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Após gravidez, Sole Jaimes será apresentada pelo Santos nesta quarta-feira

 Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC

Sole Jaimes está de volta ao Peixe

O Santos está pelo menos tentando passos para sair da fase nebulosa em que se encontra no seu futebol feminino. O Alvinegro Praiano apresentará nesta quarta, dia 5 de junho, às 11 horas a atacante Sole Jaimes, icônica jogadora argentina com enorme história nas Sereias da Vila que voltará ao Peixe pela quarta vez em sua carreira. Ela voltará a jogar depois de ser mãe recentemente. A apresentação ocorrerá na Vila Belmiro

Sole está já há algum tempo num relacionamento com a goleira Kelly Chiavaro e no ano passado acabou sendo mãe pela primeira vez. Agora, de volta ao futebol, a atacante acabou encerrando seu ciclo pelo Flamengo e optando por retornar ao Santos. Experiente, ela já tem seus 35 anos e a bem da verdade foi uma jogadora que estourou tardiamente no futebol.

Jaimes tem uma enorme história ao lado das Sereias da Vila. A argentina chegou ao Santos em 2015, mas começou realmente a viver grandes momentos no clube em 2017, quando foi destaque do time campeão do Brasileirão Feminino, artilheira e melhor jogadora do campeonato. Desempenho que a levou ao Lyon, da França, passando também pela China. Retornou ao Santos em 2019 e em 2021 e está novamente de volta ao alvinegro pela quarta vez.

Para o Peixe, a contratação de Sole é uma tentativa de salvar um ano que pode terminar de maneira historicamente triste para uma das equipes mais tradicionais do futebol feminino brasileiro. Em meio a uma péssima campanha, as santistas amargam a zona de rebaixamento no Brasileirão e com mais da metade do campeonato tentam salvar um ano que parece perdido. Sole é mais uma aposta nesse sentido.


Dona de 22 gols em sua passagem pelo Flamengo, Sole jogou boa parte dos primeiros anos de sua carreira no Boca, chegando ao Brasil em 2014, para jogar no Foz Cataratas. Desde então, rodou pelo Foz, São Paulo, Santos (quatro vezes), Tiajin Quanjian, da China, Lyon, da França, Changchun Dazong, da China, Napoli e Flamengo, onde esteve até recentemente. 

Jogadoras protestam no Brasileirão Feminino após retorno de técnico acusado de assédio

Com informações da Agência Estado
Foto: Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians

Jogadoras do Corinthians protestam

Protestos das jogadoras marcaram o início da quinta rodada do Campeonato Brasileiro Feminino. O motivo é a recontratação de Kleiton Lima, técnico do Santos. No ano passado, ele deixou o clube após ter sido acusado e assédio sexual por 19 atletas. O treinador nega que tenha praticado qualquer ato de abuso, o que é reiterado pelo Santos de acordo com uma investigação interna.

Kleiton Lima, inclusive, presenciou pessoalmente os protestos. Ele comandou o Santos na derrota para o Corinthians por 3 a 1, na última sexta-feira, na Vila Belmiro. As jogadas da equipe da capital paulista colocaram as mãos na boca e no ouvido em sinal de silêncio durante o hino nacional.

O mesmo aconteceu na goleada do Palmeiras por 4 a 0 sobre o Avaí Kindermann, em Jundiaí. Jogadoras dos dois clubes protestaram e evidenciaram as atletas que vestiram a camisa 19, por causa do número de denúncias contra o treinador santista.

O caso - As acusações partiram de jogadoras santistas em setembro de 2023. Na época, o próprio Kleiton Lima pediu desligamento do cargo. Os relatos diziam que o técnico comentava sobre os corpos e a vida sexual das atletas, além de apalpá-las e observá-las no vestiário.

Após a recontratação, a coordenadora do departamento de futebol feminino do Santos, Thaís Picarte, disse que as denunciantes foram procuradas durante o processo administrativo instaurado pelo clube. As goleiras Anna Beatriz, Jully Silva e a zagueira Tayla Carolina retrucaram nas redes sociais dizendo o contrário. Hoje, elas atuam, respectivamente, em São Paulo, Cruzeiro e Grêmio. Ao todo, 14 atletas deixaram o Santos no final da temporada passada.

“O clube apurou todas as informações, abriu um processo administrativo. Eu, pessoalmente, como a atual gestora e como mulher, apurei a fundo não só com as pessoas que aqui estão, mas com atletas que saíram do clube. Nada se foi provado. Pelo contrário, foram argumentos extremamente fracos, frágeis, que trouxeram uma mancha desnecessária para a história do Santos”, declarou Thais na apresentação do técnico. Ela passou a gerir o departamento em janeiro deste ano, três meses após a denúncia e disse que atletas do atual elenco santista pediram pelo retorno do técnico.

“O compliance do clube indeferiu qualquer situação negativa. A Polícia Civil não trouxe nada até agora. Então, a gente fica bastante tranquilo em relação a isso, sobre seu caráter, sua conduta, sua família”, declarou Alexandre Gallo, coordenador técnico do Santos, na apresentação de Kleiton. Segundo o site GE noticiou, o Ministério Público de São Paulo ainda faz uma investigação, sob segredo de justiça.

Na coletiva concedida na última terça-feira, o técnico destacou os títulos que conquistou com o Santos em outras passagens. Kleiton argumentou que saiu do clube para esperar a apuração interna. “Eu não cometi nenhum tipo de assédio. Aquelas cartas anônimas, com descrições insanas, levianas, não me pertencem”, disse o técnico. Ele ainda relatou ter feito um registro de ocorrência por calúnia junto à Polícia Civil pelas cartas. Outro ponto dito por Kleiton é que havia insatisfação de parte do elenco com a comissão técnica pela cobrança para atingir metas.


Mais protestos - Pouco antes do jogo entre Santos e Corinthians, nesta sexta-feira, o Cruzeiro publicou um vídeo com parte do elenco feminino em campanha contra violência de gênero. “O Cruzeiro reforça o seu compromisso no combate à violência contra a mulher. Precisamos juntos lutar contra a cultura de assédio e violência, presente dentro e fora do futebol”, escreveu o clube, sem fazer menção ao caso que envolve o treinador do Santos.

Dentro de campo, o Corinthians venceu o Santos por 3 a 1 e manteve a liderança do campeonato. Na outra partida, o Palmeiras dominou o Avaí/Kindermann e goleou por 4 a 0. O clube alviverde é vice-líder, cinco pontos atrás do rival. O Santos é o primeiro clube fora da zona de rebaixamento, em 12º. A equipe catarinense é a 15ª colocada.

A história das jogadoras estrangeiras no Brasileirão Feminino

Por Edson de Lima / A Vitrine do Futebol Feminino
Foto: arquivo

As pioneiras Dulce Quintana e Verónica Riveros, paraguaias do Foz Cataratas em 2013

Desde 2013 quando tivemos a primeira edição remodelada da principal competição de clubes da categoria no país, a presença de atletas provenientes de outros países é uma constante. A América do Sul aparece como o maior fornecedor de "pés e mãos de obra" para as equipes que disputam o Brasileirão Feminino.

É importante lembrar que até 2016, existia apenas uma divisão no futebol feminino brasileiro. E a partir de 2017 tivemos a criação por parte da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) do Brasileirão A2 e a entidade criou para esta temporada de 2022, o Brasileirão A3.

Os dados constantes neste levantamento são referentes apenas a elite do futebol feminino brasileiro, hoje conhecida como A1. Ao longo de todos estes anos de competição, estamos vivendo a edição de número 10, algumas atletas escreveram sua história com números impressionantes.

Confiram a seguir:

2022 - 19 atletas em 11 equipes diferentes*

Verónica Riveros, zagueira do Paraguay (7 jogos e 0 gol), pelo São José - SP
Agustina Barroso, zagueira da Argentina (5 jogos e 0 gol)
Liana Salazar, meia da Colômbia (4 jogos e 0 gol), pelo Corinthians - SP
Wendy Carballo, atacante do Uruguay (/0 jogo e 0 gol), pelo Internacional - RS
Fany Gauto, meia do Paraguay (5 jogos e 1 gol)
Joemar Guarecuco, atacante da Venezuela (0 jogo e 0 gol), ambas pela Ferroviária - SP
Eliana Stabile, lateral esquerda da Argentina (6 jogos e 0 gol), pelo Santos - SP
Hilary Vergara, zagueira da Venezuela (1 jogo e 0 gol)
Karol Bermudez, volante do Uruguay (7 jogos e 0 gol)
Luciana Gomez, meia do Uruguay (6 jogos e 0 gol)
Dayana Rodriguez, meia da Venezuela (7 jogos e 0 gol)
Yisela Cuesta, atacante da Colômbia (7 jogos e 0 gol), as cinco pelo Atlético - MG
Korina Clavijo, zagueira da Colômbia (7 jogos e 0 gol), pelo Cruzeiro - MG
Camila Arrieta, meia do Paraguay (6 jogos e 0 gol)
Fabíola Sandoval, atacante do Paraguay (5 jogos e 4 gols), ambas do Avaí Kindermann - SC
Petra Cabrera, zagueira da Venezuela (7 jogos e 0 gol)
Natasha Rosas, lateral direita da Venezuela (3 jogos e 0 gol), ambas do Real Brasília - DF
Monica Ramos, zagueira da Colômbia (7 jogos e 0 gol)
Jessica Peña, volante da Colômbia (6 jogos e 0 gol), ambas pelo Grêmio - RS
*Dados computados até a rodada 7

2021 - 20 atletas em 10 clubes diferentes

Verónica Riveros, zagueira do Paraguay (15 jogos e 0 gol)
Yaki Martínez, lateral direita do Paraguay (8 jogos e 0 gol), ambas pelo Napoli Caçadorense - SC
Sole Jaimes, atacante da Argentina (9 jogos e 5 gols), pelo Santos - SP
Agustina Barroso, zagueira da Argentina (19 jogos e 5 gols), pelo Palmeiras - SP
Ariana Lomas, zagueira do Equador (1 jogo e 0 gol)
Fabíola Sandoval, atacante do Paraguay (5 jogos e 0 gol), ambas pelo Bahia - BA
Jessica Romero, zagueira da Colômbia (0 jogo e 0 gol)
Lucero Robayo, meia da Colômbia (15 jogos e 1 gol)
Stephanie Zuñiga, atacante de El Salvador (0 jogo e 0 gol), as três pelo Cruzeiro - MG
Graciela Martínez, volante do Paraguay (1 jogo e 0 gol)
Sidney Blomquist, atacante dos Estados Unidos (4 jogos e 0 gol), ambas pela Ferroviária - SP
Ximena Velazco, meia do Uruguay (10 jogos e 0 gol)
Wendy Carballo, atacante do Uruguay (16 jogos e 1 gol), ambas pelo Internacional - RS
Monse Ayala, volante do Paraguay (9 jogos e 0 gol)
Kayla Prince, atacante de Trinidad e Tobago (3 jogos e 0 gol)
Steff Torres, atacante do Peru (2 jogos e 0 gol), as três pelo Minas Brasília - DF
Petra Cabrera, zagueira da Venezuela (12 jogos e 1 gol)
Natasha Rosas, lateral direita da Venezuela (7 jogos e 0 gol), ambas do Real Brasília - DF
Lorena González, zagueira do Uruguay (1 jogo e 0 gol), pelo Grêmio - RS
Maca Lopez, atacante do Peru (1 jogo e 0 gol), pelo Botafogo - RJ

2020 - 8 atletas em 2 clubes diferentes

Agustina Barroso, zagueira da Argentina (13 jogos e 1 gol), pelo Palmeiras - SP
Yessica Velásquez, goleira da Venezuela (3 jogos e 7 gols sofridos)
Natasha Rosas, lateral direita da Venezuela, (10 jogos e 0 gol)
Petra Cabrera, zagueira da Venezuela (9 jogos e 0 gol)
Hilary Vergara, zagueira da Venezuela (10 jogos e 0 gol)
Iceis Briceño, lateral esquerda da Venezuela (0 jogos e 0 gol)
Dayana Rodriguez, meia da Venezuela (9 jogos e 1 gol)
Cinthia Zarabia, atacante da Venezuela (10 jogos e 1 gol), as sete pelo Iranduba - AM


2019 - 15 atletas em 6 clubes diferentes

Verónica Riveros, zagueira do Paraguay (15 jogos e 1gol)
Rosa Miño, volante do Paraguay (2 jogos e 0 gol), ambas pelo Foz Cataratas - PR
Sole Jaimes, atacante da Argentina (6 jogos e 4 gols)
Paola Villamizar, atacante da Venezuela (9 jogos e 2 gols)
Claudia Soto, volante do Chile (7 jogos e 1 gol), as três pelo Santos - SP
Andrea Peralta, lateral esquerda da Colômbia (8 jogos e 0 gol)
Mariana Pion, volante do Uruguay (6 jogos e 0 gol)
Lucero Robayo, meia da Colômbia (6 jogos e 1 gol), as três pelo Osasco Audax - SP
Jaillys Oliveros, lateral esquerda da Colômbia (9 jogos e 0 gol)
Yoreli Rincón, meia da Colômbia (9 jogos e 0 gol)
Karla Torres, atacante da Venezuela (3 jogos e 0 gol), as três pelo Iranduba - AM
Ligia Moreira, zagueira do Ecuador (7 jogos e 0 gol)
Natsumi Saito, meia do Japão (10 jogos e 2 gols), ambas pelo São José - SP
Kira Fujio, meia do Japão (7 jogos e 1 gol), pelo Kindermann - SC
Florencia Senger, meia da Argentina (2 jogos e 0 gol), pela Ponte Preta - SP

2018 - 9 atletas em 5 equipes diferentes

Verónica Riveros, zagueira do Paraguay (13 jogos e 1 gol), pelo Foz Cataratas - PR
Agustina Barroso, zagueira da Argentina (7 jogos e 2 gols)
Claudia Soto, volante do Chile (8 jogos e 3 gols)
Paola Villamizar, atacante da Venezuela (13 jogos e 1 gol)
Karen Araya, meia do Chile (7 jogos e 1 gol)
Lisbeth Castro, goleira da Venezuela (11 jogos e 20 gols sofridos), as cinco pelo Osasco Audax - SP
Kira Fujio, meia do Japão (8 jogos e 1 gol), pelo Sport Recife - PE
Laura Romero, atacante do Paraguay (8 jogos e 0 gol), pelo Kindermann - SC
Jessica Martinez, atacante do Paraguay (0 jogo e 0 gol), pelo Santos - SP

2017 - 5 atletas em 4 clubes diferentes

Verónica Riveros, zagueira do Paraguay (14 jogos e 8 gols), pelo Foz Cataratas - PR
Sole Jaimes, atacante da Argentina (19 jogos e 18 gols)
Madison Vandire, volante dos Estados Unidos (0 jogo e 0 gol), ambas do Santos - SP
Johanna Chamorro, meia da Argentina (10 jogos e 2 gols), pelo Sport Recife - PE
Agustina Barroso, zagueira da Argentina (15 jogos e 1 gol), pelo Osasco Audax - SP

2016 - 6 atletas em 4 clubes diferentes

Verónica Riveros, zagueira do Paraguay (10 jogos e 0 gol)
Dulce Quintana, meia do Paraguay (9 jogos e 1 gol), ambas pelo Foz Cataratas - PR
Paula Ugarte, atacante da Argentina (9 jogos e 7 gols)
Mariana Gaitan, meia da Argentina (8 jogos e 2 gols), ambas da Ferroviária - SP
Sole Jaimes, atacante da Argentina (4 jogos e 2 gols), pelo Santos - SP
Andrea Tovar, goleira da Venezuela (0 jogo e 0 gol sofrido), pelo São José - SP


2015 - 3 atletas em 2 clubes diferentes

Verónica Riveros, zagueira do Paraguay (4 jogos e 0 gol), pelo Foz Cataratas
Andrea Tovar, goleira da Venezuela (14 jogos e 9 gols sofridos)
Sole Jaimes, atacante da Argentina (6 jogos e 1 gol)

2014 - 5 atletas em 4 clubes diferentes

Verónica Riveros, zagueira do Paraguay (2 jogos e 0 gol)
Dulce Quintana, meia do Paraguay (3 jogos e 0 gol), ambas pelo Foz Cataratas - PR
Marcela Restrepo, meia da Colômbia (8 jogos e 2 gols), pelo Vitória de Santo Antão - PE
Steff Torres, atacante do Peru (1 jogo e 0 gol), pela Portuguesa - SP
Jacoba De Puter, zagueira da Holanda (0 jogo e 0 gol), pelo Bahia - BA

2013 - 4 atletas em 2 clubes diferentes

Verónica Riveros, zagueira do Paraguay (12 jogos e 0 gol)
Dulce Quintana, meia do Paraguay (11 jogos e 2 gols), ambas pelo Foz Cataratas - PR
Mist Edvardsdóttir, zagueira da Islândia (2 jogos e 0 gol)
Rachel Axon, volante da Inglaterra (2 jogos e 0 gol), ambas pelo Vitória de Santo Antão - PE

50 anos de Mia Hamm - Uma gigante do futebol feminino vinda dos Estados Unidos

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Mia Hamm atuando pelos EUA

O futebol feminino cresce cada vez mais no mundo todo. No Brasil, por exemplo, cresce inclusive a demanda do público no esporte e ano passado o Corinthians lotou a Arena em um jogo do seu estrelado elenco feminino. Muito antes do sucesso mundial do esporte, um caminho árduo teve que ser travado por várias pioneiras. Uma das maiores atletas da história do esporte bretão feminino, talvez a primeira que virou um fenômeno de marketing, mídia e, é claro, de bola, foi a norte americana Mia Hamm, que está completando 50 anos.

Mia sempre foi um prodígio no futebol. A atacante apareceu na seleção de seu país pela primeira vez ainda em 1987, quando tinha apenas 15 anos. Em 1991, com 19, era a jogadora mais jovem do time dos Estados Unidos que saiu da Copa do Mundo de Futebol Feminino com o título, marcando dois gols ao longo da competição, sendo inclusive um deles diante do Brasil. Curiosamente, jogou na decisão deste campeonato como defensora.

Na Copa do Mundo seguinte, em 1995, viveu um momento curioso, quando acabou jogando como goleira após a expulsão de Scurry em um dos jogos da fase de grupos. Ela marcou um gol naquela competição e o time americano acabou caindo nas semifinais para as norueguesas. No ano seguinte, era um dos destaques do time que foi campeão olímpico em Atlanta, na primeira vez onde o futebol feminino figurou numa olímpiada. Na época, já se aproximava de 100 gols com a camisa dos Estados Unidos.

Chegou ao centésimo gol com a camisa do "Womens Team" no ano de 1998 e em 1999, num amistoso diante do Brasil, marcou o gol 108, batendo o recorde de Ali Daei e se tornando o jogador com mais gols por uma seleção sendo no feminino ou no masculino. Na Copa do Mundo de 1999, Hamm marcou duas vezes na fase de grupos e ainda sofreu o pênalti que classificou seu país a decisão diante do Brasil. Na final, marcou um dos pênaltis na decisão da marca da cal, após um empate sem gols contra a China. Jogando em casa, as americanas venceram nos pênaltis por 5 a 4.

No ano de 2000, Hamm novamente fez parte da equipe de seu país que foi para a Olímpiada, dessa vez em Sidney. Naquela competição, ela marcou o gol que decidiu as semifinais, novamente vitimando o Brasil. Porém, na decisão, novamente os Estados Unidos acabaram superados pela Noruega, uma força do futebol feminino nos anos 1990 e 2000 e que segue sendo referência. 

Em 2001, acabou contratada pelo Washington Freedom, time da primeira liga profissional feminina dos Estados Unidos. Naquele ano, fez história sendo a primeira jogadora eleita como Melhor do Mundo pela FIFA, na primeira eleição do tipo no futebol feminino. Jogou a Copa do Mundo de 2003 como atleta do time da capital dos EUA. Em casa, o Tio Sam acabou caindo nas semifinais para a Alemanha, mas Hamm novamente marcou dois gols ao longo da competição. 


Em 2004, após três temporadas também atuando pelo Freedom, jogou seu último torneio profissional, marcando dois gols e duas assistências ao longo da campanha que levou os Estados Unidos ao ouro olímpico em Atenas. Se aposentou ao fim daquela competição, encerrando sua trajetória com 158 gols e 144 assistências vestindo a camisa dos EUA, em 276 jogos. 

O Curioso do Futebol

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