Na Arábia Saudita, atacante Carlão fala sobre situação no Oriente Médio

Foto: divulgação / Al Jabalain

Carlão, de branco, disputando a bola em jogo antes da quarentena

Atacante do Al Jabalain, Carlão, ex-São Caetano, Mirassol, Novorizontino entre outros, vive incerteza. A Divisão 1 do Campeonato Árabe está paralisada desde o dia 13 de março e sem previsão de retorno. Além disso, o brasileiro foi orientado a não retornar ao Brasil no momento, em função do funcionamento dos aeroportos.

Enquanto espera, Carlão diz que treina em casa seguindo planilha de treinamento do clube. Ele está na Arábia com a esposa. "O momento é de total incerteza. Fizemos o nosso último jogo no dia 11 de março com portões fechados. No dia 13 foi comunicado que o campeonato seria paralisado. Agora estamos seguindo as orientações do clube e dos mandatários do país. Eu treino em casa todo dia. As regras aqui estão sendo bem rígidas para o povo", contou o atacante.


Segundo Carlão, a ordem é de permanência em casa, saindo somente para mercado ou farmácia. E, entre 19h e 06h da manhã, existe um toque de recolher. "O rei aqui da Arábia, me parece, ordenou toque de recolher entre 19h e 06h. Se alguma pessoa for vista nas ruas entre esse horário existe uma punição de multa e até prisão que pode chegar a 20 dias", revelou.

Carlão vivia bom momento individual no Al Jabalain, onde era o artilheiro da equipe com 13 gols em 28 jogos. A Divisão 1 do Campeonato Árabe prevê 38 rodadas. Faltavam 10 jogos para o encerramento e o Al Jabalain ocupava a 8ª colocação com 41 pontos. A última rodada estava prevista para o dia 27 de maio. E o atacante falou sobre o que ele pensa sobre o futuro da competição.

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"Neste momento eu vejo que é um pouco difícil para o campeonato retornar. Não vemos muita movimentação para isso. Aqui em Ha'il onde estamos, ainda não teve nenhum caso, mas nas cidades maiores, onde estão outros clubes, os casos estão aumentando, então acredito ser pouco provável. Mas temos que aguardar", disse.

Apesar de estar em outro país, o atacante se mostra tranquilo, mas não esconde a vontade de estar no Brasil neste momento. "Estou com a minha esposa aqui. Estamos bem. Como falei, aqui na cidade ainda não houve nenhum caso do vírus e estamos nos mantendo dentro de casa. Eu faço meus treinamentos diários em casa mesmo. Mas claro que se pudéssemos estar no Brasil ficaríamos mais tranquilos. Mas temos que ter paciência, pois nem é um bom momento para sair do país agora por toda essa loucura nos aeroportos", detalhou o camisa 99, que tem residência em Ribeirão Preto.
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