quarta-feira, 26 de junho de 2019

Derrota na França deveria marcar reinício do futebol feminino brasileiro

Por Lula Terras
Foto: Getty Images.com/Fifa.com

O Brasil caiu nas oitavas da Copa do Mundo ao ser derrotado pela França

A seleção brasileira feminina foi desclassificada da Copa do Mundo, na França, para as donas da casa. Porém, as jogadoras atuar de forma brilhante e com compromisso, superando a desconfiança daqueles que muito cobram e pouco ou nada contribuem com a modalidade, além da péssima preparação, organizada pela comissão técnica implantada pela CBF, para a competição. Com isso,  as atletas ganharam o coração da grande maioria dos torcedores brasileiros que amam o futebol, sem preconceitos 

As palavras e lágrimas da Marta, ao final da partida contra a França, cobrando das jovens atletas, seu compromisso com a modalidade que amam, tocaram no fundo da alma e nos dá a esperança que sua luta está apenas no começo. Quem sabe não represente o reinício do sonho de ver nosso futebol feminino apoiado por autoridades esportivas, empresas que tem por costume investir no esporte e dirigentes dos clubes de futebol, porque, a torcida continua firme e forte. 

Com uma carreira consolidada, o sacrifício de Marta para defender o Brasil na França, justifica, também, a condição de Rainha do Futebol Feminino. Aos 33 anos de idade e sem condições físicas ideais para jogar, Marta deu tudo e mais um pouco de si. Ela é Rainha também pelas marcas alcançadas, como as seis bolas de ouro, como a melhor do Mundo, e o recorde de maior artilheira de todas as edições da competição, com 16 gols assinalados, marcas que nenhuma outra jogadora.

Vale destacar também, outras duas grandes líderes do elenco, que fizeram bonito na França, caso da volante Formiga, aos 41 anos de idade, revela ainda sonha com as Olimpíadas de Tóquio, no Japão. E, a atacante Cristiane, que aos 34 anos de idade, ainda não está nos seus planos a aposentadoria no futebol. 

A Marta também luta pela causa do futebol feminino e, principalmente, pelo reconhecimento da igualdade de condições entre homens e mulheres, em qualquer setor, seja no esporte, como no mercado do trabalho. Espero que, ao se aposentar dos campos de futebol, seu destino seja a carreira política, não para somar aos que estão lá, mas para ser a diferença, lutando com força por mudanças positivas.

Apesar disto tudo, há algumas questões onde a Marta poderia ser mais incisiva. Raramente ela cobra a CBF por condições melhores no futebol feminino brasileiro. Também não se posicionou no retorno de Vadão à seleção, mesmo com posicionamento de jogadoras como Cristiane, Gabi Zanotti e Maurine, entre outras que já se aposentaram. O retorno do treinador à equipe esteve longe de ser positiva, como foi mostrado dentro de campo.

Com tudo isto, vamos torcer para que Marta continue perseguindo seus sonhos de conquistas, nos estádios de futebol, ao menos até a próxima Copa do Mundo em 2023, com nove países candidatos a sediar, entre os quais, o próprio Brasil.
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