É preciso acender o alerta para que o sonho dos Reds não vire pesadelo

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Liverpool FC

A derrota para o Watford foi a crônica de uma tragédia anunciada

O que estava se anunciando há algumas semanas finalmente aconteceu: a invencibilidade do Liverpool na Premier League finalmente acabou. Em uma partida completamente abaixo da crítica, os Reds perderam de 3 a 0 para o Watford, num verdadeiro passeio do time de coração do astro Elton John. A atuação acende uma série de alertas de um time que caiu bruscamente de rendimento num momento onde isso não poderia ocorrer em hipótese alguma.

Os comandados de Jurgen Klopp não alcaçaram a fama de melhor time do planeta a toa. O Liverpool jogava um futebol agradável, demolia todos os adversários na Premier League e fazia uma temporada absurdamente boa, jogando muito bem quando a coisa realmente apertava, a exemplo de atuações espetaculares contra Manchester City, Leicester City, Manchester United e Red Bull Salzburg. Neste sábado, porém, faltou tudo ao Liverpool, que jogou pouco e foi justamente trucidado por Sarr e Deeney. É preciso que o time vermelho de Merseyside abra os olhos para não transformar um sonho em pesadelo.

É muito complicado que o Liverpool perca o título da Premier League dessa temporada. Em 10 jogos, os Reds seguem precisando de apenas 4 vitórias e não devem demorar muito para alcançar o número. Porém, a queda de rendimento, o que leva a impressão que literalmente o time não voltou da pausa de inverno, acende alertas num momento decisivo. Mais resultados ruins podem deixar o psicológico do time, forte traço nos últimos tempos, em frangalhos. É preciso manusear as coisas com cuidado para que o elenco não seja engolido pela pressão do fim do jejum, que deve vir naturalmente, o que assusta mais é na tentativa de ser campeão europeu.

Faz algum tempo que o Liverpool não joga bem, mesmo quando vence. Desde a pausa de inverno, ocorrida para o elenco entre o começo de fevereiro, quando os Reds venceram o Southampton por 4 a 0 e a vitória magra pra cima do Norwich por 1 a 0, o Liverpool fez partidas muito abaixo da crítica. A derrota para o Atlético veio com muita justiça em Madrid e a vitória sobre o West Ham veio mais na sorte do que qualquer outra coisa. Desde o dia 15, foram 4 jogos e 2 derrotas e acima de tudo um rendimento muito fraco de um time que parece não ter voltado.


Não se trata de terra arrasada. É natural que o Liverpool se recupere e volte a jogar bem, assim como a oscilação, mas o preocupante é diante da decisão contra o Atlético, no Anfield, no dia 11. Uma partida ruim pode encerrar precocemente a chance do sétimo título europeu dos Reds, deixando apenas o título inglês e talvez a FA Cup como possíveis conquistas. Numa temporada tão boa, seria no mínimo decepcionante tudo terminar assim. Além disso, ainda se sonha com um recorde de pontos que pode não vir se o time não voltar ao desempenho que conhecemos. É preciso voltar a jogar bem e não só vencer, mas convencer.

Por outro lado, é praticamente típico do time de Klopp crescer quando parece que as coisas estão ruins. Em dezembro, após uma decepcionante final no Mundial, mesmo com o título, com muita dúvida diante do confronto na época direto diante do Leicester City, o Liverpool fez 4 a 0 nos Foxes. Depois, em janeiro, vitórias como o belo triunfo diante do United. A resposta, porém, tem que vir logo, para deixar as dúvidas de lado e continuar escrevendo a bonita história que pode (e deve) tornar o elenco de Jurgen Klopp o melhor time da gloriosa história do Liverpool. Não vai faltar apoio, pois, como diz o lema, este clube nunca caminhará sozinho, pois depois da tempestade, sempre há um céu dourado.  
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