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A história do zagueiro Gustavo no Athletico Paranaense

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Gustavo atuando no Furacão

O Athletico Paranaense é hoje uma das forças do futebol brasileiro, sempre incomodando equipes maiores e chegando longe em competições nacionais e internacionais. Dono da alcunha para muitos de 13º grande, o Furacão começou seu crescimento em meados da década de 1990 e deixou o rival Coritiba para trás para dominar o estado. Um dos jogadores chaves no início dessa ascensão rubro-negra foi o zagueiro Gustavo Caiche, que atuou no clube entre 1998 e 2002 e retornou mais velho em 2008.

Conhecido como "zagueiro rock'n'roll", Gustavo nasceu em 4 de junho de 1976, na cidade de Ribeirão Preto e começou sua trajetória no esporte bretão jogando pelo Botafogo de Ribeirão Preto. O começo do zagueiro na Pantera foi muito bom e seu futebol logo começou a chamar atenção de vários times. Foi assim que, em 1998, ele foi contratado pelo Atlético Paranaense, numa época onde começava o crescimento do Furacão rumo a um maior protagonismo nacional.

Gustavo estreou em 1998, durante a disputa do Campeonato Paranaense e rapidamente virou titular da equipe. Já em seu primeiro ano no clube foi chave na conquista do título do Campeonato Paraense, ao mesmo tempo em que era importante na defesa, Gustavo também aprontava no ataque, finalizando e chegando para ajudar nas jogadas ofensivas. Ao mesmo tempo, já muito cedo no clube conviveu com lesões crônicas no tornozelo.


Fez parte do time que levou a Seletiva para a Libertadores de 1999 e em 2000 fez o gol do título do Campeonato Paranense em cima do Coritiba. Já campeão de muita coisa pelo clube, fez ainda mais em 2001, quando foi um dos destaques do time campeão do Brasileirão daquele ano, inclusive tendo marcado vários gols em jogos decisivos e jogando a final contra o São Caetano lesionado. 

Permaneceu no Furacão até o final de 2002, quando acabou negociado com o Palmeiras, clube pelo qual passou a jogar a partir do ano seguinte. Retornaria ao Furacão em 2008, mas já em final de carreira, faria apenas quatro jogos naquele ano. No total, somando as duas passagens, combinando números da Wikipedia e do Ogol, somou 95 jogos pelo Furacão, marcando 23 gols. 

Athletico Paranaense vai à final da Libertadores e acaba com sonho palmeirense de terceiro título seguido

Foto: Divulgação/Conmebol

O jogo foi no Allianz Parque

O Athletico Paranaense chegou lá. O Furacão foi até o Allianz Parque, aguentou a pressão do Palmeiras, ficou com um a mais na expulsão de Murilo e se classificou para a final da Libertadores. O rubro-negro foi buscar o empate por 2 a 2, em jogo disputado na noite desta terça, dia 6 de setembro e agora pela segunda vez é finalista da maior competição de clubes do continente. Agora, provavelmente fará a decisão contra o Flamengo, que possuí uma absurda vantagem na outra semi. 

No primeiro jogo, na Arena da Baixada, o Furacão ficou com um a menos mas venceu o Palmeiras pelo placar mínimo, obtendo vantagem pequena para o jogo do Allianz. Depois, no Brasileirão, o rubro-negro bateu o Fluminense com o time reserva em casa por 1 a 0, enquanto o Palmeiras ficou no empate por 2 a 2 contra o Red Bull Bragantino em Bragança. 

A estratégia rubro-negra morreu cedo. Com três minutos, o Palmeiras, já pressionando, pulou na frente com Scarpa, aproveitando boa jogada coletiva do time alviverde finalizada dentro da área. O Verdão seguiu pressionando. Pouco depois, Scarpa tentou de longe e Bento pegou. O time paulista seguiu em cima. Dudu tentou aos 15', mas chutou mal e Bento segurou. Na sequência o Furacão escapou em tentativas de Vitor Roque, mas pouco ofereceu de perigo. 

O alviverde seguia criando. Aos 25', Tabata chutou para defesa tranquila de Bento. O time da casa seguia em cima,mas parava em interceptações da defesa rubro-negra. Aos 40', Scarpa parou em boa defesa de Bento, em lance anulado por impedimento de Dudu. Quando parecia que a ação no primeiro tempo havia acabado, Murilo foi expulso, após intervenção do VAR, devido a entrada em Vitor Roque. 

Na etapa final, o Palestra voltou esperando mais o Furacão, que seguia pouco eficiente na frente. Quando atacava, o Verdão era mais perigoso e num lateral cobrado por Marcos Rocha, Gustavo Gomez fez o segundo de cabeça, aos nove minutos. Sem se intimidar e sem ter nada a perder, o Furacão diminuiu e botou fogo no jogo aos 18', numa jogada de Vitinho, que cruzou, Vitor Roque escorou e Pablo mandou para a rede, diminuindo placar. 


Aos 24', Vitinho tentou de longe e mandou por cima. O Verdão respondeu aos 27', num chute forte de Gabriel Menino que Bento defendeu  Aos 35', num lance perigoso na área, Vitinho bateu para defesa tranquila de Weverton. Aos 38', Terans acertou um chutaço, que desviou e matou Weverton, empatando o jogo e classificando o rubro-negro a decisão. 

Agora, o aguarda Vélez ou Flamengo na decisão da Libertadores, com os brasileiros tendo imensa vantagem conquistada no confronto de ida. A decisão rola no dia 29 de outubro, sábado, no Monumental de Guayaquil, no Equador, em jogo único. No Brasileirão, o Verdão agora terá o Juventude, no sábado, dia 10, às 21 horas, no Allianz Parque. O Athletico pega o Avaí no dia seguinte, na Ressacada, às 11h, ambos os jogos pelo Brasileirão. 

A apagada passagem do meia Aguilera pelo Atlético Paranaense

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Aguilera atuando no Furacão

O futebol paraguaio vive hoje um momento complicado. Já sem revelar bons jogadores a algum tempo, a seleção tricolor passa longe de viver seus melhores momentos e hoje enfrenta já um período relativamente longo sem ir a Copa do Mundo. Nos anos 1990, os paraguaios tinham times fortes e tiveram uma geração de ouro, com alguns jogadores passando bem pelo futebol brasileiro e que "trouxeram na esteira" outros, que já não tiveram o mesmo desempenho. Nessa segunda barca, um dos que veio atuar aqui foi o meia Edgar Aguilera, que atuou no Atlético Paranaense e completa 46 anos neste dia 28 de julho.

Parte do elenco paraguaio na Copa do Mundo de 1998, Aguilera era reserva e sequer atuou durante aquele mundial, passando a Copa no banco. Na época jogador do Cerro Corá, onde havia iniciado sua carreira e jogado desde os 17 anos, chegou com status de uma grande contratação gringa ao Furacão, desembarcando como estrela em Curitiba e causando muita expectativa no torcedor rubro-negro.

Porém, a expectativa foi em vão. Aguilera pouco conseguia mostrar no time paranaense e a exemplo da maioria dos paraguaios que atuou no Brasil naquela época, com exceções óbvias de nomes como Gamarra, Arce e Rivarola, decepcionou. Atuou em apenas cinco jogos no Brasileirão de 1998 e rapidamente o Furacão viu que ele não serviria para a equipe. Acabou retornando ao Paraguai, para atuar pelo Cerro ainda naquele ano. 

Atuou por duas partidas completas, contra Vasco e América de Natal e em menos tempo em outras três naquele campeonato. Os rubro-negros terminaram apenas na 16ª colocação na competição, sem conseguir grandes coisas. Marcado negativamente, Aguilera não passaria mais pelo futebol brasileiro ao longo de sua carreira.


O meia ainda passou por alguns clubes, desde grandes do seu país como Cerro e Guraní até em pequenos até pendurar as chuteiras, o que ocorreu relativamente cedo em seu caso, quando tinha apenas 31 anos, atuando pelo General Caballero, em 2006. 

O Curioso do Futebol

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