Mostrando postagens com marcador La Paz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador La Paz. Mostrar todas as postagens

The Strongest e Bolívar fazem clássico alucinante pelo Clausura do Campeonato Boliviano

Com informações do Los Tiempos
Foto: APG

Houve confusão no fim da partida

Em um clássico impróprio para os fracos de coração, o The Strongest não conseguiu manter a vantagem de 3 a 0 e acabou empatando em 4 a 4 com o Bolívar, em jogo pela 22.ª jornada do Campeonato Clausura. A partida, realizada na quarta-feira, dia 12, no Estádio Hernando Siles, teve quatro expulsos.

Na partida, Bolívar foi o mais incisivo no ataque para abrir o placar o mais rápido possível, mas faltou eficácia contra Guillermo Viscarra, que defendeu tudo. O goleiro do Tigre desviou primeiro um cabeceamento de César Martins (aos 12') com os dedos. Cinco minutos depois, evitou o gol de Javier Uzeda (17') após um chute da pequena área.

Quando parecia que Bolívar abriria o placar a qualquer momento, veio o gol de The Strongest, que fez 1 a 0 em sua primeira entrada arriscada no gol de Rubén Cordano. A cobrança de falta de Fernando Saucedo foi recebida por Ismael Benegas, que surpreendeu Rubén Cordano (31') com um cabeceamento.

Quatro minutos depois, César Martins derrubou Enrique Triverio na área e o juiz Gaad Flores não hesitou em sancionar a infração com a pena máxima. Foi Michael Ortega quem, aos 38', converteu a grande penalidade em 2 a 0.

No segundo tempo, The Strongest ampliou a vantagem para 3 a 0 com um gol de Saúl Torres, que rematou da beira da meia-lua que escorregou no canto superior esquerdo do gol de Rubén Cordano (10'). Quando parecia que The Strongest venceria o clássico sem maiores inconvenientes, o desconto de Bolívar chegou, aos 14', com um cruzamento de Patricio Rodríguez, que escorregou ao lado do poste esquerdo.

O The Strongest queria fechar o clássico e começou a retirar suas linhas para cuidar do resultado, mas nunca acreditou que Bolívar acordaria e viraria o jogo. O 3-2 chegou aos 40' com golo de Moisés Villarroel, que resgatou uma bola na pequena área, após ressalto de Viscarra.

Quatro minutos depois, um cruzamento de falta de Leonel Justiniano foi penteado por César Martins e surpreendeu o guarda-redes, fazendo o 3 a 3, aos 44'. Patricio Rodríguez silenciou todos os adeptos das listras de tigre em Hernando Siles quando aos 52' marcou o 3 a 4, de cabeça.

Quando as Celestes já comemoravam a vitória, aos 57', uma mão na bola de Roberto Fernández na área foi sancionada com pênalti, que aos 64' Enrique Trivero converteu no gol do empate final, 4 a 4. Jair Reinoso e Ismael Benegas em The Strongest; Gabriel Villamil e Francisco da Costa viram o cartão vermelho ontem, após os incidentes de violência que foram registrados nos últimos minutos do clássico.


Perto do fim do campeonato, o Tigre conseguiu quatro pontos de vantagem sobre o Always Ready e seis sobre o Bolívar, mas quis fechar a partida muito cedo e acabou resgatando um empate que lhe permitiu seguir na liderança do Clausura com 50 pontos, mas a diferença foi reduzida para 2 sobre o Milionário (48) e 3 com a Academia (47). Com os resultados de ontem, a luta pelo título do Clausura continua entre três equipes: The Strongest, Always Ready e Bolívar.

Na altitude, Brasil joga bem e goleia a Bolívia pelas Eliminatórias

Por Lucas Paes
Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Paquetá marcou o primeiro do Brasil

Nem a absurda altitude de La Paz foi capaz de parar o Brasil de Tite. Jogando no Hernando Siles, a Seleção Brasileira não tomou conhecimento da Bolívia e venceu tranquilamente por 4 a 0, em jogo disputado na noite desta terça, dia 29. Foi um encerramento, pelo menos por enquanto, perfeito para a campanha inquestionável dos Canarinhos rumo a Copa do Mundo do Catar em 2022. Os brasileiros chegarão como favoritos e não há como questionar isso.  

O Brasil vem de goleada por 4 a 0 em cima do Chile, em mais uma partida espetacular do time de Tite, jogando no Maracanã, no último meio de semana. Já a Bolívia vem de derrota para a Colômbia jogando fora de casa, tendo terminado o jogo derrotada pelo placar de 3 a 0, também no último meio de semana.

O jogo começou mais travado, porém as primeiras oportunidades foram brasileiras. Aos 20', Vaca chutou para boa defesa de Alisson na primeira da Bolívia. Três minutos depois, Paquetá aproveitou jogada de Bruno Guimarães e abriu o placar. Depois do gol, os Canarinhos tentaram por diversas vezes em chutes de longe, parecendo tentar aproveitar os chutes de longe. Aos 29', Dani Alves chutou para boa defesa do goleiro. O time de Tite dominou e administrou o jogo, mas viu a Bolívia quase marcar aos 43', com Villaroel, parando em duas defesas de Alisson. Na sequência, Antony chutou, a bola desviou e Richarlison marcou o segundo gol, fechando o primeiro tempo em 2 a 0. 

Na etapa final, quem voltou criando foi a Bolívia, numa cabeçada perigosa de Marcelo Moreno que Alisson defendeu. Aos 6', Dani Alves respondeu num chute que quase surpreendeu Cordano. Aos 7', Alisson evitou o gol verdalogo num chute de Vaca desviado por Marquinhos. Aos poucos, o time brasileiro foi tomando o controle do jogo e novamente tendo mais o protagonismo das ações, até que aos 20', o time de Tite pressionou, Martinelli robou a bola, disputou, ela sobrou com Paquetá, que lançou para Bruno Guimarães marcar um lindo gol num chute de primeira. 

Os Canarinhos seguiram em cima, com duas chances de Martinelli, primeiro ele parou em boa defesa de Vaca. Depois, fez lindo lance na área e só não marcou um épico porque a bola caprichosamente passou ao lado. A Bolívia respondeu com Vaca perdendo uma chance inacreditável em frente à Alisson. O Brasil seguia muito melhor apesar das subidas bolivianas e criava chances praticamente como se tomasse água. Já nos acréscimos, o Brasil chegou ao quarto, num chute cruzado de Rodrigo que o goleiro não tirou e Richarlisson mandou mais uma para as redes, fechando a goleada em 4 a 0. Martinelli ainda quase fez o quinto no fim, mas o placar ficou em 4 a 0 mesmo.


Agora, o Brasil aguarda a definição de seus adversários na Copa do Mundo de 2022 no sorteio dos grupos, que ocorrerá no dia primeiro de Abril, sexta-feira. Além disso, ainda há a pendência do jogo que não foi realizado contra a Argentina, que segue aguardando definições sobre quando (e se) será jogado. Já a Bolívia, que não irá ao Catar, ainda não tem nenhum amistoso marcado para as próximas datas FIFA e se despede na vice-lanterna das eliminatórias da América do Sul, com 15 pontos ganhos.

Santos perde para Strongest em La Paz e se complica na Libertadores

Por Lucas Paes
Foto: Ivan Storti/SFC

O Santos perdeu em La Paz

A situação do Santos na Libertadores se complicou. O Alvinegro Praiano perdeu para o Strongest por 2 a 1, na noite desta terça, dia 18, no Estádio Hernando Siles, em La Paz e se complicou para conseguir a classificação na competição. Agora, o Alvinegro Praiano não mais depende só de si para se classificar e aguarda o resultado de quinta-feira para fazer suas contas. Terá, de qualquer jeito, que vencer o Barcelona em Guayaquil.

Com a semana livre devido a eliminação no Paulistão, o Santos vinha da vitória contra o Boca pela Libertadores, na Vila Belmiro, pelo placar mínimo. O Strongest também teve semana livre e vem da vitória contra o Barcelona, por 2 a 0, pela Libertadores.


O Santos não começou bem o jogo. Além de uma boa chance num ataque rápido com Kaio Jorge, o Peixe pouco fez e viu o Strongest chegar com mais perigo. Aos 9', Blackburn não chegou numa bola onde Reinoso cabeceou pro meio. Aos 15', o time boliviano pulou na frente com Reinoso, que aproveitou passe de Blackburn, após ele pegar o rebote de uma defesaça de João Paulo. A reação santista veio numa bela cobrança de falta de Jean Mota que Vaca pegou. Pouco depois, porém, João Paulo fez outra boa defesa para evitar gol de Reinoso.

Sem conseguir reagir, o Peixe levou o segundo aos 22', quando Willy pegou sozinho dentro da área após ajeitada de cabeça. Pouco depois do gol, porém, Castillo, que já tinha amarelo, foi expulso após falta violenta em Jean Mota. A partir daí, o Santos pressionou, com Pirani e Jean Mota obrigando Vaca a trabalhar. No meio destes lances, aos 39', Kaio Jorge teve a melhor chance santista, mas a cabeçada do atacante saiu caprichosamente ao lado do gol. A primeira etapa terminou em um preocupante 2 a 0 para o Strongest.


Na etapa final, o Santos voltou tentando pressionar e Kaio Jorge perdeu ótima chance de cabeça, aos 7 minutos. Mais com a bola, o alvinegro atacava. Aos 20', o primeiro gol santista veio com Felipe Jonathan, que acertou um torpedo numa sobra de escanteio. Pouco depois do gol, o Strongest teve, curiosamente, um reserva expulso. A partir do gol, o jogo ficou mais tenso e a melhor chance do Santos foi com Alisson, aos 30'. Aos 39', Arrascaita quase marcou para o time boliviano, mas João Paulo pegou bem. Aos 42', Sagredo quase marcou um golaço de muito longe, mas ela bateu na trave. Sem conseguir reagir, os santistas acabaram mesmo derrotados

O Santos terá novamente uma semana livre, voltando a campo na próxima terça-feira, para o decisivo jogo diante do Barcelona, em Guayaquil, na quarta-feira, as 21 horas. O Strongest, por sua vez, joga pelo Campeonato Boliviano no sábado, dia 18, às 19h15, contra o Guabirá, em casa.

Na Bolívia o futebol é jogado nas alturas, literalmente, para o sufoco dos adversários

Por Lula Terras

Estádio Hernando Siles, em La Paz

Um dos tabus que ainda se mantém vivo no futebol, apesar da ciência já ter evoluindo muito é a interferência que as grandes altitudes provocam no organismo dos atletas das equipes que enfrentam os times locais. A maioria das reações provocadas pela altitude no corpo é causada pelo fenômeno da hipóxia, que é a falta de oxigênio no organismo, situação que poderia ser neutralizada, caso os atletas ficassem cerca de 30 dias, no local, se aclimatando com a nova altitude. Esse recurso é praticamente impraticável, devido à logística ser muito custosa, e para amenizar, algumas alternativas são utilizadas pelos clubes visitantes. A mais utilizada é chegar, alguns instantes antes da partida, já que as reações mais agudas se manifestam, cerca de 120 minutos, depois de o corpo chegar nesta altitude.

Esse problema ganha mais destaque, geralmente durante a Copa América, quando as demais seleções participantes se vêm obrigadas a jogar em La Paz, na altitude de 3.660 metros acima do mar, para enfrentar a Bolívia, pais sem muita tradição no futebol mundial, e que conta com apenas três participações em Copas do Mundo, em 1930, no Uruguai; 1950, no Brasil, e na de 1994, nos Estados Unidos.

Também, no Peru, existe problema semelhante, onde o Club Sportivo Cienciano, enfrenta seus adversários em competições continentais, como a Libertadores da América e Copa Sulamericana, na cidade de Cuzco, com seus 3.400 metros acima do mar.

Estudos confirmam que, os esforços desprendidos por atletas, não acostumados com grandes alturas, acabam provocando efeitos negativos, em várias partes do corpo, como no cérebro, coração, pulmão, músculos e até no sangue, onde a falta de oxigênio aumenta o número de glóbulos vermelhos, para até 60%, do volume do sangue, tornando-o mais espesso. Com isso, ocorreram inúmeros registros de atletas desmaiarem em campo. Tem sido comum, também, ver as equipes visitantes, com vários tubos de oxigênio, para atender seus atletas para recuperar as forças e continuar jogando.

Numa tentativa de acabar com o problema, o comitê executivo da Fifa decidiu, em 2007, proibir jogos internacionais de futebol, em cidades com altura acima de 2.500 metros acima do mar. Após campanha liderada pelo presidente boliviano, Evo Morales, a entidade máxima da modalidade acabou voltando atrás na decisão. Enfim, a saga das equipes e seleções de enfrentar bolivianos e peruanos nas alturas vai continuar por muito tempo, vamos torcer então, para que a ciência apresente melhores resultados e os atletas não sofram tanto, no exercício de sua profissão.

Bolívia 2 x 0 Brasil - A primeira derrota brasileira em Eliminatórias

Por Lucas Paes

Gol do Etcheverry, em falha de Tafarell, o primeiro na derrota por 2 a 0

Líder das eliminatórias da Copa de 2018 e já classificado para o mundial da Rússia, o Brasil é o único país do mundo a se classificar para todos as copas. A Seleção Canarinho demorou muito tempo para conhecer sua primeira derrota em eliminatórias, fato que aconteceu em 1993, quando enfrentou a Bolívia fora de casa, no dia 25 de julho de 1993.

O resultado colocou fogo em um começo terrível da seleção nas eliminatórias. Após um empate sem gols com o Equador fora de casa, o Brasil foi jogar na altitude de La Paz, mais precisamente no Estádio Hernando Siles, contra a Bolívia, uma condição sempre complicada para o adversário. Para completar, a equipe boliviana era talvez uma das melhores de sua história, tendo entre os destaques o “Diablo” Etcheverry e o artilheiro William Ramallo.

Sanchez perdendo cobrança de pênalti

Em um jogo onde o Brasil pouco conseguia atacar com eficiência, a equipe mandante tentava usar a artimanha da altitude e tentava diversos chutes de longe. Sanchez obrigou inclusive Taffareal a fazer uma grande defesa num destes chutes. Já Bebeto, Cafú e cia. Não conseguiram criar grandes chances, tentando em uma falta de Zinho e em chutes de Bebeto e Raí. O primeiro tempo terminou sem gols.

Na etapa final, o Brasil teve sua primeira grande chance: Jorginho ganhou na corrida de Cristaldo e cruzou rasteiro, Bebeto dividiu com o goleiro Truco e a bola foi para fora. Do outro lado, La Verde seguia testando Taffarel, com chutes de todos os lugares do campo. Outra chance brasileira veio quando Cafu teve em seus pés uma bola açucarada dento da área, mas chutou mal.

Jorginho disputando jogada na lateral

Com o time brasileiro cada vez mais cansado, a pressão era cada vez maior. Até que, aos 35 minutos, Echeverry sofreu um pênalti duvidoso de Jorginho. Sanchez pegou a bola, cobrou, mas Taffarel fez a defesa. 

Mas o goleiro brasileiro, que estava saindo como herói, falhou feio e colocou para dentro do gol um chute de Echeverry, após um contra ataque, aos 42’, perto do fim da partida. Gol da Bolívia, que começava a desmontar uma invencibilidade de 40 anos e 31 jogos. Pouco tempo depois, em outro contra-ataque, Peña saiu cara a cara com o gol e apenas tocou para as redes, ampliando a vantagem e garantindo a vitória.

Melhores momentos da partida

O Brasil voltou a vencer na rodada seguinte, quando goleou a Venezuela por 5 a 1 e, no segundo turno, deu o troco na Bolívia, goleando por 6 a 0 em Recife. Em um grupo marcado pelo enorme equilíbrio, a seleção conquistou a vaga na Copa após uma vitória diante do Uruguai, em um confronto direto, por 2 a 0, na volta de Romário, que não era convocado por Parreira devido a problemas com o treinador. A Bolívia também conquistou a vaga para o Mundial, deixando a Celeste fora. A Seleção Brasileira acabou conquistando aquela Copa do Mundo.

O Curioso do Futebol

O Curioso do Futebol
Site do jornalista Victor de Andrade e colaboradores com curiosidades, histórias e outras informações do mundo do futebol. Entre em contato conosco: victorcuriosofutebol@gmail.com

Aceisp