Arsenio Erico - O paraguaio que virou lenda na Argentina

Por Lucas Paes


Erico em ação diante do River Plate

A Argentina é fonte de revelação de vários jogadores. Casa de clubes gigantes, diversos nomes saíram de lá para o mundo. Mas, o maior artilheiro do campeonato argentino é um estrangeiro, paraguaio e que completaria 105 anos neste dia 30, Arsenio Erico. O paraguaio que virou lenda jogando no Independiente de Avellaneda.

Erico  começou sua carreira no seu país natal, jogando pelo Nacional, que foi finalista da Libertadores de 2014. Na sua época, a equipe era forte e era chamada de Academia e Erico estreou com apenas 15 anos e chamou atenção pelo seu futebol, jogando 30 jogos e marcando 15 gols antes do início da Guerra do Chaco. Por ser menor de idade, Erico não foi as batalhas, mas trabalhou pela Cruz Vermelha no período. 

Jogando futebol pela equipe da Cruz Vermelha, ele chamou a atenção de argentinos em jogos que buscavam angariar fundos para as vítimas do conflito. Despertou interesses de diversos clubes argentinos, mas acabou indo para o Independiente de Avellaneda. O Rojo precisou doar dinheiro a cruz vermelha, mais precisamente 2 mil pesos e outros 2,5 mil pesos ao próprio Erico. Estava aberto o caminho para a história.

Erico mostrou a que veio desde o primeiro minuto com a camisa do time de Avellaneda. Em 13 temporadas jogando com a camisa vermelha, marcou 295 gols em 325 jogos. Entre 1937 e 1939, marcou incriveis 132 gols em 92 partidas, números absurdos até para os padrões atuais praticamente superhumanos de Cristiano Ronaldo e Messi. Recusou defender a Argentina na Copa do Mundo de 1938, fato muito lamentado pelos locais. No fim, nem a Argentina foi ao Mundial, resolvendo boicotar o evento devido ter sido preterida pela França para sediar a competição.


Ganhou o Campeonato Argentino duas vezes nos 13 anos em que esteve no Independiente, em 1938 e 1939. Durante um pequeno periodo defendeu o Nacional novamente, em 1942, quando foi campeão paraguaio. Deixou Avellaneda em 1946, quando já em fim de carreira foi jogar no Húracan, onde estava naquele momento um jovem chamado Alfredo Di Stefano, fã assumido do atacante paraguaio. Ainda passaria mais uma vez pelo Nacional antes de encerrar a carreira. 

Erico era descrito como um jogador imensamente habilidoso e absolutamente feroz dentro das áreas, um imenso artilheiro que tinha muita habilidade. Alguns creditam a ele a invenção do calcanhar aéreo, conhecido como escorpião. Deixou como legado o nome do estádio do Nacional do Paraguai, além de diversas outras homenagens. Erico nos deixou em 1977, aos 62 anos, devido a um ataque cardíaco, após ter sua perna amputada.
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