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Mengálvio no Aimoré


Neste 17 de dezembro de 2019, um dos maiores meias da história do futebol brasileiro está completando 81 anos do registro do nascimento. Trata-se de Mengálvio Pedro Figueiró, que fez fama no futebol com a camisa do Santos, mas que iniciou a carreira no catarinense Barriga Verde e acabou descoberto quando estava no Aimoré.

Primeiramente, não é errado dizer que ele completa 81 anos do registro em 17 de dezembro de 2019. Mengálvio nasceu, realmente, em 17 de outubro de 1938, em Laguna, Santa Catarina, mas foi registrado mesmo por seu pai apenas dois meses depois. Filho de maestro e funcionário público, era o caçula de 11 irmãos, sendo quatro homens e sete mulheres.

Começou no futebol na equipe amadora do Barriga Verde, em sua cidade natal. Em 1958 Mengálvio servia o exército e era um dos destaques do time do batalhão onde prestava o serviço militar. O Tenente da corporação era gaúcho e quando o meia deu baixa no quartel, ele o indicou para o Clube Esportivo Aimoré, de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul.


Em sua nova equipe, Mengálvio começou a fazer sucesso. Alto e dotado de grande habilidade, chamava a atenção por errar poucos passes e ter calma quando conduzia a bola. Aliás, aquele Aimoré era um grande time. Apesar disso, acabou perdendo o torneio da Zona Metropolitana de 1959, para o Grêmio, por apenas dois pontos, mas ficando à frente do Internacional. Porém, isto acabou tirando a chance da equipe de São Leopoldo disputar o título do gauchão.

Time do Aimoré de São Leopoldo (RS) em 1958. Em pé: Marmita, Soligo, Toruca, Suly, Brandão, Mengálvio (em destaque) e Afonso. Agachados: Darci, Marino, Abílio, Fernando e Gilberto
(foto: anotandofutbol.blogspot.com)

Porém, as grandes apresentações de Megálvio pelo Aimoré chamaram tanto a atenção de todos que ele foi convocado para a Seleção Gaúcha que representaria o Brasil no Pan-Americano de futebol de 1960, que foi realizado em San José, na Costa Rica. Jogando pela primeira vez com a amarelinha, mesmo ainda atuando por um time pequeno, o meia foi o grande destaque da equipe que foi vice-campeã, perdendo o título para a Argentina.


Mas o talento de Mengálvio, mostrado no Pan de futebol chamou a atenção de vários clubes. Inicialmente pretendido pelo Corinthians e pelo Palmeiras, Mengálvio foi encaminhado ao Santos pelo empresário Arnaldo Figueiredo, que levou em conta os comentários entusiasmados do comentarista esportivo Pedro Luiz na cobertura do Torneio Pan-Americano.

Mengálvio foi apresentado aos torcedores na Vila Belmiro em março de 1960, logo após a disputa do Pan-Americano. Depois disto, virou um dos grandes jogadores da história do futebol brasileiro, sendo campeão do mundo em 1962 pela seleção e conquistando tudo o que era possível com a camisa do Santos. Jogou no Peixe até 1968, com uma rápida passagem pelo Grêmio no mesmo ano. Em 1969, foi para o Millonarios, da Colômbia, onde conquistou o Torneio Finalización e, logo em seguida, encerrou a carreira.

A primeira vez do inesquecível ataque do Santos FC

Com informações de Gabriel Santana, do Centro de Memória e Estatística do Santos FC
Foto: Arquivo Santos FC

Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe atuaram juntos pela primeira vez em 19 de abril de 1960

O dia 19 de abril de 1960 entrou para a história do futebol mundial. Em partida válida pelo Torneio Rio-São Paulo, o Santos enfrentou a Portuguesa de Desportos, no Pacaembu, e empatou em 2 a 2, depois de terminar perdendo o primeiro tempo por 1 a 0. O público mal chegou a 800 pessoas. Mas o mais importante não foi nada disso.

Naquele jogo, aparentemente sem maiores destaques, as menos de mil pessoas presente ao Pacaembu presenciaram a estreia do quinteto que formou o melhor ataque da história do futebol, conhecido como “o ataque dos sonhos”: Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

Curiosamente, nenhum dos cinco assinalou algum gol na partida. Zito e Ney Blanco, aos 20 e 22 minutos do segundo tempo, foram os responsáveis por balançar as redes do adversário, virando o jogo para o Santos, até que Odorico empatasse aos 30 minutos.

Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe começaram a partida, e Mengálvio entrou no decorrer do jogo, no lugar de Ney Blanco. O time santista, comandado pelo técnico Lula, jogou com Laércio; Feijó, Mauro e Zé Carlos; Calvet (Formiga) e Zito; Dorval, Ney (Mengálvio), Coutinho, Pelé e Pepe.

O ataque dos sonhos atuou em 97 partidas, entre o período de 1960 a1966. Juntos, os cinco craques conquistaram todos os títulos possíveis e protagonizaram espetáculos mundo afora. A última vez em que entraram em campo ocorreu em 9 de janeiro de 1966, na Costa do Marfim, quando o Santos goleou o Stad Club Abidjan por 7 a 1, com dois gols de Coutinho, dois de Pelé, dois de Pepe e um de Lima.

Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe - A primeira vez juntos

Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe: o quinteto que assombrou o mundo do futebol

Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Esta era a linha de ataque do Santos FC nos anos 60, time que assombrou o mundo, conquistou tudo o que era possível e considerado por muitos a melhor equipe da história. Aliás, falar o nome deles, nesta ordem, entra nos ouvidos dos fãs de futebol como se fosse uma música da melhor qualidade.

E o que este cinco grandes jogadores têm haver com o dia 19 de abril de 1960? Nesta data, no Estádio Municipal do Pacaembu, em São Paulo, o Peixe encarava a Portuguesa de Desportos, pelo Torneio Rio-São Paulo. Essa partida é histórica pois foi nela que jogaram juntos pela primeira vez Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, ataque esse que ficaria imortalizado no futebol mundial como sendo o “Ataque dos Sonhos”.

Também há uma outra explicação. O Santos iniciou a partida com Dorval, Ney Blanco, Coutinho, Pelé e Pepe. Na segunda etapa, Ney Blanco deu lugar a Mengálvio, escrevendo uma grande página na história do futebol mundial, fazendo com que os cinco grandes craques atuassem juntos pela primeira vez.

Os cinco novamente juntos, em 2008

Por incrível que pareça, o Santos não ganhou esta partida, que terminou com o placar de 2 a 2, e nenhum dos cinco gigantes marcaram. Nesse jogo histórico, os tentos santistas foram marcados por Zito e Ney Blanco, que deu lugar a Mengálvio durante a partida. Aliás, o Alvinegro da Vila Belmiro, dirigido por Luiz Alonso Perez, o Lula, formou com Laércio; Feijó, Mauro e Zé Carlos; Calvet (Formiga) e Zito; Dorval, Ney Blanco (Mengálvio), Coutinho, Pelé e Pepe.

A última vez em que entraram em campo juntos com a camisa santista foi no dia 09 de janeiro de 1966 na vitória por 7 a 1 diante do Stad Club Abidjan na Costa do Marfim. Esse quinteto maravilhoso jogou junto, por praticamente seis anos, em 97 partidas.

50 anos da última vez do grande ataque do Peixe

O quinteto que 'botou medo' nos adversários na década de 60

Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Esta linha de frente do Santos Futebol Clube na década de 60, que ao escalá-la soa até como música, marcou época no futebol mundial, sendo temida por todos os times ao redor do planeta. Pois neste 9 de janeiro de 2016 está completando 50 anos que estes cinco craques entraram em campo juntos.

No dia 09 de janeiro de 1966 o Santos FC, em mais uma de suas inúmeras e costumeiras viagens ao exterior, vencia a equipe do Stad Club Abidjan jogando na cidade do mesmo nome na Costa do Marfim, no continente africano pelo placar de 7 a 1 com Pelé (2), Pepe (2), Coutinho (2) e Lima marcando os tentos do Peixe sendo que um dos gols marcados pelo ponta-esquerda Pepe foi olímpico.

Foram 99 jogos com os cinco em campo juntos

O onze praiano formou com: Gilmar (Cláudio); Carlos Alberto, Mauro (Oberdan),Orlando e Geraldino; Lima e Mengálvio (Zito); Dorval, Coutinho (Toninho), Pelé e Pepe(Abel). O técnico era Luiz Alonso Perez, o Lula.

Mas, o que realmente marcou essa goleada foi o fato de que pela última vez jogavam juntos iniciando a partida, aquele que é tido como “O Ataque dos Sonhos” e é considerado pela imprensa esportiva mundial como o melhor ataque que um time de futebol já teve na história do futebol universal. O ataque inesquecível era composto por: Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, que jogaram juntos iniciando os jogos em 99 partidas conquistando 71 vitórias, empatando 09 e perdendo 19 partidas.

Eles também atuaram juntos pela Seleção Brasileira

A estreia desse quinteto iniciando a partia aconteceu no ano de 1960 no dia 21 de abril no empate em 1 a 1 diante do São Paulo pelo Torneio Rio-São Paulo no Pacaembu, com Coutinho marcando o gol santista que formou com: Laércio; Feijó, Mauro e Zé Carlos; Dalmo e Zito; Dorval (Sormani), Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe (Tite). O técnico era Luiz Alonso Perez, o Lula.

Dorval jogou 612 partidas no período de 1956 a 1967 marcando 198 gols, Mengálvio jogou 371 partidas no período de 1960 a 1969 marcando 28 gols, Coutinho jogou 457 partidas no período de 1958 a 1970 marcando 370 gols, Pelé jogou 1116 partidas no período de 1956 a 1974 marcando 1091 gols e o ponta-esquerda Pepe que jogou 750 partidas no período de 1954 a 1969 marcando 405 gols.

* Levantamento feito por Guilherme Guarche, coordenador do Centro de Memória e Estatística do Santos Futebol Clube, e publicado no site do clube com texto de André Mendes.

O Curioso do Futebol

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