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Aos 101 anos, morre Alberto Dualib, ex-presidente do Corinthians

Com informações do Corinthians, UOL e GE
Foto: arquivo pessoal

Dualib, em sua residência, com as faixas dos títulos que o Corinthians conquistou em sua era

Morreu na noite de terça-feira, dia 13, às 22h35, o ex-presidente do Corinthians Alberto Dualib, aos 101 anos de idade. Ele estava internado no Hospital Santa Catarina, em São Paulo, desde o dia 13 de junho. A causa da morte não foi divulgada. O clube paulista lamentou a morte do ex-cartola em seu perfil oficial no Twitter.

Nascido em Glicério, município do interior paulista na região de Araçatuba, o descendente de imigrantes libaneses se mudou com a família para São Paulo aos 10 anos de idade. Nos anos 1940, tornou-se sócio corinthiano.

Antes de ser presidente do clube por 14 anos, foi vice-presidente de Patrimônio e Obras, presidente do Conselho Deliberativo, vice-presidente de Futebol e vice-presidente Social. Por ter ocupado a presidência, tornou-se membro nato do Cori (Conselho de Orientação).

Foi presidente do Corinthians de 1993 a 2007, ano em que renunciou ao cargo por conta do processo de impeachment que se articulava no Conselho Deliberativo. Em 2008, o cartola passou a ser investigado pelo Ministério Público e teve seu nome excluído do quadro de sócios do Alvinegro.

O cartola ficou marcado pela construção de uma das equipes mais emblemáticas da história do Corinthians, nos anos 1998, 1999 e 2000. Por outro lado, é apontado como um dos responsáveis pela crise que resultou no rebaixamento na temporada 2007 — o único da centenária história do clube.

Pesavam acusações de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, estelionato e emissão de notas frias contra ele e dirigentes do antigo Grupo MSI, liderado pelo agente iraniano Kia Joorabchian, ex-parceiro do Corinthians.


Em 2013, Dualib foi condenado em segunda instância pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, por desvio de R$ 1,4 milhão dos cofres do Corinthians. Recorreu em liberdade até a extinção da pena por prescrição, no Superior Tribunal de Justiça, em 2018.

Nos seus mandatos, o futebol profissional conquistou títulos do Campeonato Paulista (1995, 1997, 1999, 2001 e 2003), da Copa do Brasil (1995 e 2002), do Brasileiro (1998, 1999 e 2005), Torneio Rio-São Paulo (2002) e do Mundial de Clubes (2000).

Em nota oficial, o Corinthians lamentou a morte e também informou que, viúvo de Elvira Real Dualib desde 2011, Dualib deixa três filhos, além de netos e bisnetos.

O Estádio de Laranjeiras e a Segunda Guerra Mundial

Com informações do Fluminense FC
Foto: arquivo Fluminense FC

O monomotor Fairchild PT-19 doado pelo Fluminense

O Estádio de Laranjeiras completa 101 anos de fundação neste 11 de maio. Com uma história de glorias, o local é marcado por títulos do Carioca, conquistados pelo Fluminense, e jogos da Seleção Brasileira, mas até a participação do Brasil na Segunda Grande Guerra Mundial guarda relação com a construção, palco da doação de um avião às Forças Armadas em 1942.

Os ataques da Alemanha aos navios e submarinos brasileiros na região Nordeste, unindo o Brasil aos Aliados durante a Segunda Guerra Mundial, foram o sinal para que o Flu entrasse na história do conflito. Nessa época, o Tricolor buscava o tricampeonato carioca, mas se juntou à mobilização de todo o país e à Campanha Nacional de Aviação (CNA), para ajudar a Força Expedicionária Brasileira (FEB) a obter os bens necessários para seus treinamentos e participação nos combates.

O então presidente Marcos Carneiro de Mendonça, ex-atleta do clube, tricampeão carioca (1917, 1918 e 1919) e primeiro goleiro da Seleção Brasileira, liderou uma campanha junto aos sócios e conseguiu arrecadar 155 mil cruzeiros. O dinheiro foi usado para a compra de um monomotor, modelo Fairchild PT-19, doado para a FEB e batizado como "Coelho Netto", uma homenagem ao escritor, patrono e sócio do clube.

A cerimônia de entrega aconteceu no dia 11 de outubro, antes de um Fla x Flu válido pelo Campeonato Carioca, no Estádio de Laranjeiras. O clube também ofereceu um curso de enfermagem para os pracinhas que iriam para a guerra e cedeu o seu stand de tiro, um dos mais modernos à época, para treinamentos militares.

"Nos anos 1940, o Fluminense ficava localizado em uma área extremamente estratégica do então Distrito Federal, bem próximo da esfera de poder do Brasil. O fato de o clube ter se posicionado ideologicamente naquele momento e ainda revelado o avião ao público em um histórico Fla-Flu no Estádio de Laranjeiras foi muito emblemático dentro dos esforços de guerra do país. A iniciativa ocorreu graças a uma cotização de sócios do clube, ou seja, uma espécie de crowdfunding. O grande exemplo inspirou muitas pessoas e até mesmo instituições nacionais naquele cenário de terror que o mundo vivia”, explica Dhaniel Cohen, do Flu-Memória.


Depois de mais de 70 anos, o clube recebeu em 2015 uma homenagem do Movimento Idish Flu, representante da comunidade judaica no Fluminense. Uma placa foi eternizada em Laranjeiras durante uma cerimônia junto ao acendimento das oito velas de Chanucá, fortalecendo a luta do Tricolor por um mundo melhor na época da Segunda Guerra. " Foi uma iniciativa partida do Fluminense, que faz com que a gente tenha o clube cada vez mais profundo no nosso coração porque além de judeus, tivemos o nosso clube do coração tomando uma iniciativa inédita para ajudar a Força Expedicionária Brasileira”, relata Mauro Szwarcwald, Tesoureiro do grupo, Idish Flu.

O Estádio de Laranjeiras durante a fase pré-Maracanã foi o grande palco do futebol brasileiro. Sediou o Sul-Americano de Seleções de 1919 e 1922, atual Copa América, além dos Jogos Olímpicos Latino-Americanos (1922), precursor dos Jogos Pan-Americanos. Foi palco de 18 jogos (13 vitórias e 5 empates) e 3 títulos da Seleção Brasileira. Recebeu grandes eventos como a missa campal para a construção do Cristo Redentor (1931), consertos de Villa-Lobos, além de ter presenças de presidentes como Epitácio Pessoa e Getúlio Vargas em diversos jogos.

Jabaquara 101 anos - Parabéns ao Leão da Caneleira

Hespanha, Espanha e Jabaquara. Este é o aniversariante do dia!

O dia 15 de novembro é marcado por ser a data onde se comemora a Proclamação da República, feita em 1889. Já no futebol, vários clubes comemoram o seu aniversário neste dia. Os vários XVs espalhados pelo país (Piracicaba, Jaú, Campo Bom, Caraguatatuba...) e até o Flamengo (apesar de ter sido fundado em 17 de novembro de 1895, comemora no dia 15). Alguns até brincam, dizendo: "feriado? O que vamos fazer? Já sei, fundar um clube que tenha futebol entre seus esportes".

Entre os aniversariantes do dia, há um tradicional clube de Santos que completa 101 anos. Sim, é o Jabaquara Atlético Clube. Fundado em 15 de novembro de 1914, como Hespanha Foot Ball Club, no bairro do mesmo nome atual. Como a própria denominação de fundação propõe, a agremiação foi formada por imigrantes espanhóis que moravam na cidade do litoral paulista.

Santos vivia uma febre de futebol. Foi a primeira cidade fora da capital São Paulo a ter times disputando o certame estadual da modalidade: o CA Internacional e o SC Americano, ambos em 1907. Na cidade, clubes como o Santos FC (que também disputou o Paulistão em 1913) e o Atlético Santista já jogavam pelos campos do município. Todos queriam participar desta modalidade e os espanhóis também.

Gylmar no juvenil do Jabuca

Aliás, a fundação do até então Hespanha incentivou a outra colônia estrangeira da cidade a montar o seu próprio clube. Vendo um jogo do Leão no Jabaquara, um grupo de portugueses pensou: "se eles podem, porque nós não?". Exatamente três anos e cinco anos depois, a Associação Atlética Portuguesa, a mais Briosa, era fundada, tornando-se um dos principais rivais do Hespanha.

O Hespanha estreia no certame estadual, organizado pela Liga Amadora de Futebol (LAF), em 1927 e já com um vice-campeonato, perdendo o título para o Paulistano por apenas dois pontos. Com o fim da LAF, em 1929, o Hespanha só voltaria a disputar o Paulistão em 1935, mas já sem o H. No início dos anos 30, houve acordo ortográfico da Língua Portuguesa, e a palavra Espanha começou a ser grafada da forma atual. O clube, acompanhando a alteração, mudou seu nome.

Na década de 40, outra mudança. Era a época da 2º Guerra Mundial e o Brasil apoiou os Aliados, liderados por Estados Unidos, Inglaterra e União Soviética. Com isso, o Governo Federal, na época presidido por Getúlio Vargas, baixou um decreto proibindo que associações fizessem alusões aos países do Eixo em seus nomes. O Palestra Itália de São Paulo virou Palmeiras, o de Belo Horizonte mudou para Cruzeiro e o tradicional Germânia chama-se até hoje Pinheiros.

Equipe campeã de 1993

Com o Espanha não foi diferente. A diretoria resolveu adotar o nome do bairro que viu a agremiação nascer, virando Jabaquara Atlético Clube, mas sem se afastar de suas raízes espanholas. Depois disso, muitas coisas aconteceram. O Jabuca, como é carinhosamente conhecido, mudou de bairro algumas vezes, passando pelo Macuco, Ponta da Praia e Caneleira, na Zona Noroeste de Santos, onde está até hoje e construiu o seu estádio, o Espanha.

A história do Jabaquara é bela e, é claro, com muitas alegrias e algumas tristezas: as vitórias contra os rivais Santos e Portuguesa sempre foram motivos de muita festa. Os títulos Paulistas da Terceira Divisão, em 1993, e da B-3, em 2002, fizeram com quem os jabaquarenses comemorassem muito. Mas as derrotas, principalmente para os mesmos rivais, e alguns rebaixamentos, sendo o de 1963 o mais doloroso (foi a última temporada na divisão principal do futebol de São Paulo), fizeram com quem saíssem algumas lágrimas nos torcedores mais fervorosos.

Estádio Espanha, a casa do Jabuca

Mas o Jabaquara é tradicional. É importante. É clube fundador da Federação Paulista de Futebol. Já fez uma atitude sua virar bordão na Baixada Santista. Se você vai fazer algo à força, você vai 'botar o Jabaquara em campo' (conheça essa história aqui). Além disso, era o time de coração de Plínio Marcos, um dos maiores atores e dramaturgos da história do Brasil. É uma equipe que teve craques do quilate de Baltazar 'Cabecinha de Ouro', o grande Gylmar dos Santos Neves e o meia Antoninho vestindo o seu manto. Não é pouca coisa!

Pois é, amigos jabaquarenses. Podem comemorar! O seu tradicional clube do coração completa mais um ano. E não são poucos, são 101 anos. Parabéns Jabaquara!

O Curioso do Futebol

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