Óscar David Suazo Velázquez, ex-atacante hondurenho, está completando 43 anos de idade neste sábado, dia 5 de novembro de 2022. Apesar de ter maior parte da sua carreira atuando no futebol italiano, no começo de sua carreira, ele atuou pelo Olimpia de Honduras já no fim dos anos 90.
Nascido em San Pedro Sula, cidade localizada em Honduras, Suazo começou atuando nas categorias de base do Marathón. Posteriormente, continuou sua trajetória na Liga Bancária de San Pedro Sula. Indicado por seu primo, Maynor Suazo, que também era jogador, foi levado à Seleção Sub-20 de Honduras.
Como profissional, 'El Rey David' debutou no dia 18 de abril de 1999, pelo Olimpia. Apesar de ter deixado a sua marca uma vez, David não chegou a conquistar a vaga na equipe titular. Quando recebeu oportunidades tempo, balançou as redes adversárias em outras quatro oportunidades em 10 jogos até o fim da temporada.
Foi se apresentando na Seleção Hondurenha na Copa do Mundo Sub-20 de 1999, disputado na Nigéria, que Suazo acabou chamando a atenção de Oscar Washington Tabárez, conhecido por ser um experiente treinador uruguaio. Foi justamente ele que recomendou a contratação do hondurenho para Massimo Cellino, que era o presidente do Cagliari na época.
Depois de atuar pelos Rossoblú, David Suazo ainda jogou em outros clubes na Europa, como o Internazionale, Benfica e Genoa. Encerrou a sua carreira como jogador de futebol profissional no Calcio Catania, no ano de 2012.
Derlis (ao alto) comemora com seus companheiros um dos gols da vitória sobre o Cerro
A temporada do futebol paraguaio foi encerrada neste domingo com a disputa da Supercopa. E quem levou a melhor foi o Olímpia. Com grande atuação, o time do atacante Derlis González venceu o arquirrival Cerro Porteño pelo placar de 3 a 1, no Estádio Defensores del Chaco, e levantou sua segunda taça no mês de dezembro.
O atacante não escondeu a felicidade de ter conseguido dois títulos em um espaço curto de tempo. "No dia 1º vencemos o Sol de América e conquistamos a Copa do Paraguai e ontem (domingo) faturamos também a Supercopa", falou o jogador.
Para Derlis González, ter vencido o rival só engrandece ainda mais a conquista. "Encerrar o ano com dois títulos, ainda mais superando nosso maior rival, é motivo de grande alegria para todo o elenco e, mais ainda, para nossa torcida. Não poderia haver melhor maneira de finalizar 2021", comemorou o ex-atacante do Santos, pelo qual jogou entre 2018 e 2020.
Sexto título na carreira - A Supercopa é o sexto título da carreira de Derlis González, sendo o terceiro com a camisa do Olímpia: os anteriores foram a Copa e o Campeonato Paraguaio de 2020. O atacante também foi campeão suíço de 2015 pelo Basel, além do Campeonato e da Supercopa da Ucrânia, ambos em 2016, pelo Dínamo de Kiev.
Momento em que Jean foi expulso pela arbitragem, antes do início do jogo
O Cerro Porteño ficou sem seu goleiro titular antes mesmo de começar a final da Supercopa do Paraguai, contra o Olimpia, neste domingo. Isso porque o brasileiro Jean foi expulso pelo árbitro por fazer gestos ofensivos à torcida rival durante o aquecimento. No fim, o Alvinegro venceu por 3 a 1 e ficou com o título.
Os gestos de Jean foram captados pelo árbitro de vídeo. No lance, o goleiro aparece fazendo um gesto de "vapo" (como ficou conhecido no futebol brasileiro) para a arquibancada onde estava a torcida organizada do Olímpia. Pouco depois, alguns jogadores do Cerro Porteño tentam acalmar os ânimos do brasileiro.
Depois da atitude de Jean, o VAR chama o juiz de campo, Éber Aquino, para analisar as imagens. O árbitro então decide expulsar Jean. O lance logo viralizou redes sociais. A partida foi cenário de uma verdadeira festa vinda das arquibancadas. O que era alegria, porém, ultrapassou os limites. Garrafas e outros objetos foram atirados dentro do campo, o que culminou na atitude de Jean. Quando a situação foi controlada, o juiz demorou para finalmente começar o duelo.
Alguns minutos se seguiram até que a expulsão de Jean foi anunciada. O êxtase vindo dos torcedores voltou a aumentar. Por sorte, o Cerro Porteño conseguiu, por meio de uma regra, escalar o goleiro reserva Muñoz para defender a meta.
No jogo, o Olimpia dominou. Aos 15 minutos do primeiro tempo, o experiente Roque Santa Cruz abriu o marcador. Na segunda etapa, Richard Ortíz, aos 21', e Alejandro Silva, aos 33', ampliaram para o Alvinegro. Fabián Franco, já nos acréscimos, fez o gol de honra do Cerro Porteño.
Jean foi recentemente comprado pelo Cerro Porteño por cerca de R$ 6 milhões. Ele foi emprestado junto ao São Paulo no início do ano. Ele foi contratado pelo clube do Morumbi vindo do Bahia, em 2018. Porém, no fim de 2019, foi acusado e preso nos Estados Unidos por agredir sua esposa. Na ocasião, foi afastado e não mais reintegrado ao elenco paulista.
CALIENTE COMIENZO Antes del pitazo inicial, cuando apenas los jugadores se estaban acomodando en el campo de juego, Jean Fernandes se fue expulsado por un gesto hacia la hinchada de Olimpia. Mirá lo que pasó. pic.twitter.com/OXkH8suL35
Derlis (dir) espera encerrar 2021 levantando mais uma taça, dessa vez superando o maior rival
O domingo será agitado em Assunção. Olímpia e Cerro Porteño, clubes de maior torcida e respectivamente campeões da Copa do Paraguai e do campeonato nacional, se enfrentam às 7 horas da noite (pelo horário local, o mesmo de Brasília) no Estádio Defensores del Chaco no confronto único pela Supercopa do país sul-americano.
Artilheiro do Alvinegro na campanha da conquista da Copa, o atacante Derlis González é um dos principais nomes da equipe na luta por mais um título na temporada 2021.
“No início do mês conquistamos a Copa e seria maravilhoso, pouco mais de uma semana depois, ganhar mais uma taça. Não poderia haver uma maneira melhor de encerrar o ano do que vencer nosso maior rival e ser campeão novamente. Estamos bem preparados e confiantes e vamos lutar o tempo pela vitória amanhã (domingo)”, declarou o camisa 10, conhecido no Brasil após atuar pelo Santos entre 2018 e 2020.
Decisivo na Copa - González teve participação determinante na trajetória vitoriosa do Olímpia na Copa do Paraguai. O atacante foi o artilheiro da competição com cinco gols marcados em cinco jogos, um deles na decisão diante do Sol de América, no dia 1º de dezembro.
Roque Santa Cruz foi lançado no time principal do Olimpia em 1997
Roque Luis Santa Cruz Cantero, popularmente conhecido apenas como Roque Santa Cruz, está completando nesta segunda-feira, dia 16 de agosto de 2021, 40 anos de idade. Hoje, no O Curioso do Futebol, vamos relembrar o início do atacante paraguaio no Olimpia.
Em 1997, Roque já começava a aparecer para o futebol na equipe juvenil do Olimpia. Já naquele momento, o atacante já estava se destacando por marcar vários gols. Com isso, Luis Cubilla, que era o treinador do time da La O na época, o chamou para o time profissional. Vale lembrar que o jogador ainda estava com 15 anos.
Aos 16, o Roque Santa Cruz fez sua estreia pela equipe profissional em, nada mais nada menos, do que em um "Super Clásico" contra o Cerro Porteño. Neste mesmo ano, o centroavante ajudou o Olímpia a conquistar o Campeonato Paraguaio de 1998. Contribuiu bem para a equipe ao marcar 7 tentos em 16 partidas.
Em sua última temporada no Olímpia antes de embarcar para a Europa, Roque conseguiu não só ser bi campeão nacional pela La O. Além disso, o jogador foi o grande destaque da equipe. Em 19 jogos disputados, marcou 12 gols. Com isso, se consagrou artilheiro e o craque da competição nacional de 1999.
Após sua primeira passagem pelo time paraguaio, Roque Santa Cruz foi para a Alemanha pra defender as cores do Bayern de Munique. Depois de sua passagem pela equipe da Bavária, também passou por clubes como Blackburn Rovers (por duas vezes, sendo uma por empréstimo), Manchester City, Real Betis, Málaga (também por duas vezes) e Cruz Azul.
Mesmo com 40 anos de idade, Roque continua em atividade. Retornou ao Olimpia em 2016 e atua até os dias de hoje. Na atual temporada, o atacante já atuou em 21 oportunidades e marcou 4 gols pela equipe paraguaia. Seu melhor aproveitamento nessa sua segunda passagem foi em 2019, quando anotou 28 tentos em 41 jogos disputados com a camisa da La O.
Adebayor não marcou gol em sua curta passagem pelo Olimpia
Ao que tudo indica, a passagem de Adebayor pelo Olimpia está muito perto de um fim. Contratado em fevereiro com muita festa dos paraguaios, o atacante fez apenas quatro jogos pelo clube. Ele foi para a África ficar perto dos familiares e não consegue arrumar voos para retornar a Assunção. Com isso, o jogador e o clube chegaram a um acordo verbal para uma rescisão amigável, de acordo com a rádio paraguaia "Cardinal".
No momento, as duas partes buscam as melhores estratégias para uma rescisão amigável. Para o jogador sair da África, o Olimpia deveria desembolsar cerca de 120 a 150 mil dólares, o que não está disposto a fazer devido à crise financeira causada pela pandemia.
O início da passagem do atleta pela equipe parecia promissor, já que o Olimpia dobrou o número de sócios com a contratação e esperava usar a imagem do atacante se fortalecer no campo e economicamente. No entanto, Adebayor não marcou nenhum gol com a camisa do clube.
Ele estreou no clássico contra o Cerro Porteño, que terminou empatado em 1 a 1. Nas quatro partidas em que esteve em campo, Adebayor ficou marcado pela expulsão contra o Defensa y Justicia, da Argentina, em jogo válido pela Libertadores. Na ocasião, ele acertou uma voadora no pescoço do adversário em uma disputa de bola.
O Campeonato Paraguaio está marcado para recomeçar no dia 17 de julho, e o Olimpia treina com o elenco em Assunção, capital do país. O clube ocupa a segunda colocação do torneio Apertura, quatro pontos atrás do líder Libertad.
Derlis González já pode realizar treinos individuais no CT do clube paraguaio
Um dos países da América do Sul que melhor souberam lidar com a pandemia do novo coronavírus, o Paraguai aos poucos vai retomando a sua normalidade. E com o futebol não é diferente, com a liberação dos treinos de campo desde esta quarta-feira (10) e a retomada do campeonato nacional marcada para o dia 17 de julho.
Uma das principais contratações do Olímpia para a temporada, ao lado de Adebayor, o atacante Derlis González comemorou a possibilidade de poder voltar a trabalhar na Villa Olímpia, o centro de treinamentos do clube de Assunção.
“Foram quase três meses treinando em casa, mas nada como poder fazer atividades ao ar livre e rever os companheiros. Os treinos ainda são individuais e os cuidados no CT são grandes, com distanciamento e controle de temperatura dos atletas. Mas é um passo importante e aos poucos vamos retomando a normalidade”, declarou o ex-santista.
Programação definida - De acordo com o que foi estabelecido pela Federação Paraguaia, em conjunto com representantes dos clubes da primeira divisão, a partir da próxima terça-feira poderão ser realizadas atividades em grupos reduzidos e, após o dia 22, os treinos coletivos. O campeonato nacional tem sua retomada prevista para o dia 17 de julho.
“Temos mais de um mês até o reinício do campeonato e vamos aproveitar esse período para fazer uma preparação forte. Além disso, aguardamos uma definição sobre a sequência da Copa Libertadores. A motivação é grande para fazer uma boa temporada e lutar por títulos para o Olímpia”, concluiu González.
Derlis vibra com o gol marcado neste domingo diante do 12 de Octubre, em Assunção
Não poderia ter sido melhor a reestreia de Derlis González com a camisa do Olimpia. O atacante marcou um dos gols da vitória por 4 a 0 sobre o 12 de Octubre, em partida disputada na noite deste domingo no Estádio Manuel Ferreira, em Assunção, pela quinta rodada do Campeonato Paraguaio.
“Fui muito bem recebido por todos no clube, o que facilitou bastante minha adaptação com o elenco, mesmo com o pouco tempo de treinamento. Recomeçar minha trajetória com vitória, e ainda marcando gol, é motivo de muita alegria”, declarou o avançado da seleção paraguaia, que atuou pelo Olímpia em 2014 e disputou 54 jogos pelo Santos entre 2018 e 2019.
Superclássico no domingo - Com o triunfo sobre o 12 de Octubre, o Olímpia passou a somar 10 pontos ganhos, ocupando o quarto lugar do campeonato nacional, três pontos atrás do líder Guarani. O time de Derlis González volta a campo no próximo domingo, no superclássico do Paraguai com o Cerro Porteño.
Ataque com nomes conhecidos - Derlis González terá trabalho para conquistar o seu espaço no ataque do Olimpia. Tudo porque o clube conta com dois grandes nomes do futebol mundial, apesar de veteranos. Um é o paraguaio Roque Santa Cruz, de 38 anos, conhecido por sua passagem pelo Bayern de Munique. O outro foi contratado recentemente e é o togolês Emmanuel Adebayor, de 36 anos, que defendeu diversos clubes europeus.
Libertadores - O Olimpia estará na Copa Libertadores da América 2020 e Derlis González enfrentará o seu ex-clube, já que os paraguaios estão no mesmo grupo do Santos, o G. Além das duas equipes, a chave conta com o argentino Defensa y Justicia e o equatoriano Delfin.
As informações que correram nos últimos dias foram confirmadas nesta terça-feira, dia 11. Ao meio-dia, o presidente do Club Olimpia, de Assunção, no Paraguai, Marco Trovato, anunciou que a agremiação havia acertado a contratação do atacante togolês Emmanuel Adebayor, um dos maiores atacantes da história do futebol africano.
Nasciso em Lomé, no Togo, e atualmente com 35 anos (completa 36 no próximo dia 26), Adebayor estava no futebol turco, onde defendeu o Başakşehir, entre 2017 e o primeiro semestre de 2019, e o Kayserispor, nos últimos meses do ano passado. É a primeira vez que o togolês vai defender profissionalmente uma equipe de fora do continente europeu.
O centroavante africano deve fazer uma dupla de ataque com outro experiente jogador. O paraguaio Roque Santa Cruz, atualmente com 38 anos, que teve grande passagem pelo Bayern de Munique. Além deles, o Olimpia também conta com Derlis González, que deixou o Santos FC recentemente.
Confira a nota oficial do Olimpia:
Ao meio-dia da terça-feira, o presidente do clube, Marco Trovato, anunciou em sua conta no Twitter a chegada de Emmanuel Adebayor como o novo passageiro do reitor expresso.
O togolês se torna o sétimo reforço da equipe para competições em nível local e internacional.
Assim que o anúncio oficial foi feito em nome da conta do clube, o mundo do futebol ecoou a notícia, já que Adebayor é considerado o atacante mais mortífero do mundo e sua contratação para o rei das copas se torna uma bomba nivelada continental.
Bem-vindo Emmanuel ao tri campeão da América e campeão do mundo.
Carreira - Emmanuel Adebayor começou a sua carreira no Metz, da França. Depois, passou por Monaco, Arsenal, Manchester City, Real Madrid, Tottenham, Crystal Palace e os dois clubes turcos citados antes. Já pela Seleção Togolesa, ele fez, desde 2000 até aqui, 87 jogos e 32 gols, sendo o destaque do time que esteve na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha.
Libertadores - Além do Campeonato Paraguaio, o Olimpia estará na Libertadores de 2020, competição que já conquistou três vezes: 1979, 1990 e 2002. Os paraguaios estão no Grupo G, ao lado de Defensa y Justicia, da Argentina, Delfin, do Equador, e o Santos FC.
Jogadores do Olimpia carregam a Supercopa. Título também garantiu a conquista da Recopa
Neste final de semana, o Flamengo conseguiu um grande feito ao conquistar a Copa Libertadores, no sábado, dia 23, ao derrotar o River Plate, de virada, por 2 a 1, em Lima, no Peru, e no domingo, dia 24, sem precisar entrar em campo, sagrar-se campeão brasileiro, se beneficiando da derrota do Palmeiras para o Grêmio, em casa, também por 2 a 1. Porém, o paraguaio Olimpia tem um feito ainda mais impressionante, tendo ganho dois torneios sul-americanos no mesmo dia: a Supercopa e a Recopa Sul-Americanas em 11 de janeiro de 1991.
Para entender como isto foi possível, vamos voltar para 1990, quando o Olimpia conquistou a Libertadores da América. Por causa da Copa do Mundo, a final daquela competição foi realizada apenas em outubro e, depois de vencer o Barcelona de Guaiaquil, por 2 a 0, em Assunção, um empate em 1 a 1, no dia 10, no Equador, deu o título da maior competição sul-americana ao time paraguaio, o segundo da sua história. Esta vitória garantiu ao Olimpia o direito de decidir a Recopa Sul-Americana de 1991, que seria contra o campeão da Supercopa da Libertadores.
Após o fim da Libertadores, teve início a Supercopa, competição realizada entre as décadas de 80 e 90 (que estão estudando a volta) reunindo todos os campeões da Libertadores até então. O Olimpia, campeão de 1979 e 1990, estreou contra o River Plate, perdendo o primeiro jogo por 3 a 0 e vencendo o segundo pelo mesmo placar, passando pelas penalidades.
Depois, o Olimpia encarou outro argentino, o Racing, e mesmo empatando em casa em 1 a 1, conseguiu avançar ao fazer 3 a 0 em Avellaneda. Na semifinal, o adversário foi o Peñarol. No primeiro jogo, no Centenário, derrota por 2 a 1. Porém, na segunda partida, em Assunção, o Olimpia atropelou o adversário e goleou por 6 a 0, se garantindo na final.
Na final, o Olimpia voltaria ao Centenário, em Montevidéu, para encarar o Nacional. Porém, por causa do atraso no calendário, por causa da Copa do Mundo, no meio do ano, e a Copa Intercontinental (o antigo Mundial de Clubes), no Japão, onde os paraguaios perderam o título para o Milan, por 3 a 0, a final da Supercopa da Libertadores de 1990 foi realizada apenas em janeiro de 1991.
Em 5 de janeiro, o Olimpia, mesmo atuando no Centenário, fez uma atuação de gala. O Nacional não "viu a cor da bola" e foi derrotado por 3 a 0. González, Amarilla e Samaniego fizeram os gols do time paraguaio, abrindo uma grande vantagem para o jogo de volta.
Em 11 de janeiro, as duas equipes voltaram a campo, mas desta vez no Defensores Del Chaco. Cardaccio fez 1 a 0 para o Nacional, logo aos 4 minutos. Samaniego empatou aos 26', mas Morán, aos 31', deu esperança aos uruguaios.
Porém, na segunda etapa, Amarilla, logo aos 4', e Monzón, aos 24', viraram o jogo para o Olimpia. Wilson Núñez, aos 34', até deixou novamente tudo igual, mas os paraguaios controlaram o jogo e seguraram o resultado. No apito final, muita festa, já que o Olimpia conquistava, pela primeira vez, a Supercopa, o segundo título continental da temporada de 1990 (mesmo com a final sendo já em 1991).
Porém, não ficaria por aí: como a Recopa Sul-Americana, na época, era definida entre os vencedores da Libertadores e da Supercopa e como o Olímpia, na temporada de 1990, havia conquistado as duas taças, também ficou com o título da terceira competição do continente. Portanto, o empate contra o Nacional, em 11 de janeiro de 1991, garantiu ao Olimpia dois títulos de torneios sul-americanos.
Colaborações: Leonardo Perez, Matheus Pereira, Lucas Paes e Douglas Teixeira / Futebol Santista
O jogo foi duro, mas o Olímpia conseguiu a classificação em cima da Briosa (foto: Lucas Paes)
O Olímpia fez jus ao posto de melhor campanha e melhor ataque do Campeonato Paulista da Série A-3 e derrotou a Portuguesa Santista por 3 a 1, no Estádio Maria Thereza Breda, diante de 2.661 torcedores, no jogo de volta das quartas de final da competição - na partida de ida, no Ulrico Mursa, empate por 1 a 1. Renatinho (2) e Max Pardalzinho balançaram as redes para o Galo Azul. Washington marcou para a Briosa. O time da casa, agora, encara o Nacional em uma das semifinais. A equipe rubro-verde volta a campo, agora, pela Copa Paulista, no segundo semestre.
O medo de levar um gol e complicar toda uma estratégia de jogo fez os dois times entrarem em campo arriscando pouco e apostando em lançamentos para seus homens de frente. Só na bola parada é que as equipes tentavam subir com mais atletas. A Portuguesa Santista até tomou a iniciativa no início, mas foi o Olímpia teve a primeira chance aos 12, após uma falta batida na área por Vinícius Leite que Thyago defendeu em dois tempos. A Briosa respondeu três minutos depois em uma cabeça de Lucas Lino, defendida por Igor.
Bom público no estádio (foto: Douglas Teixeira/Futebol Santista)
O Olímpia, aos poucos, foi ganhando o meio-campo e ficando com os rebotes que vinham das bolas que sobravam dos tiros livres ou escanteios. O zagueiro Brumati, que completava 100 jogos pelo time da casa, teve duas chances assim, aos 24 e aos 30, mas sem real perigo. Aos 37, Renatinho assustou Thyago com um chute pela direita, que acertou a rede pelo lado de fora.
A Briosa marcava forte, tentando diminuir os espaços, e nos minutos finais tentou se aventurar um pouco mais no ataque. Mas, em um erro de passe pelo meio-campo, Luizinho conseguiu lançar Renatinho, que superou a marcação de Victor Sallinas e tocou por cima de Thyago, já nos acréscimos do primeiro tempo.
Para a etapa final, o técnico Marcelo Fernandes trocou o lateral-esquerdo Tikinho pelo atacante Eric Mamer, com Fernando fazendo a lateral. Mais ofensiva, a Briosa passou a rondar a área do Olímpia. E aos 4 minutos, após cobrança de falta, Washington aproveitou a bola na pequena área e deixou tudo igual. O gol animou a Portuguesa, que teve nova chance aos 8, com Eric Mamer, que recebeu na entrada da área, mas chutou mascado.
Boa jogada do Olímpia pela esquerda (foto: Lucas Paes)
Aos 12, o Galo Azul conseguiu se desvencilhar da pressão rubro-verde e teve boa chance com Naldinho. O atacante dominou perto da entrada da área, girou e bateu cruzado, à esquerda da meta rubro-verde. O lance empologu o Olímpia, que passou a ocupar mais o campo de defesa santista. Aos 19, a equipe da casa ganhou uma falta pelo lado esquerdo - Sallinas levou amarelo pela jogada. O meia Vinícius Leite cobrou e Luizinho, livre, escorou por cima. Tanta pressão deu resultado. Aos 28, Fernando e Thyago bateram cabeça e Max Pardalzinho marcou.
Para complicar a situação rubro-verde, Sallinas fez falta travando o contra-ataque do Olímpia e foi expulso. O time da casa, então, recuou e adotou de vez o contra-ataque como estratégia. Aos 36, Renatinho recebeu na entrada da área e bateu. A bola passou por Thyago e Lucão salvou em cima da linha. A Briosa, mesmo com um a menos, mandou-se toda para o ataque. E o Galo foi fatal. Aos 40, após cruzamento que veio da esquerda, Maranhão ajeitou e Renatinho fez o terceiro, dando números finais à partida e garantindo a equipe azul-anil na semifinal.
Os 3 a 1 deram vaga nas semis para o Olímpia
(foto: Douglas Teixeira/Futebol Santista)
Ficha Técnica
OLÍMPIA 3 x 1 PORTUGUESA SANTISTA
Data: 30 de abril de 2017
Local: Estádio Maria Thereza Breda - Olímpia-SP
Público: 2.661 pagantes
Árbitro: Vinicius Furlan
Assistentes: Alberto Poletto Masseira e Risser Jarussi Corrêa
Cartões Amarelos
Olímpia: Jean Pablo
Portuguesa Santista: Thyago, Vitor Sallinas e Adiel (PSA);
Cartão Vermelho
Portuguesa Santista: Victor Sallinas
Gols
Olímpia: Renatinho, aos 49' do primeiro tempo e aos 40' do segundo tempo; e Max Pardalzinho, aos 28 minutos do segundo tempo.
Portuguesa Santista: Washington, aos 4' minutos do segundo tempo
Olímpia: Igor; Veloso, Jean Pablo, Brumati e Cortez (William); Roger Goiano, Luizinho Melo (Maranhão) e Vinícius Leite; Max Pardalzinho (Álvaro), Naldinho e Renatinho - Técnico: Júlio Sérgio.
Portuguesa Santista: Thyago; Vinícius, Lucão, Victor Sallinas e Tikinho (Eric Mamer); Pedro, Diego Gomes (Adiel) e Ricardinho; Lucas Lino, Fernando e Washington (Kim) - Técnico: Marcelo Fernandes.
Os quatro times que iniciaram a 19ª e última rodada da primeira fase do Paulistão A3 no G8 confirmaram suas vagas nas quartas de final do torneio na manhã deste domingo (16). Em casa, o Rio Branco venceu o Grêmio Osasco por 2 a 0 e pulou para o terceiro lugar. O placar foi mesmo do Nacional, que bateu a Catanduvense mesmo longe da capital paulista. O empate sem gols em Matão foi o suficiente para a Portuguesa Santista avançar, enquanto o Desportivo passou mesmo com o revés diante do Marília fora de casa.
Precisando apenas de um empate para se classificar, o Rio Branco marcou duas vezes, com Bruno e Júlio, na primeira etapa e definiu o confronto contra o Grêmio Osasco. O triunfo fez a equipe saltar para terceira colocação e terá o direito de decidir em casa o jogo contra o Nacional, sexto colocado.
A equipe paulistana ganhou pelo mesmo placar do clube de Americana. Enfrentando o Catanduvense, lanterna e já rebaixado, também resolveu o embate logo na primeira etapa com os tentos de Léo Castro e Everton.
Já a Portuguesa Santista segurou o empate sem gols diante da Matonense, que ainda sonhava com a classificação, em Matão para assegurar a oitava e última vaga. O adversário das quartas será o Olímpia, que goleou o Independente por 4 a 0 longe de seus domínios.
Apesar da derrota em Marília para o time da casa por 2 a 0, o Desportivo Brasil ficou na sétima colocação e terá a Inter de Limeira pela frente na disputa por uma vaga entre os semifinalistas. Vice-líder, a Inter ficou no empate por 0 a 0 fora de casa contra o Atibaia na manhã deste domingo.
O outro confronto será entre Taboão da Serra, que caiu duas posições e ficou em quinto após a derrota para o Paulista em Jundiaí por 2 a 1, e Monte Azul, que empatou em casa por 2 a 2 contra o Noroeste. O São Carlos, que ficou 12 rodadas seguidas no G8 e saiu somente na 18ª, empatou em casa por 1 a 1 com o São José FC e se manteve na nona colocação, ficando fora das quartas.
Rebaixamento - O domingo foi um dia triste para seis equipes que estarão disputando o Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Comercial de Ribeirão Preto, São José dos Campos FC, Paulista de Jundiaí, Flamengo de Guarulhos, Independente de Limeira e Catanduvense foram rebaixados para o último estádio do futebol do estado.
Quartas - Os oito classificados para as quartas de final do Paulistão A3 se reuniram na sede da Federação Paulista de Futebol para definir os detalhes da nova fase da competição. Os jogos de ida acontecerão todos no próximo sábado, dia 22. Já os jogos de volta serão no outro fim de semana. Todas as partidas terão transmissão da Rede Vida ou FPF TV. Confira os horários:
Jogos de Ida
Sábado (22)
10h: Desportivo Brasil X Inter de Limeira (Rede Vida)
15h: Nacional X Rio Branco (FPF TV)
15h: Taboão da Serra X Monte Azul (FPF TV)
19h: Portuguesa Santista X Olímpia (Rede Vida)
Jogos de Volta
Sábado (29)
10h: Monte Azul X Taboão da Serra (Rede Vida)
17h: Inter de Limeira X Desportivo Brasil (FPF TV)
Desde 1960, quando a Copa Libertadores da América foi criada, até 1978, apenas equipes de Argentina, Brasil e Uruguai haviam conquistado o título da competição. O primeiro clube de outro país filiado à Confederação Sulamericana de Futebol (CONMEBOL) a quebrar a escrita foi o Olimpia, do Paraguai, em 1979.
Porém, a construção deste título começou muito antes, mais precisamente no ano de 1974. Com a eleição do presidente Osvaldo Domínguez Dibb, a equipe alvinegra começaria a montar um time histórico e notabilizado pelo alto grau de competitividade.
Uma geração de talentos formada pelo goleiro Almeida, pelos defensores Solalinde, Paredes e Sosa, os meio-campistas Talavera, Kiese, Di Bartolomeo e Torres, além dos atacantes Isasi, Céspedes, Aquino e Villalba deram ao Olimpia a força que faltava para acabar de vez com aquela sufocante hegemonia argentina, uruguaia e brasileira na Copa Libertadores.
Pôster dos campeões
Mas o segredo não foi investir apenas em jogadores. O presidente Dibb (magnata e dono de várias empresas no Paraguai) trouxe para o clube, em 1978, o técnico Luís Cubilla, ex-jogador que fez história no Peñarol e que conhecia como ninguém os desafios que envolviam a disputa da competição justamente por ter vencido o torneio três vezes (duas pelo Peñarol, em 1960 – em cima do Olimpia, 1961 e 1971).
A estruturação do elenco começou a dar resultado ainda em 1978. Com um time competitivo montado por Cubilla, forte tanto na defesa como no ataque, o Olimpia conquistou o Campeonato Paraguaio, ainda tendo Enrique Villalba como artilheiro da competição com 10 gols. Com a conquista, o Olimpia garantiu vaga na Libertadores do ano seguinte.
O sorteio indicou que as equipes paraguaias (ao lado do Olimpia, o Sol de America era o outro representante do país) enfrentariam, na primeira fase, os bolivianos Bolivar e Jorge Wilstermann. Na primeira partida, em 23 de março de 1979, o alvinegro venceu o confronto caseiro contra o Sol de America por 2 a 1. Seria a largada para um marco na história do clube.
Na primeira partida, no Defensores Del Chaco
O Olimpia não teve muitas dificuldades para passar pelo Grupo 2 da primeira fase da competição continental. Foram cinco vitórias e apenas uma derrota, um 2 a 1 para o Bolivar, na Bolívia. O time paraguaio marcou 13 gols e sofreu apenas cinco.
Na fase semifinal, que era formada por dois grupos de três times cada, o Olimpia encararia o brasilerio Guarani de Campinas, que havia surpreendido o Brasil, no ano anterior, com seu time de jovens talentosos, como Careca, Zenon e Renato, e o chileno Palestino.
O Olimpia estreou nesta fase da competição ganhando do Guarani, em Assunção, por 2 a 1, no dia 4 de maio. O time paraguaio ainda venceria o Palestino nas duas oportunidades (2 a 0, no Chile, e 3 a 0, em casa) e a classificação para a final foi carimbada com um empate em 1 a 1 contra o time brasileiro, no Estádio Brinco de Ouro, em Campinas.
Na volta olímpica
O Olimpia estava na final da Libertadores, repetindo o que havia feito na primeira edição da competição, em 1960, quando perdeu o título para o Peñarol. O adversário dos paraguaios seria o temível Boca Juniors, que havia conquistado a taça no ano anterior.
A primeira partida foi no Estádio Defensores Del Chaco, em Assunção, em 22 de julho. Mais de 60 mil torcedores empurraram os alvinegros e logo aos dois minutos, Aquino abriu o placar para o Olimpia. Aos 27´, Piazza ampliou de falta, após um frango homérico de Gatti, e sacramentou a vitória por 2 a 0.
Cinco dias depois, as duas equipes voltavam a se encontrar, desta vez na mítica La Bombonera, em Buenos Aires. A provocação da torcida local em cima dos jogadores do Olimpia era grande. Os argentinos confiavam na vitória, que forçaria um terceiro jogo em Montevidéu.
Melhores momentos da campanha
Porém, o Olimpia foi gigante! O time se mostrou valente, forte e extremamente lúcido para garantir o empate sem gols nos 90 minutos e conseguir um feito que apenas o Santos de Pelé havia conseguido desde então: ser campeão da Copa Libertadores dentro de La Bombonera. Acabava ali, naquele dia 27 de julho de 1979, a hegemonia do trio de ferro Argentina, Brasil e Uruguai. O Club Olimpia era pela primeira vez campeão da América.
Aquele time ainda continuaria marcando época. Foi base da Seleção Paraguaia campeã da Copa América em 1979. No mesmo ano, o time conquistaria a Copa Intercontinental, batendo o Malmö, da Suécia. Ainda conquistaria os títulos nacionais de 1979 e 1980, completando o tricampeonato.
O Olimpia ainda conquistaria a Copa Libertadores em mais duas oportunidades (1990 e 2002), mas a primeira vez da conquista continua inesquecível.
Depois de muito sufoco e deixar escapar o título na pontuação ao apenas empatar com o Deportivo Santaní em 0 a 0 no último sábado, finalmente os torcedores do Olimpia puderam comemorar o título do Clausura do Campeonato Paraguaio, ao vencer o clássico contra o Cerro Portenho, na noite desta quarta-feira, dia 9 de dezembro, por 2 a 1, no Estádio Defensores del Chaco. A conquista se configurou no 40º troféu nacional do Rey de Copas.
O clássico de hoje era um jogo extra, já que ao final dos 22 jogos do Clausura, Olimpia e Cerro Porteño terminaram a classificação empatados em 44 pontos. No regulamento do Campeonato Paraguaio, em caso de igualdade na pontuação, é realizada uma partida entre as equipes envolvidas, ao contrário do Brasil que há os desempates em número de vitórias, saldo de gols e número de tentos marcados.
Assunção estava inteira comentando o jogo, todos esperavam ansiosamente o clássico. Porém, o que antecedeu o espetáculo foi um verdadeiro dilúvio, o que atrapalhou a chegada dos torcedores ao Defensores del Chaco. Além disso, a forte chuva deixou o campo pesado e a bola teve dificuldade de rolar no gramado.
Levantando a taça de campeão paraguaio
O Olimpia iniciou a partida em cima do Cerro Porteño. Sentindo a pressão, o 'El Ciclón', como a equipe azul e vermelha é conhecida, cometeu muitas faltas perto da sua área. Com isso, a equipe dirigida por Chiqui Arce (ele mesmo, ex-Grêmio e Palmeiras) chegou com perigo várias vezes.
Aos 19 minutos, o Cerro Porteño chegou pela primeira vez ao ataque. Chegaram até a balançar as redes com Diego Lugano, após escanteio. Porém, o ex-zagueiro do São Paulo recebeu um passe de mão de Enrique Borja e o gol foi anulado corretamente pelo árbitro Eber Aquino. A partida continuou equilibrada e o primeiro tempo terminou com o placar de 0 a 0.
Na segunda etapa, o espetáculo ficou mais movimentado e logo aos 6 minutos, o Olimpia abriu o marcador. Em bola cruzada na área, o goleiro Álvarez tentou afastar a bola, que sobrou para o atacante Barreiro e este não perdoou: 1 a 0 para o Rey de Copas.
Comemorando um dos gols
Onze minutos depois, o Olimpia aumentou a contagem. Em uma falta cobrada por Claudio Vargas, Mareco tentou afastar a bola, que bateu em Lugano e entrou contra o patrimônio do Cerro Porteño. O placar apontava 2 a 0 para os alvinegros que com a vantagem do placar, tocaram a bola para ganhar tempo. Já o 'El Ciclón' ficou com 10 jogadores em campo, já que Mareco levou o segundo amarelo.
Porém, mesmo com um a menos, o Cerro Porteño foi para o tudo ou nada. E conseguiu diminuir a contagem aos 31 minutos. Cecílio Dominguez fez uma bela jogada de habilidade e serviu Guillermo Beltrán, que descontou para o 'El Ciclón'. No placar do Defensores del Chaco, Olimpia 2, Cerro Porteño 1.
Empurrado por sua torcida, o Cerro Porteño foi em busca do empate, que levaria a decisão para as penalidades. Porém, Arce fez três substituições defensivas, fechando a equipe e a angústia do torcedor olimpista só terminou aos 49 do segundo tempo, com o apito final de Eber Aquino.
Festa da torcida olimpista
Francisco Arce tornou-se o primeiro paraguaio a ser campeão como treinador dos dois grandes do país. Já o Olimpia conseguiu seu 40º título nacional e os jogadores fizeram muita festa. O último título do Rey de Copas tinha sido no Clausura da 2011.
Ficha Técnica
Olimpia 2 x 1 Cerro Porteño
Data: 9 de dezembro de 2015
Estádio: Defensores del Chaco, Assunção - Paraguai
Árbitro: Eber Aquino
Público: 27.494 pagantes
CERRO PORTEÑO: Cristian Alvarez; Carlos Bonet, Diego Lugano, Víctor H. Mareco e Junior Alonso; Angel Martínez, Rodrigo Rojas (Alexis González), Fidencio Oviedo e Sergio Diaz (Cecilio Domínguez); Jonathan Fabbro e Enrique Borja (Guillermo Beltran) - Técnico: Gustavo Florentín.
OLIMPIA: Diego Barreto; Claudio Vargas (Robert Piris), Saúl Salcedo, Carlos Rolón e Salustiano Candia; Alejandro Silva (Herminio Miranda), Miguel Paniagua, Eduardo Aranda e Iván Torres; William Mendieta e Fredy Bareiro (José Núñez) - Técnico: Francisco Arce.
Gols: Fredy Bareiro e Diego Lugano (contra), para o Olimpia, e Guillermo Beltrán para o Cerro Porteño.
Assunção, capital do Paraguai, vai parar a partir das 18 horas do horário local, 19 horas em Brasília, desta quarta-feira. Olimpia e Cerro Porteño, o maior clássico do futebol guarani, se enfrentam para definir o campeão do Torneio Clausura do Campeonato Paraguaio, no mítico Estádio Defensores del Chaco. Como a Associación Paraguaya de Fútbol considera os vencedores dos dois turnos (Apertura e Clausura) como campeões nacionais do ano, o jogo vale taça!
O Campeonato Paraguaio é realizado no sistema de pontos corridos. Porém, o regulamento prevê que em caso de empate de pontos na liderança, não há desempate em outros critérios, como saldo de gols, número de vitórias ou tentos marcados. Quando acontece casos do tipo, é realizada uma partida extra. Como Olimpia e Cerro Porteño terminaram a competição com os mesmos 44 pontos, o clássico vai definir o campeão do Clausura, com arbitragem de Eber Aquino. Em caso de igualdade no tempo normal, a taça será decidida nos pênaltis.
Mas no último fim de semana, o Olimpia teve tudo para garantir a conquista sem precisar da partida extra. Caso conseguisse uma simples vitória sobre Deportivo Santaní, no sábado, era o campeão do Clausura. Porém, como o resultado foi um 0 a 0, a decisão havia ficado para o dia seguinte, no jogo entre Cerro Porteño e Sportivo Luqueño. E os campeões do Apertura 2015 conseguiram uma importante vitória por 3 a 2, forçando o jogo desempate.
Melhores momentos do último confronto
Olimpia e Cerro Porteño fazem o principal clássico paraguaio e um dos mais importantes de toda a América do Sul. A história deste confronto começou em 1913 e este primeiro jogo já causa discordância. A bíblia do futebol, a RSSSF, dá o resultado de 2 a 2. Porém, historiador do futebol paraguaio Miguel Ángel Bestard afirma que este primeiro encontro terminou com o placar de 3 a 1 para o Cerro Porteño. O último confronto, realizado em 1º de novembro deste ano, teve vitória do Olimpia por 3 a 1.
O retrospecto deste grande clássico tem um grande equilíbrio. Em 413 jogos, contando os oficiais e amistosos, foram 145 vitórias para cada equipe e 123 empates. O Olimpia marcou 570 gols e o Cerro Porteño 559. Além do título, a partida de hoje pode dar a vantagem para um dos dois rivais na história do confronto.
Outra característica interessante é que o clássico aconteceu pela Copa Libertadores em 32 oportunidades. É uma das partidas que mais ocorreram na competição continental. É claro que esta estatística é ajudada pela época em que o torneio recebia duas equipes por país e elas ficavam no mesmo grupo, forçando o confronto. Na Libertadores, a vantagem é do Olimpia, com 11 vitórias. O Cerro ganhou em 9 oportunidades e ainda houveram 12 empates.
Jogo entre as duas equipes nos anos 90
Aliás, é nesta competição que vem o maior debate do futebol paraguaio. O Olimpia já foi campeão da Libertadores em três oportunidades: 1979, 1990 e 2002. O Cerro Porteño nunca conseguiu chegar à final da Copa, apesar de ter várias semifinais no currículo. Além disso, o 'Rey de Copas' conquistou a Supercopa da Libertadores também em 1990. O rival nunca conseguiu um título internacional.
Em títulos nacionais, a vantagem também é do Olimpia, com 39 títulos contra 31 do rival. Por isso, a partida de hoje é muito importante e vai mexer, com certeza, com os brios dos fãs de futebol no país vizinho. Pena que esta partida não será transmitida ao vivo no Brasil.
Leônidas foi um dos maiores jogadores da história do São Paulo
Considerado com um dos melhores jogadores do mundo nas décadas de 1930 e 1940, Leônidas da Silva elevou o São Paulo FC a "time grande" na época devido à grandeza da contratação, a mais cara do futebol sul-americano até então.
Com o "Diamante Negro" em campo, o São Paulo ganhou cinco Campeonatos Paulistas em sete anos. Ao todo, marcou 141 gols em 212 jogos e ostenta o incrível aproveitamento de 70% dos pontos disputados (137 vitórias, 37 empates e 38 derrotas).
Leônidas foi tão importante para o futebol brasileiro que não poderia deixar de brilhar na Seleção. Disputou as Copas do Mundo de 1934 e 1938, sendo artilheiro na última com oito gols marcados.
Mas em 1950 chegou a hora de pendurar a chuteiras. E a última partida do ídolo tricolor aconteceu bem longe da capital. A ensolarada Olímpia, localizada a 480 km de São Paulo, serviu de palco para o último jogo do Diamante Negro.
A famosa bicicleta do craque
Em 03 de dezembro de 1950, Leônidas entrou em campo com o Tricolor, do técnico Vicente Feola, no recém-inaugurado Estádio Maria Tereza Breda. E apesar do esforço dos mandantes, não houve força suficiente para parar o São Paulo de Leônidas.
Com gols de Augusto e Leopoldo (de pênalti), o Tricolor superou os anfitriões por 2 a 1, o gol dos olimpienses marcado por Alemão, fechando com chave de ouro a participação de um dos mais lendários jogadores da história do futebol brasileiro.
Em 1951 Leônidas se tornaria técnico do São Paulo, viajando inclusive com o Tricolor na famosa excursão a Europa.
Partida foi realizada no Estádio Maria Tereza Breda
Ficha técnica
Olimpia 1 X 2 São Paulo
São Paulo: José Poy (Bertolucci), Savério (Gonzalez) e Mauro (Saltore); Bauer, Ruy (Alfredo Ramos) e Noronha (Jacó); Dido (Marin), Leônidas (Elmo Bóvio), Augusto (Ponce de León), Remo (Leopoldo) e Teixeirinha (De Camilo) - Técnico: Vicente Feola.
Olimpia: Mascote; Aimoré e Prates; Bem, Pé de Valsa e Jorge; Alemão, Tide, Bambuí, Viana e Andrade.
Gols: Augusto e Leopoldo (São Paulo) e Alemão (Olímpia)
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