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A passagem de Chilavert pelo Peñarol

 Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Peñarol

Chilavert teve uma passagem pelo Peñarol

O goleiro paraguaio José Luiz Chilavert foi talvez o primeiro grande jogador da posição conhecido por marcar gols além de evita-los. O ex-jogador, que completa 56 anos neste dia 27, atuou e fez história em diversos clubes, sendo campeão da Libertadores pelo Vélez e tendo outras passagens marcantes. Em 2003, ele teve uma passagem pelo Peñarol, do Uruguai.

Chilavert chegou no gigante aurinegro depois de ter uma passagem interessante pelo Strasbourg, no futebol francês. Chegou para ajudar a equipe uruguaia a tentar conquistar o título nacional naquela temporada, algo que não acontecia há quatro anos. Na época, apesar de estar já em final de carreira, o paraguaio ainda era um ótimo goleiro.

Ele foi peça crucial na campanha carbonera durante o torneio clausura daquele ano. Marcou quatro gols ao longo da campanha, além de evitar diversos sofridos em boas defesas, ajudando a equipe a se manter na liderança e buscar o título daquela temporada. Se tornou um ídolo da torcida, mesmo ficando pouco tempo em Montevidéu.

Durou apenas aquele campeonato no clube. Foram no total 15 jogos e quatro gols, ainda assim conseguindo ficar num lugar especial dentro do coração do torcedor carbonero por ter sido protagonista na campanha do título uruguaio daquele ano. Retornou ao Vélez, onde se aposentou em 2004, fechando seu ciclo no Fortín.


Curiosamente, após aposentar-se, Chilavert declarou que desejava ser treinador do Carbonero, quando foi fazer uma doação em uma escola da capital uruguaia. Porém, o ex-goleiro acabou não perseguindo a carreira de treinador, como planejava após aposentar-se.

Há 10 anos, Santos vencia Peñarol e era tri da Libertadores

Por Lucas Paes
Foto: Ricardo Saibun/Santos FC

Edu Dracena levanta a taça da Libertadores 2011

O dia 22 de junho será para sempre especial na memória de todo e qualquer torcedor do Santos. Há 10 anos, nesta mesma data, no relativamente recente, porém já tão distante 2011 o Alvinegro Praiano conquistava pela terceira vez a Libertadores da América. Naquela noite de quarta-feira, diante de um lotado Pacaembu, o Peixe venceu o Peñarol por 2 a 1 e fez a festa, diante de mais de 40 mil santistas que comemoraram noite adentro, além de milhões ao redor do planeta.

No primeiro jogo da decisão, Santos e Peñarol haviam ficado no zero, um resultado que deixava os comandados de Muricy dependendo apenas de si para conquistarem a América, numa situação onde os ingressos para a segunda partida já estavam esgotados uma semana antes do "pleito decisivo" da Libertadores.


A verdade é que, com um time muito melhor, os santistas foram pra cima desde o início. A primeira chance de mais perigo veio com uma cabeçada de Durval, logo aos três minutos. Aos oito, Sosa buscou um chute de longe de Elano que inclusive já iria para fora. Na única chance que assustou mais, o Peñarol aos 11' teve um chute meio bizarro de Mier que desviou em Maidana, mas não achou Martinuccio em boa posição para finalizar. Dominando o jogo, o time de Vila Belmiro chegava muito e quase marcou em uma cobrança de falta de Elano em que Sosa fez uma defesaça.

A melhor chance santista na primeira etapa veio aos 43', quando num lance onde a defesa uruguaia bateu cabeça, a bola sobrou para Zé Eduardo e Léo entrarem na área e o lateral esquerdo chutou para fora. Caso tivesse um pouco mais de calma, o ídolo alvinegro poderia ter observado Neymar sozinho. Ainda deu tempo de Durval cabecear com perigo após um escanteio, mas a primeira etapa terminou mesmo sem gols, deixando todo o drama, ou então a felicidade para o segundo tempo.

A etapa final, porém, começou como todo mundo sonhava. Numa linda combinação entre Ganso e Arouca, o volante santista arrancou e achou Neymar que bateu de primeira, não tão bem, mas Sosa aceitou. Festa no Pacaembu. A partir do gol, o time alvinegro partiu para cima. O segundo veio quase que como uma consequência natural. Numa jogada bonita, Danilo avançou e chutou com muita precisão com o pé esquerdo, ampliando o placar e deixando o título nas mãos do Santos. Os uruguaios quase não ofereciam perigo e o gol veio até de uma maneira bizarra, quando Estoyanoff recebeu pela ponta e cruzou despretensiosamente no meio numa bola que não oferecia perigo nenhum, mas Durval desviou contra o gol santista. 


Pois o gol de nada serviu ao time uruguaio. Os carboneros sequer ofereciam perigo ao Santos, que seguia dominando. Aos 37', Ganso e Zé Eduardo conseguiram combinar para um dos maiores gols perdidos da década, numa jogada linda de Neymar. Aos 44', em um lindo contra ataque, Neymar tentou cavar contra Sosa, a bola bateu na trave e na volta, para se fazer uma tardia justiça com Zé Eduardo, o camisa 20 faria o gol se o arqueiro do time uruguaio não se recuperasse de maneira espetacular e fizesse uma defesaça. Não fez falta, o placar de 2 a 1 era suficiente para o título, ainda que não ditasse o que foi o jogo.

Era a consagração de uma geração vitoriosa no Santos. Ganso, Arouca, Danilo, Alexsandro, Rafael, e, é claro, Neymar, conquistavam depois de quase 50 anos o título mais cobiçado do continente. O Pacaembu testemunhou uma enorme festa desde o apito final até horas que invadiram a madrugada, num dia que nenhum torcedor, incluindo é claro este que vos escreve, esquecerá. O Santos, para sempre, era tricampeão da América. Mas, Léo, na boa, o Barcelona era sim tudo isso, eterno guerreiro da Vila Belmiro. Não importava, naquela noite era permitido sonhar, era permitido chorar, cantar, gritar, a história estava, está, estará escrita para a eternidade. 

Mazurkiewicz - Uma das grandes lendas do Peñarol

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Marzukiewicz foi uma lenda carbonera

O futebol uruguaio é, sempre foi e sempre será um enorme celeiro de lendas do futebol sul-americano e mundial. Desde Schiaffino até Suaréz, desde Gigghia até Cavani, a Celeste Olímpica já foi responsável por episódios marcantes na história do futebol mundial. Debaixo das traves, um dos grandes nomes que os uruguaios trouxeram ao mundo do futebol foi o goleiro Ladislao Mazurkiewicz, que muito além do quase gol de Pelé, foi uma lenda da posição em suas passagens pelo Peñarol, uma lenda que nos deixou para a eternidade há exatos oito anos.

Mazurkiewicz nasceu em 1945 e chegou muito novo ao Racing, de Montevidéu, onde fez a maior parte de sua trajetória na base e se profissionalizou. Quando chegou ao Peñarol, já em 1965, aterrissou em um clube que já era um protagonista e "patrão" do futebol sul-americano. Demorou muito a tomar o posto de Maidana como titular do gol aurinegro. Em uma era de ouro para o gigante clube amarelo e preto de Montevidéu, Mazur só foi assumir a titularidade em uma verdadeira fogueira, num duelo contra o Santos, de Pelé, na Libertadores de 1965. Naquele terceiro duelo que definiria o finalista da Libertadores, Ladislao não sentiu o confronto e fez uma partidaça diante do Peixe, ajudando o Manya à chegar a final.

Se faltava altura, o Chiquito compensava na qualidade e na inteligência técnica. Dono de uma qualidade absurda, o goleiro foi crucial na conquista da Copa Libertadores de 1966, onde fez uma partidaça no jogo decisivo diante do River Plate, na final, em Santiago, evitando os gols millonarios e vendo os aurinegros marcarem no ataque e garantirem mais um título de "La Copa" para o titã uruguaio, que era um verdadeiro colosso do futebol sul-americano e mundial naquela época. Ainda naquele ano, foi crucial na conquista do Mundial diante do Real Madrid, depois de uma boa Copa do Mundo pelo Uruguai.


Depois de mais alguns anos produtivos pelo Penãrol, onde era considerado um dos melhores goleiros do mundo, foi o melhor arqueiro da Copa do Mundo de 1970, quando ajudou a levar a Celeste Olímpica até as semifinais. Teve um marcante lance com Pelé, onde o Rei do Futebol driblou Mazurka e perdeu o gol. O Uruguai terminou na quarta colocação, mas o baixinho goleiro foi considerado o melhor de sua posição ao longo da Copa. No ano seguinte, saiu do Peñarol rumo ao Atlético Mineiro.

Retornou ao clube por mais três vezes, nos anos de 1976, 1980 e 1981, quando encerrou sua trajetória dentro das quatro linhas. Na última passagem, já começava a abrir caminho para outros grandes goleiros como Rodolfo Rodriguez. Pelos aurinegros, conquistou sete títulos, entre nacionais e internacionais. Encerrou sua trajetória no futebol justamente no Campeón del Siglo. Ainda foi treinador do clube nos anos 1980. Em 2013, deixou o nosso plano para jogar no time dos eternos, aos 67 anos, marcando para sempre a história do Peñarol e do futebol sul-americano e mundial.

O Curioso do Futebol

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