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O início de Ladislao Mazurkiewicz no Racing Montevideo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Ladislao Mazurkiewicz iniciou sua carreira no Racing de Montevideo

Nascido em Piriápolis, cidade banhada pelo Rio da Prata, no Uruguai, Ladislao Mazurkiewicz Iglesias, popularmente conhecido por Mazurkiewicz ou alguns apelidos, estaria completando 77 anos de idades nesta segunda-feira se estivesse vivo. Por esse motivo, vamos relembrar o início do goleiro no Racing Club de Montevideo.

Mazurkiewicz era filho de pai polonês, que chegou no Uruguai como refugiado após tropas nazistas invadirem a Polônia, e de mãe espanhola. Por conta de seu nome ser difícil de se pronunciar na América do Sul, ele passou a ser chamado de El Polaco, Chiqiuito ou Mazurka. Foi descoberto trabalhando com apenas 13 anos de idade em uma oficina mecânica de Montevideo por Carlos Bruguera, que era dirigente do Racing e um cliente da oficina. Algum belo dia, o jovem foi levado ao clube.

Apareceu pela primeira vez em um jogo que o goleiro titular faltou, e Mazurka foi chamado para jogar atuar debaixo das balizas. Depois da partida, ele foi chamado para defender alguns pênaltis após a partida por conta da atuação. Sua altura não foi levada em consideração. Os jogos eram realizados com bola pesada, mas esse fato fez com que o goleiro se beneficiasse cada vez mais. Quando finalmente vivia  uma vida de adulto, alcançou 1,79m de altura, algo que era considerado baixo para um goleiro, mas demonstrava muita impulsão debaixo das três traves e raramente dava rebotes aos adversários, além de ter  uma boa reposição.

Foi contratado pelo Racing, que logo o colocou na equipe principal. Debutou no time profissional em 1964, mesmo ano em que foi campeão sul-americano sub-20 com a seleção do Uruguai, sendo o único jogador do clube da capital nacional a ser convocado. Seu vínculo com o Racing se encerrou a sua coleção de boas atuação no torneio continental de base. Este fato fez o Peñarol se interessar pelo goleiro que acabou sendo contratado na temporada seguinte.


Após passar pelo clube preto e amarelo de Montevideo, veio para o Brasil, onde defendeu o Atlético-MG. Depois rodou por equipe como Granada, Pelotas, América de Cali e Cobreloa, além de outras passagens pelo Peñarol neste período.

Ladislao Mazurkiewicz veio a falecer em um hospital de Montevideo na madrugada do dia 2 de janeiro de 2013. Mazurka acabou tendo problemas respiratórios e renais.

Mazurkiewicz - Uma das grandes lendas do Peñarol

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Marzukiewicz foi uma lenda carbonera

O futebol uruguaio é, sempre foi e sempre será um enorme celeiro de lendas do futebol sul-americano e mundial. Desde Schiaffino até Suaréz, desde Gigghia até Cavani, a Celeste Olímpica já foi responsável por episódios marcantes na história do futebol mundial. Debaixo das traves, um dos grandes nomes que os uruguaios trouxeram ao mundo do futebol foi o goleiro Ladislao Mazurkiewicz, que muito além do quase gol de Pelé, foi uma lenda da posição em suas passagens pelo Peñarol, uma lenda que nos deixou para a eternidade há exatos oito anos.

Mazurkiewicz nasceu em 1945 e chegou muito novo ao Racing, de Montevidéu, onde fez a maior parte de sua trajetória na base e se profissionalizou. Quando chegou ao Peñarol, já em 1965, aterrissou em um clube que já era um protagonista e "patrão" do futebol sul-americano. Demorou muito a tomar o posto de Maidana como titular do gol aurinegro. Em uma era de ouro para o gigante clube amarelo e preto de Montevidéu, Mazur só foi assumir a titularidade em uma verdadeira fogueira, num duelo contra o Santos, de Pelé, na Libertadores de 1965. Naquele terceiro duelo que definiria o finalista da Libertadores, Ladislao não sentiu o confronto e fez uma partidaça diante do Peixe, ajudando o Manya à chegar a final.

Se faltava altura, o Chiquito compensava na qualidade e na inteligência técnica. Dono de uma qualidade absurda, o goleiro foi crucial na conquista da Copa Libertadores de 1966, onde fez uma partidaça no jogo decisivo diante do River Plate, na final, em Santiago, evitando os gols millonarios e vendo os aurinegros marcarem no ataque e garantirem mais um título de "La Copa" para o titã uruguaio, que era um verdadeiro colosso do futebol sul-americano e mundial naquela época. Ainda naquele ano, foi crucial na conquista do Mundial diante do Real Madrid, depois de uma boa Copa do Mundo pelo Uruguai.


Depois de mais alguns anos produtivos pelo Penãrol, onde era considerado um dos melhores goleiros do mundo, foi o melhor arqueiro da Copa do Mundo de 1970, quando ajudou a levar a Celeste Olímpica até as semifinais. Teve um marcante lance com Pelé, onde o Rei do Futebol driblou Mazurka e perdeu o gol. O Uruguai terminou na quarta colocação, mas o baixinho goleiro foi considerado o melhor de sua posição ao longo da Copa. No ano seguinte, saiu do Peñarol rumo ao Atlético Mineiro.

Retornou ao clube por mais três vezes, nos anos de 1976, 1980 e 1981, quando encerrou sua trajetória dentro das quatro linhas. Na última passagem, já começava a abrir caminho para outros grandes goleiros como Rodolfo Rodriguez. Pelos aurinegros, conquistou sete títulos, entre nacionais e internacionais. Encerrou sua trajetória no futebol justamente no Campeón del Siglo. Ainda foi treinador do clube nos anos 1980. Em 2013, deixou o nosso plano para jogar no time dos eternos, aos 67 anos, marcando para sempre a história do Peñarol e do futebol sul-americano e mundial.

O Curioso do Futebol

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