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Nos pênaltis, Brasil perde o título da Finalíssima para a Inglaterra

Por Felipe Roque
Foto: Thaís Magalhães

Definição do título foi nas penalidades

A Seleção Brasileira foi derrotada pela Inglaterra nas penalidades, por 4 a 2, depois de um empate em 1 a 1 no tempo normal, na tarde desta quinta-feira, para mais de 80 mil presentes, em Wembley, Londres. A partida valia o título da Finalíssima, uma disputa entre as campeãs europeias e sul-americanas. O gol das mandantes foi marcado por Toone, enquanto Andressa Alves balançou as redes para o Brasil, no finalzinho. 

Campeã da Euro, o último jogo da Inglaterra foi em setembro do ano passado, pelas Eliminatórias Europeias da Copa do Mundo com uma goleada por 10 a 0 sobre Luxemburgo. Já o Brasil, detentor da Copa América, vem de uma derrota por 2 a 1 para os Estados Unidos, em fevereiro, na última rodada da SheBelieves Cup.

Na primeira etapa, a Seleção Brasileira apresentou dificuldades na construção das jogadas nesta primeira etapa e nas poucas vezes em que chegou com perigo, terminou parando na defesa das adversárias.

Ao mesmo tempo, comportou-se bem defensivamente - apesar do gol sofrido, marcado por Toone, aos 23 minutos. A Inglaterra demonstra porque está entre as favoritas para o título da Copa do Brasil, domina as investidas ofensivas e não à toa foi ao intervalo vencendo por 1 a 0.

O Brasil voltou para o segundo tempo chegando mais ao ataque, mas sem conseguir furar a defesa europeia. Até os 20 minutos da segunda etapa, praticamente só a seleção canarinho atacava, levando perigo e preocupação aos ingleses presentes em Webley.

A pressão durante os 45 minutos finais deu certo somente no finalzinho, com gol aos 47 minutos. Andressa Alves, chamada de última hora na convocação, pegou na sobra da goleira Earps e mandou para o fundo das redes, empatando a partida e levando a decisão para os pênaltis. 


Nas penalidades, a Inglaterra levantou a taça. Pelo Brasil, Tamires e Rafaelle perderam, enquanto Adriana eKerolin marcou. Já as inglesas converteram quatro das cinco cobranças que fez para ficar com o título da Finalíssima. 

A Seleção Brasileira volta a campo na terça-feira, dia 11, às 13 horas, contra a Alemanha, no Max-Morlock-Stadion, em Nuremberg. Já a Inglaterra joga no mesmo dia, só que às 15h45, contra a Austrália, no Brentford Community Stadium, em Londres.

O centroavante Alberto e o gol do título do Palmeiras na Copa dos Campeões de 2000

Por Fabio Rocha
Foto: reprodução TV Globo

Alberto comemorando o gol do título da Copa dos Campeões

O centroavante Alberto Luiz de Souza, mais conhecido como Alberto, completa hoje 47 anos. O jogador nasceu no dia 27 de abril de 1975, em Campo Grande (MS). O atacante teve grande destaque no Santos, quando foi campeão Brasileiro em 2002, mas duas temporadas antes ele atuou pelo Palmeiras e também conquistou título.

Após um bom começo de carreira e uma ótima passagem pelo Internacional, o jogador foi jogar no futebol mexicano, mas não ficou muito tempo por lá. Em 1999 ele retornou ao Brasil para jogar no Paulista e em 2000 foi jogar no Rio Branco de Americana, quando chamou a atenção do alviverde.

Após um bom Campeonato Paulista pelo Rio Branco-SP, o jogador chamou a atenção da diretoria alviverde e em um confronto pela competição estadual a equipe venceu o Palmeiras por 5 a 2, com um excelente jogo do Alberto. O Palmeiras fez um grande primeiro semestre, mas as coisas estavam mudando no Verdão.

A Parmalat, que patrocinava o clube desde 1992, estava de saída da equipe e por isso alguns jogadores estavam de saída e até o técnico Felipão deixou o clube. O Palmeiras entrava na Copa dos Campeões como azarão, pois tinha perdido praticamente o time titular e o técnico.

O Verdão, dirigido por Murtosa, trouxe alguns jogadores para poder manter um bom nível na temporada e Alberto foi um deles. O vencedor da competição ganhava vaga direta na Libertadores, então tinha um grande interesse por parte de todos os clubes que estavam participando.

O Palmeiras fez uma ótima competição e chegou a final contra o Sport que havia eliminado o América-MG e o São Paulo. O Verdão começou em cima e abriu o placar no primeiro tempo com Asprilla, lembrando que a final era jogo único, então o resultado momentâneo dava o título ao alviverde.


No segundo tempo, o atacante Alberto logo no início, acertou um belo chute de pé direito e ampliou o placar e foi o gol do título do Palmeiras, pois no final do jogo o Sport diminuiu o resultado e a partida terminou em 2 a 1 para o Alviverde. O gol do centroavante foi muito importante, dando o título e esse foi o único gol do Alberto com a camisa do Palmeiras.

Na Copa João Havelange, Alberto não foi bem, com isto, no final da temporada de 2000, o centroavante deixou o clube para jogar no Náutico. O atacante não deixou boa impressão na diretoria, pois só havia feito um gol com a camisa do Palmeiras, mas também o gol do título, mesmo assim não ajudou na permanência do atleta no clube. O centroavante teria uma certa notoriedade em 2002, quando foi titular do Santos campeão Brasileiro, tendo feito gols importantes na conquista do Peixe.

20 anos da conquista da Copa dos Campeões pelo Flamengo

Com informações do Flamengo
Foto: arquivo

O time do Flamengo campeão naquela Copa dos Campeões

Há exatamente 20 anos, o Flamengo era campeão da Copa dos Campeões Regionais, mesmo após perder o jogo de volta por 3 a 2 para o São Paulo, já que na primeira partida decisiva, em João Pessoa (PB), o Rubro-Negro venceu por 5 a 3, em um jogo memorável para a Nação e para Mário Jorge Lobo Zagallo, treinador do Flamengo naquele 11 de julho de 2001. O ícone rubro-negro comandou a equipe em sua cidade natal, Maceió (AL), no Estádio Rei Pelé, para um público de 26.708 pagantes.

"Graças a Deus eu pude mostrar aos meus conterrâneos, mais uma vez, a força do Flamengo. Para mim foi muito gostoso, porque como treinador e sendo alagoano, estava conquistando meu último título como treinador pelo Flamengo. Contudo, vencer com o Flamengo sempre foi uma normalidade para mim, que ganhei como jogador e treinador, mas essa Copa dos Campeões foi também uma questão de comprovar o título conquistado no jogo do Flamengo x Vasco no tricampeonato estadual do mesmo ano, com o gol do Pet", lembrou o Velho Lobo, em entrevista ao site do Flamengo, quando o título completou 13 anos.

A Copa dos Campeões foi um torneio disputado entre os anos de 2000 e 2002, que classificava o campeão para a Copa Libertadores do ano seguinte. Desse torneio, participavam os campeões dos Campeonatos Carioca (Flamengo) e Paulista (Corinthians), do Torneio Rio-SP (São Paulo), da Copa Sul-Minas (Cruzeiro), Copa do Nordeste (Bahia), Copa Centro-Oeste (Goiás) e Copa Norte (São Raimundo-AM), além dos vices da Copa Sul-Minas (Coritiba) e da Copa do Nordeste (Sport).

Como lembrou Zagallo, o camisa 10 da Gávea era Petkovic, que vivia uma das melhores fases de sua carreira. O sérvio habilidoso destacou-se especialmente pelas excelentes cobranças de faltas e, na partida de volta da final da Copa dos Campeões, o gringo repetiu contra o São Paulo o lindo chute que acertara contra Vasco, aos 43 minutos do segundo tempo do jogo que deu ao Fla o tricampeonato estadual, também em 2001. A bola entrou no ângulo esquerdo de Rogério Ceni e acabou sendo determinante para o título, anotando no marcador 2 a 1 para o Flamengo. Embora os são-paulinos tenham virado para 3 a 2, o placar agregado de 7 a 6 para o Rubro-Negro deu o título e uma vaga na Copa Libertadores ao Mais Querido, depois de nove anos fora do torneio continental.

O time que Zagallo comandou naquela conquista era formado por Julio Cesar, Alessandro, Juan, Gamarra e Cássio; Leandro Ávila (Jorginho), Rocha, Beto, capitão da equipe, e Petkovic; Edílson e Reinaldo, artilheiro da campanha com cinco gols, (Fábio Augusto). Os gols rubro-negros foram marcados por Juan (02' do 2º tempo) e Petkovic (12' do 2º tempo). Para o São Paulo, marcaram Kaká (39' do 1º tempo) e França (18' e 42' do 2º tempo). A Copa dos Campeões foi o quinto título de expressão do Flamengo em pouco mais de dois anos: a ele, somaram-se os estaduais de 1999, 2000 e 2001 e a Copa Mercosul de 1999.


Confira a campanha completa do Flamengo:

QUARTAS-DE-FINAIS
23.06 - Flamengo 4 x 2 Bahia - em João Pessoa
27.06 - Flamengo 2 x 0 Bahia - em Maceió

SEMIFINAIS
30.06 - Flamengo 0 x 0 Cruzeiro - em Maceió
04.07 - Flamengo 3 x 0 Cruzeiro - em João Pessoa

FINAIS
08.07 - Flamengo 5 x 3 São Paulo - em João Pessoa
11.07 - Flamengo 2 x 3 São Paulo - em Maceió

O Atlético Mineiro "Campeão dos Campeões"

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

O Atlético campeão da Copa dos Campeões

Em 25 de março de 1908, há exatamente 113 anos atrás, era fundado um dos grandes clubes do futebol brasileiro e, porque não, sul-americano, o Atlético Mineiro. O Galo possui orgulho por ter uma das mais fanáticas e fiéis torcidas do Brasil e tem diversos episódios marcantes em sua história. Recentemente, o título da Libertadores em 2013 e, talvez o primeiro grande feito da sua trajetória que entrou até no hino, o "Campeão dos Campeões", quando a equipe ganhou a Copa dos Campeões de 1937.

Aquela competição foi organizada pela antiga Federação Brasileira de Football, a FBF, a competição de caráter nacional, primeira deste tipo entre clubes, envolveu campões estaduais de 1936. Além do Atlético, tivemos o Fluminense, inicialmente grande favorito, a Lusa, campeã paulista de 1936, o Rio Branco, campeão capixaba de 1936, o Aliança, campeão campista de 1936 e a Liga Sportiva Marinha, dirigida por Nicolas Ladanyi.

Atlético e Fluminense foram os grandes rivais, por assim dizer, durante o torneio. Na abertura da competição para os miniros, o Fluzão enfiou 6 a 0 no Galo nas Laranjeiras, se recuperando da derrota para a Lusa na sua primeira partida. Na segunda partida, o Galo empatou por 1 a 1 contra o Rio Branco, no Governador Bley, em Vitória. O gol mineiro foi de Alfredo Bernardino. A primeira vitória veio contra a Lusa, no Estádio de Lourdes, em BH, com quatro gols de Paulista e um gol contra de Dulio. Depois, a revanche contra os Tricolores, num 4 a 1 que só não terminou num placar mais amplo pois os cariocas fugiram de campo.

A vitória que garantiu o título ao Galo veio contra o Rio Branco, jogando em Belo Horizonte. Sem tomar conhecimento dos capixabas, o time mineiro venceu por 5 a 1, terminando a campanha com 4 vitórias, um empate e uma derrota, somando 9 pontos e com isso sagrando-se campeão da competição. Na época, o clube mineiro foi tratado como "campeão brasileiro".


Além de campeão, o Atlético, do treinador Floriano Peixoto também forneceu o artilheiro da competição, o atacante Paulista, com 8 gols. Anos depois, o título da Copa dos Campeões entrou no hino do clube, no trecho "Nós somos Campeões dos Campeões, somos o orgulho nacional". Além disso, em 1971, quando ganhou o Brasileirão, boa parte dos veículos ressaltou que aquele era o segundo título nacional atleticano, o que é um fato.

Luan Peres faz balanço da fase de grupos da Champions pelo Brugge

Foto: Club Brugge

Luan Peres atuando contra o Atletico de Madrid, pela Champions League

Seis pontos conquistados em seis jogos e a terceira posição do grupo A. Esta foi a campanha do Club Brugge na primeira fase da Liga dos Campeões. Além da equipe belga, a chave ainda contou com as presenças de Borussia Dortmund, Atlético de Madrid e Mônaco.

Entre os atletas que defenderam o Brugge nesta Liga dos Campeões está o zagueiro Luan Peres, que, pela primeira vez na carreira, pôde disputar o maior torneio de clubes da Europa. Ele fez a sua estreia na competição no empate em 0 a 0 com o Atlético de Madrid, pela última rodada da fase de grupos.

Feliz pela estreia na Liga dos Campeões, Luan Peres destaca a sua alegria com a oportunidade. ”Acredito que todo jogador sonha em disputar uma Liga dos Campeões e comigo não era diferente. Foi uma oportunidade única e fiquei muito feliz em poder ter atuado na maior competição de clubes da Europa. Com certeza foi a realização de um sonho”, disse o defensor, de 24 anos, que chegou ao Brugge em julho, após defender as cores do Fluminense.

Além da estreia na Liga dos Campeões, Luan Peres também pôde comemorar a classificação para os mata-matas da Liga Europa. A vaga foi conquistada graças ao terceiro lugar na fase de grupos da Champions. ”Nosso grupo foi merecedor desta vaga para a Liga Europa. Infelizmente não conseguimos avançar na Champions, mas vejo que fomos premiados de certa forma. Agora devemos manter o foco para que possamos avançar na competição”, concluiu o brasileiro.

O Brugge já sabe quem será o seu adversário na primeira fase dos mata-matas da Liga Europa. A equipe belga irá enfrentar o Red Bull Salzburg, da Áustria. O primeiro confronto acontece apenas no dia 14 de fevereiro, na Bélgica.

♩♪♫♬♭ Nós somos campeões dos Campeões... ♩♪♫♬♭

Por Ismael Pereira

Time do Atlético Mineiro que conquistou o título de 1937: o "Campeão dos Campeões"

O título usado para esta matéria é uma citação do hino do Clube Atlético Mineiro, escrito por Vicente Mota, em 1968, quando na quarta estrofe cita um feito de 1937. Em 3 de fevereiro daquele ano, o Galo conquistava o título da Copa dos Campeões, nome dado à competição.

O torneio foi organizado ela Federação Brasileira de Football (FBF), uma dissidência da  então Confederação Brasileira de Desportos (CBD). Os membros da entidade achavam que o futebol deveria ter uma associação própria e causou dissidências em vários locais brasileiros. Com isto, a FBF organizou, em 1937, uma competição com seus campeões e assim surgia a Copa dos Campeões de 1937.

O torneio tinha como principal meta consagrar um campeão nacional no Brasil por meio dos vencedores estaduais do ano anterior. Então, foram chamadas seis equipes de cinco estados: Fluminense (campeão carioca), Portuguesa (campeã paulista), Atlético Mineiro (campeão mineiro), Rio Branco (campeão capixaba), o Aliança (campeão campista), e a Liga Sportiva da Marinha (equipe convidada).

A taça da conquista

O time do Atlético chegou ao título depois de quatro vitórias, uma derrota e um empate, fazendo 9 pontos. A única derrota foi para o então favorito Fluminense, em uma goleada por 6 a 0 na estreia. Mas, no jogo de volta o Galo vingou, vencendo o campeão carioca por 4 a 1, dando mostras de que surgia ali outro favorito ao título. O Fluminense foi o vice, com 6 pontos, sendo três vitórias e o mesmo número de derrotas.

Campanha completa do título da primeira competição interestadual promovida no Brasil:

13/01 - Fluminense 6 X 0 CAM 
20/01 - Rio Branco (ES) 1 X 1 CAM
24/01 - CAM 5 X 0 Portuguesa
31/01 - CAM 4 X 1 Flu
03/02 - CAM 5 X 1 Rio Branco (ES)
14/02 - Portuguesa 2 X 3 CAM

Com o título, o Atlético Mineiro ficou conhecido como o "Campeão dos Campeões", até porque a Copa dos Campeões foi o primeiro torneio envolvendo clubes de mais de dois estados brasileiros até então (em 1933, houve o primeiro Rio-São Paulo). O mais engraçado é que ainda em 1937, a FBF se incorporaria à CBD, ficando apenas uma entidade regendo o futebol brasileiro. E muitos anos depois é que a CBD se desmembraria, criando uma Confederação para cada modalidade esportiva, o que a FBF sempre defendeu.

Os jornais da época deram grande destaque à conquista atleticana. Os jornais mineiros consideravam o time e BH como o primeiro clube campeão Brasileiro. Tal repercussão chegou aos solos europeus. Treze anos depois, em dezembro de 1950, o jornal francês Le Monde estampava um amistoso e do clube mineiro diante do francais, no Estade de France, denominando-o como Campeão Brasileiro.

Jornal dos Sports destacando o título do Galo

Vale lembrar que o feito de 1937 do Galo não foi até hoje reconhecido pela atual CBF (o Atlético Mineiro nunca reivindicou o título). Os historiadores dizem que não houve continuação do torneio, como os já reconhecidos (a partir de 2010), como Taça Brasil e Roberto Gomes Pedrosa, realizados a partir de 1959 (em um reconhecimento que foi mais político do que estudado, diga-se).

Mas, independentemente de ser oficializado ou não, o feito atleticano de 1937 está marcado na história do clube, com registro na quarta estrofe do hino oficial do galo de BH. Sendo assim, não é atoa que os atleticanos do Brasil e do mundo cantam com orgulho, batendo no peito: "Nós somos Campeões dos Campeões. Somos orgulho do Esporte Nacional", com toda honra e merecimento. É o que diz a história do famoso e centenário Galo de Belo Horizonte.

O Paysandu de 2002 que aterrorizou o Brasil e voou rumo à Libertadores

Por Lucas Paes

Jogadores comemorando o título de campeão dos campeões de 2002: caminho para a Libertadores

A Copa dos Campeões foi uma competição criada com o intuito de definir o quarto time brasileiro classificado para a Copa Libertadores da América. A competição teve três edições: em 2000 o Palmeiras levou a taça, em 2001 foi a vez do Flamengo. Mas é o campeão de 2002 que é o assunto deste texto: o Paysandu de Vandick, Jobson e cia, onde também jogava o atual preparador de goleiros da Briosa, Robson Agondi, comandado por Givanildo de Oliveira, campeão em cima do Cruzeiro, naquela que foi a maior edição da competição até então.

Os paraenses entraram como campeões da Copa Norte de 2002. Além do Papão, estavam na competição o Flamengo, o Fluminense e o Vasco do Rio de Janeiro; São Paulo, Corinthians, Palmeiras e São Caetano de São Paulo; Cruzeiro, Atlético Mineiro, Grêmio e Atlético Paranaense vindos da Sul-Minas; Goiás vindo da Copa Centro-Oeste e Bahia, Vitória e Náutico da Copa do Nordeste.

Os jogos ocorreram nos estádios do Castelão (CE), Mangueirão (PA), Albertão (PI) e Machadão (RN). O Paysandu ficou no grupo A, ao lado de Corinthians, Fluminense e Náutico e as equipes jogaram apenas no Mangueirão. Jogando em casa, o Paysandu não estreou tão bem, empatando em 1 a 1 com o Corinthians. Na segunda rodada o time outra vez deixou a desejar e não saiu do zero com o Fluminense. Foi só no terceiro jogo que o Papão finalmente venceu, em um bom jogo contra o Náutico, por 3 a 2, classificando-se na primeira posição da chave.

Sandro Goiano e Fábio Júnior disputam jogada na final

Nas quartas de final, um duelo complicado contra o Bahia. O Bicolor paraense marcou primeiro com Jajá, levou o empate em pênalti convertido por Robson, o Robgol, mas, aos 45' da etapa final, em um pênalti mal marcado ,talvez compensando outro claríssimo não dado a favor dos paraenses, Jobson fez o gol da classificação do time da Curuzu para a próxima fase da competição.

Na semifinal, um duelo contra o gigante Palmeiras, que na época ainda não degringolava rumo ao descenso a série B, que viria um pouco mais tarde naquele distante 2002. O primeiro gol da partida saiu dos pés de Nenê, o mesmo que hoje veste a 10 do Vasco. Quem viu o Palestra sair em vantagem para o intervalo não imagina a avalanche que desmoronaria em cima do Alviverde. Logo no começo da segunda etapa, Vandick deixou tudo igual, depois, Trinidade virou após cobrança de falta para a área. Mesmo tentando pressionar de alguma forma, o Palmeiras levou o golpe de misericórida com Albertinho, que marcou o gol da classificação.

Partida contra o Palmeiras

Na final, o adversário seria outro gigante brasileiro, o Cruzeiro: no jogo de ida, num Mangueirão abarrotado, o Cruzeiro sai na frente com Fábio Júnior. O empate Bicolor veio com Sandro Goiano, no rebote da cobrança de falta de Vélber, que explodiu na trave. Joãozinho, porém, acertou belíssimo chute para deixar o Cruzeiro na frente. Depois, Albertinho ainda desperdiçou um pênalti para o Bicolor. Aparentemente, o sonho do Papão acabaria ali.

O segundo duelo da decisão foi um dos melhores jogos de futebol da década passada: jogando num Castelão, que não estava lotado, as equipes proporcionaram um espetáculo de encher olhos: Fábio Junior colocou o Cruzeiro à frente logo aos 9 minutos. Só que, logo depois, Vandick empatou. A virada paraense veio com Vandick, de novo, após um frangaço de Jefferson, aos 21’. Aos 39’, Cris empatou para a Raposa, que nem teve tempo de comemorar, pois no lance seguinte, de novo Vandick deixou o Papão à frente.

Na segunda etapa, Fábio Júnior empatou o jogo, após rebote de Marcão, aos 6’. O Bicolor da Curuzu, porém, voltaria a ter vantagem cinco minutinhos depois, com Jobson marcando de cabeça. A partir daí, ninguém mexeu mais no placar e a decisão foi para a marca da cal, onde heróis são condecorados e vilões execrados e condenados à eternas dolorosas recordações.

As penalidades que deram o título ao Paysandu

O Cruzeiro começou cobrando com Ricardinho, que mandou no travessão. Jobson foi o primeiro batedor paraense e apenas deslocou Jefferson para fazer 1 a 0. Na segunda batida do Cruzeiro, outra bola no travessão, dessa vez de Vander. Velber, por sua vez, chutou no cantinho, e mesmo acertando o lado que a bola foi, Jefferson não conseguiu defender: 2 a 0 Paysandu. A situação começava a complicar para o time estrelado, e Jussiê entregou a chance do título aos paraenses, após ter sua cobrança defendida por Marcão.

Tudo ficou para os pés de Luiz Fernando, encarregado da possível última pá de cal no caixão cruzeirense e de bater o pênalti mais importante da história do Paysandu. O chute foi rasteiro, no canto e tocou na lateral da rede, que como se fosse uma ignição, explodiu a comemoração da torcida do Paysandu, espalhada desde o Castelão até qualquer confim deste planeta onde alguém fardasse sua camisa naquele dia 4 de Agosto de 2002: o Paysandu era campeão da Copa dos Campeões e estava classificado para a Libertadores de 2003.

Destaques da Equipe

Em 2002, o Paysandu conquistou o Paraense, Copa Norte e Copa dos Campeões

Marcão - Goleiro que passou a jogar a partir do segundo jogo, Marcão foi essencial e fez diversas defesas importantes na competição. 

Sandro Goiano - Antes de chegar à uma final de Libertadores com o Grêmio, Sandro Goiano foi o cão de guarda do meio de campo do Papão da Curuzu entre 2000 e 2004, jogando tanto a Copa dos Campeões quanto a Libertadores no ano seguinte. De quebra, ainda marcava seus golzinhos, como o gol de empate no primeiro jogo da decisão da Copa dos Campeões. 

Jobson - Sem ter grande passagem por nenhum outro clube, no Papão Jobson foi essencial na campanha do título da Copa dos Campeões de 2002, marcando gols importantes e participando da maioria das jogadas.

Vélber - Um dos melhores jogadores daquela equipe, Vélber comandava o meio de campo bicolor na campanha da Copa dos Campeões. Além da passagem pelo Paysandu, fez parte do grupo campeão Paulista e da Libertadores do São Paulo em 2005.

Vandick - Aos 36 anos, Vandick foi vice artilheiro da Copa dos Campeões de 2002, marcando 5 gols. No Papão, antecedeu Robgol, artilheiro absoluto da equipe em 2003. Considerado um dos grandes ídolos da história do Papão da Curuzu, Vandick se aposentou em 2003.

O Curioso do Futebol

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