fizesse o que eles mandassem", relata.

O valor é de quatro a cinco vezes mais que o salário recebido pelo atleta. O goleiro afirma que recusou a oferta. "Eu posso não ter realizado o meu sonho, cara, mas eu segui todo o conselho, toda a ética que a minha mãe me deu, todos os passos que ela me deu", destaca.

Os casos passaram a ser investigados a partir de denúncias encaminhadas pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF). A entidade contratou uma empresa de auditoria para monitorar os sites de apostas, que não têm envolvimento no esquema, segundo o MP.

Desconfiança - Nos sites de apostas, é possível arriscar palpites no resultado da partida, número de chutes a gol, cartões, passes e uma infinidade de indicadores do jogo. Quanto menos provável o palpite, mais dinheiro o apostador ganha, se acertar.

Um integrante da comissão técnica do Farroupilha de Pelotas, no Sul do estado, que disputa a terceira divisão, diz que ficou desconfiado durante um jogo em que a equipe perdeu pelo placar de 7 a 0 para o Bagé. "A gente sabe que hoje nas casas de apostas também dá para se apostar nos escanteios, além dos resultados e dos gols. E aí, no quinto escanteio, teve uma situação mais estranha ainda, que a bola estava quase saindo para fora, e o goleiro resolveu meter a mão na bola e dar mais um escanteio", diz o homem, que também prefere não ser identificado.

O diretor jurídico do Farroupilha, Hermes Rockembach, diz que o clube busca averiguar junto às autoridades as denúncias de manipulação ou eventuais denúncias caluniosas contra o clube. "Estamos buscando amplamente a divulgação, buscando a investigação deste fato que é extremamente grave e não pode passar impune", sustenta.

As suspeitas em torno da partida se tornaram conhecidas quando o jogador Padilha, do Farroupilha, postou um desabafo nas redes sociais. Ele disse que estaria difícil fazer futebol no interior em razão das apostas.

Investigações - A polícia investiga se jogadores e a comissão técnica receberam vantagens para entregar o jogo entre Farroupilha e Bagé. O delegado Gabriel Bicca, da Delegacia de Investigações Especiais, explica que a manipulação de resultados pode ser punida, conforme o Estatuto do Torcedor.

"O Estatuto do Torcedor prevê que aceitar vantagem, ou participar dessa simulação, ou facilitar que aconteça, existe uma apenamento de dois a seis anos e mais multa. Então, as pessoas que participam de qualquer maneira e contribuem para isso estão sujeitas e esse tipo penal", afirma.

Em Porto Alegre, o suposto esquema de manipulação de resultados no futebol já virou processo judicial. A investigação começou depois que o dono de um clube revelou ter sido procurado por dois homens que ofereceram dinheiro. Até os integrantes da defesa seriam subornados.


"[O diretor] poderia receber R$ 20 mil caso manipulasse os resultados de alguns jogos, dois jogos que ainda restavam naquele campeonato. A linha de defesa desse clube, cada jogador da linha de defesa receberia mais R$ 1 mil, com ainda um bônus de R$ 1 mil para quem fizesse um pênalti, para quem cometesse um pênalti. Tudo isso para que o placar de derrota desse clube fosse superior a 3 a 0", relata o promotor Flávio Duarte. O MP diz que sites de apostas não têm envolvimento com esquema.

O presidente da FGF, Luciano Hocsman, afirma que a entidade monitora os casos suspeitos junto à empresa contratada. "Qualquer tipo de movimentação que foge ao normal, nós recebemos dessa empresa um relatório sigiloso com dados desse mercado e, através disso, nós adotamos as medidas administrativas aqui que a gente entende cabíveis para essa situação", comenta.

Chuteiras de Ouro da UEFA de Jardel são encontradas em início de desmanche após furto

Com informações do GE
Foto: divulgação Polícia Civil do Ceará

As chuteiras de ouro, prata e bronze de Jardel recuperadas

Duas chuteiras de ouro, premiações de maior goleador da Europa, a chuteira de prata e a de bronze do ex-jogador Jardel, que haviam sido furtadas nesta quarta-feira, foram encontradas na tarde desta quinta-feira. O material estava em uma casa no bairro Luciano Cavalcante, em Fortaleza.

"A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) recuperou, nesta quinta-feira (3), quatro troféus em forma de chuteiras, pertencentes ao ex-jogador Mário Jardel, furtadas na madrugada de quarta-feira (2) da residência do ex-atleta, no bairro de Lourdes, na Área Integrada de Segurança 10 (AIS 10) de Fortaleza. Um suspeito foi preso em flagrante", informou.

Uma pessoa foi presa. Jardel contou que uma das chuteiras, a de ouro, já estava em início de desmanche.

Jardel teve passagens marcantes por clubes como Grêmio e Porto-POR. Primeiro jogador do planeta a ser artilheiro tanto da Libertadores quanto da Liga dos Campeões. Defendendo o Ferroviário, Jardel fez sua estreia no time profissional em 28 de agosto de 1990, quando ainda não havia completado 17 anos de idade, na goleada por 4 a 0 sobre o Guarani de Juazeiro, no estádio Elzir Cabral. Com destacadas atuações, no ano seguinte foi negociado e seguiu para o Vasco.


As duas chuteiras de ouro da UEFA representam o título de maior goleador da Europa nos anos de 1999 e 2002. A chuteira de prata foi conquistada em 1997, quando atuava pelo Porto. A de bronze foi conquistada em 2000, quando Jardel defendia o Galatasaray.

Detenção de Gabigol em cassino clandestino mostra a falta de compromisso em ser ídolo

Por Lula Terras
Foto: divulgação Polícia Civil-SP

Gabigol quando foi pego pela Polícia em um cassino clandestino

Nesses tempos difíceis de combate ao coronavírus, mais um duro golpe contra a vida foi cometido, desta vez, por um dos ídolos do futebol brasileiro. O jogador Gabriel Barbosa, o Gabigol, artilheiro do Flamengo, que foi detido junto com outras 200 pessoas, levado à delegacia de Polícia, durante a madrugada de domingo, 14, em um cassino clandestino, em São Paulo.

Segundo o que os órgãos de imprensa já divulgaram ele prestou depoimento, foi indiciado por quebra das regras sanitárias e dispensado, mas poderá responder na Justiça, uma vez que a autuação deverá investigada pelo Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania – DPPC, pois o jogo de azar é proibido no Brasil.

Em entrevista à imprensa, o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, responsável pela investigação informou que durante a abordagem, Gabigol tentou se esconder com panos na cabeça, se colocando atrás de moças, no camarote de luxo. Informou ainda que o jogador foi arrogante com os policiais, “mesmo com a fama toda, foi conduzido à Delegacia”, afirmou o delegado.

Triste ver o ocorrido, não só por constatar a falta de respeito com a vida no período em que, as autoridades com o respaldo da área médica, a despeito das costumeiras recomendações dentro de um protocolo sanitário, amplamente divulgado, determinou o toque de recolher, em todo o Estado, justamente, quando os índices de contaminação e mortes chegam a bater recordes.

Quem vem acompanhando o desenvolvimento do vírus que apresenta variantes mais contagiosas, sabe que o momento exige sacrifícios de todos, tanto que no próprio futebol algumas medidas estão sendo tomadas, como a paralisação de competições oficiais. Vários clubes brasileiros apresentam testagem positiva de seus atletas, que justificam medidas mais duras, como a paralisação das competições, até que a vacinação atinja números que permitam seu retorno.


No caso específico do atleta, o compromisso deveria ser maior, justamente por ser um dos ídolos do futebol, que é a grande paixão nacional, ou seja. Um péssimo exemplo para os jovens fãs, principalmente aqueles que sonham em seguir a carreira no futebol e tem nele, sua referência. E Gabigol não é o único caso. Triste isso!

O Curioso do Futebol

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