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A boa passagem de Oséas pelo Palmeiras

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Oséas jogando no Verdão

Dono de um grande carisma, que fez dele um dos jogadores mais queridos do futebol brasileiro e injustamente reconhecido por muita gente por ter marcado o que de fato foi um dos mais bizarros gols contras da história, o ex-atacante Oséas teve uma carreira de grandes passagens no futebol brasileiro, por onde esteve em vários clubes nos anos 1990. Uma das grandes trajetórias construídas pelo baiano foi atuando com a camisa do Palmeiras.

Nascido em 14 de maio de 1971, "Oseinha" começou sua carreira no futebol no Galícia, da Bahia e foi realmente viver seu primeiro grande momento atuando pelo Athletico Paranaense. Por lá, sendo protagonista de uma ótima campanha rubro-negra no Brasileirão, acabou negociado com o Palmeiras, recebendo o que foi a primeira grande oportunidade da vida.

Chegando ao Parque Antártica em julho de 1997, viveu no Alviverde Imponente desde o começo uma passagem histórica. Estreou já marcando gol diante do América de Natal, no Brasileirão e foi durante aquela campanha um dos grandes destaques do time que foi vice-campeão, perdendo a decisão para o Vasco, que tinha a vantagem de resultados iguais e segurou dois empates. Foi um belo cartão de vista.

Em 1998 se tornou um dos grandes destaques de um alviverde que fez uma grandiosa temporada. Foi um dos grandes responsáveis pelo título da Copa do Brasil daquele ano, mas também foi nele que marcou o seu gol contra bizarro diante do Corinthians. Muito além disso, porém, fez com Paulo Nunes uma dupla de ataque implacável, que assombrou defesas pelo país e foi crucial para levar o Verdão ao título também da Mercosul.


No ano seguinte, viveria seu grande momento com a camisa alviverde, sendo um dos grandes nomes da conquista da Libertadores de 1999. Seguiu formando um ataque mortal com Paulo Nunes, agora também acompanhado do excelente Evair e de um infernal Alex no meio-campo. Marcou o gol que ajudou a levar a decisão da Libertadores diante do Deportivo Cali aos pênaltis. No total, durante o ano, foram 21 gols, que o fizeram um dos artilheiros da equipe.

Ao final daquele ano encerrou sua passagem pelo Palmeiras, sendo negociado com o Cruzeiro. No total, em dois anos e meio no clube, atuou em 172 jogos pelo Verdão, marcando 65 gols ao longo de sua passagem. Oséas esteve em atividade até 2005, quando pendurou as chuteiras no Brasiliense. 

A boa passagem de Oséas pelo Athletico Paranaense

Por Lucas Paes


Oséas jogou dois anos no Athletico

Completando 48 anos neste dia 14 de Maio, Oséas era, enquanto jogador, mais um dos bons atacantes produzidos pelo Brasil na década de 1990. Autor de um dos gols contras mais bizarros da história, num Derby Paulistano entre Palmeiras e Corinthians, foi no Verdão que também viveu seu episódio mais feliz, quando fez o gol que levou aos pênaltis a final da Libertadores de 1999, que o Verdão venceria. Antes de acender ao Verdão, o primeiro time "famoso" que o atacante passou foi o Athletico Paranaense, que o projetou para o país.

Depois de iniciar a carreira no Galícia, e ter bom desempenho no Campeonato Sergipano pelo Maruinense e no Mineiro pelo Uberlândia, Oséas chamou a atenção do Atlético Paranaense, que o contratou para disputa da Série B de 1995 e do Campeonato Paranaense. Ali, começaria a projeção nacional da carreira do baiano, que ficaria para sempre guardado no coração da torcida atleticana.

Ao lado de Paulo Rink, que foi revelado nas categorias de base rubro-negras, o atacante rapidamente caiu nas graças do torcedor, com o jeito irreverente, as tranças no cabelo e, é claro, os gols em profusão que marcou durante a Série B de 1995. Foi essencial para levar o Furacão ao título naquele ano, o primeiro nacional da história rubro-negra e que garantiu a vaga na Série A de 1996. Seria nessa competição que ele estouraria de vez.

No ano seguinte, a despeito do caso Ivens Mendes, descoberto após o campeonato, o Furacão fez uma campanha espetacular no Brasileirão, indo até as quartas de final e sendo derrubado no duelo com o Atlético Mineiro. Ainda conseguiu uma convocação para a Seleção Brasileira graças a seu desempenho vestindo rubro-negro em 1996.


Deixou o clube em 1997, após jogos do estadual, onde o Athletico perdeu o título para o Paraná Clube. Segundo o site Ogol, ele fez 41 gols em 47 jogos pelo clube. Outras fontes citam 56 gols, mas em mais jogos, obviamente. Seu desempenho fez com que o Palmeiras pagasse 7 milhões de dólares pela contratação, um valor altíssimo para a época.

No time paulistano, viveu o melhor período da carreira. Depois do Verdão, passou no Brasil ainda por Cruzeiro, Santos, Inter e Brasiliense, onde encerrou a carreira, em 2005. Ainda jogou no Japão no meio dessas voltas, por Vissel Kobe e Albirex Niigata. O dinheiro da venda dele pelo Furacão foi essencial para a reforma da Arena da Baixada, na época ainda Estádio Joaquim Américo, em 1996.

Oséas recorda conquistas da Copa do Brasil por Palmeiras e Cruzeiro

Com informações do site oficial da CBF

Campeão pelo Cruzeiro, em 2000, e pelo Palmeiras em 1998 (arte CBF)

Dono de um penteado inconfundível, personalidade irreverente e de um faro privilegiado para gols decisivos, Oséas deixou sua marca na história da Copa do Brasil. O artilheiro teve a alegria de conquistar a competição mais democrática do país por duas vezes na vitoriosa carreira. Os títulos vieram, justamente, sob o imponente verde do Palmeiras, em 1998, e debaixo do reluzente azul do Cruzeiro, em 2000. Gigantes do futebol brasileiro e rivais nesta quarta-feira (12) pelas Semifinais da atual edição do torneio.

Oséas conhece como poucos o sabor de ser campeão da Copa do Brasil. O atacante fez parte de duas conquistas e garante que levantar o cobiçado troféu é uma verdadeira façanha. Em entrevista ao site da CBF, o artilheiro de Palmeiras e Cruzeiro confessou que o formato do torneio aumenta a pressão e carrega dificuldades em cada detalhe. "É uma competição muito complicada por ser mata-mata. Tinha a questão de jogar fora de casa e marcar um gol era importantíssimo. Em casa, não podia tomar gol. São detalhes que tornavam a competição tão difícil", frisou Oséas.

A primeira conquista do artilheiro veio em 1998, quando defendia as cores do Palmeiras. Na grande decisão, o Verdão teve pela frente justamente o Cruzeiro em uma reedição da final de 1996. Na ocasião, os mineiros foram superiores e saíram com o título. Dois anos mais tarde e recém-chegado à Academia, Oséas foi trazido para integrar um elenco “montado para ganhar todas as competições“. O atacante tinha a companhia de grandes jogadores como Alex, Zinho, Paulo Nunes, Roque Júnior… Uma constelação de craques preparada para ser campeã da Copa do Brasil. Conquista inédita para o clube e para Oséas. "Foi uma conquista importantíssima para mim e para o clube. Nós tínhamos uma equipe muito forte, qualificada, pronta para conquistar títulos. E não foi diferente: fomos campeões da Copa do Brasil diante do Cruzeiro".

O Palmeiras saiu atrás na decisão da Copa do Brasil de 1998. No primeiro confronto, no Mineirão, o Cruzeiro se impôs, venceu por 1 a 0 e levou para a segunda partida uma pequena vantagem. O duelo decisivo teve como palco o Morumbi. Ainda na etapa inicial, o Verdão igualou o placar agregado com um gol de Paulo Nunes. O jogo seguiu amarrado e intensamente brigado. Quando tudo indicava que uma disputa por pênaltis decidiria o campeão, o Alviverde teve uma falta a seu favor na entrada da área. Zinho se encarregou da cobrança. Oséas lembra que uma obsessão de Luiz Felipe Scolari, então técnico palmeirense, fez brilhar a estrela do artilheiro. "O Felipão sempre cobrava que se acreditasse em todas as bolas e esperasse uma possível falha do goleiro. Eu, particularmente, sempre acreditava no erro do goleiro", confessou Oséas, que relembra com exatidão o desenrolar da jogada como se tudo tivesse acontecido horas atrás.

"Eu sabia da qualidade do Zinho nas cobranças e estava garoando no dia. Ele bateu muito bem a falta, bem no canto. O Paulo Sérgio (goleiro do Cruzeiro) acabou deixando a bola escapar e eu cheguei já de bate-pronto mandando para o gol. Foi muito marcante na minha história e na conquista", destacou emocionado.

Oséas credita grande parte da conquista à regência de Felipão. O artilheiro confessou uma predileção do folclórico comandante pelas competições de mata-mata e exaltou a capacidade do treinador de conquistar o vestiário e se aproximar de todos os jogadores. Para o atacante, Felipão é o melhor técnico com quem trabalhou na carreira e fez questão de valorizar o já conhecido estilo “paizão" do treinador. Não à toa, Oséas vê o Palmeiras de 2018 nos trilhos para ser campeão como o que fez parte 20 anos antes graças ao trabalho de Scolari. "Eu sempre deixei claro que o Felipão foi o melhor treinador com quem eu trabalhei. Ele retornou ao Palmeiras de novo e está mostrando o trabalho. Temos que tirar o chapéu pelo grande profissional que ele é", comentou.

Artilheiro celeste na conquista de 2000 - Depois do título da Copa do Brasil de 1998, Oséas voltaria à decisão do torneio dois anos mais tarde, já com a camisa do Cruzeiro. Depois de uma vitoriosa passagem pelo Palmeiras, o artilheiro se transferiu para a Raposa em busca de novos desafios. Ao desembarcar em Belo Horizonte, foi recebido por centenas de torcedores cruzeirenses. No saguão do aeroporto, ouviu um pedido inusitado que traz risadas até hoje ao atacante. "Eu me recordo muito bem da minha chegada ao aeroporto em Belo Horizonte e os torcedores comentavam comigo: “você tirou meu título em 1998. Agora, tem que ser campeão aqui também!", recordou Oséas.

O pedido surtiu efeito de cara. Na Copa do Brasil de 2000, o Cruzeiro construiu uma campanha memorável e chegou à decisão sem sofrer uma derrota sequer. Oséas era um dos grandes destaques da competição e artilheiro do torneio com dez gols. Para o atacante, a artilharia é uma das grandes marcas individuais que alcançou na carreira, mas o diferencial da Raposa naquela edição do torneio mais democrático do país era o grupo. "Em 2000, o Cruzeiro montou uma equipe muito qualificada e almejando títulos. Tínhamos grande jogadores de muita qualidade: o Ricardinho, o Cléber, o André (goleiro). Era uma equipe unida por um mesmo objetivo, de ser campeão da Copa do Brasil", ressaltou.

Na grande final, o Cruzeiro de Oséas e companhia teve pela frente o São Paulo. O primeiro confronto terminou em um empate sem gols no Morumbi. A partida de volta foi disputada no Mineirão. Depois de uma etapa inicial equilibrada, o São Paulo surpreendeu os donos da casa e abriu o placar com um gol de Marcelinho Paraíba. Em desvantagem, a Raposa se lançou ao ataque e pressionou incessantemente o Tricolor. Chegou ao empate com Fábio Júnior, mas o resultado dava o título aos paulistas pela regra do gol qualificado. Oséas garante que a equipe cruzeirense não se entregou e os jogadores estavam elétricos dentro de campo. Já no apagar das luzes, o Cruzeiro teve uma falta assinalada a seu favor na entrada da área são-paulina. O jovem Geovanni se apresentou para a cobrança. Oséas lembrou com carinho dos detalhes daquele momento crucial do jogo.

"Quando tivemos a falta a nosso favor e o Geovanni chegou para bater, ficou um silêncio no estádio. Parecia ser o último lance do jogo. Nós, jogadores, ainda estávamos ligados, tínhamos aquela vibração. Lembro bem de, instantes antes da cobrança, o Müller chegou perto dele e falou: “Você vai fazer o gol, tenho certeza! Você vai fazer o gol!“. Aquela energia positiva, sabe?", recordou.

Dito e feito. A bomba de Geovanni passou por baixo da barreira e venceu Rogério Ceni, que nada pode fazer. O Mineirão explodiu em êxtase. No entanto, a partida não estava encerrada e, como o próprio Oséas busca da memória, o Cruzeiro quase foi surpreendido no lance seguinte ao apito de recomeço da partida. "Quase tomamos um gol em um lance do São Paulo, mas o André e o Clebão salvaram a gente!", exalta aos risos.

Lembrado e reverenciado por palmeirenses e cruzeirenses por ter sido decisivo em ambas as conquistas, Oséas tem plena consciência de que deixou sua marca na história da Copa do Brasil e dos clubes. O artilheiro não arriscou palpite para o confronto desta quarta, mas se declarou abençoado por ter cumprido seu papel por dois gigantes do futebol brasileiro. "Fui um privilegiado de ter sido, primeiro, campeão da Copa do Brasil com o Palmeiras e depois pelo Cruzeiro. Não tenho dúvida que foram títulos muito importantes e especiais para a minha carreira".

O famoso gol contra de Oséas em 1998

Oséas marcou um dos gols contras mais estranhos do futebol brasileiro

Estádio Cícero Pompeu de Toledo, Morumbi, São Paulo, 15 de março de 1998. Palmeiras e Corinthians fazem mais um Derby, válido pelo Campeonato Paulista daquele ano. Ainda no primeiro tempo, mais exatamente aos 8 minutos, escanteio. Bola alta na área, o centroavante do Palmeiras, Oséas, sobe sozinho, dá um lindo cabeceio e a 'redonda' morre no fundo das redes. Verdão 1 a 0? É aí que você se engana.

Quem cobrou o escanteio foi Marcelinho Carioca, meia do Corinthians, e o goleiro era Velloso, do Palmeiras. Sim, Oséas abria o marcador do Morumbi naquele clássico, só que era para o Timão, pois havia acontecido um gol contra. Um gol contra muito estranho.

Oséas sendo consolado

Não foi daqueles gols contra que a bola desvia em algum jogador e entra. Não foi aquele "auto gol" (como se fala em Portugal), onde o jogador se atrapalha e manda contra o próprio patrimônio. Oséas subiu e cabeceou como se estivesse no ataque e, é claro, ninguém, óbvio, não o marcou. Resultado: uma cabeçada forte, sem chances para Velloso.

Até hoje não se sabe o que ocorreu com Oséas naquele momento. Quando é perguntado sobre o lance, o ex-centroavante desconversa. Vale ressaltar que depois ele fez um outro gol contra pelo Cruzeiro, menos acintoso do que o do dia 15 de março de 1998. Uma coisa podemos falar: da forma que aconteceu o tento, dá para perceber que ele pensava que estava no ataque.

O famoso gol contra do centroavante

A sorte de Oséas é que o Palmeiras buscou o empate na segunda etapa, aos 37 minutos, com Cris, o que diminuiu um pouco a pressão da torcida sobre o centroavante. Ainda em 1998, ele fez o gol do título do Palmeiras na Copa do Brasil, na final contra o Cruzeiro, o que ajudou a limpar a barra dele junto aos palmeirenses. Porém, vira e mexe, alguém lembra do famoso gol contra.

O Curioso do Futebol

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