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Carlos Alberto Silva e sua passagem vitoriosa como técnico do Porto

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Carlos Alberto Silva teve uma passagem bem sucedida pelo Porto

Carlos Alberto Silva nasceu em Bom Jardim de Minas, em Minas Gerais, no dia 14 de agosto de 1939, e teve uma carreira como jogador, mas teve mais sucesso como treinador. Como profissional na beira do gramado comandou grandes times, inclusive a seleção brasileira, e passou pelo futebol europeu, sendo campeão pelo Porto.

A sua trajetória dentro de campo acabou cedo, mas a sua vida no futebol ainda não tinha finalizado. Pois se formou em Educação Física, e Alberto voltou a campo, mas dessa vez fora das quatro linhas, sendo treinador. Sua primeira equipe foi a Ferroviária, um clube do interior paulista.

O treinador ficou na Ferroviária apenas dois anos, 1972 e 73, e ficou longe do futebol alguns anos, até voltar a dirigir um clube em 1978, quando assumiu o Guarani, sendo campeão brasileiro, título que completou 45 anos no último 13 de agosto.

Depois disso sua carreira alavancou, tendo passagens por grandes times do futebol brasileiro, como São Paulo, Atlético Mineiro, Palmeiras, Cruzeiro, entre outros. Após fazer sucessos em alguns desses clubes, o treinador foi convidado para dirigir a Seleção Brasileira em 1987.

Na Amarelinha, teve um percalço, que foi a derrota por 4 a 0 para o Chile, na Copa América. Mas, foi campeão dos Jogos Pan-Americanos de 1987, do Torneio Bicentenário da Austrália e medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 1988. Mas, ainda em 1988, acabou sendo trocado por Sebastião Lazaroni.

Em 1989, foi contratado novamente pelo São Paulo, sendo vice-campeão brasileiro, mas após o péssimo desempenho no Campeonato Paulista de 1990, foi demitido. Depois, foi para o futebol Japonês, quando treinou o Verdy Yomiuri Kawasaki.

Depois de um ano retornou ao Brasil, dessa vez para comandar o Corinthians, mas ficou pouquíssimo tempo, pois logo na sequência recebeu uma ótima proposta do futebol europeu. Carlos foi contratado pelo Porto, uma nova experiência na vida do treinador.

O técnico chegou para dirigir um dos maiores clubes do país, e conseguiu acertar a equipe, montando um grande time. Em sua primeira temporada, já acertou e fez o Porto mostrar um bom futebol, sendo bem regular, e mostrando uma força nos torneios nacionais.

O Porto fez uma grande campanha no campeonato nacional, se tornando campeão em 1991-92. Mas a boa sequência não parou por aí, pois na próxima temporada a regularidade continuou, e a equipe se manteve com bom futebol, sendo a grande força do país.


A equipe conseguiu conquistar o bicampeonato nacional, fazendo mais uma ótima campanha. O treinador fez um excelente trabalho nos seus dois primeiros anos no clube, ganhando uma idolatria da torcida, mas isso não durou muito tempo, pois na temporada seguinte, a equipe não conseguiu manter e o técnico acabou sendo demitido, retornando ao futebol brasileiro.

Mas seu desempenho gerou bons frutos, além de outra boa campanha dirigindo o Guarani, em 1994. Entre 1996 e 1997, ele foi o treinador do Deportivo La Coruña. Seu último clube foi em 2004, novamente em Portugal, quando dirigiu o Santa Clara. Infelizmente, em 2017, Carlos Alberto Silva estava se recuperando de uma cirurgia no coração, mas acabou não resistindo, falecendo no dia 20 de janeiro, aos 77 anos.

A passagem de Carlos Alberto Silva pelo La Coruña

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Carlos Alberto Silva treinou o La Coruña em 1997

Carlos Alberto Silva foi um dos grandes treinadores que o Brasil já formou. Ídolo da torcida do Guarani, onde comandou a equipe campeã do Brasileirão de 1978, conquistou estaduais por São Paulo, Atlético Mineiro e Santa Cruz e fez grande sucesso treinando o Porto, onde também deixou seu nome marcado na história do clube com dois títulos portugueses. Outra passagem do brasuca pela Europa se deu em 1997, quando chegou ao Deportivo La Coruña.

Tradicionais, os Branquiazuis conquistaram um dos últimos títulos de La Liga que não ficou com o "Trio de Ferro" envolvendo Barça, Real Madrid e Atlético. É justamente sobre essa equipe que Carlos Alberto Silva tem certa importância, já que ajudou a moldar alguns dos pilares que conquistariam, sobre o comando de Javier Irueta, o título nacional.


Ele chega a Galícia em fevereiro de 1997, inicialmente com contrato até junho daquele ano, que marcava o fim da temporada européia. Nos primeiros meses, faz um trabalho bastante consistente, mantendo o Súper Dépor nas primeiras colocações, ajuda a equipe a conquistar uma ótima terceira colocação na Liga de 1996/1997.

Seu talento para observação rendeu frutos na Espanha, quando ajudou a desenvolver o talento de Rivaldo, que acabou deixando o Riazor ao fim da temporada 1996/1997. Acima de tudo, a grande contribuição de Carlos Alberto talvez tenha sido trazer aquele que provavelmente é o maior ídolo da história do Deportivo, quando chegou ao clube o brasileiro Djalminha, ao fim daquele biênio de 1996/1997. Na época, além dele, estavam lá nomes como Flávio Conceição, Luizão e Mauro Silva. Deles, apenas Luizão não foi peça chave no histórico título espanhol em 2000.


Acabou deixando o clube ainda em 1997, por volta de Outubro. Rapidamente acabou contratado pela Portuguesa de Desportos, para a disputa da fase final do Brasileirão de 1997. Apesar de não conquistar títulos pelos Herculinos, ficou a marca histórica de trazer Djalminha e lapidar talentos que seriam essenciais nos períodos mais gloriosos do clube.

Em 1987, Chile goleou o Brasil na Copa América

Por Lucas Paes

Goleada chilena valeu classificação para as semifinais

Não é muito comum ver a Seleção Brasileira ser vitima de uma goleada. O 7 a 1 histórico e vexatório do Mundial de 2014 é uma exceção, porém não é a única vez que os brasucas foram goleados em uma competição importante. Algumas vezes, os Canarinhos foram vítimas de resultados amplos a favor de seus adversários. Em 1987, na Copa América, na Argentina, o Chile, tão comumente vítima brasileira, desceu uma pancada pra cima dos comandados de Carlos Alberto Silva. 

Aquele time passava por uma transição de gerações. Saíam a geração de Zico, Sócrates e cia e chegavam jogadores como Raí, Edu Marangon, um ainda jovem Romário e Bebeto, entre outros. É claro que alguns remanescentes de 1986 ainda estavam presentes, como o goleiro Carlos, Josimar, Júlio César, Valdo e Müller. Mas o técnico Carlos Alberto Silva buscava rejuvenescer a equipe.

Aquele jogo contra o Chile, no dia 3 de julho, valia a vaga nas semifinais da Copa América. O Brasil, que havia vencido a Venezuela na estreia, por 5 a 0, precisava do empate para avançar. Já os chilenos, que também venceram a Viño Tinto, só que por 3 a 1, precisava do triunfo para conseguir a classificação. Porém, ninguém esperava o placar que aconteceu naquele jogo, muito menos os brasileiros.

Time chileno que goleou o Brasil

Jogando em Córdoba, mais precisamente no Chateau Carreras, o Brasil viu o Chile abrir o placar aos 41 minutos do primeiro tempo, quando Contreras bateu uma falta com precisão e a bola foi na cabeça de Ivo Basay Hatimovic, que botou paras as redes. O primeiro tempo que parecia caminhar para um zero a zero, terminava com vantagem Roja.

Logo no começo do segundo tempo, aos 6’, Geraldão bobeou e uma cobrança de tiro de meta de Rojas virou um lançamento para Letellier, que tocou por cima de Carlos e marcou o segundo. A expulsão de Nelsinho, pouco depois do gol, complicou ainda mais as coisas para o Brasil. Um milagroso empate poderia até ajudar os Canarinhos, mas a sorte estava do lado vermelho. Aos 21’, Contreras bateu um escanteio perfeito que mais uma vez encontrou a cabeça de Basay Hatimovic, que deu um torpedo de cabeça para as redes, praticamente matando o jogo.

O time que levou uma das maiores derrotas da história da Seleção

Oito minutos depois, La Roja lançou a pá de cal sobre o caixão brasuca. Em uma jogadaça após uma roubada de bola em cima da Raí, Letellier e Astengo tabelaram e o camisa 9 fez seu segundo gol no jogo, transformando o placar em goleada e acabando com qualquer mínima esperança brasileira. O apito final do uruguaio Juan Cardellino marcou o fim da trajetória brasileira na Copa América de 1987.

O Chile terminaria com o vice-campeonato da competição, perdendo para o Uruguai na final. Porém, o saldo foi altamente positivo: um dos destaques do time, o goleiro Rojas, acabou sendo contratado pelo São Paulo, onde ficou no clube por anos, chegando a até ser treinador do Tricolor. O arqueiro ficaria 'famoso' pelo que fez em um outro Brasil e Chile, o das Eliminatórias para a Copa de 90, no Maracanã, no famoso caso da "Fogueteira", mas isto é um assunto para outra matéria.

Já a Seleção Brasileira daria o troco no Chile na final dos jogos Pan-Americanos daquele ano, em Indianápolis, nos Estados Unidos. Os Canarinhos venceram a final por 2 a 0, fazendo os gols na prorrogação. Naquela época, a regra tanto os jogos Pan-Americanos quanto as Olimpíadas era que só poderiam jogar atletas que não tivessem jogado pelas seleções em jogos de Copa do Mundo. Isso permitiu ao Brasil levar jogadores como Edmar e Andrade para a competição.

 Gols do jogo

Ficha Técnica
BRASIL 0 x 4 CHILE

Data: 3 de Julho de 1987
Local: Estádio Chateau Carreras - Córdoba - Argentina
Árbitro: Juan Candellino (Uruguai)
Assistentes: Ricardo Calábria e Elias Jacome (Uruguai)

Cartão Amarelo: 
Brasil: Edu Marangon

Cartão Vermelho: 
Brasil: Nelsinho

Brasil: Carlos; Josimar, Júlio César, Ricardo Rocha (Geraldão) e Nelsinho; Douglas Menezes, Raí, Edu Marangon e Valdo (Romário); Müller e Careca - Técnico: Carlos Alberto Silva

Chile: Rojas; Reyes, Astengo, Toro e Homazábal; Pizarro, Mardones e Contreras; Puebla, Basay Hatimovic (Zamorano) e Letellier (Salgado) - Técnico: Orlando Enrique Avena

As grandes façanhas de Carlos Alberto Silva


Um treinador reconhecido em todo mundo nos deixou no dia 20 de janeiro de 2017. Carlos Alberto Silva conquistou diversos títulos por onde passou, sendo que alguns foram verdadeiras façanhas, sendo algumas inéditas e dificilmente serão repetidas.

Algumas conquistas na carreira do treinador foram até 'comuns', como os Paulistas de 1980 e 1989, pelo São Paulo, o Mineiro de 1982, pelo Atlético Mineiro, e o Pernambucano de 1983, pelo Santa Cruz, e o Japonês de 1991, pelo Verdy Yomiuri Kawasaki. Com isso, O Curioso do Futebol separou alguns momentos interessantes na carreira do técnico.

GUARANI


É considerado o maior treinador da história do clube, até porque comandou a equipe no título mais importante do Bugre: o Campeonato Brasileiro de 1978. Revelando nomes como Careca, Zenon e Renato, o Alviverde de Campinas é até hoje o único time do interior a conquistar o Brasileirão, quando bateu o Palmeiras na final. Esta é, provavelmente, a maior façanha clubística do futebol tupiniquim. Porém, a história de Carlos Alberto Silva no Guarani não pára neste título, já que também dirigiu o time em 1994, quando o Bugre fez grande papel no Nacional, chegando à semifinal (quando tinha, até ali, a melhor campanha) e montando uma dupla sensacional que fez muito sucesso no futebol: Amoroso e Luizão.


SELEÇÃO BRASILEIRA


Após bons trabalhos nos anos 80, Carlos Alberto Silva foi convidado por Octávio Pinto Guimarães, presidente da CBF na época, a assumir a Seleção Brasileira depois da Copa de 1986. No 'Escrete Canarinho', o treinador iniciou um processo de renovação, que teve alguns percalços, como a goleada sofrida para o Chile que culminou com a eliminação precoce na Copa América de 1987. Porém, depois teve bons resultados, como a conquista da medalha de ouro no Pan de 1987 (a última do futebol masculino brasileiro) e a prata nas Olimpíadas de Seul, em 1988, com um time que jogava um belo futebol. Carlos Alberto Silva foi o treinador que levou pela primeira vez para a Seleção nomes como Romário, Bebeto, Ricardo Rocha, Taffarel, Jorginho e Aldair, jogadores que conquistariam a Copa do Mundo em 1994. Saiu da Seleção na troca da presidência da CBF: Ricardo Teixeira assumiu o comando da entidade, em 1989, e resolveu contratar Sebastião Lazaronni como treinador.


FC PORTO


"Técnico brasileiro não se dá bem na Europa!". Esta frase feita, repetida por muitos foi quebrada por Carlos Alberto Silva. Tudo bem, foi em Portugal e no FC Porto, equipe que dominava o futebol lusitano na época, mas o treinador, nos dois anos em que esteve por lá, continuou a hegemonia: conquistou o bi-campeonato Português (1992 e 1993), além da Supertaça de Portugal de 1992. Este bom trabalho em terras portuguesas foi um 'cartão de visitas' para a sua segunda experiência europeia.


DEPORTIVO LA CORUÑA


Aqui, a frase "técnico brasileiro não se dá bem na Europa!" é mais uma vez quebrada. Tudo bem que ele não conseguiu conquistar um título em sua passagem pela Espanha (até porque o Deportivo era conhecido como o time do quase naquele momento), mas Carlos Alberto Silva ficou à frente da equipe de La Coruña por duas temporadas: 1996/1997 e 1997/1998. O treinador levou alguns brasileiros que já tinham passado pelo seu comando, como Rivaldo, Flávio Conceição, Luizão e Djalminha, e se não conquistou canecos, fez um trabalho consistente, se mantendo por duas temporadas e iniciando a base do Deportivo que ganharia, finalmente, o Campeonato Espanhol na temporada 1999/2000, tendo em Djalminha, o jogador que ele levou, como o grande craque.

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