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A estreia de Nílton Santos na Seleção Brasileira

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Nílton Santos na época

Conhecido como um dos maiores laterais de todos os tempos, o carioca Nílton Santos é sem sombra de dúvida um dos nomes mais importantes de toda a história do futebol no Brasil. Dono de uma categoria sem igual, o ídolo botafoguense foi um revolucionário da função de lateral e mudou muita coisa em sua posição para sempre. É claro que um sujeito de tamanha estirpe teve uma carreira também na Seleção Brasileira, que começou em 1949, mais especificamente em 17 de abril daquele ano.

Nascido em 16 de maio de 1925, Nílton Santos começou sua carreira no esporte bretão relativamente tarde, subindo para os profissionais do Botafogo apenas aos 22 anos, em 1948. Titular absoluto desde o começo de sua trajetória, começou logo a chamar atenção pelo seu bom futebol. Assim, já em 1949 acabou convocado pela primeira vez pela Seleção Brasileira, em meio a preparação para a Copa do Mundo do ano seguinte, que seria no Brasil.

Foi convocado na época para a disputa do Sul-Americano de 1949 (a atual Copa América). Naquele período, o torneio era inclusive disputado em pontos corridos. O Brasil fez uma campanha basicamente impecável e venceu seis de sete jogos possíveis. Nílton era reserva daquele time, mas fez sua estreia jogando um tempo de um jogo diante da Colômbia. 


O jogo estava já 3 a 0 na altura em que Nílton entrou na partida e sua atuação não foi ruim, num cenário muito seguro para alguém que, independente da idade, estreava num cenário de jogo de Seleção. O Brasil ainda marcaria dois gols e terminaria goleando por 5 a 0, numa atuação particularmente incrível do grandioso Ademir de Menezes, que marcou dois gols naquela "tarde" de Pacaembu. 

No total, Nílton Santos faria 76 jogos pela Seleção Brasileira. Estaria no time da Copa do Mundo de 1950, onde não chegou a entrar em campo. Marcou o primeiro de seus três gols pela Amarelinha num duelo diante do Paraguai, no Campeonato Sul-Americano de 1953. Seu último jogo pela Canarinho foi diante da Tchecoslováquia, na final da Copa do Mundo de 1962, onde ele inventou o icônico gesto de levantar a taça. 

99 anos da Resposta Histórica do Vasco - Um símbolo contra o racismo no futebol brasileiro

Com informações do Vasco da Gama
Foto: arquivo

Time do Vasco na época

A história do Vasco da Gama é marcada por fatos que demonstram inegavelmente a disposição da agremiação vascaína, por intermédio dos seus dirigentes, associados e torcedores, para lutar contra males sociais que afligem a nossa sociedade, como o racismo, a homofobia e a transfobia. Está também gravado no espírito do Vasco da Gama o compromisso de combater as desigualdades sociais através de sua atuação no esporte e na sociedade. O lema “RESPEITO-IGUALDADE-INCLUSÃO” espelha um compromisso que não é apenas do Clube, mas de todos os vascaínos e vascaínas.

O Vasco da Gama foi fundado no dia 21 de agosto de 1898. Surgia, então, uma instituição luso-brasileira constituída por homens simples, a sua maioria portugueses e brasileiros do comércio do Rio de Janeiro, mas com o brio e a bravura necessários para levar a recém-criada agremiação à tão almejada grandeza esportiva. À época, o Vasco era uma nova agremiação náutica dentre outras já existentes, mas seus criadores possuíam o objetivo de que se tornasse um Gigante. Desde o seu surgimento, a agremiação vascaína tem sido uma coletividade onde se juntam, onde se congregam, pessoas de todas as origens, sob uma mesma bandeira e símbolos, à sombra de um mesmo ideal: a grandeza do Vasco.

No início do século XX, o Vasco da Gama tinha a maior parte dos seus atletas de remo oriundos das camadas populares, brasileiros e portugueses, em sua maioria empregados no comércio em postos de atendentes de balcão. De um modo geral, os sócios/atletas vascaínos eram enxergados pela elite dirigente da época como inaptos para a prática do esporte, por conta de sua origem e suas condições sociais. A evolução esportiva da agremiação vascaína, possível graças a participação desses “indesejáveis do remo” acolhidos pelo Vasco, incomodou aos poderosos. Porém, graças aos seus modestos e valorosos atletas, o C.R. Vasco da Gama conquistou, dentre outras glórias, o seu primeiro bicampeonato de remo da cidade do Rio de Janeiro (1905-1906). O Vasco alcançou inúmeras vitórias nesse esporte náutico e se tornou, ainda na segunda década do século passado, o clube mais vitorioso no remo da então capital do Brasil, sendo conhecido e reverenciado em todo país.

Em 1915, o Vasco da Gama adotou a prática do futebol. Os dirigentes vascaínos tinham como objetivo que o Clube fosse igualmente vitorioso nesse esporte, que havia suplantado a popularidade do remo. Novamente, o Vasco viria a conflitar com agremiações coirmãs para defender os excluídos da sociedade. No ano de 1923, o Vasco da Gama conquistou o seu primeiro título de Campeão Carioca. O Clube, com um time recheado de jogadores das camadas populares, os lendários Camisas Negras, conseguiu desbancar um a um os seus adversários. Realizando uma campanha espetacular, a equipe vascaína fez história ao conquistar pela primeira vez o campeonato com jogadores negros e brancos de baixa condição social, abalando a estrutura do racismo e do preconceito social existentes no futebol. De 1906 a 1922, não havia jogadores das camadas populares nas equipes que conquistaram o campeonato de futebol da cidade do Rio de Janeiro.

A conquista do Campeonato de 1923 foi um marco esportivo para o futebol brasileiro e um divisor de águas na evolução do esporte em nosso país. Essa façanha vascaína revoltou àqueles que monopolizavam os títulos e que comandavam o futebol na Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT), principal associação de agremiações que praticavam esse esporte na então maior metrópole do Brasil. Nos primeiros meses de 1924, em resposta à ousadia do Vasco da Gama em formar uma equipe que representava a diversidade do povo brasileiro, ocorreu uma cisão que resultou na criação de outra liga, a Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (AMEA). O Vasco foi convidado a participar dessa entidade e a princípio aceitaria entrar na nova liga. Porém, exigiram do Clube que excluísse 12 (doze) jogadores de suas equipes, 7 (sete) do primeiro quadro e 5 (cinco) do segundo quadro, pois, esses atletas estariam em desacordo com os “padrões morais” necessários para a prática do futebol. Nossos jogadores eram vistos como os “indesejáveis” do futebol.


Em resposta às exigências da AMEA, marcadas pelo racismo e o preconceito social, o então presidente vascaíno, José Augusto Prestes, emitiu um ofício comunicando que o Clube desistiria de fazer parte da nova liga, por não aceitar a exclusão de seus atletas e por “(…) não se conformar com o processo porque foi feita a investigação das posições sociais desses nossos consórcios, investigação levada a um tribunal onde não tiveram nem representação nem defesa”; (Ofício CRVG nº261, 07 de abril de 1924). A “Resposta Histórica” demarca uma postura institucional inequívoca do Vasco da Gama alinhada com as camadas populares e na defesa de um futebol democrático, sem preconceito racial/étnico e social.

A sequência dessa luta do Vasco por um futebol democrático foi a construção do estádio do Clube, uma demonstração incontestável da força desse colosso do esporte mundial, que mesmo possuindo um grande número de torcedores e já tendo sido campeão no Rio de Janeiro, era visto pelos rivais como um clube de menor importância, por não possuir uma arena esportiva. O Estádio de São Januário, inaugurado em 1927, foi construído com as lágrimas, o suor e o dinheiro dos vascaínos. Um verdadeiro templo do povo, que à época de sua inauguração era o maior estádio da América do Sul, com capacidade para 40.000 espectadores. O estádio do Cruzmaltino é uma obra monumental, que assim como a “Resposta Histórica”, materializa a conduta da agremiação vascaína de ficar ao lado dos seus atletas, enfrentando o racismo e o preconceito social. A realização desse grande feito, um marco para o esporte do Brasil, não seria possível sem a união da imensa colônia portuguesa do Rio de Janeiro com os milhões de brasileiros que aderiram ao Vasco da Gama em todo o país.


Na contemporaneidade, o Vasco da Gama tem a sua história como a principal fonte de inspiração para tomar decisões e promover ações que ratifiquem o Clube como um agente engajado em pautas sociais importantes, em especial, o combate ao racismo, a homofobia e a transfobia e em prol da inclusão social. A agremiação vascaína busca destacar-se no combate às desigualdades sociais através de ações afirmativas, da denúncia e do enfrentamento a qualquer forma de preconceito. Recentemente, o C.R. Vasco da Gama apresentou à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) suas melhores práticas no combate a todas as formas de preconceito e uma proposta para a implantação de regras de punição desportiva em casos de racismo nos estádios, que foi acatada pela entidade nacional no início do corrente ano. Além disso, o Vasco da Gama tem orgulho de ser utilizado como caso de sucesso nas campanhas da FIFA de combate ao racismo no futebol mundial.

Luto! Morre, aos 99 anos, Joaquim da Rocha Brites, ex-presidente da Portuguesa Santista

Foto: Eduardo Silva / TV Tribuna

Joaquim da Rocha Brites estava com 99 anos

Faleceu nesta segunda-feira, dia 15 de novembro, aos 99 anos, o empresário Joaquim da Rocha Brites, ex-dirigente da Portuguesa Santista, também ligado ao Centro Cultural Português de Santos, apoiador da Escola Portuguesa e diversas associações da Baixada. Ele foi presidente da Portuguesa Santista em três oportunidades (1965/1967, 1979/1972 e 1988/1990).

Joaquim da Rocha Brites nasceu na freguesia de Bustos, em Portugal, no dia 12 de janeiro de 1922 e chegou ao Brasil aos 13 anos de idade, em 1936, logo começando a trabalhar com seu tio Adelino, um próspero agricultor e empresário que lhe direcionou a um curso de contabilidade, fundamental para que iniciasse no ramo comercial, mais especificamente na exportação de bananas, atividade a qual dedicou-se posteriormente na produção e exportação.

No Brasil, ainda pré-adolescente, se apaixonou pela Portuguesa Santista, muito por conta de um argentino que havia recém-chegado ao estádio Ulrico Mursa: Tomás Beristein. Brites foi um dos últimos que estavam vivos que viu o craque, que em sua terra natal defendeu Platense, San Lorenzo e Seleção, vestir a camisa Rubro Verde no início dos anos 40. Os relatos são de que até hoje a Briosa não teve um jogador igual.

Na primeira vez em que foi presidente do clube, logo de cara conquistou a Divisão de Acesso Paulista de 1964. Ele assumiu em 1965, mas como a competição foi além da sua temporada, o jogo contra a Ponte Preta, que definiu o título da competição, foi em março do ano seguinte, Brites foi o presidente campeão.


Em sua segunda passagem na presidência, assumiu o clube no ano seguinte ao rebaixamento no Paulistão. Entre 1979 e 1982, a Briosa brigou pelo acesso nas temporadas, mas não conseguiu exito. Já em seu terceiro mandato, entre 1988 e 1990, teve uma atitude que desagradou os torcedores: licenciou o clube das competições da Federação Paulista de Futebol. A Briosa só voltou aos campos em 1991, já na gestão de Marcus de Rosis.

Ainda fez parte do Conselho Deliberativo do clube e Brites ainda casou-se com Deolinda Brites com quem tem três filhos: Sérgio, Eduardo e Pedro. O presidente da Associação Atlética Portuguesa, Sérgio Schlicht, decretou luto oficial de três dias.

'Casa' do União Barbarense completa 99 anos

Com informações da FPF
Foto: Reprodução Wikipédia

Estádio Antônio Lins Ribeiro Guimarães faz aniversário nesta sexta-feira

Santa Barbara d’Oeste é uma cidade do interior do estado de São Paulo. É conhecida pelo seu forte acerto cultural, que vai desde o artesanato até o esporte. Inclusive, é neste município que vive um dos mais tradicionais templos do futebol paulista. O Estádio Antônio Lins Ribeiro Guimarães completa 99 anos de sua inauguração, na sexta-feira, dia 22.

Com capacidade para quase 15 mil pessoas, o estádio está localizado na Rua 13 de Maio, no bairro de Vila Aparecida. Seu nome faz referência ao patrono do União Agrícola Barbarense Futebol Clube, pernambucano apaixonado por futebol que reivindicou, junto à diretoria da Usina Santa Bárbara, uma área destinada para a construção de um campo de futebol para o clube. Dessa forma, a empresa agrícola doou a área desejada, tornando possível a construção do estádio.

A estreia - A inauguração do estádio aconteceu em uma tarde do dia 22 de maio de 1921. Na ocasião, a equipe da cidade recebeu em sua nova casa o clube Concórdia, de Campinas, para uma partida amistosa. No duelo, melhor para os anfitriões, que venceram o jogo por 3 a 1.

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Templo contemporâneo - Hoje em dia, o templo que está a um ano de seu centenário continua sediando partidas. Para isso, passou por diversas reformas, tanto de ampliação quanto para melhorar as estruturas. Com uma distância mínima separando torcida do campo, o estádio é palco de jogos da Série A3 do Paulistão. 

Além disso, Estádio Antonio Lins Ribeiro Guimarães recebeu os jogos do Grupo 7 da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2020. Apesar do União Barbarense não ter disputado a última edição da competição, o clube foi representado pelo seu lar em partidas que jogaram Capivariano, Internacional-RS, Confiança-PB e Linense.

99 anos de Lusa! Há o que comemorar?

Por Élcio Mendonça
Foto: divulgação

Fora a história e o aniversário, torcida não tem o que comemorar atualmente

99 anos. Mas não há festa, não há bolo ou o que comemorar. Só há um silêncio profundo, repleto de nostalgia, que é o que sobra quando não há um presente para se viver ou um futuro para mirar.

A Portuguesa como conhecemos não existe mais. A camisa verde encarnada está lá, a Cruz de Avis também, mas não é ela.

Como um zumbi, que ainda preserva algumas feições de quando estava vivo e a roupa do corpo. Viramos isso. Perambulando sem direção pelos porões do futebol.

Talvez seja algo inédito na história. Um clube, à beira do centenário, estar numa situação pior do que a de sua fundação.

E não venham apontar este ou aquele caso como responsável por isso. Não existe má sorte ou perseguição. Chegamos aqui com as próprias pernas, através de inúmeras gestões incompetentes ou má intencionadas.

Enquanto na arquibancada todos querem o bem do clube, nos salões, sejam eles nobres ou não, todos olham para o próprio umbigo.

E assim descemos divisão por divisão, desfazemos nosso patrimônio em troca de nada e vamos desaparecendo.

A história? Pegando pó, perdida em meio a cultos, shows e qualquer outra coisa que renda alguns trocados. Só não sabemos para quem...

O Curioso do Futebol

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