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Estrangeiros estão na briga pela artilharia da Copinha

Fotos: divulgação

Quarcoo, Nogueira e Enzo: os estrangeiros que estão com seis gols na Copinha

Após o fim da segunda fase da Copinha 2024, o artilheiro da competição é o brasileiro Jardiel, do Grêmio, com oito gols. Em seguida, com seis, estão Daniel, do Atlético Goianiense, e três estrangeiros: o ganês Michael Quarcoo, do Capital candango, o boliviano Enzo Monteiro, do Santos, e o paraguaio Freddy Noguera, do Grêmio.

O primeiro deles a atingir seis gols foi Michael Quarcoo. Jogador do Capital do Distrito Federal, ele marcou um na estreia contra o América Mineiro, dois contra o Comercial de Tietê, um contra o Ivinhema e mais dois contra o Capivariano, este já na segunda fase.

O paraguaio Freddy Noguera, do Grêmio, faz uma luta caseira com Jardiel, fazendo com que o Tricolor Imortal seja uma das equipes mais poderosas no ataque na competição. O jogador, mesmo não sendo titular absoluto da equipe, marcou um contra o Serra Branca, um contra o Figueirense, três contra a Inter de Bebedouro e fez mais um contra o Mirassol, já no mata-mata.

Já o boliviano Enzo Monteiro faz uma dupla interessante com seu conterrâneo Miguelito no Santos. Aproveitando os passes de seu companheiro de time, ele balançou as redes contra o Remo (duas vezes), Nova Venécia (um gol), Água Santa (um) e EC São Bernardo (duas vezes).


Depois dos três estrangeiros e Daniel, do Dragão, vem uma lista de jogadores que marcaram cinco gols, sendo que todos eles são brasileiros: Iarley (Fortaleza), Nycollas (Oeste), Rian (que assim como Quarcoo é do Capital) e Walace (Athetico Paranaense).

Pela primeira vez na história, Real Madrid foi a campo sem espanhóis no time titular

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Real Madrid

Real Madrid jogou sem espanhóis no time titular

No futebol atual, jogar com um time totalmente estrangeiro. Há mais de 12 anos, a Internazionale marcou o mundo do futebol ao ganhar uma Liga dos Campeões com uma escalação onde nenhum dos ''iniciais" interistas eram italianos (e o único italiano entrou já nos acréscimos). Desde então, diversos outros times no futebol europeu tiveram escalações sem jogadores do país de origem daquela equipe. Um dos últimos dessa resistência era o Real Madrid, mas isso acabou na tarde deste sábado, dia 7 de janeiro de 2023, quando diante do Villareal, no Madrigal, os Merengues foram inteiros sem espanhois como titulares e perdeu por 2 a 1.

É até difícil fazer qualquer tipo de contestação lógica e sensata a quem argumenta sobre o time madridista ser o maior clube do mundo. Os Blancos tem ao longo de sua história contagens de títulos inacreditáveis, como 14 Ligas dos Campeões e ainda possuem contribuições pesadas ao futebol. Já desde os anos 1990, uma onda estrangeira invade a La Liga e mesmo que o Real seja um dos maiores palcos de jogadores estrangeiros, jamais a equipe havia entrado em campo sem nenhum espanhol titular, até esta derrota pra o Villareal em 2023.

O atual campeão europeu entrou nesta partida de La Liga recheado de rostos conhecidos, desde o goleiro Courtouis, belga e um dos maiores da história do clube até o meia Modric, outro que está no panteão de jogadores históricos do maior clube do planeta. É claro que o brasileiro Vinicius Júnior estava entre estes 11 estrangeiros que começaram o jogo pelo Real. O fato mais curioso é que, como parece corriqueiro em La Liga, o time mais uma vez não fez grande partida e acabou derrotado por 2 a 1 para o Villareal.

Não se pode permitir que o resultado vire argumento para delírios hispânicos-nacionalistas da torcida merengue, já que o jogo segue um roteiro quase padrão do time blanco nos últimos tempos. Mesmo na campanha do título nacional na temporada passada, o Madrid teve diversos resultados estranhos e a bem da verdade perder para o Villareal no Madrigal é até aceitável. O que mais valeu neste jogo foi o registro deste fato histórico dos mais de 120 anos do Real Madrid, apesar da derrota. 


Para bem ou para mal, se tornará mais comum que times europeus entrem com equipes onde há muito mais estrangeiros do que jogadores do país do time, já que este é um fator que é consequência direta das mudanças ocorridas no futebol nos últimos tempos. Fica apenas em cada um de nós a questão de quem será o próximo time que terá esta marca histórica em suas páginas.

O onze titular do Real Madrid foi Courtois; Militão, Rüdiger, Alaba, Mendy; Modric, Tchouaméni, Kroos, Valverde; Vinícius Júnior e Benzema. Treinador o italiano Carlo Ancelotti.

Palmeiras recua e abandona plano de recrutamento de estrangeiros para base

Com informações do UOL Esporte
Foto: divulgação FPF

Palmeiras conquistou boa parte das competições de base que disputou em 2022

Tendência no time profissional do Palmeiras, que conta com seis sul-americanos no elenco, a presença de jogadores estrangeiros nas categorias de base do Alviverde não é mais um plano da diretoria do clube. Iniciado com a chegada ao Alviverde do diretor João Paulo Sampaio, o projeto foi abortado pelo próprio dirigente. Informação foi dada em primeira mão pelo UOL Esporte.

Por muitos anos, João ia pessoalmente a todas as competições de seleções da América do Sul para conhecer e tentar contratar atletas. Aos poucos, no entanto, foi se dando conta de que o esforço não valia a pena. "A verdade é que eu broxei com isso. Havia uma diferença muito grande entre os estrangeiros e os brasileiros", disse Sampaio.

De acordo com Sampaio, barreiras culturais e esportivas dificultavam demais o processo. Hoje, existe apenas um jogador estrangeiro na base palmeirense. Trata-se do meia paraguaio Robert Junior, atleta do sub-13 do Palmeiras. O jogador canhoto é visto em seu país como um prodígio e já possui contrato com a fornecedora de material esportivo Nike.

Ritmo muito intenso causou problema - "Os jogadores não se acostumavam com o ritmo do futebol brasileiro. Um jogador boliviano, colombiano, faz uma média de dez jogos de alto nível por temporada. Aqui no Brasil, esse número é de três a quatro vezes maior", afirmou João Paulo, que acrescentou:

"Muitos reclamam de saudade de casa, não queriam aprender português, demoravam para se reapresentar quando viajavam para os seus países. E isso foi atrapalhando o nosso planejamento", explicou.


O fato de o clube não conseguir recrutar jogadores uruguaios e argentinos, países com nível técnico maior nas categorias menores, também era um problema. "Desses dois mercados, era muito difícil trazer alguém. Se não ficassem nos clubes de seus países, eles acabavam indo direto para clubes europeus", explicou Sampaio.

Em 2022, o Verdão conquistou todas as competições de base realizadas pela CBF na base: Campeonato Brasileiro sub-17 e sub-20 e Copa do Brasil das duas categorias. De quebra levou também a Copa São Paulo.

Demissão de português do Avaí mostra amadorismo do comando de importantes clubes brasileiros

Por Lula Terras
Foto: divulgação Avaí

Augusto Inácio teve aproveitamento de apenas 33% a frente do Avaí

A demissão do treinador português Augusto Inácio, anunciada pelo Avaí FC, de Santa Catarina, na última sexta-feira, dia 14, nos mostra, quanto o futebol brasileiro que, sempre foi pródigo de revelar ídolos dentro das quatro linhas, não tem o mesmo peso, quando se fala na capacidade e qualidade de seus dirigentes esportivos. Neste caso, os dirigentes avaianos entraram na nova onda do mercado brasileiro, que vem valorizando, sobremaneira os treinadores estrangeiros, em detrimento dos treinadores brasileiros, muitos dos quais, fora do mercado de trabalho. 

Anunciado em 18 de dezembro de 2019, com a pompa de grande estrela internacional, capaz de obter o mesmo sucesso do também português Jorge de Jesus, no Flamengo, e Jorge Sampaoli, no Santos, Augusto Inácio comandou o time em apenas sete partidas, com aproveitamento de 33%. Foram duas vitórias, um empate e quatro derrotas, neste início de temporada. A gota d’água para a demissão foi a derrota por 2 a 0 para a Ferroviária, pela Copa do Brasil, resultado que tirou o Avaí, da importante competição brasileira, que oferece uma vaga para a Libertadores da América de 2021. 

Embora tenha sido motivo de elogio, pelo recém contratado treinador, em sua apresentação, o Projeto do Avaí para a volta à Série A, do Campeonato Brasileiro, Augusto Inácio acabou vendo que o projeto da teoria à prática tem uma distância enorme. Entre os motivos de reclamação do treinador, em relação à diretoria está a falta de tempo para treinar o elenco, que tentou ainda, utilizar e a equipe sub-23, na competição estadual, e deixar o elenco principal se preparando para as competições mais importantes da temporada.


Colocar a culpa do fracasso, neste início de temporada no treinador é injusto, se for analisada sua carreira como treinador, até à chegada ao Leão da Ilha. Antes de se aventurar no futebol brasileiro, o treinador dirigiu em seu País, o Porto e Sporting que, ao lado do Benfica, são as maiores agremiações portuguesas. Fora do País, trabalhou no Catar, Irã, Angola, Grécia, Romênia e Egito. 

Para está cada vez mais claro o perfil amador e desorganizado, que impera entre os dirigentes do futebol profissional brasileiro. Abro uma exceção àqueles abnegados, que dão sua vida por seus times amadores, espalhados pelo Brasil afora. Essas pessoas, geralmente são o presidente, secretário, treinador e carregador do uniforme e saco de boas, pelos campos de futebol, movidos pelo amor ao esporte.

Efeito Sampaoli começa a fazer efeito no Mercado da Bola

Por Lula Terras
Foto: Ivan Storti/Santos FC

Sampaoli é cobiçado por vários times e fez com que os clubes sondassem treinadores estrangeiros

O final da temporada promete grandes surpresas no mercado da bola, especialmente dentro do futebol brasileiro, desta vez, com um ingrediente não muito comum, que envolve a troca de treinadores, entre as grandes equipes. O nome mais citado é de Jorge Sampaoli, que vem sendo especulado para comandar o Palmeiras, São Paulo e até mesmo o Flamengo, caso Jorge Jesus aceite uma das propostas de fora do País.

Esse quadro comprova o acerto da diretoria santista que resolveu apostar no treinador argentino que, mesmo reconhecido como um dos melhores do Mundo era olhado com desconfiança e desconforto por treinadores brasileiros e vários jornalistas esportivos, que viam a desnecessidade de trazer um treinador de fora, tendo no País, vários treinadores de ponta. A excelente campanha do Santos, tanto no Campeonato Paulista, onde foi eliminado, na disputa, por pênaltis, e vem disputando com o Palmeiras a condição de vice-campeão Brasileiro, na atual temporada.

O sucesso dos gringos que aposta no futebol ofensivo, como estilo de jogo foi tanto, que outros treinadores estrangeiros vêm sendo especulado para desembarcar no Brasil, caso de Sebastián Beccacece que, durante 10 anos trabalhou com auxiliar de Sampaoli, inclusive, na Universidade de Chile. E sagrou-se vice-campeão argentino de 2019, dirigindo o surpreendente Defensa y Justicia, o que garante ao clube uma das vagas diretas para a Libertadores da América, de 2020.

Um dos clubes interessados é o próprio Santos, caso Sampaoli, realmente saia do clube, no final da atual temporada. O interesse santista vai muito, pelos estilos de trabalho, muito parecidos entre os dois argentinos. Essa febre de interesse, por treinadores de fora, por certo deve incomodar e muito, boa parte dos treinadores brasileiros que estão desempregados, e não acostumados a ver seus nomes entre os favoritos para assumir grandes equipes. Constam na lista treinadores como Felipe Scolari, Mano Menezes, Cuca, Abel Braga, entre outros. Para eles fica uma sugestão, que busquem repensar a forma como enxergam o futebol, sob o risco de cair no esquecimento. É o que penso.

Jogadores do São Paulo FC defendendo seleções estrangeiras

Pedro Rocha defendeu a Seleção Uruguaia na Copa de 1974 como jogador do São Paulo FC

Ao longo do tempo, o São Paulo Futebol Clube também serviu serviu seleções estrangeiras com grandes jogadores para competições internacionais oficias, e não somente à Seleção Brasileira. São vários exemplos de atletas do Tricolor defendendo outras seleções em grandes competições.

A primeira vez que o Tricolor abasteceu um outro selecionado que não o local foi em 1974, quando Pedro Rocha e Pablo Forlán representaram o São Paulo e o Uruguai na Copa do Mundo de 1974. Na competição mais importante do futebol o feito ainda se repetiu em 1986, com Darío Pereyra, também na Celeste; em 1998, com Aristizábal, pela Colômbia e em 2014, mais uma vez com um atleta entre os portenhos orientais, Alvaro Pereira. Em 2006, o equatoriano Reasco já era atleta do Mais Querido, mas fora convocado para a competição antes dessa filiação.

Os últimos tricolores a disputarem campeonatos oficiais pelas seleções dos países deles foram Calleri (convocado enquanto atleta do clube, mas na realização do evento já não mais o era), pela Argentina nos Jogos Olímpicos e Mena, pelo Chile na Copa América. O mesmo que ocorreu com Reasco, em 2006, se deu com Cueva na Copa do Mundo de 2018. 

Veja, abaixo, todos os atletas estrangeiros que participaram de competições oficiais dos países deles enquanto detinham algum vínculo com o São Paulo:

COPA DO MUNDO
1974: Pedro Rocha (Uruguai)
1974: Pablo Forlán (Uruguai)
1986: Darío Pereyra (Uruguai)
1998: Victor Aristizábal (Colômbia)
2006: Neicer Reasco (Equador)*
2014: Alvaro Pereira (Uruguai)
2018: Cueva (Peru)
Reasco não foi convocado como atleta do São Paulo, mas no período da competição já detinha contrato com o Tricolor.

JOGOS OLÍMPICOS
2000: Claudio Maldonado (Chile)
2016: Jonatan Calleri (Argentina)*
Calleri foi convocado para o torneio enquanto atleta do São Paulo, porém já não era mais jogador do clube durante o evento.

COPA AMÉRICA
1989: Roberto Rojas (Chile)
1995: Jose Sierra (Chile)
1997: Victor Aristizábal (Colômbia)
1999: Hector Carabalí (Equador)
2001: Claudio Maldonado (Chile)
2004: Alexander Rondón (Venezuela)
2007: Neicer Reasco (Equador)
2016: Eugenio Mena (Chile)
2016: Christian Cueva (Peru)*
Cueva não foi convocado como atleta do São Paulo, mas no período da competição já detinha contrato com o Tricolor.

O Curioso do Futebol

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