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50 anos de Mia Hamm - Uma gigante do futebol feminino vinda dos Estados Unidos

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Mia Hamm atuando pelos EUA

O futebol feminino cresce cada vez mais no mundo todo. No Brasil, por exemplo, cresce inclusive a demanda do público no esporte e ano passado o Corinthians lotou a Arena em um jogo do seu estrelado elenco feminino. Muito antes do sucesso mundial do esporte, um caminho árduo teve que ser travado por várias pioneiras. Uma das maiores atletas da história do esporte bretão feminino, talvez a primeira que virou um fenômeno de marketing, mídia e, é claro, de bola, foi a norte americana Mia Hamm, que está completando 50 anos.

Mia sempre foi um prodígio no futebol. A atacante apareceu na seleção de seu país pela primeira vez ainda em 1987, quando tinha apenas 15 anos. Em 1991, com 19, era a jogadora mais jovem do time dos Estados Unidos que saiu da Copa do Mundo de Futebol Feminino com o título, marcando dois gols ao longo da competição, sendo inclusive um deles diante do Brasil. Curiosamente, jogou na decisão deste campeonato como defensora.

Na Copa do Mundo seguinte, em 1995, viveu um momento curioso, quando acabou jogando como goleira após a expulsão de Scurry em um dos jogos da fase de grupos. Ela marcou um gol naquela competição e o time americano acabou caindo nas semifinais para as norueguesas. No ano seguinte, era um dos destaques do time que foi campeão olímpico em Atlanta, na primeira vez onde o futebol feminino figurou numa olímpiada. Na época, já se aproximava de 100 gols com a camisa dos Estados Unidos.

Chegou ao centésimo gol com a camisa do "Womens Team" no ano de 1998 e em 1999, num amistoso diante do Brasil, marcou o gol 108, batendo o recorde de Ali Daei e se tornando o jogador com mais gols por uma seleção sendo no feminino ou no masculino. Na Copa do Mundo de 1999, Hamm marcou duas vezes na fase de grupos e ainda sofreu o pênalti que classificou seu país a decisão diante do Brasil. Na final, marcou um dos pênaltis na decisão da marca da cal, após um empate sem gols contra a China. Jogando em casa, as americanas venceram nos pênaltis por 5 a 4.

No ano de 2000, Hamm novamente fez parte da equipe de seu país que foi para a Olímpiada, dessa vez em Sidney. Naquela competição, ela marcou o gol que decidiu as semifinais, novamente vitimando o Brasil. Porém, na decisão, novamente os Estados Unidos acabaram superados pela Noruega, uma força do futebol feminino nos anos 1990 e 2000 e que segue sendo referência. 

Em 2001, acabou contratada pelo Washington Freedom, time da primeira liga profissional feminina dos Estados Unidos. Naquele ano, fez história sendo a primeira jogadora eleita como Melhor do Mundo pela FIFA, na primeira eleição do tipo no futebol feminino. Jogou a Copa do Mundo de 2003 como atleta do time da capital dos EUA. Em casa, o Tio Sam acabou caindo nas semifinais para a Alemanha, mas Hamm novamente marcou dois gols ao longo da competição. 


Em 2004, após três temporadas também atuando pelo Freedom, jogou seu último torneio profissional, marcando dois gols e duas assistências ao longo da campanha que levou os Estados Unidos ao ouro olímpico em Atenas. Se aposentou ao fim daquela competição, encerrando sua trajetória com 158 gols e 144 assistências vestindo a camisa dos EUA, em 276 jogos. 

Os prêmios da Fifa de melhor jogadora do mundo

Marta é a maior vencedora, com cinco premiações

O Futebol Feminino, infelizmente, sempre foi marginalizado não só pela sociedade, como também pela organização que regulamenta o esporte no mundo: a Fifa. Só para se ter uma ideia, o primeiro mundial da categoria foi realizado apenas em 1991, na China. Em Jogos Olímpicos, o Futebol Feminino só foi estrear em 1996, em Atlanta, nos Estados Unidos.

A Fifa começou a fazer a eleição para melhor jogador do mundo em 1991, quando o alemão Lothar Matthäus venceu a escolha. Como sempre ficando para depois, o Futebol Feminino passou a fazer parte da festa apenas 10 anos depois.

Mia Hamm venceu as duas primeiras edições da premiação

E quem foi a vencedora desta primeira escolha foi a norte-americana Mia Hamm, que apesar de não haver o prêmio, era considerada pelos especialistas a melhor jogadora da década de 1990 e líder da Seleção dos Estados Unidos. Hamm, na final, venceu a chinesa Sun Wen e a compatriota Tiffeny Milbrett. Em 2002, Hamm repetiu o feito. Em segundo ficou Brigit Prinz, que dominaria a premiação a partir do ano seguinte, e em terceiro a chinesa Wen.

Em 2003 começou a era Brigit Prinz. A alemã venceu a escolha daquele ano, com Mia Hamm em segundo e a sueca Hanna Ljungberg em seguida. No ano seguinte, as duas primeiras posições não mudaram, mas pela primeira vez Marta apareceu na lista, na terceira colocação. Foi o ano em que a Seleção Brasileira conquistou sua primeira medalha olímpica. Em 2005, Prinz venceu novamente, com a brasileira em segundo e a norte-americana Shannon Boxx em seguida.

Prinz venceu o prêmio em três edições

O início da era Marta foi em 2006. Ela venceu o prêmio daquele ano batendo Kristine Lilly, dos Estados Unidos, e Renate Lingor, da Alemanha. Em 2007 e 2008 a escolha teve a mesma ordem: Marta em primeiro, Prinz em segundo e a brasileira Cristiane em terceiro. Em 2009, Marta ganhava o prêmio pela quarta vez, com Prinz novamente em segundo e a inglesa Kelly Smith em terceiro.

Em 2010, a Fifa fez um acordo com a revista France Football, juntando os dois principais prêmios de melhor jogador do mundo e o nome ficou 'FIFA Ballon d'Or'. O Futebol Feminino também fez parte da premiação. Mas, se a nomenclatura mudou, a vencedora continuou sendo Marta, que bateu as alemãs Brigit Prinz e Fatmire Bajmaraj e ficou com a taça. Foi o último título da brasileira, o quinto consecutivo, o que a fez ser a maior vencedora da escolha.

No ano seguinte, influenciado pela conquista do Japão na Copa do Mundo Feminina, Homare Sawa bateu Marta e a norte-americana Abby Wambach e ficou com o prêmio. Em 2012, foi a vez de Wambach ganhar a competição, vencendo Marta e a compatriota Alex Morgan.

Lloyd venceu a última edição

Em 2013, a alemã Nadine Angerer venceu a premiação, batendo Wambach e Marta. Em 2014, o prêmio ficou novamente na Alemanha, só que com outra Nadine, a Kessler. Marta foi a segunda colocada e Wambach a terceira. Na última edição, pela primeira vez, desde 2003, Marta ficou de fora da final. O prêmio foi conquistado pela norte-americana Carli Lloyd, com Celia Sasic, da Alemanha, em segundo, e Aya Miyama em terceiro.

Com ano olímpico, com certeza o torneio de Futebol Feminino do evento deve influenciar na escolha. Será que Marta volta a ser uma das finalistas? Quem será a vencedora? Vamos acompanhar e apoiar o Futebol Feminino!

O Curioso do Futebol

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