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Derrota na França deveria marcar reinício do futebol feminino brasileiro

Por Lula Terras
Foto: Getty Images.com/Fifa.com

O Brasil caiu nas oitavas da Copa do Mundo ao ser derrotado pela França

A seleção brasileira feminina foi desclassificada da Copa do Mundo, na França, para as donas da casa. Porém, as jogadoras atuar de forma brilhante e com compromisso, superando a desconfiança daqueles que muito cobram e pouco ou nada contribuem com a modalidade, além da péssima preparação, organizada pela comissão técnica implantada pela CBF, para a competição. Com isso,  as atletas ganharam o coração da grande maioria dos torcedores brasileiros que amam o futebol, sem preconceitos 

As palavras e lágrimas da Marta, ao final da partida contra a França, cobrando das jovens atletas, seu compromisso com a modalidade que amam, tocaram no fundo da alma e nos dá a esperança que sua luta está apenas no começo. Quem sabe não represente o reinício do sonho de ver nosso futebol feminino apoiado por autoridades esportivas, empresas que tem por costume investir no esporte e dirigentes dos clubes de futebol, porque, a torcida continua firme e forte. 

Com uma carreira consolidada, o sacrifício de Marta para defender o Brasil na França, justifica, também, a condição de Rainha do Futebol Feminino. Aos 33 anos de idade e sem condições físicas ideais para jogar, Marta deu tudo e mais um pouco de si. Ela é Rainha também pelas marcas alcançadas, como as seis bolas de ouro, como a melhor do Mundo, e o recorde de maior artilheira de todas as edições da competição, com 16 gols assinalados, marcas que nenhuma outra jogadora.

Vale destacar também, outras duas grandes líderes do elenco, que fizeram bonito na França, caso da volante Formiga, aos 41 anos de idade, revela ainda sonha com as Olimpíadas de Tóquio, no Japão. E, a atacante Cristiane, que aos 34 anos de idade, ainda não está nos seus planos a aposentadoria no futebol. 

A Marta também luta pela causa do futebol feminino e, principalmente, pelo reconhecimento da igualdade de condições entre homens e mulheres, em qualquer setor, seja no esporte, como no mercado do trabalho. Espero que, ao se aposentar dos campos de futebol, seu destino seja a carreira política, não para somar aos que estão lá, mas para ser a diferença, lutando com força por mudanças positivas.

Apesar disto tudo, há algumas questões onde a Marta poderia ser mais incisiva. Raramente ela cobra a CBF por condições melhores no futebol feminino brasileiro. Também não se posicionou no retorno de Vadão à seleção, mesmo com posicionamento de jogadoras como Cristiane, Gabi Zanotti e Maurine, entre outras que já se aposentaram. O retorno do treinador à equipe esteve longe de ser positiva, como foi mostrado dentro de campo.

Com tudo isto, vamos torcer para que Marta continue perseguindo seus sonhos de conquistas, nos estádios de futebol, ao menos até a próxima Copa do Mundo em 2023, com nove países candidatos a sediar, entre os quais, o próprio Brasil.

O mundo volta a se render à Marta

Por Lula Terras
Foto: Mowa Press/CBF/Divulgação

Marta voltou ao topo do futebol mundial feminino

Depois de quase oito anos, a Fifa voltou a reconhecer na Marta, a verdadeira e única rainha do futebol feminino, em todo o Mundo. Ela que, já ganhou em cinco edições anteriores (2007, 2008, 2009 e 2010), conquistou seu sexto título, de a melhor do mundo, superando em número dois grandes astros do futebol mundial, Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, cada um com cinco conquistas. Marta, que é atleta do Orlando Pride, dos Estados Unidos superou na disputa a norueguesa Ada Hegerberg, e a alemã, Dzsenifer Marosan, ambas atletas do Lyon, da França 

Mesmo feliz e orgulhoso, na qualidade de torcedor, fico triste em constatar que todo o mérito cabe a ela, exclusivamente a ela, que sempre foi uma batalhadora pelo futebol feminino. Tenho acompanhado pela imprensa, sua cruzada onde ela sempre disse disposta a ouvir as promessas de dirigentes e empresários, para investir forte na modalidade, talentos existem aos montes por aí, que só precisam de oportunidades. 

É triste constatar que esses dirigentes e empresários, na maior cara de pau vivem alardeando total apoio ao esporte, mas, nada de concreto acontece, puro jogo de cena. Estou convicto que são raríssimas as pessoas que, realmente apóiam o futebol feminino, são os abnegados que dão sua cota de sacrifício para montar seu time, correr atrás de empresários amigos, que dão aquele apoio pontual, nada que ofereça condições para a formação de novas atletas e valorização dos talentos existentes, muitas das quais, buscam sua sobrevivência como atleta, em equipes do Exterior, onde as estruturas são infinitamente melhores do que no Brasil. 

Poucos são os times que investem de verdade no futebol feminino, entre os quais, destaca-se o Santos FC, onde Marta alcançou resultados expressivos nos dois períodos em que atuou pelo Peixe, de 2009 a 2010, e em 2011. Entre as várias conquistas, o destaque fica para a Copa do Brasil e Copa Libertadores, ambas em 2009. 

Na cerimônia, promovida pela Fifa, foram premiados, também, o croata Luka Modric, melhor jogador do mundo, acabando com a hegemonia de 10 anos do revezamento entre o português Cristiano Ronaldo e o argentino Lionel Messi. O prêmio Puskas, do gol mais bonito, foi para o egípcio Mohamed Salah, e na seleção Fifa, dos melhores do ano, por posição, o Brasil tem dois atletas laureados: O lateral direito Daniel Alves, e o lateral esquerdo, Marcelo.

O mundo do Futebol Feminino voltou a ser da Marta

Com informações do site oficial da CBF

A jogadora brasileira ganhou o título pela sexta vez (foto: Getty Images/Fifa)

O reinado de Marta no futebol foi ampliado nesta segunda-feira (24). Indicada pela 14ª vez, a rainha voltou ao topo do prêmio da FIFA e faturou o sexto prêmio de melhor jogadora do mundo. Em Londres, a camisa 10 do Brasil fez história e se tornou a maior vencedora do troféu entre homens e mulheres. Desta vez, a brasileira superou a norueguesa Ada Hegerberg e a alemã Marozsan, ambas do Lyon.

Após faturar cinco troféus (2006, 2007, 2008, 2009 e 2010), Marta não escondeu a emoção de conquistar o hexa. Emocionada com o feito histórico, a alagoana agradeceu a todos os que acompanham sua trajetória no futebol.

"Estou sem palavras. É um momento fantástico. E as pessoas falam pra mim assim: “Você já esteve nessa posição tantas vezes, e todas as vezes você se emociona”. E realmente, eu faço isso todas as vezes, porque isso representa muito para mim. Desde o primeiro momento que eu realmente enxerguei que era a melhor coisa que eu sabia fazer na vida, que é praticar esse esporte tão fantástico. Agradeço a Deus por me dar saúde para continuar. Não posso deixar de agradecer às minhas companheiras do clube e da Seleção Brasileira, aos fãs e aos jornalistas que me acompanham. Só tenho a agradecer. É um momento mágico. Obrigada", agradeceu Marta.

Vice-artilheira da NWSL com 13 gols, Marta se destacou não só pelo Pride, como também pela Seleção Brasileira em 2017. Peça-chave da equipe norte-americana, a experiente jogadora terminou como líder de assistências do time com nove passes decisivos. Com a Amarelinha, a camisa 10 da Seleção Feminina conquistou a Copa América em abril. O título garantiu a classificação para a Copa do Mundo da França e os Jogos Olímpicos de Tóquio.

Presente na cerimônia de gala da FIFA, em Londres, o Diretor Executivo de Gestão e presidente eleito da CBF, Rogério Caboclo, parabenizou a Rainha por mais um título, assim como os laterais Daniel Alves e Marcelo, que integram a seleção da temporada pelo quarto ano consecutivo.

"A Marta é um grande orgulho para todos nós, brasileiros. Vivenciei de perto hoje aqui o enorme respeito e admiração do mundo do futebol por ela. Fico muito feliz pela sexta conquista da Marta, como também pela presença do Daniel Alves e do Marcelo na seleção dos melhores do ano. O Brasil está muito bem representado pelos três", comentou Rogério Cabloco.

Os prêmios da Fifa de melhor jogadora do mundo

Marta é a maior vencedora, com cinco premiações

O Futebol Feminino, infelizmente, sempre foi marginalizado não só pela sociedade, como também pela organização que regulamenta o esporte no mundo: a Fifa. Só para se ter uma ideia, o primeiro mundial da categoria foi realizado apenas em 1991, na China. Em Jogos Olímpicos, o Futebol Feminino só foi estrear em 1996, em Atlanta, nos Estados Unidos.

A Fifa começou a fazer a eleição para melhor jogador do mundo em 1991, quando o alemão Lothar Matthäus venceu a escolha. Como sempre ficando para depois, o Futebol Feminino passou a fazer parte da festa apenas 10 anos depois.

Mia Hamm venceu as duas primeiras edições da premiação

E quem foi a vencedora desta primeira escolha foi a norte-americana Mia Hamm, que apesar de não haver o prêmio, era considerada pelos especialistas a melhor jogadora da década de 1990 e líder da Seleção dos Estados Unidos. Hamm, na final, venceu a chinesa Sun Wen e a compatriota Tiffeny Milbrett. Em 2002, Hamm repetiu o feito. Em segundo ficou Brigit Prinz, que dominaria a premiação a partir do ano seguinte, e em terceiro a chinesa Wen.

Em 2003 começou a era Brigit Prinz. A alemã venceu a escolha daquele ano, com Mia Hamm em segundo e a sueca Hanna Ljungberg em seguida. No ano seguinte, as duas primeiras posições não mudaram, mas pela primeira vez Marta apareceu na lista, na terceira colocação. Foi o ano em que a Seleção Brasileira conquistou sua primeira medalha olímpica. Em 2005, Prinz venceu novamente, com a brasileira em segundo e a norte-americana Shannon Boxx em seguida.

Prinz venceu o prêmio em três edições

O início da era Marta foi em 2006. Ela venceu o prêmio daquele ano batendo Kristine Lilly, dos Estados Unidos, e Renate Lingor, da Alemanha. Em 2007 e 2008 a escolha teve a mesma ordem: Marta em primeiro, Prinz em segundo e a brasileira Cristiane em terceiro. Em 2009, Marta ganhava o prêmio pela quarta vez, com Prinz novamente em segundo e a inglesa Kelly Smith em terceiro.

Em 2010, a Fifa fez um acordo com a revista France Football, juntando os dois principais prêmios de melhor jogador do mundo e o nome ficou 'FIFA Ballon d'Or'. O Futebol Feminino também fez parte da premiação. Mas, se a nomenclatura mudou, a vencedora continuou sendo Marta, que bateu as alemãs Brigit Prinz e Fatmire Bajmaraj e ficou com a taça. Foi o último título da brasileira, o quinto consecutivo, o que a fez ser a maior vencedora da escolha.

No ano seguinte, influenciado pela conquista do Japão na Copa do Mundo Feminina, Homare Sawa bateu Marta e a norte-americana Abby Wambach e ficou com o prêmio. Em 2012, foi a vez de Wambach ganhar a competição, vencendo Marta e a compatriota Alex Morgan.

Lloyd venceu a última edição

Em 2013, a alemã Nadine Angerer venceu a premiação, batendo Wambach e Marta. Em 2014, o prêmio ficou novamente na Alemanha, só que com outra Nadine, a Kessler. Marta foi a segunda colocada e Wambach a terceira. Na última edição, pela primeira vez, desde 2003, Marta ficou de fora da final. O prêmio foi conquistado pela norte-americana Carli Lloyd, com Celia Sasic, da Alemanha, em segundo, e Aya Miyama em terceiro.

Com ano olímpico, com certeza o torneio de Futebol Feminino do evento deve influenciar na escolha. Será que Marta volta a ser uma das finalistas? Quem será a vencedora? Vamos acompanhar e apoiar o Futebol Feminino!

Rifa da chuteira de Marta autografada em prol do Futebol Feminino

Marta com as chuteiras que doou

E a campanha do Pelado Real Futebol & Arte para adquirir fundos para a participação da meninas de baixa renda no Camp da Juventus de Turim em São Paulo não pára. A campanha de Crowdfunding, intitulada "Nem toda menina nasceu para ser bailarina", e divulgada no lançamento da ação no último sábado, no Museu do Futebol do Pacaembu, vai contar também com uma bela rifa.

Sensibilizada pela ação, a grande craque Marta doou uma chuteira, com seu nome bordado e autografado, para a campanha. O valor da cada rifa é de R$ 50,00 e pode ser adquirida no site www.kickante.com.br/realesporte e aceita cartão de crédito e até parcelamento.

As belas chuteiras

Todo o valor líquido arrecadado será revertido para bancar a inscrição de meninas indicadas pelo Centro Olímpico, um dos principais centros formadores de atletas de futebol feminino do Brasil. A ideia é oferecer a oportunidade a meninas que já se dedicam ao futebol e que possuem perspectiva de continuidade após a participação na clínica.

Não deixem de ajudar. Caso você queira conhecer mais o projeto do Camp e de arrecadação de fundos, veja a matéria de O Curioso do Futebol sobre o lançamento das duas ações.

O Curioso do Futebol

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