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Bandeiras de Portuguesa e São Bento são hasteadas na sede da FPF

Com informações da FPF
Foto: Rodrigo Corsi / FPF

Dirigentes de São Bento, Portuguesa e FPF

O hasteamento das bandeiras dos clubes que conquistaram o acesso à elite do Paulistão Sicredi 2023 aconteceu na manhã desta quinta-feira, 10 de novembro. Portuguesa de Desportos e São Bento substituem Ponte Preta e Novorizontino na Praça das Bandeiras da FPF.

Almir Laurindo e Antônio Carlos Castanheira, presidentes de São Bento e Portuguesa, respectivamente, estiveram na sede da Federação Paulista de Futebol para a tradicional cerimônia. Com eles estiveram Reinaldo Carneiro Bastos e Mauro Silva, presidente e vice da FPF, em respectivo.

Os estandartes de ambos os clubes que conquistaram o acesso ao Paulistão Sicredi 2023 foram colocados nos mastros em que estavam as bandeiras de Novorizontino e Ponte Preta, rebaixados e que disputarão o Paulistão A2 Kia de 2023.


A Praça das Bandeiras fica na sede da Federação Paulista de Futebol e ostenta os estandartes das equipes que estão na elite do Campeonato Paulista da Série A1 de acordo com a posição do campeonato da edição anterior e mais os dois times que subiram da A2.

Em meio a caminhão de tristezas do Santos, volta das bandeiras foi marco positivo do jogo diante do Atlético Mineiro

Por Lucas Paes
Foto: Lucas Paes

As bandeiras voltaram a dar o ar da graça na Vila

Se dentro de campo o Santos não dá ao torcedor nenhum motivo para felicidade em 2022, deixando mais uma vez seu povo sem perspectiva, ao menos na arquibancada o torcedor teve um motivo diferente para acompanhar o jogo diante do Atlético Mineiro, nesta quarta. Após finalmente acontecer o acordo entre Polícia Militar e torcidas organizadas, as bandeiras de mastro voltaram a ser tremuladas em estádios paulistas depois de 26 anos. O jogo desta quarta marcou a reestreia delas na Vila Belmiro. 

Ainda existem limitações, já que cada organizada pode levar até cinco destes artefatos, mas as quatro principais organizadas santistas fizeram de tudo para que o máximo possível estivesse na arquibancada nesta quarta. A Torcida Jovem, maior torcida alvinegra, levou as cinco, assim como a Sangue Jovem e também Força Jovem e Camisa 10 santista, que se juntaram para poder levar cinco. No total, 15 delas estavam atrás do gol da Vila, mas no geral, durante o jogo, 13 tremularam constantemente. 

As bandeiras foram, de fato, a melhor coisa envolvendo o Santos durante o jogo. Dentro de campo, o Alvinegro Praiano esbarrou em uma atuação terrível de Marcos Leonardo, que se somou a um azar inacreditável de João Paulo que gerou uma derrota para o Atlético Mineiro que voltou a acender o alerta amarelo em Santos, já que o Peixe está cada vez mais assustadoramente próximo do Z4 e deve agradecer a falta de capacidade de pontuar do Cuiabá, que está sete pontos distante graças a uma derrota para o Red Bull Bragantino.

A festa da torcida volta a ter um elemento essencial que não tinha razão para ser proibido nem quando de fato foi, já que os mastros pagaram de bode expiatório para uma situação onde o que foi usado na briga foram materiais de construção da reforma do Tobogã do Pacaembu naquela trágica tarde de 1995. Não houve diminuição da violência, não houve melhora do ambiente dos estádios, nada. Apenas se puniu a festa que voltou a ter um elemento bonito na noite desta quarta-feira na Vila Belmiro, já no final de semana em um jogo do Corinthians e em outras partidas da Copa Paulista.


É uma pena, falando novamente do Santos, que o time não pode corresponder a bonita festa do seu torcedor na arquibancada. É uma pena também que, diferente dos jogos da Copa Paulista. não pudemos ver as bandeiras serem tremuladas na arquibancada visitante do estádio (apesar que, para ser justo isso pode ser uma negligência organizacional por parte da torcida visitante). Mas, cada passo tem que ser dado aos poucos e o passo do time do Peixe jogar bem parece um distante salto neste momento.
  
Este que vos escreve ficou bastante feliz e emocionado de ver a festa com as bandeiras ser feita depois de tanto tempo em jogos do profissional do estado de São Paulo. Esperamos agora que o estado volte a dar passos rumo a um caminho digno de quem se diz um país europeu dentro do Brasil, como por exemplo abolir a bizarrice da torcida única nos clássicos, para quem sabe ao pouco o estado mais desenvolvido do país deixar de ser o cemitério do futebol paulista. 

Bandeiras com mastro voltam a ser permitidas nos estádios de futebol de São Paulo

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: Marcelo Gonçalves

Bandeiras com mastros estão autorizadas

As torcidas organizadas de São Paulo receberam uma boa notícia nesta quarta-feira. Após anos de discussões, debates e ações na Justiça, as bandeiras de mastro, clássicas no futebol brasileiro de décadas passadas, estão liberadas nos estádios e arenas no Estado.

O uso dos artefatos era proibido nas dependências esportivas desde 1996. Em julho deste ano, o Tribunal de Justiça de São Paulo afirmou que as diretrizes para o retorno e o “ingresso controlado” do material aos estádios seriam estabelecidas pela Polícia Militar, o que aconteceu nesta quarta-feira em publicação oficial.

Na edição do Diário Oficial, a PM estabeleceu os critérios para o ingresso de bandeiras com mastros ou suportes nos estádios de futebol, ginásios de esportes e outras instalações destinadas a eventos desportivos. Dentre estes, o uso dos artefatos será restrito para os setores das torcidas organizadas em São Paulo.

Além disso, o órgão impõe limites desse uso: até 10 unidades para cada torcida organizada; o mastro deve ser constituído, exclusivamente, de material feito de bambu, entre seis e oito metros de comprimento; o mastro deve possuir, gravado de forma visível, a identificação da torcida organizada a qual o material pertence. Todos os objetos passarão por vistoria antes do ingresso nas arenas.

No entanto, a portaria também prevê que o limite de bandeiras será definido a cada partida, pela autoridade policial responsável pela segurança do evento. Para isto, alguns aspectos devem ser levados em consideração, como quantidade de público previsto no jogo e “histórico de animosidade entre as torcidas participantes”.

“Os objetos de que tratam esta Portaria serão de uso exclusivo das torcidas organizadas, para torcer e expressar manifestação de apoio às agremiações protagonistas do espetáculo, sendo responsabilidade do portador do mastro ou suporte, em conjunto com os dirigentes da torcida organizada, zelar pela sua utilização pautada por aspectos de urbanidade, civilidade e respeito aos demais torcedores e pessoas envolvidas no evento”, informa o artigo 4º desta portaria.


O uso dos materiais durante os jogos estava proibido desde 1996, em razão de um projeto de lei de autoria do então deputado Nabi Abi Chedid. No ano anterior, uma briga generalizada entre torcedores do Palmeiras e do São Paulo, na Copa São Paulo de Futebol Júnior, foi um dos responsáveis pela criação da lei.

Juizado do Torcedor autoriza entrada de bandeiras com mastros em estádios do estado de São Paulo

Com informações do TJSP
Foto: arquivo

Torcedor do Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu a permissão

O Anexo de Defesa do Torcedor do Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu permissão para entrada de bandeiras com hastes e suportes em estádios de futebol. O direito está condicionado ao intuito de manifestação festiva e amigável previsto no Estatuto do Torcedor e deverá ser exercido em conformidade com as diretrizes da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

A decisão do juiz Fabrício Reali Zia veio em reposta a representação da Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade) quanto à possibilidade do ingresso controlado de hastes e suportes de bandeiras nos estádios. De acordo com a autoridade policial, se organizada dentro dos procedimentos previstos na lei, a entrada dos materiais não implica manifestação de violência.

Ao analisar a questão, o magistrado destacou que o advento do Estatuto do Torcedor, lei federal e que permite a entrada de hastes e suportes de bandeiras nos estádios, suspendeu a eficácia de lei estadual anterior que proibia o ingresso dos apetrechos.

“Considerando a exegese extraída da legislação apontada e o espírito da Lei em se permitir o lazer cultural brasileiro, sem se descurar da segurança, é de se conceder a autorização para a entrada de torcedores portando bandeiras, direito que fica condicionado ao intuito de manifestação festiva e amigável”, decidiu o juiz, “podendo ser revista a concessão judicial – por representação da autoridade policial ou do Ministério Público, em autos próprios – caso se verifique em momento posterior a esta concessão que o direito aqui assegurado não se adequou às diretrizes traçadas pelo Estatuto do Torcedor de se permitir o lazer com segurança”.

A entrada das bandeiras deverá seguir as diretrizes da Polícia Militar, que especificará o material, tamanho máximo, quantidade, setor específico para utilização e outros critérios que, segundo o magistrado, a PM “entender pertinentes para a concessão do direito e sua respectiva fiscalização, visando especialmente a segurança dos torcedores e de suas famílias”. Cabe recurso da decisão.


Proibido desde 1995 - A proibição das bandeiras com mastro ocorreu em 1995, a partir de lei proposta pelo então promotor e hoje parlamentar, Fernando Capez (PSDB). Em agosto daquele ano, em um confronto entre Palmeiras e São Paulo, pela Supercopa de Futebol Júnior, no Pacaembu, após briga generalizada entre as torcidas organizadas, a morte de um torcedor espancado por um pedaço de pau, motivou o veto.

O Curioso do Futebol

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