Demissão de português do Avaí mostra amadorismo do comando de importantes clubes brasileiros

Por Lula Terras
Foto: divulgação Avaí

Augusto Inácio teve aproveitamento de apenas 33% a frente do Avaí

A demissão do treinador português Augusto Inácio, anunciada pelo Avaí FC, de Santa Catarina, na última sexta-feira, dia 14, nos mostra, quanto o futebol brasileiro que, sempre foi pródigo de revelar ídolos dentro das quatro linhas, não tem o mesmo peso, quando se fala na capacidade e qualidade de seus dirigentes esportivos. Neste caso, os dirigentes avaianos entraram na nova onda do mercado brasileiro, que vem valorizando, sobremaneira os treinadores estrangeiros, em detrimento dos treinadores brasileiros, muitos dos quais, fora do mercado de trabalho. 

Anunciado em 18 de dezembro de 2019, com a pompa de grande estrela internacional, capaz de obter o mesmo sucesso do também português Jorge de Jesus, no Flamengo, e Jorge Sampaoli, no Santos, Augusto Inácio comandou o time em apenas sete partidas, com aproveitamento de 33%. Foram duas vitórias, um empate e quatro derrotas, neste início de temporada. A gota d’água para a demissão foi a derrota por 2 a 0 para a Ferroviária, pela Copa do Brasil, resultado que tirou o Avaí, da importante competição brasileira, que oferece uma vaga para a Libertadores da América de 2021. 

Embora tenha sido motivo de elogio, pelo recém contratado treinador, em sua apresentação, o Projeto do Avaí para a volta à Série A, do Campeonato Brasileiro, Augusto Inácio acabou vendo que o projeto da teoria à prática tem uma distância enorme. Entre os motivos de reclamação do treinador, em relação à diretoria está a falta de tempo para treinar o elenco, que tentou ainda, utilizar e a equipe sub-23, na competição estadual, e deixar o elenco principal se preparando para as competições mais importantes da temporada.


Colocar a culpa do fracasso, neste início de temporada no treinador é injusto, se for analisada sua carreira como treinador, até à chegada ao Leão da Ilha. Antes de se aventurar no futebol brasileiro, o treinador dirigiu em seu País, o Porto e Sporting que, ao lado do Benfica, são as maiores agremiações portuguesas. Fora do País, trabalhou no Catar, Irã, Angola, Grécia, Romênia e Egito. 

Para está cada vez mais claro o perfil amador e desorganizado, que impera entre os dirigentes do futebol profissional brasileiro. Abro uma exceção àqueles abnegados, que dão sua vida por seus times amadores, espalhados pelo Brasil afora. Essas pessoas, geralmente são o presidente, secretário, treinador e carregador do uniforme e saco de boas, pelos campos de futebol, movidos pelo amor ao esporte.
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