quinta-feira, 14 de maio de 2020

A boa passagem de Oséas pelo Athletico Paranaense

Por Lucas Paes


Oséas jogou dois anos no Athletico

Completando 48 anos neste dia 14 de Maio, Oséas era, enquanto jogador, mais um dos bons atacantes produzidos pelo Brasil na década de 1990. Autor de um dos gols contras mais bizarros da história, num Derby Paulistano entre Palmeiras e Corinthians, foi no Verdão que também viveu seu episódio mais feliz, quando fez o gol que levou aos pênaltis a final da Libertadores de 1999, que o Verdão venceria. Antes de acender ao Verdão, o primeiro time "famoso" que o atacante passou foi o Athletico Paranaense, que o projetou para o país.

Depois de iniciar a carreira no Galícia, e ter bom desempenho no Campeonato Sergipano pelo Maruinense e no Mineiro pelo Uberlândia, Oséas chamou a atenção do Atlético Paranaense, que o contratou para disputa da Série B de 1995 e do Campeonato Paranaense. Ali, começaria a projeção nacional da carreira do baiano, que ficaria para sempre guardado no coração da torcida atleticana.

Ao lado de Paulo Rink, que foi revelado nas categorias de base rubro-negras, o atacante rapidamente caiu nas graças do torcedor, com o jeito irreverente, as tranças no cabelo e, é claro, os gols em profusão que marcou durante a Série B de 1995. Foi essencial para levar o Furacão ao título naquele ano, o primeiro nacional da história rubro-negra e que garantiu a vaga na Série A de 1996. Seria nessa competição que ele estouraria de vez.

No ano seguinte, a despeito do caso Ivens Mendes, descoberto após o campeonato, o Furacão fez uma campanha espetacular no Brasileirão, indo até as quartas de final e sendo derrubado no duelo com o Atlético Mineiro. Ainda conseguiu uma convocação para a Seleção Brasileira graças a seu desempenho vestindo rubro-negro em 1996.


Deixou o clube em 1997, após jogos do estadual, onde o Athletico perdeu o título para o Paraná Clube. Segundo o site Ogol, ele fez 41 gols em 47 jogos pelo clube. Outras fontes citam 56 gols, mas em mais jogos, obviamente. Seu desempenho fez com que o Palmeiras pagasse 7 milhões de dólares pela contratação, um valor altíssimo para a época.

No time paulistano, viveu o melhor período da carreira. Depois do Verdão, passou no Brasil ainda por Cruzeiro, Santos, Inter e Brasiliense, onde encerrou a carreira, em 2005. Ainda jogou no Japão no meio dessas voltas, por Vissel Kobe e Albirex Niigata. O dinheiro da venda dele pelo Furacão foi essencial para a reforma da Arena da Baixada, na época ainda Estádio Joaquim Américo, em 1996.
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