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Liverpool se despede com imensas honrarias de Divock Origi, uma lenda "alternativa" do clube

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Liverpool FC

Origi se despediu de Liverpool sob honrarias de um ídolo

Anfield Road, 7 de maio de 2019: o Liverpool precisava fazer quatro gols de diferença contra o Barcelona para chegar de maneira direta a final da Liga dos Campeões. Eram 34 minutos do segundo tempo quando Arnold cobrou um escanteio rápido e Origi entrou para a história. O atacante belga se despedirá do Liverpool ao final desta temporada como uma lenda, como um ídolo "alternativo" de um clube que cultiva diversos craques em seu panteão, mas que também tem talismãs. 

Origi foi contratado pelo Liverpool como uma ótima revelação belga em 2014 e no começo da era Klopp dava indícios de que realmente seria o "Real Deal". Sua carreira teve uma mudança abrupta quando Funes Mori deu uma entrada violenta e o lesionou num clássico diante do Everton e desde então ele nunca mais foi o mesmo. Tudo isso poderia ser verdade, não fosse pelo fato de que Divock Origi, pouco entrando em campo, conseguiu consolidar de maneira inquestionável seu lugar na história dos Reds.

É impossível questionar um jogador cujo a bizarra e sensacional rotina foi simplesmente fazer gols decisivos em quantidades assustadoras. Mesmo antes de se lesionar e sofrer muito por isso, Divock já havia deixado gols importantíssimos, como o primeiro na virada diante do Borussia Dortmund, na Liga Europa de 2016, ainda no comecinho da "Era Klopp". Origi se tornou rapidamente um queridinho da torcida por seu particular comportamento cruel em jogos com o Everton. No clássico, parecia que o carismático atacante encarnava Ian Rush e simplesmente apavorava os Toffees com gols e jogadas que não fazia em outras partidas regularmente.

Em 2019, porém, depois até de ter deixado o Liverpool por empréstimo e jogado em outros clubes, Divock entrou de vez na história do maior clube inglês. Naquela temporada, fez um gol no último minuto do clássico contra o Everton que deu a vitória ao time de Klopp, não que isso fosse muito surpreendente na época, mas também marcou diante do Newcastle um gol no apagar das luzes que manteve a disputa pelo título inglês viva. Seu recital, porém, veio a partir da Liga dos Campeões, quando marcou dois gols na vitória por 4 a 0 sobre o Barça na semi e, é claro, quando garantiu o título europeu com um gol no finalzinho da decisão diante do Tottenham colocando o placar em 2 a 0. 

O status de herói começou a ser moldado já depois disso, mas curiosamente na temporada 2019/2020 ele "pouco" fez de gols absolutamente decisivos. A exceção de uma atuação de gala contra o Arsenal na Copa da Liga, ficou mais marcado quando marcou três diante do Everton num verdadeiro atropelo do time que seria campeão nacional. Esses gols eram suficientes para já garantir seu status de queridinho e de ídolo, mas a consolidação da grandeza de Origi no clube veio nesta temporada, sua última vestindo vermelho.

Este maravilhoso 2021/2022 do Liverpool muito só aconteceu devido ao Belga. Klopp não mudou sua cultura de colocar times alternativos nas copas nacionais, mas a junção de Divock e Minamino garantiu que os Reds chegassem e conquistassem tanto a FA Cup quanto a Copa da Liga. Origi fez gols importantes nas duas competições, mas foi crucial também na Premier League e na Liga dos Campeões. Predestinado como só ele é, entrou num verdadeiro filme de terror diante do Wolverhampton no Molineux e fez o gol da vitória, marcou diante do Milan na Liga dos Campeões garantindo o triunfo dentro do San Siro quando os Reds foram com os reservas. Claro que também deixou sua marca diante da sua vítima particular, entrando e criando a jogada do gol de Robertson e marcando o segundo no clássico da cidade.

Divock deixa Anfield Road com números teoricamente discretos para alguém com o status de lenda de um clube do tamanho do Liverpool. Foram, em sete anos no clube, 175 jogos e 41 gols. Porém, não se engane pela média baixa, pois desses 41, vários foram decisivos, alguns dele entre os oito que marcou diante do Everton. Os americanos usam a palavra "clutcher" e nós podemos usar "decisivo". Klopp, que sabe muito mais de futebol que qualquer um de nós, o chama de lenda e já repetiu diversas vezes que ele é o "melhor finalizador" do elenco. O alemão já deu várias entrevistas onde declarou que "Div" é uma lenda histórica do clube e ele está certo.


Com direito a guarda de honra, uma placa com fotos dos gols essenciais que marcou ao longo de sua trajetória e uma placa com a cópia da "Parede dos campeões" de Anfield, com os títulos do clube, Divock Origi se despediu com imensa justiça sendo honrado como o ídolo que de fato é do Liverpool. Respeitadíssimo e querido pelos torcedores, vai para o Milan onde certamente terá mais minutos para poder mostrar a qualidade que possuí. O registro que ficará nas ruas das terras dos Beatles, na memória dos torcedores e de quem assistiu a este herói alternativo vestindo vermelho podem ser resumidas numa faixa estendida na KOP neste domingo: "Futebol não é nada sem Divock Origi".  

Os ídolos em comum de Fluminense e Athletico Paranaense

Com informações do Fluminense
Foto: arquivo Fluminense

Washington e Assis, o Casal 20, foram ídolos nos dois clubes

Segundo o Goole Maps, Fluminense e Athetico Paranaense estão a cerca de 850 quilômetros de distância um do outro, mas quando o assunto são ídolos, os dois clubes mostram grande aproximação. O casal 20, formado por Assis e Washington, e Washington, o Coração Valente, são adorados pelas duas torcidas e marcaram época nos dois times.

O Casal 20, uma das maiores duplas da história do Flu, chegou ao Tricolor em 1983. Os dois craques, que haviam passado pelo Athletico, permaneceram no Tricolor até 1987, conquistando três Campeonatos Cariocas (1983-1984-1985) e um Brasileiro (1984). Em 2015, tanto Washington quanto Assis, foram eternizados nas Laranjeiras e ganharam um busto na sede da Rua Álvaro Chaves.

Já Washington, o Coração Valente, teve duas passagens pelo Flu, em 2008 e 2010, e nas duas deixou a sua marca artilheira, como já havia deixado no clube paranaense entre 2004 e 2005, sendo que no primeiro ano foi o artilheiro do Campeonato Brasileiro.

Confrontos importantes - A primeira partida entre as duas equipes aconteceu no dia 30 de janeiro de 1935, onde o Fluminense saiu vencedor pelo placar de 4 a 0, em um amistoso realizado em Curitiba. Novamente, em uma partida amistosa realizada no dia 26 de janeiro de 1947, o Fluminense foi o campeão da Taça V.C Borba ao vencer o Furacão com uma goleada de 4 a 0. Os gols tricolores foram marcados por Careca (2 vezes), Juvenal e Orlando Pingo de Ouro. Em 1970, ao empatar com o Athletico por 1 a 1, fora de casa, com gol de Mickey, o Fluminense habilitou-se para o quadrangular decisivo do Campeonato Brasileiro, conquistado naquele ano.

Em 2007, os clubes enfrentaram-se em jogo válido pela Copa do Brasil, o Fluminense saiu com uma vitória de 1 a 0 sobre o Athletico-PR, em plena Arena da Baixada. O único gol da partida foi marcado por Adriano Magrão. Com o resultado, o Flu foi às semifinais, desclassificando o Brasiliense. O Tricolor foi campeão do torneio depois de bater o Figueirense por 1 a 0, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis.

Em 2008, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, o Fluminense venceu o Athletico-PR pelo placar de 3 a 0, os gols foram marcados por Dodô, Conca e Somália. No returno, o Flu venceu por 3 a 1, de virada, na Arena da Baixada. O responsável pelo placar foi Washington, o coração valente, duas vezes em cobrança de penalidade, e uma de cabeça.

No dia 30 de junho de 2011, o Tricolor venceu o Athletico pelo placar de 3 a 1, com gols de Mariano e Ciro (duas vezes). A partida, que aconteceu no Estádio do Engenhão, era válida pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro, marcou a despedida de Darío Conca, vendido para o Guangzhou Evergrande, da China.


No dia 20 de abril de 2016, no Estádio Municipal de Juiz de Fora, os dois clubes decidiram a Copa da Primeira Liga. O Fluminense sagrou-se campeão da competição, ao vencer a final por 1 a 0, com o gol do título assinalado por Marcos Júnior. O time era formado por: Diego Cavalieri, Giovanni (Douglas), Gum, Henrique e Wellington Silva; Pierre, Cícero, Gerson (Edson) e Gustavo Scarpa; Osvaldo (Marcos Junior) e Magno Alves, tendo Levir Culpi como técnico.

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