Em 1999, Fluminense conquistava a Série C do Brasileirão

Com informações da Edição dos Campeões
Foto: arquivo

O Tricolor campeão da Série C de 1999

O dia 23 de dezembro de 1999 é um marco na história do Fluminense. É claro que o que o clube viveu entre 1996 e aquela data não é para se comemorar, mas o título do Brasileirão da Série C, com uma vitória sobre o Náutico, nos Aflitos, é um ponto da reversão da crise que o Tricolor passou.

A Série C em 1999 foi diferente. Pelo primeiro ano, a competição receberia um clube considerado grande. O Fluminense caiu em uma profunda crise na segunda metade da década e foi rebaixado duas vezes seguidas, atingindo o fundo do poço. E também foi nesta temporada que o campeonato recebeu uma leve repaginada. Os estaduais voltaram a ser o único critério técnico para a classificação, e o número de participantes foi reduzido para 36, divididos em seis grupos.

A obrigação do Fluminense, dirigido por Carlos Alberto Parreira, era clara: sair da lama na primeira oportunidade, para o vexame não ficar ainda pior. Misturando atletas jovens, como Magno Alves, Roni e Roger, com outros mais experientes, como Válber e Yan, o time ficou no grupo 4. A estreia foi fora de casa, com derrota por 2 a 0 para o Villa Nova-MG em Nova Lima. A primeira vitória veio no primeiro jogo em casa, por 1 a 0 sobre o Serra.

Na sequência no Maracanã, venceu por 3 a 0 o Goiânia, e por 1 a 0 o Dom Pedro II. Em outros dois jogos como visitante, derrota por 4 a 3 para o Goiânia no Serra Dourada, e vitória por 2 a 0 sobre o Dom Pedro II em Brasília. Voltando ao Rio de Janeiro, o Tricolor perdeu por 1 a 0 para a Anapolina, mas ganhou os pontos no tribunal porque o time goiano contou com escalação irregular.

Na "revanche" em Goiás, nova derrota para a Anapolina, agora por 3 a 2. Na reta final da primeira fase, o Flu venceu o Serra por 1 a 0 no Espírito Santo, e por 3 a 1 o Villa Nova no Maracanã. Assim, com 21 pontos, o time se classificou em segundo lugar. Nas oitavas de final o time carioca enfrentou o Moto Club, o eliminando com empate por 1 a 1 em São Luís e vitórias por 1 a 0 e por 2 a 1 no Rio de Janeiro. Nas quartas, contra o Americano, o Tricolor fez a mesma sequência, com empate por 1 a 1 na ida em Campos, vitória por 4 a 0 na volta no Maracanã, e outra vitória por 2 a 1 no play-off, também no Rio de Janeiro.

O Flu então chega do quadrangular final, contra São Raimundo-AM, Serra e Náutico. A estreia foi vitória sobre o Náutico, por 2 a 1 no Maracanã. Na sequência, empatou sem gols com o São Raimundo no Vivaldão, mas nova escalação irregular deu a vitória ao Tricolor no tribunal. Na virada do turno, derrota em casa por 2 a 1 para o Serra. No returno, o empate por 2 a 2 com o Serra fora de casa e a vitória por 2 a 0 sobre o São Raimundo em casa consumaram o acesso.


Com o peso nas costas bem menor, o Fluminense foi aos Aflitos e enfrentou o Náutico na rodada final. E com gols de Roger, o Tricolor venceu por 2 a 1 e ficou com o título. Claro que o Tricolor, após isto, acabou sendo ajudado com a Copa João Havelange, subindo da C direto para a elite. Porém, não dá pra negar que aquilo era o marco para um retorno de crescimento.  Óbvio que foi pouco ou nenhum motivo de orgulho para o torcedor, mas acabou sendo um ponto de partida para a reversão da crise.
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Um comentário:

  1. Subindo da C para A? Completamente errado, tecnicamente o clube já estava classificado para a série B, logo seria da B para A. Mas como sabe mos não houve campeonato em 2000 e o Fluminense, juntamente com outros clubes da série B foi um dos convidados a jogar o primeiro módulo da copa João Havelange. Quando o campeonato foi retomado em 2001 o Flu permaneceu na elite de onde nunca mais saiu.

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