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Bandeiras com mastro voltam a ser permitidas nos estádios de futebol de São Paulo

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: Marcelo Gonçalves

Bandeiras com mastros estão autorizadas

As torcidas organizadas de São Paulo receberam uma boa notícia nesta quarta-feira. Após anos de discussões, debates e ações na Justiça, as bandeiras de mastro, clássicas no futebol brasileiro de décadas passadas, estão liberadas nos estádios e arenas no Estado.

O uso dos artefatos era proibido nas dependências esportivas desde 1996. Em julho deste ano, o Tribunal de Justiça de São Paulo afirmou que as diretrizes para o retorno e o “ingresso controlado” do material aos estádios seriam estabelecidas pela Polícia Militar, o que aconteceu nesta quarta-feira em publicação oficial.

Na edição do Diário Oficial, a PM estabeleceu os critérios para o ingresso de bandeiras com mastros ou suportes nos estádios de futebol, ginásios de esportes e outras instalações destinadas a eventos desportivos. Dentre estes, o uso dos artefatos será restrito para os setores das torcidas organizadas em São Paulo.

Além disso, o órgão impõe limites desse uso: até 10 unidades para cada torcida organizada; o mastro deve ser constituído, exclusivamente, de material feito de bambu, entre seis e oito metros de comprimento; o mastro deve possuir, gravado de forma visível, a identificação da torcida organizada a qual o material pertence. Todos os objetos passarão por vistoria antes do ingresso nas arenas.

No entanto, a portaria também prevê que o limite de bandeiras será definido a cada partida, pela autoridade policial responsável pela segurança do evento. Para isto, alguns aspectos devem ser levados em consideração, como quantidade de público previsto no jogo e “histórico de animosidade entre as torcidas participantes”.

“Os objetos de que tratam esta Portaria serão de uso exclusivo das torcidas organizadas, para torcer e expressar manifestação de apoio às agremiações protagonistas do espetáculo, sendo responsabilidade do portador do mastro ou suporte, em conjunto com os dirigentes da torcida organizada, zelar pela sua utilização pautada por aspectos de urbanidade, civilidade e respeito aos demais torcedores e pessoas envolvidas no evento”, informa o artigo 4º desta portaria.


O uso dos materiais durante os jogos estava proibido desde 1996, em razão de um projeto de lei de autoria do então deputado Nabi Abi Chedid. No ano anterior, uma briga generalizada entre torcedores do Palmeiras e do São Paulo, na Copa São Paulo de Futebol Júnior, foi um dos responsáveis pela criação da lei.

Força Rubro Verde realiza Ação Social para crianças

Fotos: divulgação Força Rubro Verde

Membros da toricda e parte das crianças que participaram da Ação Social

A Força Rubro Verde, torcida organizada da Portuguesa Santista, realizou no último sábado, dia 26, a VI Ação Social do Mês das Crianças. O evento foi na sede social da Briosa, em Santos, e contou com a participação de mais de 50 crianças.

A Ação Social foi organizada pelo membro Samuca Canizzaro, com o apoio da diretoria da entidade, presidida por Pedrinho Marsil, e com a participação de sócios e simpatizantes da torcida. A organização não-governamental (ONG) atendida pela ação foi o Grupo Amigo do Lar Pobre (GALP). "A cada ano, escolhemos uma ONG diferente. A GALP atende cerca de 60 crianças", explicou Samuca.

As crianças do GALP e também as que estavam no clube puderam brincar com duas camas elásticas, além de interagirem com a Cachopinha, mágicos e cosplays, além de jogarem futebol no campo de society do clube. "Também distribuímos cachorro quente, batata frita, refrigerante e suco", disse Samuca.

Além das brincadeiras e comidas, as crianças puderam acompanhar, no Estádio Ulrico Mursa, o jogo entre Comando Guarujá e Morro do São Bento, válido pelo Cinquentão do Campeonato Santista Amador. "Foi a primeira experiência de muitos de ver um jogo de futebol em um estádio, que é sempre uma emoção grande".

No final da festa, a torcida entregou para as crianças uma sacolinha com doces diversos, além de bolas doadas por um projeto de um dos associados. "Ao fim, tudo o que sobrou de comida, saímos pela cidade e distribuímos para os moradores de rua", finalizou Samuca.

Para realizar a Ação Social, a Força Rubro Verde contou com o patrocínio de Perfil Viagens, Mexicão, Schlicht Reformas, Adriano Piemonte, JR Odonto Sports e Lugano Cafeteria. Além disto, teve o apoio de Diogo Santana Designer, Super Amigos Cosplay, Maria Fernanda, Fátima Souza, Festa Encantada, Portuguesa Santista, Cantina da Briosa, Zoom Comunicação Visual, Cantina Di Lucca, Panificadora Caiçara, Projeto Doe com Fé, WA Eventos, Miyagi Sushi Lounge, Clube da Bola Futebol Society e DJ Renato Santos.

Confira algumas fotos do evento:

Show de mágica para as crianças

Na arquibancada do Ulrico Mursa, vendo jogo do Cinquentão

Jogando futebol no campo de society

As ligações das torcidas de Futebol e o Carnaval paulistano só crescem

Por Lula Terras
Foto: Reprodução Rede Globo

Carro abre-alas da Mancha Verde, a vencedora do Carnaval paulistano de 2019

Terminada mais uma edição do Desfile das Escolas de Samba, de São Paulo, o título, inédito foi para a Mancha Verde, ligada a uma torcida organizada do Palmeiras, apoiada pela Crefisa, que também patrocina o clube. O resultado traz de volta a discussão sobre ser positivo ou não a iniciativa das torcidas organizadas, se tornarem, também, em escolas de samba e sobre o risco que isso pode acarretar. 

Para reforçar a tese, tivemos a Dragões do Tricolor, ligada ao São Paulo, em 2º. Lugar, e o rebaixamento de uma das mais premiadas agremiações carnavalescas paulistana, no caso, a Vai Vai, Com isso, a agremiação, que é a mais vitoriosa do Carnaval de São Paulo, com 15 títulos conquistados, em 89 anos de história, irá disputar em 2020, no Grupo de Acesso,situação muito triste para integrantes e simpatizantes da Escola que fica no bairro do Bexiga, em São Paulo. 

Em 2017, coloquei essa preocupação no site O Curioso do Futebol, sob o título: “Carnaval e Futebol – Duas paixões que podem fazer uma mistura perigosa”. Naquela oportunidade foi colocado o risco do enfraquecimento de agremiações tradicionais do Carnaval, que teria que dividir a preferência dos foliões, com os grandes clubes de futebol. 

Outra preocupação colocada é o risco da violência, que já vitimou inúmeros torcedores de futebol, se torne presente, também no Carnaval. Felizmente, por enquanto, ainda não se tem registro de qualquer confronto entre integrantes dessas escolas de samba. Para que continue assim, devemos cobrar das autoridades, dirigentes, medidas preventivas, e dos integrantes, que haja com civilidade, para não estragar o carnaval dos outros. 

Uma vez que essa ligação está presente e dificilmente deixará de existir, vamos torcer para que, as paixões clubisticas no carnaval se limitem a atingir o objetivo para a qual foram criadas, promover divertimento e lazer para seus integrantes. Que sejam competitivos, mas com respeito ao espaço dos demais concorrentes, enfim que entendam que, o Carnaval é para todos.

O silêncio reinou no Allianz Parque com Corinthians campeão e torcida única

Por Lucas Paes

Jogadores do Corinthians comemoraram o título, mas sem sua fanática torcida
(foto: divulgação FPF)

O Derby entre Corinthians e Palmeiras na final do Paulistão 2018 já está na história do futebol brasileiro. O Corinthians, gigante que é, venceu e levou o troféu nos pênaltis, silenciando um estádio cem por cento palmeirense e escrevendo uma história dos quais seus torcedores vão se orgulhar. Mas o título teve uma nota triste, outra situação histórica que deveria dar fim a uma das maiores vergonhas que já se viu no futebol brasileiro.

Em 2016, em vista de uma briga com morte jogo envolvendo os mesmos rivais de hoje, o pedido veio de Paulo Castilho, exímio defensor da extinção das torcidas organizadas. Alexandre de Moraes, que fez um circo midiático para colher facas de cozinha e dinheiro da sede da Gaviões da Fiel, que depois foram divulgadas como armas. Também houveram prisões, estas talvez a única parte legislativamente correta da situação. A ação ocorreu pouco depois de um protesto dos Gaviões com várias cobranças, incluindo as acusações a Fernando Capez, envolvido em investigações devido a um escândalo de corrupção envolvendo as merendas de escolas públicas de São Paulo. Um cidadão que se promoveu na política com medidas midiáticas em cima das torcidas organizadas, medidas que, como os clássicos com torcida única, não resolveram nada.

Entre as medidas adotadas após a briga em 2016, houve a proibição de faixas, baterias e camisas referentes as torcidas organizadas dos quatro grandes de São Paulo, proibições impostas depois ao estado inteiro. A medida acabou “revogada” ano passado, porém as camisas continuam proibidas. A ideia seria limitar a principal renda das torcidas organizadas, a venda de artigos, porém elas se adaptaram e montaram camisas sem as simbologias das instituições. No fim da conta, a medida acabou prejudicando apenas torcidas organizadas de clubes pequenos, pouco envolvidas na violência das torcidas.

É impossível passar um “pano” para as torcidas organizadas, que estão sim envolvidas em episódios de violência com frequência alarmante. A história conta isso e desde que as armas de fogo entraram no cenário o número de mortes cresceu vertiginosamente. Em 2013, por exemplo, um torcedor foi baleado num confronto entre são paulinos e palmeirenses. Apenas um entre diversos episódios. A continuidade da frequência mostra que as medidas punitivas em cima do “CNPJ” não têm dado certo.

Em 1995, uma briga história entre alviverdes e tricolores, num jogo da Copa São Paulo, numa situação bizarra onde os brigões tiveram acessos a matérias da obra do Tobogã do Pacaembu que estavam “dando sopa”, ocasionando uma morte, gerou a proibição das bandeiras de mastro no estado. Depois de 23 anos, São Paulo é o único estado que ainda proíbe o artigo. Geraldo Alckimin vetou a volta dos mastros em 2013. Já na época, as torcidas foram “proibidas”. A medida, porém, não acarretou em nenhuma melhora na violência nos estádios, muito pelo contrário.

Porém, uma das poucas experiências de algum sucesso veio pouco depois disso. Os diretores de torcida passaram a ser envolvidos na segurança dos clássicos e tinham até um credenciamento para discutir com PMs e até com o Ministério Público a questão de segurança. A medida não gerou resultados enormes imediatos, mas a violência diminuiu. Porém, algo que daria certo a longo prazo não dá popularidade, algo chave nesta questão toda no estado.

Fernando Capez, Paulo Castilho e Alexandre de Moraes cresceram em popularidade com a perseguição as torcidas. As medidas punitivas, que não resolvem muita coisa, ressoam no povão e na mídia, trazendo uma popularidade que gera até chances em cargos políticos, como visto com Capez. Qualquer pessoa que consiga pensar a questão um pouco mais a fundo sabe que a redução da violência só virá com medidas que gerarão efeitos a longo prazo.

Confusões em 'caça aos corintianos infiltrados' aconteceram

O futebol também não pode ser distinguido da sociedade em que está envolvido. O Brasil, como um todo, é um país violento e as brigas de torcidas são reflexos disso. É impossível que se queira diminuir o plano menor sem pensar no todo. A impunidade, comum nas brigas de torcedores, é comum na sociedade como um todo. A ineficiência das forças de segurança contra a violência no todo refletem no futebol. A associação não pode ser desfeita e pouca coisa melhorará se só se pensar no futebol.

Voltando ao assunto do inicio do post, toda essa “viagem no tempo” foi feita para entender porque a medida torcida única é apenas um circo. Recentemente, vazou a notícia que veio ordem do crime organizado para que a violência entre as torcidas paulistas parasse. Os casos diminuíram vertiginosamente depois disso. Porém, o silêncio na recente morte de um corintiano num clássico entre Santos e Corinthians com o público totalmente santista mostra como a ideia “torcida única nos clássicos” no fim das contas não resolveu nada, como sempre.

E então chegamos ao começo da noite deste domingo. O Corinthians foi bi-campeão estadual, diante de um Allianz Parque totalmente palmeirense. Levantou a taça para nenhum torcedor alvinegro, numa cena que envergonharia figuras como Vicente Matheus, que, folclore a parte, era ferrenho defensor da relação do Corinthians com seu povo. O silêncio foi ensurdecedor no ouvido do amante de futebol, que vê uma cena historicamente vergonhosa diante dos seus olhos.

A sequência de fatos durante a semana mostra o tamanho da incompetência do poder público. O Corinthians quase foi impedido de fazer um treino aberto para seu torcedor, tendo que mudar o horário da atividade para poder receber o apoio de sua torcida, que não existiu hoje por motivos óbvios. O Palmeiras também sofreu com as autoridades, pois os treinos abertos quase foram ambos impedidos.

A Globo, acusada com certa razão de favorecer o Corinthians com relação a escolha das transmissões de jogos, cortou a entrega da taça, talvez querendo evitar mostrar uma vergonha que, de certa forma, ela apoiou. E então a taça foi ao ar sem o grito de campeão da torcida corintiana, sem o apoio da fiel. A cena, emblemática, deveria servir para que a medida fosse enterrada de vez. É difícil, porém, pensar que isso vai acontecer, num estado onde as maiores autoridades se preocupam mais com a popularidade que uma medida punitiva vai trazer do que com melhorar de fato a segurança nos estádios paulistas.

Carnaval e Futebol - Duas paixões que podem fazer uma mistura perigosa

Por Lula Terras

Torcidas organizadas têm suas escolas de samba e desfilam no carnaval paulistano

Terminada mais uma edição da folia de Momo, a parceria que sempre existiu entre o futebol e o carnaval deu mostras que está mais forte do que nunca, com o surgimento de inúmeras escolas de samba formadas por torcidas organizadas de grandes equipes de futebol. A dúvida que fica é que se isto é positivo ou não para essas duas paixões do povo brasileiro.

Ao meu ver, a possibilidade é grande de uma se sobrepor a outra, no caso as passarelas de samba se tornar em uma extensão das arquibancadas dos estádios, onde a violência tem produzindo inúmeras vítimas e, com isso, afastando cada vez mais os verdadeiros torcedores.

Vale destacar que importantes atletas profissionais mostravam suas habilidades, não só nos campos de futebol, mas também na passarela do samba. Também é comum ver que isso, também acontecia com empresários e contraventores, que se dividiam entre o comando de um time de futebol e de escola de samba. O mais famoso caso foi do famoso bicheiro carioca, Castor de Andrade, que mandava no Bangu e na Mocidade Independente de Padre Miguel.
Escolas de Samba de São Paulo
Ligadas à Torcidas - todos os Grupos 
Gaviões da Fiel (Corinthians)
Mancha Verde (Palmeiras)
Dragões da Real (São Paulo)
Independente (São Paulo)
Torcida Jovem (Santos)
Camisa 12 (Corinthians)
TUP (Palmeiras)
Essa nova fase está mais forte, na cidade de São Paulo, que no Desfile do Grupo Especial, neste Carnaval, contou com três escolas de samba, que na verdade, são torcidas organizadas. A Escola de Samba Dragões da Real, ligada a uma das organizadas do São Paulo, sagrou-se Vice-Campeã, atrás apenas da Unidos do Tatuapé. Também participaram do desfile da Mancha Alviverde, da torcida com o mesmo nome, do Palmeiras; e a corintiana, Gaviões da Fiel, que chegou a conquistar o título de campeã, em outros tempos.

Em 2018, este número vai aumentar, com a chegada da Escola de Samba Independente, ligada à torcida são paulina, do mesmo nome, que se sagrou Vice-Campeã do Grupo 1 deste ano. A expectativa que fica é que se outras escolas de samba, também ligadas à torcidas, consigam o objetivo de ascender o grupo principal, como ficará o nosso carnaval? Será que corre o risco de deixar de ser parceiro para ser apenas uma extensão do futebol, com todos os riscos que isto representa?

O Curioso do Futebol

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