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Tomas Brolin e sua passagem pelo Leeds United

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Tomas teve uma trajetória discreta no Leeds

O ex-meia atacante sueco Per Tomas Brolin, popularmente conhecido apenas como Tomas Brolin, celebra o seu 56 aniversário nesta quarta-feira, dia 29 de novembro de 2023. Ao longo de sua carreira profissional, o atleta nórdico teve uma passagem não muito memorável pelo futebol inglês, vestindo a camisa do Leeds United na segunda metade da década de 90.

Sua chegada a Inglaterra aconteceu em 1995, depois que o jogador já colecionava passagens por três clubes suecos, sendo eles o Näsvikens IK, o Sundsvall e o IFK Norrköping, além de um time italiano: o Parma. Inclusive, nos Ducali sofreu uma grave lesão que acabou o impedindo de voltar a jogar em alto nível como antes.

Apesar de apresentar um pouco mais de condições de jogar, não conseguiu ter uma boa trajetória em solo britânico. Isso porque, além de diversos problemas físicos, também se desentendeu com o técnico Howard Wilkinson, e com isso, não teve espaço no time. 

Esta série de fatores fizeram com que a diretoria do Leeds o colocasse a lista de transferências e ele acabou indo para o FC Zürich já que ninguém se habilitou para contratá-lo. Mesmo com seu insucesso na Suíça, George Graham, que assumiu o cargo técnico do Leeds United, solicitou o retorno de Brolin, porém o sueco recusou.


De acordo com o site ogol.com, Tomas disputou 22 partidas e marcou quatro gols pelos Whites. Após encerrar seu vínculos com a equipe inglesa anda tornou a defender o Parma e também jogou no Crystal Palace, antes de se aposentar em 1998, no Hudiksvalls ABK, da Suécia.

A história de Harry Kewell com o Leeds United

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Kewell no Leeds

O Leeds United foi durante boa parte de sua história uma das forças mais significativas do futebol inglês. Os Whites chegaram a ser vice-campeões europeus e possuem alguns títulos do Campeonato Inglês em seu currículo, inclusive o último da antiga Football League em 1992. Nos anos 2000, o time teve um grande momento, que coincidiu com o ótimo início de carreira do ótimo Harry Kewell, que começou no clube e completa seus 45 anos neste dia 22 de setembro. 

Kewell nasceu em Sydney e acabou sendo chamado para testes no Leeds United aos 15 anos, depois de uma passagem boa pelo país com o time sub-14 do do Marconi Stallions. Seu pai tinha descendência inglesa, o que ajudou na questão da retirada do visto de permanência na Terra da (na época) Rainha para o jovem australiano. Foi avançando na equipe de base até estrear numa vitória diante do Southampton, em fevereiro de 1996.

Ainda rodando pelas equipes de base, onde inclusive ganha a FA Youth Coup de 1997, passou a ganhar mais tempo de jogo na temporada 1997/1998, quando inclusive marcou seu primeiro gol, em um jogo diante do Newcastle. Nos anos seguintes, seria o grande destaque da equipe na parte ofensiva. Na temporada 1999/2000, foi um dos grandes nomes do time que avançou até as semifinais da Copa da UEFA, além de terminar em terceiro na Premier League. Foi sua melhor temporada individualmente, quando marcou 17 gols ao longo do ano.

No biênio 2000/2001, foi muito atrapalhado por lesões no ano em que o Leeds fez uma campanha histórica na Liga dos Campeões, caindo nas semifinais para o vice-campeão Valencia. A partir dali, Kewell sofreria com vários problemas de lesão ao longo da carreira, apesar dos brilhantes momentos que viveu entre esses períodos. Nesse meio tempo, também brilhava na Seleção Australiana.


Suas duas últimas temporadas pelos Whites foram muito boas, sempre sendo um dos destaques do time dentro de campo. Depois de mais um biênio sensacional, com 16 gols na temporada 2002/2003, o Leeds não conseguiu mais segurar sua grande estrela. Com o clube já começando a enfrentar problemas financeiros, Kewell acabou negociado com o Liverpool, opção do jogador devido ao fato de torcer para os Reds na infância. 

No total, Kewell atuou em 242 partidas com a camisa do Leeds United, marcando 63 gols. Acabou não conquistando nenhum título pela equipe. Ele esteve em atividade até 2014, quando pendurou as chuteiras atuando pelo Melbourne City, do futebol australiano, aos 37 anos de idade. Atualmente, é auxiliar-técnico de Brendan Rodgers no Celtic, da Escócia. 

Maldito Futebol Clube - Um filme baseado em uma história real do Leeds United


Maldito Futebol Clube (The Damned United no original) é um filme britânico de 2009. Baseado no livro The Damned Utd, um best seller de David Peace no Reino Unido, foi dirigido por Tom Hooper com roteiro de Peter Morgan e protagonizado por Michael Sheen.

O filme narra a história de, nada mais nada menos, que um dos técnicos mais idolatrados da Inglaterra. O ator Michael Sheen se passa pelo técnico Brian Clough, que fez história sendo bicampeão da Champions League com o modesto Nottingham Forest.

Porém, a narrativa passa bem longe dos momentos glamourosos da carreira do treinador, já que se passa no início dos anos 70, quando Brian chegava ao Leeds United. Apesar de sua antipatia pelo gigante Leeds United, ele resolve aceitar o cargo e mudar de time.

Com uma personalidade forte, Clough não gostava do comportamento dos jogadores e criticava o técnico anterior. A dificuldade para implantar a sua filosofia trouxeram dificuldades e ele se manteve durante apenas 44 dias no cargo. A história, segundo especialistas, é um dos melhores filmes quando se trata da temática futebol.


Ficha Técnica

Direção: Tom Hooper
Ano: 2009
Elenco: Michael Sheen, Timothy Spall, Colm Meaney
Disponível para compra/aluguel: Youtube

As aventuras do Leeds United na Liga dos Campeões

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Este texto iniciará uma série de um texto por dia sobre algumas surpreendentes e históricas campanhas na Liga dos Campeões da Europa, que terá sua decisão no dia 29 e pode ter um campeão inédito com o Manchester City

Time do Leeds United de 1975

O Leeds United terminou neste domingo sua campanha na volta a Premier League com um honroso nono lugar na classificação, sob a batuta do Loco Bielsa. A posição não vai necessariamente significar uma competição europeia para os Whites, mas marcou para uma volta a competição depois de 17 anos. Porém, por duas vezes, o time foi muito longe na Liga dos Campeões da Europa, particularmente em 1975 e 2001.

A primeira grande aventura do Leeds United na Liga dos Campeões veio em 1970. Sob a batuta do histórico Don Revie, treinador da era mais bem sucedida do clube. Depois de ganhar seu primeiro título nacional, os Peacocks começaram a campanha mandando um 10 a 0 no Lyn, da Noruega, completando o agregado com outra goleada por 6 a 0. Na fase seguinte, foram duas vitórias tranquilas contra o Ferencváros por 3 a 0.

A campanha seguiu com partidas mais complicadas à partir das quartas, a classificação veio conra o Standard de Liege com duas vitórias simples por 1 a 0, na Bélgica e em Leeds. Só na semifinal que o fortíssimo Celtic, campeão três anos antes parou o Leeds, com uma vitória em pleno Elliand Road por 1 a 0 seguida por outra por 2 a 1, de virada, no Hampdem Park. O artilheiro da competição veio dos Whites, o ótimo Mick Jones, lenda do clube, autor de 8 gols.

Na temporada 1973/1974 veio outra conquista do título inglês, depois de batidas na trave nos anos anteriores, destronando um já forte Liverpool. Forte, o Leeds veio para a Liga dos Campeões com boa chance. A campanha dessa vez começou menos tranquila, com uma vitória por 3 a 1 sobre o Zurich em casa que quase se tornou uma eliminação com uma derrota por 2 a 1 fora. Nas oitavas, diante dos húngaros do Ujpest, duas vitórias, por 2 a 1, na Hungria e 3 a 0 em Elliand Road garantiram a vaga nas quartas.

Curiosamente, a medida que a competição afunilava, os comandados de Don Revie pareciam crescer na competição. Nas quartas, vitórias por 3 a 0 e 1 a 0 sobre o Anderlecht, em Elliand Road e na Bélgica, respectivamente. Nas semifinais, num jogo complicadíssimo, o Leeds bateu o Barcelona por 3 a 2 em Elliand Road e abriu uma vantagem crucial para a volta, no Camp Nou, onde o gol de Loringer no comecinho praticamente garantiu a vaga na final, apesar dos Culés empatarem no finalzinho. Na final, porém, os Whites não foram páreo para o Bayern, que venceu por 2 a 0, impedindo um histórico título e continuando uma dinastia dos bávaros.

Depois disso, o Leeds até voltou a jogar a Liga dos Campeões em 1992, depois de ser campeão inglês pela terceira e última vez, mas parou muito cedo. Em 2000, a equipe fez novamente uma ótima campanha, dessa vez na era Premier League, ficando no terceiro lugar e se classificando para a Liga dos Campeões. Seria uma última surpresa do clube antes do caos vivido durante boa parte dos anos 2000 e 2010 e só recuperado nos últimos tempos.


Na temporada 2000/2001, o Leeds somava em seu elenco nomes bons e consagrados no clube, como Martyn, Woodgate e Bridges com nomes jovens como um tal de Rio Ferdinand. A campanha europeia começou com uma classificação pra cima do tradicional 1860 Munich nas preeliminares, com duas vitórias apertadas por 2 a 1 e 1 a 0. Na fase de grupos, veio uma chave complicada com Milan, Barcelona e Besiktas, porém os Whites surpreenderam e passaram com 9 pontos e apenas uma derrota, para o Barça, no Camp Nou. Na segunda fase de grupos, outra classificação concreta com 10 pontos, atrás apenas dos Galácticos.

No mata-mata, nas quartas, veio um jogo complicadíssimo contra o Deportivo La Coruña, mas o Elliand Road, num ambiente sempre complicado para o visitante, ajudou o Leeds a vencer por 3 a 0. Na volta, o placar de 2 a 0 para os espanhóis não bastou e a classificação para as semifinais veio. O adversário foi o Valencia, que, diferente do La Coruña, segurou o zero em Elliand Road e em Mestalla fez 3 a 0, encerrando o sonho europeu. Desde então, a fanática torcida dos Whites espera outra campanha na Liga dos Campeões.

A passagem de Cantona pelo Leeds United

Por Lucas Paes
Foto: Getty Images

Cantona atuou pelo Leeds em 1992

Erick Cantona é uma das figuras mais reelevantes da história do futebol europeu. Dono de diversos partidaços em sua carreira, com idolatria enorme da torcida do Manchester United e protagonista de um dos momentos mais inusitados e marcantes da história do futebol, quando deu uma voadora num torcedor fazendo a saudação nazista em Old Trafford, o ex-atacante completa 54 anos neste dia 24 de maio. Em 1992, teve uma passagem marcante pelo Leeeds United.

A história de Cantona com o Leeds começa de maneira bastante curiosa. Marcado por problemas disciplinares na carreira, tinha anunciado, após uma suspensão quando jogava pelo Nimes, em 1991, uma aposentadoria precoce do futebol profissional. A decisão acabou sendo mudada devido a muitas conversas envolvendo Michel Platini, Gerard Houlier e psicólogos. Naquele momento, chegou a haver uma tentativa de negociação com Graeme Souness para levar Cantona ao Liverpool, mas a ideia não deu certo.


Chegou a fazer um período de testes no Sheffield Wednesday, mas se irritou com a demora para definição da situação contratual e então decidiu fechar com o Leeds United. Chegou aos Whites em fevereiro de 1992 e acaba jogando na temporada que deu o último título inglês ao clube (1991/1992), numa disputa onde o Leeds já vinha forte na competição. Esta foi o último campeonato da terra da rainha antes da Premier League. Sua presença deu um brilho maior ao título, mas foi na temporada 1992/1993, a primeira da Premier League, que ele jogou mais.

Cantona começa a marcar seu nome no Leeds justamente na Supercopa da Inglaterra, quando marca três vezes na vitória por 4 a 3 diante do Liverpool. Ele acabou também fazendo história quando marca três vezes diante do Tottenham, num jogo que lhe valeu a marca de ser o primeiro jogador a marcar um hat-trick na história da Premier League. Porém, as rusgas com a diretoria acabaram afetando sua relação com o clube e ele foi negociado com o Manchester United no final de 1992. No total, foram 35 jogos e 14 gols pelos Peacocks.


Último clube de Cantona, o United seria onde faria mais história, por assim dizer, já que viraria ídolo da torcida Red Devil. Ao pendurar as chuteiras, o francês investiu em diversas carreiras, como de ator e também foi treinador da Seleção Francesa de futebol de areia, campeã mundial de 2005, num ano em que ele também esteve em campo pela equipe. A mais recente história pitoresca do francês foi em seu curioso, no mínimo, discurso no sorteio dos grupos da Liga dos Campeões da UEFA.

O Curioso do Futebol

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