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Palmeiras conta com reforços estrangeiros em busca do título no Brasileirão Feminino

Com informações da CBF
Foto: Fabio Menotti/Palmeiras

Yamila Rodríguez é uma das sete estrangeiras do Verdão

O futebol brasileiro feminino está cada vez mais se internacionalizando. O grande número de atletas que chegaram aos times, especialmente as estrangeiras, foi o maior já visto em toda a história do Brasileirão Feminino. Ao todo, 43 jogadoras de outros países elevam ainda mais o patamar da competição.

O Palmeiras, por exemplo, vem se destacando não apenas pela sua força no futebol nacional, mas também pela busca de talentos além das fronteiras do país. Para esta temporada, o clube alviverde contratou dezessete novos reforços, entre elas sete estrangeiras. A chegada de jogadoras como a goleira colombina Kate Tapia, ex- Santiago Morning, e a atacante argentina Yamila Rodriguez, ex- Boca Juniors, não apenas fortaleceu a equipe, mas também está contribuindo para a troca de experiências com as atletas brasileiras.

Em entrevista, Yamila Rodriguez comentou sobre a competitividade do Brasileirão Feminino em comparação ao campeonato argentino. Ela enfatizou que o nível de competição no Brasil é muito alto e completamente diferente do que estava acostumada em seu país.

"O Brasileirão Feminino é muito competitivo, e é muito diferente do campeonato argentino. Obviamente, tudo é novo para mim e a cada dia aprendo mais sobre o futebol brasileiro. Gosto da intensidade da competição, onde todos os clubes, jogos e equipes apresentam dificuldades, porque isso é muito bom para a competição."

A colombiana Kate Tapia também ressaltou a reputação do Campeonato Brasileiro no contexto Sul-Americano. Para ela, a competição é vista como um modelo e exemplo a ser seguido, com um nível competitivo elevado em todas as categorias.

“A liga brasileira é vista como modelo e exemplo a seguir, é uma liga competitiva que tem diferentes evoluções em todas as suas categorias e, graças a isso, podemos ver a diferença que se faz nas diferentes competições a nível sul-americano”, enfatizou.

A chegada a um novo país pode trazer diversos desafios, incluindo as dificuldades linguísticas e a adaptação à cultura local. Sendo assim, a integração em um ambiente acolhedor desempenha um papel fundamental para tornar essa transição mais suave.


“A adaptação tem sido muito boa, o grupo me acolheu como uma família e isso é sempre importante para nós estrangeiras. Poder entrar em uma família tão acolhedora facilita todo o processo. Além disso, temos à disposição todas as ferramentas necessárias do clube, o que nos ajuda a crescer no esporte e nos adaptar ao futebol brasileiro, que é mais intenso e rápido em comparação com outros países sul-americanos”, comentou Tapia.

O técnico Ricardo Belli aproveitou para destacar a importância de contar com jogadoras internacionais no elenco e como isso influencia o desempenho da equipe dentro de campo.

"Além de criar um cenário de aprendizagem técnica/tática e troca de experiências com a chegada de jogadoras de culturas futebolísticas diferentes, acredito que o futebol como agente social contribui para o crescimento e desenvolvimento da sociedade como um todo, possibilitando cada vez mais a humanização do processo", finalizou.

A história das jogadoras estrangeiras no Brasileirão Feminino

Por Edson de Lima / A Vitrine do Futebol Feminino
Foto: arquivo

As pioneiras Dulce Quintana e Verónica Riveros, paraguaias do Foz Cataratas em 2013

Desde 2013 quando tivemos a primeira edição remodelada da principal competição de clubes da categoria no país, a presença de atletas provenientes de outros países é uma constante. A América do Sul aparece como o maior fornecedor de "pés e mãos de obra" para as equipes que disputam o Brasileirão Feminino.

É importante lembrar que até 2016, existia apenas uma divisão no futebol feminino brasileiro. E a partir de 2017 tivemos a criação por parte da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) do Brasileirão A2 e a entidade criou para esta temporada de 2022, o Brasileirão A3.

Os dados constantes neste levantamento são referentes apenas a elite do futebol feminino brasileiro, hoje conhecida como A1. Ao longo de todos estes anos de competição, estamos vivendo a edição de número 10, algumas atletas escreveram sua história com números impressionantes.

Confiram a seguir:

2022 - 19 atletas em 11 equipes diferentes*

Verónica Riveros, zagueira do Paraguay (7 jogos e 0 gol), pelo São José - SP
Agustina Barroso, zagueira da Argentina (5 jogos e 0 gol)
Liana Salazar, meia da Colômbia (4 jogos e 0 gol), pelo Corinthians - SP
Wendy Carballo, atacante do Uruguay (/0 jogo e 0 gol), pelo Internacional - RS
Fany Gauto, meia do Paraguay (5 jogos e 1 gol)
Joemar Guarecuco, atacante da Venezuela (0 jogo e 0 gol), ambas pela Ferroviária - SP
Eliana Stabile, lateral esquerda da Argentina (6 jogos e 0 gol), pelo Santos - SP
Hilary Vergara, zagueira da Venezuela (1 jogo e 0 gol)
Karol Bermudez, volante do Uruguay (7 jogos e 0 gol)
Luciana Gomez, meia do Uruguay (6 jogos e 0 gol)
Dayana Rodriguez, meia da Venezuela (7 jogos e 0 gol)
Yisela Cuesta, atacante da Colômbia (7 jogos e 0 gol), as cinco pelo Atlético - MG
Korina Clavijo, zagueira da Colômbia (7 jogos e 0 gol), pelo Cruzeiro - MG
Camila Arrieta, meia do Paraguay (6 jogos e 0 gol)
Fabíola Sandoval, atacante do Paraguay (5 jogos e 4 gols), ambas do Avaí Kindermann - SC
Petra Cabrera, zagueira da Venezuela (7 jogos e 0 gol)
Natasha Rosas, lateral direita da Venezuela (3 jogos e 0 gol), ambas do Real Brasília - DF
Monica Ramos, zagueira da Colômbia (7 jogos e 0 gol)
Jessica Peña, volante da Colômbia (6 jogos e 0 gol), ambas pelo Grêmio - RS
*Dados computados até a rodada 7

2021 - 20 atletas em 10 clubes diferentes

Verónica Riveros, zagueira do Paraguay (15 jogos e 0 gol)
Yaki Martínez, lateral direita do Paraguay (8 jogos e 0 gol), ambas pelo Napoli Caçadorense - SC
Sole Jaimes, atacante da Argentina (9 jogos e 5 gols), pelo Santos - SP
Agustina Barroso, zagueira da Argentina (19 jogos e 5 gols), pelo Palmeiras - SP
Ariana Lomas, zagueira do Equador (1 jogo e 0 gol)
Fabíola Sandoval, atacante do Paraguay (5 jogos e 0 gol), ambas pelo Bahia - BA
Jessica Romero, zagueira da Colômbia (0 jogo e 0 gol)
Lucero Robayo, meia da Colômbia (15 jogos e 1 gol)
Stephanie Zuñiga, atacante de El Salvador (0 jogo e 0 gol), as três pelo Cruzeiro - MG
Graciela Martínez, volante do Paraguay (1 jogo e 0 gol)
Sidney Blomquist, atacante dos Estados Unidos (4 jogos e 0 gol), ambas pela Ferroviária - SP
Ximena Velazco, meia do Uruguay (10 jogos e 0 gol)
Wendy Carballo, atacante do Uruguay (16 jogos e 1 gol), ambas pelo Internacional - RS
Monse Ayala, volante do Paraguay (9 jogos e 0 gol)
Kayla Prince, atacante de Trinidad e Tobago (3 jogos e 0 gol)
Steff Torres, atacante do Peru (2 jogos e 0 gol), as três pelo Minas Brasília - DF
Petra Cabrera, zagueira da Venezuela (12 jogos e 1 gol)
Natasha Rosas, lateral direita da Venezuela (7 jogos e 0 gol), ambas do Real Brasília - DF
Lorena González, zagueira do Uruguay (1 jogo e 0 gol), pelo Grêmio - RS
Maca Lopez, atacante do Peru (1 jogo e 0 gol), pelo Botafogo - RJ

2020 - 8 atletas em 2 clubes diferentes

Agustina Barroso, zagueira da Argentina (13 jogos e 1 gol), pelo Palmeiras - SP
Yessica Velásquez, goleira da Venezuela (3 jogos e 7 gols sofridos)
Natasha Rosas, lateral direita da Venezuela, (10 jogos e 0 gol)
Petra Cabrera, zagueira da Venezuela (9 jogos e 0 gol)
Hilary Vergara, zagueira da Venezuela (10 jogos e 0 gol)
Iceis Briceño, lateral esquerda da Venezuela (0 jogos e 0 gol)
Dayana Rodriguez, meia da Venezuela (9 jogos e 1 gol)
Cinthia Zarabia, atacante da Venezuela (10 jogos e 1 gol), as sete pelo Iranduba - AM


2019 - 15 atletas em 6 clubes diferentes

Verónica Riveros, zagueira do Paraguay (15 jogos e 1gol)
Rosa Miño, volante do Paraguay (2 jogos e 0 gol), ambas pelo Foz Cataratas - PR
Sole Jaimes, atacante da Argentina (6 jogos e 4 gols)
Paola Villamizar, atacante da Venezuela (9 jogos e 2 gols)
Claudia Soto, volante do Chile (7 jogos e 1 gol), as três pelo Santos - SP
Andrea Peralta, lateral esquerda da Colômbia (8 jogos e 0 gol)
Mariana Pion, volante do Uruguay (6 jogos e 0 gol)
Lucero Robayo, meia da Colômbia (6 jogos e 1 gol), as três pelo Osasco Audax - SP
Jaillys Oliveros, lateral esquerda da Colômbia (9 jogos e 0 gol)
Yoreli Rincón, meia da Colômbia (9 jogos e 0 gol)
Karla Torres, atacante da Venezuela (3 jogos e 0 gol), as três pelo Iranduba - AM
Ligia Moreira, zagueira do Ecuador (7 jogos e 0 gol)
Natsumi Saito, meia do Japão (10 jogos e 2 gols), ambas pelo São José - SP
Kira Fujio, meia do Japão (7 jogos e 1 gol), pelo Kindermann - SC
Florencia Senger, meia da Argentina (2 jogos e 0 gol), pela Ponte Preta - SP

2018 - 9 atletas em 5 equipes diferentes

Verónica Riveros, zagueira do Paraguay (13 jogos e 1 gol), pelo Foz Cataratas - PR
Agustina Barroso, zagueira da Argentina (7 jogos e 2 gols)
Claudia Soto, volante do Chile (8 jogos e 3 gols)
Paola Villamizar, atacante da Venezuela (13 jogos e 1 gol)
Karen Araya, meia do Chile (7 jogos e 1 gol)
Lisbeth Castro, goleira da Venezuela (11 jogos e 20 gols sofridos), as cinco pelo Osasco Audax - SP
Kira Fujio, meia do Japão (8 jogos e 1 gol), pelo Sport Recife - PE
Laura Romero, atacante do Paraguay (8 jogos e 0 gol), pelo Kindermann - SC
Jessica Martinez, atacante do Paraguay (0 jogo e 0 gol), pelo Santos - SP

2017 - 5 atletas em 4 clubes diferentes

Verónica Riveros, zagueira do Paraguay (14 jogos e 8 gols), pelo Foz Cataratas - PR
Sole Jaimes, atacante da Argentina (19 jogos e 18 gols)
Madison Vandire, volante dos Estados Unidos (0 jogo e 0 gol), ambas do Santos - SP
Johanna Chamorro, meia da Argentina (10 jogos e 2 gols), pelo Sport Recife - PE
Agustina Barroso, zagueira da Argentina (15 jogos e 1 gol), pelo Osasco Audax - SP

2016 - 6 atletas em 4 clubes diferentes

Verónica Riveros, zagueira do Paraguay (10 jogos e 0 gol)
Dulce Quintana, meia do Paraguay (9 jogos e 1 gol), ambas pelo Foz Cataratas - PR
Paula Ugarte, atacante da Argentina (9 jogos e 7 gols)
Mariana Gaitan, meia da Argentina (8 jogos e 2 gols), ambas da Ferroviária - SP
Sole Jaimes, atacante da Argentina (4 jogos e 2 gols), pelo Santos - SP
Andrea Tovar, goleira da Venezuela (0 jogo e 0 gol sofrido), pelo São José - SP


2015 - 3 atletas em 2 clubes diferentes

Verónica Riveros, zagueira do Paraguay (4 jogos e 0 gol), pelo Foz Cataratas
Andrea Tovar, goleira da Venezuela (14 jogos e 9 gols sofridos)
Sole Jaimes, atacante da Argentina (6 jogos e 1 gol)

2014 - 5 atletas em 4 clubes diferentes

Verónica Riveros, zagueira do Paraguay (2 jogos e 0 gol)
Dulce Quintana, meia do Paraguay (3 jogos e 0 gol), ambas pelo Foz Cataratas - PR
Marcela Restrepo, meia da Colômbia (8 jogos e 2 gols), pelo Vitória de Santo Antão - PE
Steff Torres, atacante do Peru (1 jogo e 0 gol), pela Portuguesa - SP
Jacoba De Puter, zagueira da Holanda (0 jogo e 0 gol), pelo Bahia - BA

2013 - 4 atletas em 2 clubes diferentes

Verónica Riveros, zagueira do Paraguay (12 jogos e 0 gol)
Dulce Quintana, meia do Paraguay (11 jogos e 2 gols), ambas pelo Foz Cataratas - PR
Mist Edvardsdóttir, zagueira da Islândia (2 jogos e 0 gol)
Rachel Axon, volante da Inglaterra (2 jogos e 0 gol), ambas pelo Vitória de Santo Antão - PE

As estrangeiras que estarão no Brasileirão Feminino A1 2021

Com a colaboração de Edson de Lima / A Vitrine do Futebol Feminino
Foto: divulgação Ferroviária

A paraguaia Graciela Martínez é uma das 15 estrangeiras confirmadas o Brasileirão Feminino A1

O Campeonato Brasileiro Feminino A1 de 2021 está previsto para começar em 17 de abril. A competição terá a participação de 16 clubes, sendo que a metade deles tem uma característica interessante: contam com atletas estrangeiras. No total 15 "gringas", até o momento, estão confirmadas no torneio.

O Bahia conta com a zagueira equatoriana Ariana Lomas. O Cruzeiro tem três estrangeiras, sendo duas colombianas, a zagueira Jéssica Romero e a meia Lucero Robayo, além da meia Stephanie Zuniga, de El Salvador. A Ferroviária conta com duas "gringas", a meia paraguaia Graciela Martínez e a atacante norte-americana Sydney Blomquist.

O Internacional conta com duas uruguaias: a meia Ximena Velasco e a atacante Wendy Carballo. O Minas Brasília tem três estrangeiras: a volante paraguaia Monse Ayala e as atacantes Kayla Prince, de Trinidad e Tobago, e Steff Torres, do Peru. Já o Napoli Caçadorense tem duas paraguaias, sendo a lateral-direita Yaki Martinez e a zagueira Verónica Rivero.

O Palmeiras conta com a zagueira argentina Agustina Barroso e o Real Brasília tem zagueira uruguaia Rafaela Ancheta. Avaí Kindermann, Botafogo, Corinthians, Flamengo, Grêmio, Santos, São José e São Paulo não contam com estrangeiras em seus elencos.


O Paraguai é o país com mais jogadoras estrangeiras no Brasileirão Feminino 2021, sendo quatro no total. Depois vem Uruguai, com três, Colômbia, com duas, e Equador, El Salvador, Estados Unidos, Trinidad e Tobago, Peru e Argentina com uma atleta cada.

O Curioso do Futebol

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