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Votuporanguense tem desmanche no time campeão do Paulista A3

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: Rafael Bento / CAV

Jogadores deixam o campeão do Paulista A3

Depois de conquistar o acesso para a Série A2, e, consequentemente o título do Campeonato Paulista da Série A3, o Clube Atlético Votuporanguense que vai disputar no segundo semestre a Copa Paulista, começou com um desmanche no seu elenco.

Quatro atletas que fizeram sucesso no CAV, não vão continuar para a disputa da Copa Paulista que dá uma vaga para a disputa da Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro da Série D, em 2025. O técnico Rogério Corrêa renovou o contrato.

Estão fora do time o volante Edson, autor do gol da vitória contra o Grêmio Prudente. Edson, cujo passe pertence ao Aparecida-GO, vai atuar pelo Clube Atlético Tubarão. O goleiro Caique Maranhão vai disputar a Segundona Paulista pelo Tanabi; o meio campista Lucas Silva vai atuar na Caldense-MG, Já o meia Isaac vai defender o Aimoré-MG, pelo Campeonato Mineiro da Segunda Divisão.


O Votuporanguense está no Grupo 1, juntamente com o Mirassol, XV de Jaú, Grêmio Prudente e Vocem, da cidade de Assis. A Alvinegra estreia em casa com data e horário a definir na Arena Plínio Marin, contra o XV de Jaú, na segunda quinzena de junho. A apresentação da comissão técnica e atletas acontece no próximo dia 15.

2º turno do Brasileirão tem início com verdadeira "dança das cadeiras"

Por Lula Terras

Oswaldo de Oliveira, Zé Ricardo, Cuca e Rogério Ceni saíram de seus clubes no meio da semana

A troca de treinadores, mesmo durante as principais competições, é uma prática comum no futebol brasileiro, geralmente sob o pretexto de almejar maiores ambições no restante da temporada. No início da semana passada, que coincidiu com o início do 2º Turno da Série A, as trocas aconteceram, só que de uma forma bem peculiar envolvendo quatro grandes equipes, que promoveram uma verdadeira dança das cadeiras, no curto período de 24 horas. 

Sem seguir uma ordem cronológica, por questões óbvias, ocorreram as seguintes mudanças. 

No São Paulo, Cuca se demitiu, depois de cinco meses, no comando do time, e foi substituído por Fernando Diniz, demitido pelo Fluminense, que por sua vez, fez uma proposta ao treinador Cuca, mas, sem um acerto, por enquanto. O Tricolor demitiu Oswaldo de Oliveira, que no empate contra o Santos, no Maracanã, bateu boca com Paulo Henrique Ganso.

No Fortaleza, Zé Ricardo que havia sido contratado para substituir Rogério, não aguentou mais do que oito jogos à frente da equipe, com uma campanha sofrível, com uma vitória, quatro derrotas e dois empates. Para seu lugar, Rogério Ceni está de volta, para retomar o bom trabalho que vinha fazendo, na agremiação cearense, onde foi campeão da Série B, em 2018, campeão cearense e da Copa do Nordeste, em 2019. 

E, por fim o Cruzeiro, onde a movimentação foi maior, com a demissão de Mano Menezes, em agosto passado, depois de três anos comandando o time e conquistou duas Copas do Brasil e o Bicampeonato Mineiro, em 2018 e 2019. Essas conquistas não foram levadas em conta, depois da derrota, por 1 a 0, em casa, para o Internacional Gaúcho, pela Semifinal da Copa do Brasil 2019. Ele acabou contratado pelo Palmeiras, para substituir Felipão, que ainda não fechou com nenhum clube. Mano foi trocado, no Cruzeiro, por Rogério Ceni que ficou no comando, apenas oito jogos, quando foi demitido, dando lugar a Abel Braga, que foi contratado no dia seguinte, pelo clube mineiro. 

Pronto, depois da tentativa de explicar esse emaranhado de informações, promovidas pelas equipes brasileiras só nos resta torcer, que outras não venham a acontecer, ao menos até o final da atual temporada, prevista para o mês de dezembro, quando todos entram em férias e começam os preparativos para a próxima temporada. Também fica uma grande torcida para que nossos dirigentes passem a trabalhar com mais profissionalismo e ética, e parem com essa triste tradição de jogar nas costas dos treinadores a responsabilidade dos fracassos de seus times.

Da pior forma possível – as saídas conturbadas dos jogadores de seus clubes

Por Diely Espíndola

Roger, Lucas Lima e Bruno Silva: três saídas conturbadas no futebol brasileiro no fim de 2017

Mais uma temporada vai chegando ao fim e, nesta época do ano, começam as movimentações de chegada e saída dos jogadores dos clubes, seja por queda de desempenho, por divergências nas renovações dos contratos ou outros inúmeros motivos que já tornaram comum o vai e vem dos atletas. 

No entanto, ainda que haja razões que justifiquem e validem a saída de um jogador de um clube, há sempre aqueles que preferem sair pelas portas dos fundos e encerrar suas passagens pelo clube que os acolheu, da pior forma possível.

Nas últimas semanas, dois jogadores têm causado polêmica em General Severiano e atraído a atenção da mídia por conta de suas saídas conturbadas do Botafogo. Bruno Silva e Roger foram peças importantes no esquema de Jair Ventura durante o ano, e acabaram conquistando a torcida alvinegra. O atacante Roger ainda obteve o apreço dos botafoguenses fora das quatro linhas, ao trazer ao público a história de sua filha, portadora de deficiência visual, e ao ser diagnosticado com um tumor renal.

Roger deixou o Botafogo e negociou mesmo internado

Roger foi abraçado pelos alvinegros não somente por suas atuações, mas também (ou principalmente) por sua vida pessoal. Não por acaso, a torcida foi pega de surpresa quando veio à tona a notícia de que o atacante, ainda no hospital, já estaria com as negociações avançadas com o Internacional, enquanto pedia aumento salarial de mais de 100% e outros benefícios ao Botafogo. O clube gaúcho, segundo informações recentes, pagaria ao atleta mais do que o clube da Estrela Solitária estaria em condições de oferecer.

Não bastasse a negociação por debaixo dos panos, Roger ainda foi à público expor uma suposta mágoa com o Botafogo, alegando que o clube não cumpriu a promessa de custear seu tratamento, fato negado pelo presidente do clube. O jogador ainda disse em entrevista que aconselhava o técnico Jair Ventura a deixar General Severiano.

Mas o mal-estar no Botafogo não ficou exclusivamente na conta de Roger. Bruno Silva, também acolhido pela torcida alvinegra, foi protagonista de polêmicas envolvendo sua possível saída para o Cruzeiro. Após as eliminações na Copa do Brasil e Libertadores, o rendimento do jogador caiu a olhos vistos e, obviamente, a torcida cobrou. Insatisfeito com as vaias vindas da arquibancada, Bruno Silva respondeu com gestos fazendo alusão à sua partida para o clube mineiro, com o qual supostamente o jogador estaria conversando há algum tempo.

Bruno Silva vem tomando atitudes para forçar a saída do Botafogo

O jogador ainda se desculpou em coletiva, mas em suas redes sociais, a vontade de deixar o Botafogo fica clara em suas postagens, vídeos e brincadeiras. A torcida obviamente não está satisfeita, tendo em vista que Bruno Silva ainda pertence ao clube.

Fatos como estes não são incomuns, onde jogadores até então medianos acabam tendo destaque em determinados clubes, que acabam se tornando vitrines para outras oportunidades. Nos dias de hoje, ninguém mais tem a ilusão do “amor à camisa”, mas será que há a necessidade de o jogador virar as costas para o clube que lhe alçou ao sucesso?

Casos como os de Roger e Bruno Silva não são os únicos que afetam a relação do jogador com seu clube e torcida. Divergências nas renovações de contratos, como valor de multa, salário, e outras questões financeiras, costumam ser o principal motivo das rupturas no futebol brasileiro. É o caso de Lucas Lima, com o também alvinegro Santos. Ainda em junho, o Peixe já pensava na renovação com o meia, que por sua vez, adiou sua resposta até que sua relação com a torcida foi abalada, quase inviabilizando sua renovação.

Lucas Lima: um dos melhores meias do país saiu brigado do Santos

O meia chegou ao Santos em 2014, com atuações que lhe renderam inclusive sua primeira convocação para a Seleção Brasileira. Este ano, no entanto, foi bem diferente. O rendimento de Lucas Lima caiu a ponto de vaias e cobranças da torcida serem constantes, abalando a possibilidade de o jogador continuar vestindo a camisa do Alvinegro Praiano. 

O clube, no entanto, ignorou a relação estremecida entre jogador e torcida, e no meio do ano ofereceu a renovação, por supostamente o dobro de seu salário, e não obteve resposta do jogador até novembro, quando Lucas Lima informou ao peixe que não renovaria para o ano que vem, sendo afastado pelo Santos.

Divergências salariais, brigas com a torcida, ambição, palavras que a cada fim de ano se repetem nos noticiários esportivos, e que parecem já fazer parte da cultura do futebol brasileiro. Se há uma solução, ou se esta é viável, não podemos dizer. Só nos resta esperar pela próxima temporada, e torcer para que ainda que não amem como os torcedores, os jogadores pelo menos reconheçam a grandeza e o peso da camisa que representam.

O Curioso do Futebol

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