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Mauaense inicia excursão internacional vencendo o FC Suhareka na Turquia

Foto: divulgação FC Suhareka

Mauaense venceu o time do Kosovo

O Mauaense começou bem a excursão internacional de 2024. Jogando no CT do Antalyaspor, na cidade de Antalya, na Turquia, a Locomotiva do ABC enfrentou o FC Suhareka, time do Kosovo, e venceu pelo placar de 3 a 2, nesta terça-feira, dia 16.

Mesmo enfrentando o frio turco, o time brasileiro, que iniciou sua pré-temporada visando o ano de 2024, fez um bom jogo. Bocão, Maicon e Bahia marcaram os gols do Mauaense na partida, enquanto Liridon Fetahaj e Armend Abazi balaçaram as redes para o FC Suhareka.

Segundo o Mauaense, a pré-temporada será realizada graças a parceria internacional com os países Turquia, México, Áustralia, Emirados Árabes e Catar. O clube ainda convocou a torcida para apoio mesmo à distância. Ao todo, serão 15 dias na Turquia e o restante no Dubai. O time se prepara para a disputa do Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 2024.

O segundo amistoso será no próximo sábado, dia 20, contra o Aktobe, do Cazaquistão, às 11 horas do horário de Brasília, também na cidade de Antalya, na Turquia. A partida será transmitida nos canais do clube cazaque.


No exterior - A delegação embarcou rumo fora do Brasil na última sexta-feira, com todos os jogadores confirmados para a pré-temporada. No domingo passado, o time fez o primeiro treino, que foi acompanhado por algumas visitas como Feijão Reil (Presidente do Mauaense), Simon (ex-jogador da Seleção da Eslováquia) e Kesley Iemão (ex-jogador da Seleção do Vietnã).

Seleção Russa Sub-20 encerra excursão no Brasil

Foto: Anderson Lira / FC Ska Brasil

Rússia enfrentou o Ska Brasil

Neste último final de semana prolongado, entre os dias 12 e 15 de outubro, a Seleção Russa Sub-20 esteve no Brasil para uma série de amistosos contra equipes do estado de São Paulo. O saldo foi de duas vitórias e dois empates para a Rússia.

A estreia dos Russos em território paulista foi em Santana de Parnaíba, onde empatou em 2 a 2 com o Ska Brasil, equipe da casa. Após a partida, as equipes fizeram uma foto de integração, e o treinador do Ska Brasil, Fausto Dias, trocou presentes com o treinador russo Ivan Shabarov.

“Foi uma experiência histórica para nós e somos muito gratos ao Ska Brasil pela oportunidade. A escola de formação da Rússia é muito forte, com um nível de jogadores acima da média, tanto no perfil físico, como no técnico e tático, com poucos erros, bom controle de bola e ótimo poder de decisão. Então o resultado foi muito legal para nós, e mostra que temos que evoluir bastante na parte psicológica também, pois nosso time é muito novo, e por pouco não conseguimos sair com a vitória. Então o nosso trabalho de formação está sendo bem feito e temos grandes expectativas dentro deste grupo”, afirmou Fausto Dias.

“Agradecemos a todos do Ska Brasil pela receptividade e pelo jogo. Nós conseguimos abrir o placar e tentamos controlar a posse de bola, mas não conseguimos, pela qualidade do adversário e um pouco por conta do campo, pois não estamos acostumados com o gramado sintético e a adaptação foi mais difícil. Depois sofremos os gols e conseguimos empatar o jogo”, resumiu o lateral-direito da Rússia, Maxim Shnaptsev, que joga pelo Nizhny Novgorod.


A Seleção da Rússia também disputou amistosos contra três grandes de São Paulo, vencendo o Sub-20 do Palmeiras por 3 a 1, do Santos por 6 a 4, e empatando com o São Paulo por 1 a 1. A equipe veio para o Brasil com atletas convocados dos maiores clubes do país, como CSKA, Zenit, Dínamo Moscou, Rubin Kazan, Lokomotiv, Sochi, Krasnodar, Rostov, entre outros.

Luxemburgo dirigindo o Fluminense contra United e Bayern em 1986

Foto: arquivo

Luxemburgo em treino nas Laranjeiras em 1986, entre Renê e Romerito

Independente do momento da carreira em que vive, Vanderlei Luxemburgo, que completa 69 anos neste 10 de maio de 2021, é um dos maiores treinadores da história do futebol brasileiro. Em 1986, antes de 'estourar', ele era treinador dos juniores do Fluminense e assumiu a equipe profissional interinamente para uma excursão à Europa, onde enfrentou Manchester United e Bayern de Munique.

O Fluminense no Campeonato Carioca daquele 1986 foi dirigido por Nelsinho Rosa e buscava o tetracampeonato. Porém, a equipe ficou apenas na quarta colocação e a diretoria do clube acertou a sua saída. Como não havia contratado ninguém e tinha esta excursão para a Europa logo no início do segundo semestre, após a Copa do Mundo, a solução foi deixar o treinador do sub-20 como interino no profissional. Com isto, Vanderlei Luxemburgo assumiu a equipe e foi para o Velho Continente.

No continente europeu, dirigiu o Fluminense em alguns amistosos, como no empate sem gols diante do Manchester United, em pleno estádio Old Trafford, e nos torneios de Vigo e Zurique. Na competição da Suíça, o Tricolor perdeu por 1 a 0 na estreia para o Bayern de Munique.

Porém, nesta excursão teve um recorde histórico. Em um amistoso na Castilla, na Espanha, o Fluminense enfrentou o Taracón e goleou por sonoros 12 a 1, em 15 de agosto de 1986. Esta é a maior goleada da história do Tricolor sobre uma equipe estrangeira. O Fluminense entrou em campo com a seguinte escalação: Paulo Victor; Alexandre Torres, Vica, Ricardo Gomes e Eduardo; Jandir, Edson Souza, Renê e Romerito; Washington e Paulinho. Entraram durante a partida Ricardo Cruz, Rogério, Leomir, Renato Martins, Gallo e Marcão.

Ao voltar ao Brasil, Vanderlei Luxemburgo voltou para a equipe Sub-20 e o Fluminense contratou Antonio Lopes para dirigir o time profissional no Campeonato Brasileiro de 1986. Porém, Luxa, como também é chamado, dirigiu o escrete tricolor em mais uma oportunidade.


No Campeonato Brasileiro daquele ano, o treinador também comandou a equipe principal em uma rodada, disputada apenas em janeiro de 1987. Na ocasião, o técnico Antonio Lopes não pode viajar a Salvador e Luxemburgo dirigiu o Fluminense no revés por 2 a 1 para o Vitória, na Fonte Nova.

No geral, os profissionais do Tricolor foram comandados em 13 partidas por Vanderlei Luxemburgo. O time venceu quatro vezes, perdeu outras quatro e empatou em cinco oportunidades. Foram 28 gols marcados e 12 sofridos.

Luxemburgo ainda rodaria um pouco mais e 'estouraria' para o futebol nacional com o título paulista de 1990, com o Bragantino. O resto da história todos já sabem. O treinador ainda voltaria ao Fluminense em 2013, na campanha onde o Tricolor só não foi rebaixado depois que Flamengo e Portuguesa perderam pontos por escalação irregular de jogadores. O técnico foi demitido no meio da competição depois de ficar nove jogos sem vencer.

Em 1954, o primeiro jogo do Santos no exterior

Por Gabriel Pierin, do Centro de Memória do Santos FC
Foto: arquivo

O time da excursão para a Argentina, em 1954

No dia 21 de março de 1954, um domingo, o Santos estreou em campos estrangeiros em La Plata, no estádio Juan Carmello Zerillo, contra o Gymnasia y Esgrima. A equipe santista conquistou um empate por 1 a 1 no jogo que marcaria o início de sua trajetória internacional.

As notáveis exibições contra as maiores equipes do mundo tornaram o Santos um clube conhecido em todo o planeta. A primeira vez que enfrentou uma equipe estrangeira ocorreu em 1917, na Vila Belmiro, porém apenas 37 anos depois o Peixe realizou o seu primeiro jogo fora do Brasil, no distante ano de 1954.

Para realizar esse feito histórico, o time santista viajou até a Argentina para jogar nas cidades de La Plata, Córdoba, Tucumán, San Juan e Buenos Aires. Instruída pelo empresário D’Agostini e orientada pelo técnico italiano Giuseppe Ottina, a equipe estreou em campos estrangeiros em La Plata, no estádio Juan Carmello Zerillo, contra o Gymnasia y Esgrima.

Nessa partida histórica, o treinador santista mandou a campo Barbosinha, Hélvio e Feijó (depois Ivan); Cássio, Formiga e Zito; Del Vecchio, Walter, Álvaro, Vasconcelos (Hugo) e Tite. O adversário formou com Riviera, Sandria e Perocino; Gonzalez, Arco e Rosário; Gallardo, Maravilla, Nazardo (Gutierrez), Martinez e Barpiã. A arbitragem esteve a cargo do inglês John Dykkens.

O Gimnasia estava em uma boa fase e em 1953 não havia perdido nenhuma partida em seus domínios para os chamados grandes da Argentina. A expectativa de um bom jogo atraiu um bom público para a primeira partida do Peixe no exterior, proporcionando renda de 179.625 pesos.


O time argentino saiu na frente, com gol de Martínez, mas o jogo estava equilibrado. Aos 26 minutos, após uma rebatida do zagueiro Hélvio para afastar o perigo da zaga santista, o menino da Vila Del Vecchio aproveitou a bobeira da zaga adversária e penetrou livre para chutar forte e marcar o primeiro gol da história do Santos em solo estrangeiro. Com 19 anos, Emanuelle Del Vecchio, um atacante de muita garra e com um faro de gol preciso, deixou sua marca na vida do Peixe.

Nessa excursão, que durou três semanas, o Santos disputou oito partidas, obtendo três vitórias, três empates e duas derrotas. Além do Gymnasia y Esgrima, o Alvinegro enfrentou o San Lorenzo, o Combinado Talleres/Belgramo, o San Martin, o Atlético Tucumán e o River Plate.

Após 1954 as viagens internacionais viraram rotina na vida do Santos Futebol Clube. Até a presente data o time santista disputou 621 jogos fora do Brasil, acumulando 372 vitórias, 120 empates e 129 derrotas, com 1.552 gols marcados e 870 gols sofridos.

A primeira excursão seria para o México - Em 1938 o Santos quase excursionou pela primeira vez para fora do Brasil. Os mexicanos estavam impressionados com a temporada internacional que o Botafogo carioca havia feito em 1936, vencendo a maioria de seus jogos em solo mexicano.

Após os jogos do time carioca, a CBD recebeu diversas solicitações de clubes mexicanos convidando equipes brasileiras para excursionar pelo país do Norte, e uma dessas solicitações foi entregue ao representante do Santos no Rio de Janeiro e encaminhada à Vila Belmiro.


Após discutir valores e a garantia financeira necessária para a viagem, o Santos e os clubes interessados não chegaram a um acordo, e o Alvinegro Praiano decidiu ficar por aqui, à espera de uma nova oportunidade, que acabou surgindo em 1954.

Uma excursão marcante - Em 1959 o Santos excursionou pela primeira vez à Europa e deixou uma marca histórica impagável. Naquela ocasião, o time era a grande sensação do futebol mundial. Com Pelé e Zito no elenco, campeões da Copa da Suécia disputada no ano anterior, a equipe ainda tinha craques como Pepe, Coutinho, Pagão, Dorval, Jair Rosa Pinto, entre outros

Mesmo jogando, às vezes, um dia após o outro, conseguiu uma performance espetacular na jornada que começou dia 23 de maio, em Sofia, na Bulgária, e terminou 5 de julho, em Sevilha, Espanha.

Em 43 dias o time jogou 22 partidas em nove países, média de uma partida a cada dois dias, enfrentando campeões nacionais e times de elevada categoria, como Barcelona, Internazionale, Real Madrid, Botafogo.

A primeira vez do Santos FC na Europa

Por Gabriel Santana, do Centro de Memória do Santos FC
Foto: arquivo

Na excursão de 1959, o Peixe conquistou o Troféu Teresa Herrera

Aproximadamente 50 mil pessoas tiveram o privilégio de desfrutar a primeira partida do Santos na Europa. Era um sábado, 23 de maio de 1959, e o estádio Levsky Sofia, em Sofia, Bulgária, foi o palco escolhido para que o time santista encantasse o povo europeu pela primeira vez.

O adversário na estreia em solo europeu foi a Seleção B da Bulgária. Os espectadores estavam ansiosos para ver a equipe que possuía três atletas campeões do mundo com a Seleção Brasileira na Copa de 1958 – Pelé, Pepe e Zito – e esgotaram os ingressos dois dias antes da partida.

Mesmo com o jogo um pouco prejudicado pelo estado do gramado, já que fortes chuvas caíram sobre a cidade de Sofia e alagaram o campo, o eufórico público não se decepcionou com a partida e presenciou seis gols, frutos de um eletrizante empate de 3 a 3.


Machucado, o capitão Zito não foi a campo, e o técnico Lula formou assim a equipe santista: Laércio, Pavão e Mourão; Getúlio, Álvaro e Fioti; Dorval, Afonsinho (Pagão), Coutinho (Alfredinho), Pelé e Pepe.

Pelé abriu o placar aos 15 minutos de jogo. Quatro minutos depois, Pavão marcou contra para a Seleção Búlgara. O Rei novamente deixou sua marca e colocou o Peixe em vantagem aos 36 minutos, mas Jordanov empatou novamente três minutos depois, terminando a primeira etapa em 2 a 2.

Aos 20 minutos da etapa final Jordanov marcou mais uma vez e colocou os donos da casa em vantagem. Os búlgaros lideraram o placar por apenas três minutos, pois aos 23 Pepe, de pênalti, empatou a partida e assim terminou a estreia do Santos em solo europeu.


Goleadas em Barcelona, Internazionale… - Depois da estreia, o Santos realizou mais 21 partidas, em nove países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Espanha, Holanda, Itália, Portugal e Suíça, e vinte cidades: Sofia, Liege, Bruxelas, Gand, Groningen, Milão, Dusseldorf, Nuremberg, Genebra, Hamburgo, Hannover, Enschede, Madrid, Lisboa, La Coruña, Valência, Barcelona, Gênova, Viena e Sevilla.

Enfrentou e goleou grandes equipes da Europa em pouco mais de um mês. Em alguns países o time santista realizou partidas um dia após o outro.

Foi até o Camp Nou e não tomou conhecimento da forte equipe do Barcelona, goleada por 5 a 1. Dorval e Pelé marcaram dois gols cada e Coutinho fez mais um. O brasileiro Evaristo de Macedo marcou o de honra do time espanhol.


Durante a excursão, o Santos conquistou dois troféus, o de Valência e o Teresa Herrera. Para vencer o Torneio de Valência empatou em 4 a 4 com a equipe da casa, o Valência, e humilhou a Internazionale de Milão por 7 a 1. Aproximadamente 60 mil pessoas viram a equipe santista passar por cima da grande Inter. O Rei Pelé marcou quatro vezes, Pepe duas e Coutinho uma.

Já pelo Troféu Teresa Herrera, o Santos também goleou uma das maiores equipes da época, o Botafogo de Garrincha. Pepe marcou duas vezes e Coutinho e Pelé completaram o marcador de 4 a 1. Zagallo fez o de honra da equipe carioca. A equipe da Vila desfilou com o lindo pelo estádio Municipal de Riazor, em La Coruña.

Em 22 partidas, o time da Vila marcou impressionantes 78 gols. Venceu 13, empatou cinco e perdeu apenas quatro jogos. Pelé foi o artilheiro da excursão com 28 gols, e Pepe o vice artilheiro, com 20 tentos. Além de ser a primeira, a excursão de 1959 foi uma das mais vitoriosas que o Santos fez à Europa.


Todas as partidas da Excursão de 1959

23/05 – Seleção “B” da Bulgária 3 x 3 Santos
24/05 – Seleção da Bulgária 0 x 2 Santos
26/05 – Royal Standard-BEL 0 x 1 Santos
27/05 – Anderlecht-BEL 2 x 4 Santos
30/05 – Gantoise-BEL 2 x 1 Santos
03/06 – Feyenoord-HOL 0 x 3 Santos
05/06 – Internazionale-ITA 3 x 2 Santos
06/06 – Fortuna Dusseldorf-ALE 4 x 6 Santos
07/06 – Nuremberg-ALE 3 x 3 Santos
09/06 – Servette-SUI 1 x 4 Santos
11/06 – Seleção de Hamburgo-ALE 0 x 6 Santos
13/06 – Seleção de Niedersachsen-ALE 1 x 7 Santos
15/06 – Enschede-HOL 0 x 5 Santos
17/06 – Real Madrid-ESP 5 x 3 Santos
19/06 – Sporting-POR 2 x 2 Santos
21/06 – Botafogo-RJ 1 x 4 Santos
24/06 – Valencia-ESP 4 x 4 Santos
26/06 – Internazionale-ITA 1 x 7 Santos
29/06 – Barcelona-ESP 1 x 5 Santos
30/06 – Genoa-ITA 2 x 4 Santos
02/07 – Wiener Sportklub-AUS 3 x 0 Santos
05/07 – Betis-ESP 2 x 2 Santos

A excursão da Briosa para Europa, Oriente Médio e África em 1975

Com a colaboração de Walter Dias
Foto: arquivo

Em pé: Joaquim Feliz, Nilson, Maurinho. Ailton Silva, Otávio, Jovenil, Lima, Bracali e Zé Ramos. Agachados: Ciaglia (diretor de Futebol), Carlos Alberto (presidente), Eduardo, Davi, Bugiu, Beibevit, Miguel, Dimas, Ezequiel e Kiko.
Portuguesa Santista em Braila, na Romênia, em 28 de setembro de 1975

Entre os anos 50 e 90, era comum os times brasileiros irem ao exterior e fazerem longas excursões. E isto não era uma primazia apenas das grandes equipes. Outros escretes também faziam vários jogos em outros continentais e muitos voltavam com muitas vitórias. A Portuguesa Santista, conhecida pela Fita Azul de 1959, em uma excursão em 1959, foi ao exterior em 1975, em uma "ronda" que passou por oito países, de três continentes, e durou dois meses.

A Briosa foi para a excursão ao fim do Campeonato Paulista, onde o time não foi bem, sendo o penúltimo, mas a competição não teve rebaixamento. Então, nada melhor do que jogos no exterior para levantar o ânimo. E o time Rubro-Verde começou a aventura no dia 23 de setembro em Constanta, na Romênia, empatando em 2 a 2 contra o time local.


A segunda partida, dois dias depois, não foi uma jornada feliz da Portuguesa: derrota por 3 a 1 para o Galatzi. Ainda na Romênia, a Briosa encarou, em 28 de setembro, o Braila. E foi neste dia que veio a primeira vitória da excursão: 2 a 1. Depois, a equipe foi até a Ásia, mais precisamente no Oriente Médio.

A delegação Rubro Verde desembarcou no Kwait para três jogos. A Briosa não teve dificuldades e triunfou em todos eles. O primeiro, em 1º de outubro, um 2 a 1 no Kwait SC. Os outros dois foram ainda mais fáceis: 3 a 0 no Arabilem Kwait, em 3 de outubro, e 4 a 0 no Salmia, dois dias depois.


Em seguida, a Portuguesa Santista voltou para a Romênia e em 8 de outubro encarou o Olimpia, em Satu Mare, perdendo por 4 a 0. A próxima escala da Briosa foi na Espanha, onde no dia 11 perdeu para o Sevilla, por 2 a 0. Ali terminava a parte europeia da excursão, que ainda tinha muito jogo pela frente.

A 'perna' mais longa da viagem da Briosa foi na África, começando na Argélia, onde no dia 14 de outubro houve um empate com a Seleção do país, em 1 a 1. Dois dias depois, mais uma partida contra o selecionado e novamente o placar foi de 1 a 1. Em seguida, a Briosa partiu para a Tunísia, onde venceu o combinado Esperance/Afrikan, por 2 a 1, em 21 de outubro.


A parada seguinte da Portuguesa Santista foi na Nigéria, onde a equipe estreou contra o Vasco local, empatando em 1 a 1 no dia 26 de outubro. Três dias depois, veio uma vitória por 3 a 1 sobre o Stationery Stone, em seguida um empate sem gols contra a Seleção de Kano, em 2 de novembro, e a última partida no país foi contra o Mighty Jet, no dia 4, onde a Briosa venceu por 2 a 1.

Depois, a equipe Rubro Verde foi para a Costa do Marfim, onde fez mais dois jogos, sendo um empate em 1 a 1 com o Asese, em 12 de novembro, e uma vitória sobre o Sporting Club, por 2 a 1, dois dias depois. A última escala da Portuguesa foi em Senegal, onde começou com uma vitória sobre o Jarraf, por 2 a 1, em 16 de novembro. Depois, uma derrota para a Seleção do país, por 1 a 0, no dia 18, e na despedida veio uma vitória sobre a Seleção de Kaulack, por 3 a 1, em 20 de novembro.


O saldo da equipe, dirigida pelo técnico Joaquim Feliz, foi o seguinte: 20 jogos, 10 vitórias, seis empates e quatro derrotas, fazendo 33 gols e sofrendo 24. David, cunhado de Pelé, foi o artilheiro da Briosa na excursão, com 10 gols, seguido de Bernardo, com 8, Miguel (6), Dimas (4), Eduardo Alex (3) e Quico (2).

América do Norte em 1936 - A primeira excursão internacional do Botafogo

Foto: Arquivo

O time do Botafogo durante a excursão à América do Norte

O Botafogo é um dos times brasileiros mais conhecidos internacionalmente, pois é o clube brasileiro que mais cedeu atletas à Seleção em Copas do Mundo, além de ter tudo um grande time entre os anos 50 e 60, com a presença de craques como Garrincha e Didi, entre outros, que rodou o mundo. Porém, as idas da Estrela Solitária para outros países começou bem antes disso. Em 1936, o Fogão saía pela primeira vez de terras brasileiras para uma excursão pela América do Norte.

A bordo do velho vapor ‘Lage’, a equipe do Botafogo, chefiada pelo Dr. Sérgio Darcy, efetuou a sua primeira excursão internacional em 1936, a qual se realizou no México (na capital) e Estados Unidos (Saint Louis). Entre os jogadores, o Botafogo já fazia a fama dos craques e tinha Leônidas da Silva entre a delegação.

A equipe do Botafogo jogou, basicamente, com Aymoré Moreira (Alberto), Octacílio (Lino) e Nariz; Affonso (Afonsinho), Martim (Luciano) e Canalli; Álvaro, Leônidas da Silva, Carvalho Leite, Russinho (Eurico Viveiros) e Patesko. Os jogadores Lino, do Carioca FC, e Afonsinho, do São Cristóvão, reforçaram o Botafogo.

No dia 1º de Março, o Fogão estreou na Cidade do México sendo derrotado pelo Astúrias, por 4 a 2. Depois, veio quatro vitórias seguidas: 1 a 0 no Atlante, 7 a 1 no America, 4 a 2 no España e 5 a 2 no Obreros. Até então, o saldo era de quatro triunfos e um resultado negativo.

Em 29 de março, veio a segunda derrota, um 3 a 2 para o Necaxa. No dia 5 de abril, foi a despedida de terras mexicanas, ao vencer novamente o España, desta vez pelo placar de 2 a 1. No México, foram sete jogos, sendo cinco vitórias e duas derrotas.


Depois, a delegação do Botafogo partiu Saint Louis, nos Estados Unidos, para mais duas partidas. A primeira, em 14 de abril, o Fogão venceu o Sharock pelo placar de 1 a 0. A segunda foi contra a Seleção dos Estados Unidos, dois dias depois, e aconteceu o único empate da excursão: 3 a 3. Este foi o último jogo da viagem à América do Norte.

Os artilheiros foram Leônidas da Silva (na foto) com 7 ou 8 gols e Carvalho Leite com 6 ou 8 gols, segundo informações diferentes das fontes consultadas. O saldo final foi de nove jogos amistosos, com seis vitórias, um empate e duas derrotas, tendo sido assinalados 27 gols e sofridos 15.

Livro sobre ida do Grêmio Sãocarlense à Europa está em sua 3ª impressão


O livro ‘1997: o ano em que a Europa conheceu o Grêmio Sãocarlense’ chega a sua 3ª impressão. Todos os exemplares das duas primeiras edições foram vendidos. O livro-reportagem (lançado em janeiro de 2019) aborda a viagem que o clube do interior de São Paulo fez entre os meses de julho e agosto em 1997 na Inglaterra e na Itália e enfrentou equipes como Lazio, Fiorentina, Burnley, dentre outras. 

Naquele período os clubes europeus voltavam de férias e iniciavam a pré-temporada. A equipe paulista acabou realizando 7 jogos no Velho Continente. Enfrentou equipes poderosas como Lazio e Fiorentina. 

Essa história acabou ficando no passado e aos poucos estava sendo esquecida por todos. Visando não deixar que o tempo apagasse essa inusitada excursão, o jornalista Leonardo Cantarelli foi atrás de documentos, fotos, conversou com ex-jogadores e ex-dirigentes que estiveram nessa viagem e ainda conseguiu informações com clubes europeus (Burnley e Perugia foram solícitos). O motivo também era tentar esclarecer alguns boatos que rondavam essa história como o fato do Grêmio Sãocarlense ter ido no lugar do tradicional Grêmio de Porto Alegre/RS. O que teria de verdade nessa informação? Quem havia sido enganado? Qual Grêmio estavam esperando?


O livro da Pedro & João editores custa R$ 30,00 (+ frete) e pode ser adquirido com o autor através do telefone (51- 9 9401 82 09) ou pelo e-mail (lpcantarelli@hotmail.com).

O autor - Leonardo Cantarelli é jornalista formado pela PUC-Campinas e durante 6 anos trabalhou no portal FutNet, sendo 5 como editor. Para conhecer melhor o trabalho do repórter acesse o link: http://lpcantarelli.blogspot.com/.

A excursão do Corinthian FC que inspirou o Corinthians em 1910

Foto: arquivo

O time do Corinthian FC que excursionou no Brasil em 1910

Neste 1º de setembro de 2019, o Sport Club Corinthians Paulista está completando 109 anos de fundação. Um clube de uma torcida gigante e apaixonada, que sempre ajudou a equipe dentro de campo a conquistar a sua grande galeria de títulos. O nome Corinthians foi inspirado no time inglês Corinthian Football Club, que na época da criação do Timão excursionava em terras brasileiras.

Não era a primeira passagem do clube britânico pela América do Sul. Em 1908, o Corinthian jogou na Argentina, onde fez sucesso. Era previsto jogos no Brasil, mas um surto de febre amarela afastou a equipe das terras tupiniquins. Mas em 1910 foi diferente.

No dia 6 de agosto, a delegação do Corinthian FC, formada, basicamente, por estudantes de Oxford e Cambridge, embarcou no porto de Southampton para os jogos na América do Sul. Os ingleses chegaram ao Brasil no dia 21 de agosto de 1910, no Rio de Janeiro. O primeiro adversário foi o Fluminense Footbal Club, com quem o clube inglês havia acertado a viagem, e de forma arrasadora, o Corinthian venceu por 10 a 1. Ainda no Rio, o time encarou o combinado carioca (vitória por 8 a 1) e o combinado de brasileiro (5 a 2).

Com o impacto dessas grandes vitórias, a Liga Paulista acerta com o Fluminense uma viagem do time estrangeiro a ainda provinciana São Paulo, para a realização de jogos que teriam grande repercussão em toda a cidade. Em São Paulo, o Corinthian jogou três jogos e venceu todos. O primeiro, diante do AA de Palmeiras, foi com o placar de 2 a 0. No Velódromo Paulistano, os ingleses enfrentaram o CA Paulistano e venceram por 5 a 0. Por último, o clube inglês enfrentou o São Paulo Atlhetic Club e goleou por 8 a 2.

Entre os espectadores dos jogos do Corinthian em São Paulo, que observavam encantados a maestria dos ingleses, estavam alguns moradores do Bom Retiro, que desejavam, já há algum tempo, montar um time para jogar futebol. Sob a influência da visita do Corinthian, funda-se, em 1º setembro o Sport Club Corinthians Paulista.

O Corinthian FC (fundado em 1882) fundiu-se ao Casuals FC (fundado em 1883) em 1939, para formar o Corinthian-Casuals Football Club. Em janeiro de 2015, a equipe que inspirou a fundação do Timão retorna ao Brasil. Desta vez, o Corinthian-Casuals FC disputará um amistoso contra a equipe titular do Alvinegro, na Arena Corinthians.

Excursão ao México não foi tão positiva como esperavam os dirigentes do Santos

Por Lula Terras

Jogadores do Santos, no estádio do Querétaro, antes do início da partida de terça-feira
(foto: divulgação Santos FC)

O Santos cumpriu uma de suas metas propostas pela diretoria para o período de recesso durante a realização da Copa do Mundo, a de mostrar um time em condições de conquistar o título nas competições do restante da temporada, que é o Campeonato Brasileiro, Libertadores da América e Copa do Brasil. Foram duas partidas amistosas no México, contra tradicionais equipes locais. Derrota na estréia, por 1 a 0, contra o Monterrey e empate em 0 a 0, contra o Querétaro, cuja referência mais forte foi ter ido o clube, pelo qual jogou o ídolo brasileiro, Ronaldinho Gaúcho. 

Vale destacar que nesses amistosos, cujo objetivo seria mostrar ter havido uma grande evolução, em relação à campanha pré-Copa, a meu ver, nada de evolução. De novo, apenas a inclusão de alguns jovens atletas na delegação, que sequer foram aproveitados pela comissão técnica, que mostra estar com um grupo fechado, que conta com jogadores que nada têm a acrescentar de qualidade ao grupo. Em respeito aos profissionais, prefiro não citar nomes, me limito a dizer quer mudanças urgentes devem acontecer na zaga, meio de campo e ataque 

E, por falar em metas, o presidente José Carlos Peres cansou de alardear pela imprensa que faria algumas contratações de impacto, ainda no recesso, para que o Santos volte aos bons tempos de conquistas. Até agora, apenas a chegada do meia costarriquenho Bryan Ruiz, que veio, praticamente sem altos custos, por ter saído brigado com o Sporting de Portugal, e não conseguiu se encaixar em outros clubes europeus, como era sua pretensão.

No mais, o que a gente tem acompanhado pela imprensa esportiva e redes sociais são apenas especulações de possíveis reforços para o clube, mas, na minha opinião, nada impactante, como prometeu o presidente, mesmo com a expectativa para a entrada de muito dinheiro, que certamente será um fator facilitador, ou não?

O Curioso do Futebol

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