A Seleção Brasileira foi derrotada pela Inglaterra nas penalidades, por 4 a 2, depois de um empate em 1 a 1 no tempo normal, na tarde desta quinta-feira, para mais de 80 mil presentes, em Wembley, Londres. A partida valia o título da Finalíssima, uma disputa entre as campeãs europeias e sul-americanas. O gol das mandantes foi marcado por Toone, enquanto Andressa Alves balançou as redes para o Brasil, no finalzinho.
Campeã da Euro, o último jogo da Inglaterra foi em setembro do ano passado, pelas Eliminatórias Europeias da Copa do Mundo com uma goleada por 10 a 0 sobre Luxemburgo. Já o Brasil, detentor da Copa América, vem de uma derrota por 2 a 1 para os Estados Unidos, em fevereiro, na última rodada da SheBelieves Cup.
Na primeira etapa, a Seleção Brasileira apresentou dificuldades na construção das jogadas nesta primeira etapa e nas poucas vezes em que chegou com perigo, terminou parando na defesa das adversárias.
Ao mesmo tempo, comportou-se bem defensivamente - apesar do gol sofrido, marcado por Toone, aos 23 minutos. A Inglaterra demonstra porque está entre as favoritas para o título da Copa do Brasil, domina as investidas ofensivas e não à toa foi ao intervalo vencendo por 1 a 0.
O Brasil voltou para o segundo tempo chegando mais ao ataque, mas sem conseguir furar a defesa europeia. Até os 20 minutos da segunda etapa, praticamente só a seleção canarinho atacava, levando perigo e preocupação aos ingleses presentes em Webley.
A pressão durante os 45 minutos finais deu certo somente no finalzinho, com gol aos 47 minutos. Andressa Alves, chamada de última hora na convocação, pegou na sobra da goleira Earps e mandou para o fundo das redes, empatando a partida e levando a decisão para os pênaltis.
Nas penalidades, a Inglaterra levantou a taça. Pelo Brasil, Tamires e Rafaelle perderam, enquanto Adriana eKerolin marcou. Já as inglesas converteram quatro das cinco cobranças que fez para ficar com o título da Finalíssima.
A Seleção Brasileira volta a campo na terça-feira, dia 11, às 13 horas, contra a Alemanha, no Max-Morlock-Stadion, em Nuremberg. Já a Inglaterra joga no mesmo dia, só que às 15h45, contra a Austrália, no Brentford Community Stadium, em Londres.
Alberto comemorando o gol do título da Copa dos Campeões
O centroavante Alberto Luiz de Souza, mais conhecido como Alberto, completa hoje 47 anos. O jogador nasceu no dia 27 de abril de 1975, em Campo Grande (MS). O atacante teve grande destaque no Santos, quando foi campeão Brasileiro em 2002, mas duas temporadas antes ele atuou pelo Palmeiras e também conquistou título.
Após um bom começo de carreira e uma ótima passagem pelo Internacional, o jogador foi jogar no futebol mexicano, mas não ficou muito tempo por lá. Em 1999 ele retornou ao Brasil para jogar no Paulista e em 2000 foi jogar no Rio Branco de Americana, quando chamou a atenção do alviverde.
Após um bom Campeonato Paulista pelo Rio Branco-SP, o jogador chamou a atenção da diretoria alviverde e em um confronto pela competição estadual a equipe venceu o Palmeiras por 5 a 2, com um excelente jogo do Alberto. O Palmeiras fez um grande primeiro semestre, mas as coisas estavam mudando no Verdão.
A Parmalat, que patrocinava o clube desde 1992, estava de saída da equipe e por isso alguns jogadores estavam de saída e até o técnico Felipão deixou o clube. O Palmeiras entrava na Copa dos Campeões como azarão, pois tinha perdido praticamente o time titular e o técnico.
O Verdão, dirigido por Murtosa, trouxe alguns jogadores para poder manter um bom nível na temporada e Alberto foi um deles. O vencedor da competição ganhava vaga direta na Libertadores, então tinha um grande interesse por parte de todos os clubes que estavam participando.
O Palmeiras fez uma ótima competição e chegou a final contra o Sport que havia eliminado o América-MG e o São Paulo. O Verdão começou em cima e abriu o placar no primeiro tempo com Asprilla, lembrando que a final era jogo único, então o resultado momentâneo dava o título ao alviverde.
No segundo tempo, o atacante Alberto logo no início, acertou um belo chute de pé direito e ampliou o placar e foi o gol do título do Palmeiras, pois no final do jogo o Sport diminuiu o resultado e a partida terminou em 2 a 1 para o Alviverde. O gol do centroavante foi muito importante, dando o título e esse foi o único gol do Alberto com a camisa do Palmeiras.
Na Copa João Havelange, Alberto não foi bem, com isto, no final da temporada de 2000, o centroavante deixou o clube para jogar no Náutico. O atacante não deixou boa impressão na diretoria, pois só havia feito um gol com a camisa do Palmeiras, mas também o gol do título, mesmo assim não ajudou na permanência do atleta no clube. O centroavante teria uma certa notoriedade em 2002, quando foi titular do Santos campeão Brasileiro, tendo feito gols importantes na conquista do Peixe.
O time do Flamengo campeão naquela Copa dos Campeões
Há exatamente 20 anos, o Flamengo era campeão da Copa dos Campeões Regionais, mesmo após perder o jogo de volta por 3 a 2 para o São Paulo, já que na primeira partida decisiva, em João Pessoa (PB), o Rubro-Negro venceu por 5 a 3, em um jogo memorável para a Nação e para Mário Jorge Lobo Zagallo, treinador do Flamengo naquele 11 de julho de 2001. O ícone rubro-negro comandou a equipe em sua cidade natal, Maceió (AL), no Estádio Rei Pelé, para um público de 26.708 pagantes.
"Graças a Deus eu pude mostrar aos meus conterrâneos, mais uma vez, a força do Flamengo. Para mim foi muito gostoso, porque como treinador e sendo alagoano, estava conquistando meu último título como treinador pelo Flamengo. Contudo, vencer com o Flamengo sempre foi uma normalidade para mim, que ganhei como jogador e treinador, mas essa Copa dos Campeões foi também uma questão de comprovar o título conquistado no jogo do Flamengo x Vasco no tricampeonato estadual do mesmo ano, com o gol do Pet", lembrou o Velho Lobo, em entrevista ao site do Flamengo, quando o título completou 13 anos.
A Copa dos Campeões foi um torneio disputado entre os anos de 2000 e 2002, que classificava o campeão para a Copa Libertadores do ano seguinte. Desse torneio, participavam os campeões dos Campeonatos Carioca (Flamengo) e Paulista (Corinthians), do Torneio Rio-SP (São Paulo), da Copa Sul-Minas (Cruzeiro), Copa do Nordeste (Bahia), Copa Centro-Oeste (Goiás) e Copa Norte (São Raimundo-AM), além dos vices da Copa Sul-Minas (Coritiba) e da Copa do Nordeste (Sport).
Como lembrou Zagallo, o camisa 10 da Gávea era Petkovic, que vivia uma das melhores fases de sua carreira. O sérvio habilidoso destacou-se especialmente pelas excelentes cobranças de faltas e, na partida de volta da final da Copa dos Campeões, o gringo repetiu contra o São Paulo o lindo chute que acertara contra Vasco, aos 43 minutos do segundo tempo do jogo que deu ao Fla o tricampeonato estadual, também em 2001. A bola entrou no ângulo esquerdo de Rogério Ceni e acabou sendo determinante para o título, anotando no marcador 2 a 1 para o Flamengo. Embora os são-paulinos tenham virado para 3 a 2, o placar agregado de 7 a 6 para o Rubro-Negro deu o título e uma vaga na Copa Libertadores ao Mais Querido, depois de nove anos fora do torneio continental.
O time que Zagallo comandou naquela conquista era formado por Julio Cesar, Alessandro, Juan, Gamarra e Cássio; Leandro Ávila (Jorginho), Rocha, Beto, capitão da equipe, e Petkovic; Edílson e Reinaldo, artilheiro da campanha com cinco gols, (Fábio Augusto). Os gols rubro-negros foram marcados por Juan (02' do 2º tempo) e Petkovic (12' do 2º tempo). Para o São Paulo, marcaram Kaká (39' do 1º tempo) e França (18' e 42' do 2º tempo). A Copa dos Campeões foi o quinto título de expressão do Flamengo em pouco mais de dois anos: a ele, somaram-se os estaduais de 1999, 2000 e 2001 e a Copa Mercosul de 1999.
Em 25 de março de 1908, há exatamente 113 anos atrás, era fundado um dos grandes clubes do futebol brasileiro e, porque não, sul-americano, o Atlético Mineiro. O Galo possui orgulho por ter uma das mais fanáticas e fiéis torcidas do Brasil e tem diversos episódios marcantes em sua história. Recentemente, o título da Libertadores em 2013 e, talvez o primeiro grande feito da sua trajetória que entrou até no hino, o "Campeão dos Campeões", quando a equipe ganhou a Copa dos Campeões de 1937.
Aquela competição foi organizada pela antiga Federação Brasileira de Football, a FBF, a competição de caráter nacional, primeira deste tipo entre clubes, envolveu campões estaduais de 1936. Além do Atlético, tivemos o Fluminense, inicialmente grande favorito, a Lusa, campeã paulista de 1936, o Rio Branco, campeão capixaba de 1936, o Aliança, campeão campista de 1936 e a Liga Sportiva Marinha, dirigida por Nicolas Ladanyi.
Atlético e Fluminense foram os grandes rivais, por assim dizer, durante o torneio. Na abertura da competição para os miniros, o Fluzão enfiou 6 a 0 no Galo nas Laranjeiras, se recuperando da derrota para a Lusa na sua primeira partida. Na segunda partida, o Galo empatou por 1 a 1 contra o Rio Branco, no Governador Bley, em Vitória. O gol mineiro foi de Alfredo Bernardino. A primeira vitória veio contra a Lusa, no Estádio de Lourdes, em BH, com quatro gols de Paulista e um gol contra de Dulio. Depois, a revanche contra os Tricolores, num 4 a 1 que só não terminou num placar mais amplo pois os cariocas fugiram de campo.
A vitória que garantiu o título ao Galo veio contra o Rio Branco, jogando em Belo Horizonte. Sem tomar conhecimento dos capixabas, o time mineiro venceu por 5 a 1, terminando a campanha com 4 vitórias, um empate e uma derrota, somando 9 pontos e com isso sagrando-se campeão da competição. Na época, o clube mineiro foi tratado como "campeão brasileiro".
Além de campeão, o Atlético, do treinador Floriano Peixoto também forneceu o artilheiro da competição, o atacante Paulista, com 8 gols. Anos depois, o título da Copa dos Campeões entrou no hino do clube, no trecho "Nós somos Campeões dos Campeões, somos o orgulho nacional". Além disso, em 1971, quando ganhou o Brasileirão, boa parte dos veículos ressaltou que aquele era o segundo título nacional atleticano, o que é um fato.
Luan Peres atuando contra o Atletico de Madrid, pela Champions League
Seis pontos conquistados em seis jogos e a terceira posição do grupo A. Esta foi a campanha do Club Brugge na primeira fase da Liga dos Campeões. Além da equipe belga, a chave ainda contou com as presenças de Borussia Dortmund, Atlético de Madrid e Mônaco.
Entre os atletas que defenderam o Brugge nesta Liga dos Campeões está o zagueiro Luan Peres, que, pela primeira vez na carreira, pôde disputar o maior torneio de clubes da Europa. Ele fez a sua estreia na competição no empate em 0 a 0 com o Atlético de Madrid, pela última rodada da fase de grupos.
Feliz pela estreia na Liga dos Campeões, Luan Peres destaca a sua alegria com a oportunidade. ”Acredito que todo jogador sonha em disputar uma Liga dos Campeões e comigo não era diferente. Foi uma oportunidade única e fiquei muito feliz em poder ter atuado na maior competição de clubes da Europa. Com certeza foi a realização de um sonho”, disse o defensor, de 24 anos, que chegou ao Brugge em julho, após defender as cores do Fluminense.
Além da estreia na Liga dos Campeões, Luan Peres também pôde comemorar a classificação para os mata-matas da Liga Europa. A vaga foi conquistada graças ao terceiro lugar na fase de grupos da Champions. ”Nosso grupo foi merecedor desta vaga para a Liga Europa. Infelizmente não conseguimos avançar na Champions, mas vejo que fomos premiados de certa forma. Agora devemos manter o foco para que possamos avançar na competição”, concluiu o brasileiro.
O Brugge já sabe quem será o seu adversário na primeira fase dos mata-matas da Liga Europa. A equipe belga irá enfrentar o Red Bull Salzburg, da Áustria. O primeiro confronto acontece apenas no dia 14 de fevereiro, na Bélgica.
Time do Atlético Mineiro que conquistou o título de 1937: o "Campeão dos Campeões"
O título usado para esta matéria é uma citação do hino do Clube Atlético Mineiro, escrito por Vicente Mota, em 1968, quando na quarta estrofe cita um feito de 1937. Em 3 de fevereiro daquele ano, o Galo conquistava o título da Copa dos Campeões, nome dado à competição.
O torneio foi organizado ela Federação Brasileira de Football (FBF), uma dissidência da então Confederação Brasileira de Desportos (CBD). Os membros da entidade achavam que o futebol deveria ter uma associação própria e causou dissidências em vários locais brasileiros. Com isto, a FBF organizou, em 1937, uma competição com seus campeões e assim surgia a Copa dos Campeões de 1937.
O torneio tinha como principal meta consagrar um campeão nacional no Brasil por meio dos vencedores estaduais do ano anterior. Então, foram chamadas seis equipes de cinco estados: Fluminense (campeão carioca), Portuguesa (campeã paulista), Atlético Mineiro (campeão mineiro), Rio Branco (campeão capixaba), o Aliança (campeão campista), e a Liga Sportiva da Marinha (equipe convidada).
A taça da conquista
O time do Atlético chegou ao título depois de quatro vitórias, uma derrota e um empate, fazendo 9 pontos. A única derrota foi para o então favorito Fluminense, em uma goleada por 6 a 0 na estreia. Mas, no jogo de volta o Galo vingou, vencendo o campeão carioca por 4 a 1, dando mostras de que surgia ali outro favorito ao título. O Fluminense foi o vice, com 6 pontos, sendo três vitórias e o mesmo número de derrotas.
Campanha completa do título da primeira competição interestadual promovida no Brasil:
13/01 - Fluminense 6 X 0 CAM
20/01 - Rio Branco (ES) 1 X 1 CAM
24/01 - CAM 5 X 0 Portuguesa
31/01 - CAM 4 X 1 Flu
03/02 - CAM 5 X 1 Rio Branco (ES)
14/02 - Portuguesa 2 X 3 CAM
Com o título, o Atlético Mineiro ficou conhecido como o "Campeão dos Campeões", até porque a Copa dos Campeões foi o primeiro torneio envolvendo clubes de mais de dois estados brasileiros até então (em 1933, houve o primeiro Rio-São Paulo). O mais engraçado é que ainda em 1937, a FBF se incorporaria à CBD, ficando apenas uma entidade regendo o futebol brasileiro. E muitos anos depois é que a CBD se desmembraria, criando uma Confederação para cada modalidade esportiva, o que a FBF sempre defendeu.
Os jornais da época deram grande destaque à conquista atleticana. Os jornais mineiros consideravam o time e BH como o primeiro clube campeão Brasileiro. Tal repercussão chegou aos solos europeus. Treze anos depois, em dezembro de 1950, o jornal francês Le Monde estampava um amistoso e do clube mineiro diante do francais, no Estade de France, denominando-o como Campeão Brasileiro.
Jornal dos Sports destacando o título do Galo
Vale lembrar que o feito de 1937 do Galo não foi até hoje reconhecido pela atual CBF (o Atlético Mineiro nunca reivindicou o título). Os historiadores dizem que não houve continuação do torneio, como os já reconhecidos (a partir de 2010), como Taça Brasil e Roberto Gomes Pedrosa, realizados a partir de 1959 (em um reconhecimento que foi mais político do que estudado, diga-se).
Mas, independentemente de ser oficializado ou não, o feito atleticano de 1937 está marcado na história do clube, com registro na quarta estrofe do hino oficial do galo de BH. Sendo assim, não é atoa que os atleticanos do Brasil e do mundo cantam com orgulho, batendo no peito: "Nós somos Campeões dos Campeões. Somos orgulho do Esporte Nacional", com toda honra e merecimento. É o que diz a história do famoso e centenário Galo de Belo Horizonte.
Jogadores comemorando o título de campeão dos campeões de 2002: caminho para a Libertadores
A Copa dos Campeões foi uma competição criada com o intuito de definir o quarto time brasileiro classificado para a Copa Libertadores da América. A competição teve três edições: em 2000 o Palmeiras levou a taça, em 2001 foi a vez do Flamengo. Mas é o campeão de 2002 que é o assunto deste texto: o Paysandu de Vandick, Jobson e cia, onde também jogava o atual preparador de goleiros da Briosa, Robson Agondi, comandado por Givanildo de Oliveira, campeão em cima do Cruzeiro, naquela que foi a maior edição da competição até então.
Os paraenses entraram como campeões da Copa Norte de 2002. Além do Papão, estavam na competição o Flamengo, o Fluminense e o Vasco do Rio de Janeiro; São Paulo, Corinthians, Palmeiras e São Caetano de São Paulo; Cruzeiro, Atlético Mineiro, Grêmio e Atlético Paranaense vindos da Sul-Minas; Goiás vindo da Copa Centro-Oeste e Bahia, Vitória e Náutico da Copa do Nordeste.
Os jogos ocorreram nos estádios do Castelão (CE), Mangueirão (PA), Albertão (PI) e Machadão (RN). O Paysandu ficou no grupo A, ao lado de Corinthians, Fluminense e Náutico e as equipes jogaram apenas no Mangueirão. Jogando em casa, o Paysandu não estreou tão bem, empatando em 1 a 1 com o Corinthians. Na segunda rodada o time outra vez deixou a desejar e não saiu do zero com o Fluminense. Foi só no terceiro jogo que o Papão finalmente venceu, em um bom jogo contra o Náutico, por 3 a 2, classificando-se na primeira posição da chave.
Sandro Goiano e Fábio Júnior disputam jogada na final
Nas quartas de final, um duelo complicado contra o Bahia. O Bicolor paraense marcou primeiro com Jajá, levou o empate em pênalti convertido por Robson, o Robgol, mas, aos 45' da etapa final, em um pênalti mal marcado ,talvez compensando outro claríssimo não dado a favor dos paraenses, Jobson fez o gol da classificação do time da Curuzu para a próxima fase da competição.
Na semifinal, um duelo contra o gigante Palmeiras, que na época ainda não degringolava rumo ao descenso a série B, que viria um pouco mais tarde naquele distante 2002. O primeiro gol da partida saiu dos pés de Nenê, o mesmo que hoje veste a 10 do Vasco. Quem viu o Palestra sair em vantagem para o intervalo não imagina a avalanche que desmoronaria em cima do Alviverde. Logo no começo da segunda etapa, Vandick deixou tudo igual, depois, Trinidade virou após cobrança de falta para a área. Mesmo tentando pressionar de alguma forma, o Palmeiras levou o golpe de misericórida com Albertinho, que marcou o gol da classificação.
Partida contra o Palmeiras
Na final, o adversário seria outro gigante brasileiro, o Cruzeiro: no jogo de ida, num Mangueirão abarrotado, o Cruzeiro sai na frente com Fábio Júnior. O empate Bicolor veio com Sandro Goiano, no rebote da cobrança de falta de Vélber, que explodiu na trave. Joãozinho, porém, acertou belíssimo chute para deixar o Cruzeiro na frente. Depois, Albertinho ainda desperdiçou um pênalti para o Bicolor. Aparentemente, o sonho do Papão acabaria ali.
O segundo duelo da decisão foi um dos melhores jogos de futebol da década passada: jogando num Castelão, que não estava lotado, as equipes proporcionaram um espetáculo de encher olhos: Fábio Junior colocou o Cruzeiro à frente logo aos 9 minutos. Só que, logo depois, Vandick empatou. A virada paraense veio com Vandick, de novo, após um frangaço de Jefferson, aos 21’. Aos 39’, Cris empatou para a Raposa, que nem teve tempo de comemorar, pois no lance seguinte, de novo Vandick deixou o Papão à frente.
Na segunda etapa, Fábio Júnior empatou o jogo, após rebote de Marcão, aos 6’. O Bicolor da Curuzu, porém, voltaria a ter vantagem cinco minutinhos depois, com Jobson marcando de cabeça. A partir daí, ninguém mexeu mais no placar e a decisão foi para a marca da cal, onde heróis são condecorados e vilões execrados e condenados à eternas dolorosas recordações.
As penalidades que deram o título ao Paysandu
O Cruzeiro começou cobrando com Ricardinho, que mandou no travessão. Jobson foi o primeiro batedor paraense e apenas deslocou Jefferson para fazer 1 a 0. Na segunda batida do Cruzeiro, outra bola no travessão, dessa vez de Vander. Velber, por sua vez, chutou no cantinho, e mesmo acertando o lado que a bola foi, Jefferson não conseguiu defender: 2 a 0 Paysandu. A situação começava a complicar para o time estrelado, e Jussiê entregou a chance do título aos paraenses, após ter sua cobrança defendida por Marcão.
Tudo ficou para os pés de Luiz Fernando, encarregado da possível última pá de cal no caixão cruzeirense e de bater o pênalti mais importante da história do Paysandu. O chute foi rasteiro, no canto e tocou na lateral da rede, que como se fosse uma ignição, explodiu a comemoração da torcida do Paysandu, espalhada desde o Castelão até qualquer confim deste planeta onde alguém fardasse sua camisa naquele dia 4 de Agosto de 2002: o Paysandu era campeão da Copa dos Campeões e estava classificado para a Libertadores de 2003.
Destaques da Equipe
Em 2002, o Paysandu conquistou o Paraense, Copa Norte e Copa dos Campeões
Marcão - Goleiro que passou a jogar a partir do segundo jogo, Marcão foi essencial e fez diversas defesas importantes na competição.
Sandro Goiano - Antes de chegar à uma final de Libertadores com o Grêmio, Sandro Goiano foi o cão de guarda do meio de campo do Papão da Curuzu entre 2000 e 2004, jogando tanto a Copa dos Campeões quanto a Libertadores no ano seguinte. De quebra, ainda marcava seus golzinhos, como o gol de empate no primeiro jogo da decisão da Copa dos Campeões.
Jobson - Sem ter grande passagem por nenhum outro clube, no Papão Jobson foi essencial na campanha do título da Copa dos Campeões de 2002, marcando gols importantes e participando da maioria das jogadas.
Vélber - Um dos melhores jogadores daquela equipe, Vélber comandava o meio de campo bicolor na campanha da Copa dos Campeões. Além da passagem pelo Paysandu, fez parte do grupo campeão Paulista e da Libertadores do São Paulo em 2005.
Vandick - Aos 36 anos, Vandick foi vice artilheiro da Copa dos Campeões de 2002, marcando 5 gols. No Papão, antecedeu Robgol, artilheiro absoluto da equipe em 2003. Considerado um dos grandes ídolos da história do Papão da Curuzu, Vandick se aposentou em 2003.
Site do jornalista Victor de Andrade e colaboradores com curiosidades, histórias e outras informações do mundo do futebol. Entre em contato conosco: victorcuriosofutebol@gmail.com