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A história de Carlos Bonet no Libertad

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Bonet atuando no Libertad

Conhecido principalmente por ter feito parte da Seleção Paraguaia em três Copas do Mundo, o defensor e meio-campista Carlos Bonet, que completa 46 anos neste dia 2, foi um dos grandes nomes do futebol local durante as décadas de 1990 e 2000. Entre os vários clubes que o bom jogador paraguaio passou, sendo atuando pela lateral direita ou no meio, onde fez mais sucesso, se destacam as duas passagens que teve pelo Libertad, uma das principais equipes do futebol paraguaio.

Bonet iniciou sua trajetória esportiva no Sol de América e depois passou pelo modesto Atlético Rafaela, da Argentina, antes de desembarcar já com alguma experiência no Libertad, em 2002. Por lá, já chegou sendo peça importante na conquista do título do Campeonato Paraguaio de 2002 e atuou na Copa do Mundo daquele ano, sendo parte do time paraguaio que perdeu de 1 a 0 para a Alemanha nas oitavas, numa partida onde atuou na defesa. 

Fez parte de um grande momento da história do Gumarelo, conseguindo mais um título nacional em 2002 e avançando até fases bastante agudas na Copa Libertadores. Segue sendo presença constante na Seleção Paraguaia durante o ciclo eliminatório para a Copa de 2006, conquistando inclusive mais um título nacional naquele ano com o Libertad. Atua em dois jogos no mundial da Alemanha e segue no Libertad até 2007, quando é negociado com o Cruz Azul.


Retorna ao alvinegro em 2010, já mais experiente, em ano onde jogou outra Copa do Mundo. Mais uma vez ajuda a equipe na conquista de um título nacional, fazendo parte do time campeão do Clausura, sendo este seu último título com a camisa do Libertad. Se manteve na equipe até 2012, antes de encerrar sua história no clube sendo negociado com o Cerro Porteño, ainda na metade daquele ano. 

No total, segundo números do portal Ogol, fez 139 jogos com a camisa do Libertad, marcando seis gols. Bonet esteve em atividade até 2018, quando pendurou as chuteiras atuando no modesto Deportivo Capiatá, que hoje joga nas divisões inferiores do país. Já tinha seus 41 anos quando acabou pendurando as chuteiras.

A passagem de Romerito pelo Olímpia

Por Lucas Paes 
Foto: Juha Tamminem

Romerito atuando no Olímpia

Completando 63 anos neste dia 28 de agosto, o ex-meia paraguaio Júlio Cesar Romero, conhecido como Romerito, é um dos maiores ídolos da história do Fluminense em todos os tempos, mas não vestiu apenas a camisa do Tricolor das Laranjeiras durante sua carreira. O paraguaio tem os dois pés no vindouro confronto das quartas de final da Libertadores, já que nos anos 1990, quando já era um pouco mais experiente, passou também pelo Olímpia.

Romerito chegou ao Decano no início dos anos 1990, já experiente, para jogar no clube durante a temporada de 1992. Na época, chegava para um Olímpia que deixava um dos momentos mais incríveis de sua história, quando inclusive acabou ganhando sua segunda Copa Libertadores em 1990. Na época, o Olímpia tentava se manter no topo tanto no país quanto no continente sul-americano.

Romerito, já com alguma idade, não conseguiu ser para o Olímpia tão importante quanto havia sido para o Fluminense anos antes. Fez parte do time que conquistou a Copa República em 1992, o que acabou ajudando o Decano a conquistar uma vaga na Libertadores do ano seguinte. No campeonato nacional, caiu nas semifinais, depois de perder para o Cerro Porteño, que seria campeão em cima do Libertad. 


Também fez parte da equipe que levou o Olímpia as finais da Copa Conmebol de 1992, ainda que não atuasse na decisão diante do Atlético Mineiro, que terminou inclusive com a conquista do Galo. Acabou não marcando tanto época no Rey de Copas, terminando então por ser negociado com o Sportivo Luqueño, que aliás foi o clube onde Romerito havia começado a carreira no ano de 1977. 

Com a camisa do Decano, Romerito atuou, segundo números da Wikipedia, em 24 jogos, marcando totais 9 gols. O ex-meia paraguaio esteve em atividade no futebol até 1998, quando pendurou as chuteiras justamente no Sportivo Luqueño, no ano de 1998, já aos 38 anos de idade. 

A história de Aldo Bobadilla no Cerro Porteño

Por Lucas Paes
Foto: Juha Tamminen

Bobadilla atuando pelo Cerro

Completando 47 anos neste dia 20 de abril, o ex-goleiro e atualmente treinador Aldo Bobadilla foi um dos grandes nomes do futebol paraguaio nos anos 1990 e 2000, naquele que foi o melhor período do esporte bretão no país. Tremendamente reconhecido por suas ótimas defesas, o goleiro viveu o começo e um bom período de sua carreira defendendo com maestria a meta do Cerro Porteño, um dos maiores clubes paraguaios. 

Bobadilla acendeu ao futebol profissional com 18 anos, no ano de 1994, mas, é claro, como um jovem goleiro mais treinou que jogou naquele período. Começa a visitar mais o time titular a partir de 1997, quando com 21 anos começa a aparecer mais na equipe do Cerro. A partir de 1998, passa a assumir a meta titular do clube, jogando muito principalmente na Libertadores. 

Dali pra frente, Bobadilla virou uma referência dentro do Ciclón. Dono das metas, passou a figurar inclusive na Seleção Paraguaia a partir de 1999, revezando o período com ótimos nomes como Justo Villar e, é claro, Chilavert. Seguiu no Cerro e em 2001 ganhou seu primeiro título pelo clube, sendo campeão paraguaio naquele ano. 



Já mais experiente, repetiu a dose em 2004, sendo nesta época o capitão do time que seria campeão nacional. Levantaria seu segundo troféu pelo Cerro, o primeiro e no fim das contas único que venceria como capitão do time. No final daquele ano, após mais de uma década defendendo a meta do time na base e no time profissional, Bobadilla acabou negociado com o Gimnasia y Esgrima, da Argentina. 

No total, segundo números da Wikipedia, atuou em 206 jogos no gol do Más Popular. Esteve no clube entre 1994 e 2004, além dos anos em que defendeu as categorias de base. Bobadilla ainda seguiria atuando profissionalmente até 2011, quando curiosamente encerrou a carreira no Olímpia, maior rival do Cerro. 

Em experiência fora do Brasil, Italo Rodrigues analisa desafios encontrados no Paraguai

Foto: divulgação / Tacuary

Dirigente destaca novos cenários que precisa lidar no comando do Tacuary

Vivenciando uma nova experiência na carreira, Italo Rodrigues aceitou o desafio de trabalhar pela primeira vez em outro país. Com passagens por equipes tradicionais do Brasil, o profissional assumiu recentemente o cargo de diretor de futebol do Tacuary, no Paraguai.

Time por qual exerce, inicialmente, uma função diferente da qual estava habituado após uma análise bastante criteriosa de todos os setores da agremiação. "Comecei um trabalho diferente que não foi voltado apenas para o futebol. Tanto que eu não fui o responsável pela montagem do elenco em si. Fiquei muito mais focado na questão de planejamento da gestão com os processos para que a gente possa, a partir de agora, se guiar por algo que é a ideia do clube", afirmou.

Já sobre o começo do trabalho junto ao time paraguaio, o dirigente ressalta aspectos importantes que já podem ser notados.  "Eu analiso este início de forma positiva, talvez em uma função pouco diferente da qual fazia no Brasil de gerir praticamente o clube como um todo. Mas como um clube tem muita coisa a se implementar, sem dúvida, o trabalho se nota de forma mais rápida com alguns processos que você começa a executar no dia a dia", analisou.

Por fim, Italo Rodrigues também enaltece a participação do Tacuary na Copa Sul-Americana de 2023. Uma das disputas mais importantes do continente e que a equipe paraguaia avançou recentemente para a segunda fase.


"Disputar um torneio intercontinental, o segundo mais importante aqui da América do Sul, é uma experiência muito gostosa, muito satisfatória por todo o protocolo e toda grandeza que envolve um jogo organizado pela Conmebol. O objetivo de vir para cá foi de reviver essa experiência, algo que agrega ao currículo e possibilita vivenciar novas experiências, culturas em uma realidade totalmente diferente", contou o dirigente, que já havia participado desta competição pelo Náutico.

Atacante Edson Cariús acerta com o Tacuary, da Primeira Divisão Paraguaia

Foto: divulgação Tacuary

Edson Cariús foi apresentado pelo Tacuary

Após disputar o Campeonato Carioca pela Portuguesa e marcar dois gols, um deles sobre o Flamengo no Maracanã, o atacante Edson Cariús foi contratado pelo Tacuary, do Paraguai. A equipe, que disputa a 1ª divisão do futebol no país, fechou contrato com o jogador até dezembro de 2023. Edson Cariús falou sobre a sua chegada ao novo clube.

“Tinha contrato com a Portuguesa até o final do Carioca, vinha desempenhando um bom papel lá e surgiu essa oportunidade de poder vir atuar aqui no Paraguai. Gostei bastante do que me foi repassado, o clube tem um projeto ambicioso e que busca conquistar grandes coisas, além também da oportunidade de poder disputar uma competição continental, como é a Copa Sul-Americana”, disse.

Essa será a segunda vez que Edson Cariús irá atuar fora do Brasil. Entre 2020 e 2021, Cariús defendeu o Al Jabalain, da Arábia Saudita. O atacante tem como grande destaque as passagens por Fortaleza e Ferroviário. Edson Cariús falou sobre as expectativas que tem para a temporada de 2023 vestindo a camisa do Tacuary.


“Estou bem feliz e motivado com essa oportunidade. Quando os meus representantes apresentaram a proposta eu não pensei muito para aceitar. É uma grande oportunidade de poder atuar na 1ª divisão de um país com tradição no futebol que é o Paraguai. Espero poder fazer um grande trabalho aqui, marcar gols e ajudar o Tacuary na busca pelos objetivos da temporada”, concluiu.

Em primeira experiência internacional, Italo Rodrigues projeta desafios na gestão do Tacuary

Foto: arquivo pessoal

Dirigente acertou recentemente com o clube paraguaio, que participará da Sul-Americana

Após passagens na gestão de clubes como Náutico, Paysandu e CSA, Italo Rodrigues terá neste ano a primeira experiência internacional dentro da área. O profissional acertou recentemente com o Tacuary, do Paraguai, onde irá exercer o cargo de diretor esportivo.

Diante desta empreitada, o dirigente destaca a expectativa que possui ao trabalhar no país vizinho. "Sem dúvida é uma nova experiência apesar de eu já conhecer o futebol paraguaio desde 2018, mas é uma grande oportunidade em estar em novo clube e aprender nova cultura do futebol. Outros regulamentos, outro estilo de jogo, outro perfil de atleta, de treinadores. Sem dúvida vai me trazer mais experiência para que a gente possa estar mais capacitado", afirmou.

Já sobre as peculiaridades encontradas em território paraguaio, Rodrigues vislumbra um crescimento constante lidando com o profissionalismo que agora se aplica no país vizinho. "É um cenário antigo e novo ao mesmo tempo. O jogo em si é resultado de uma semana toda de trabalho. Agora dentro do clube a gente consegue ter uma ideia de como funciona, como é montada a estrutura organizacional desses times que em uma primeira ideia precisa evoluir bastante. Vejo isso como uma grande oportunidade, respeitando sempre a cultura local, algo que é fundamental, mas visando sempre o crescimento do clube a pequeno, médio e longo prazo", explicou.


Por fim, Italo Rodrigues ressalta como pretende lidar com os diversos desafios que o cercam na nova equipe e, entre eles, a disputa da Copa Sul-Americana deste ano. "Antes de mais nada é um ano de organizar a casa, de implementar processos e criar uma estrutura organizacional mais profissionalizada em tudo. Não seria apenas em futebol, seria também em marketing, comunicação, jurídico, financeiro e administrativo. O Paraguai ainda possui a sua gerência muito pautada na condução estatutária e obviamente eles me trouxeram para ir profissionalizando esse processo. Já dentro de campo o objetivo é avançar na Sul-americana, que traz o maior retorno financeiro. Dentro do torneio local a gente tenta repetir a campanha feita no ano passado, porém o principal objetivo é permanecer na primeira divisão", concluiu.

Cerro Porteño conquista título do Clausura Paraguaio de forma emocionante

Com informações do GE.com
Foto: Nathalia Aguilar/EFE

Comemoração de um Cerro Porteño que buscou o empate nos acréscimos

Última rodada do Clausura do Campeonato Paraguaio. O líder Cerro Porteño, com 37 pontos, visita o segundo colocado Guaraní, com 35, em um jogo com cara de final. O time mandante abre 2 a 0 e encaminha a conquista do título. Mas o Ciclón buscou o empate a partir dos 53 minutos do segundo tempo e fica com a taça. Sim, isso aconteceu.

Em uma partida épica, o Cerro Porteño, do técnico Francisco Arce, levantou o Clausura e foi campeão paraguaio. O jogo no Rogelio Silvino Livieres teve 12 cartões distribuídos, entre eles quatro vermelhos. O Ciclón atuou quase todo o tempo com um a menos, quando Alan Benítez foi expulso, ainda aos 15 da primeira etapa.

Alfio Oviedo e Marcelo González abriram 2 a 0 para o Guaraní. O Cerro se segurou durante o segundo tempo, e a reação veio nos acréscimos, que foram longos após várias interrupções no jogo. Os donos da casa tiveram o goleiro Gasoar Servio e Roberto Fernández expulsos, após levarem dois amarelos.

Como já havia feito todas as substituições, o Guaraní ficou com o zagueiro Marcos Cáceres no gol. E o Cerro aproveitou. Aos 53, Alberto Espinola aproveitou rebote na pequena área e fez o primeiro. Aos 55, ele cruzou para Patiño cabecear e decretar o 34º título do Ciclón: 2 a 2.


O Cerro terminou o Clausura com 38 pontos, e o Guaraní ficou com 36. Campeão do Apertura, o Libertad também está na Libertadores. Nacional e Olimpia jogam neste domingo e disputam a última vaga do Paraguai no torneio continental.

Atacante Igor Goularte comenta sobre sua adaptação ao River Plate paraguaio

Foto: Annie Antonella / River Plate-PAR

Igor Goularte está a um pouco mais de um mês no time paraguaio

O River Plate-PAR, no último domingo, dia 22, empatou sua partida contra o 12 de Octubre pelo placar de 2 a 2, no torneio Clausura, ocupando no momento a terceira colocação na tabela de classificação. Há pouco mais de um mês na equipe, o atacante brasileiro Igor Goularte exaltou o bom momento vivido pelo time na competição e o seu processo de adaptação ao clube.

“Tenho me adaptado muito bem, o grupo é muito bom e temos trabalhado cada vez mais forte para atingirmos nossos objetivos no campeonato. Estamos fazendo um bom início e esperamos seguir evoluindo na competição”, comentou.

Com 11 pontos conquistados em 6 rodadas, Igor ressalta que espera seguir crescendo de produção e exaltou a competitividade do Campeonato Paraguaio.


“É um campeonato com muitas equipes qualificadas, por isso nosso time tem que entrar focado em todos os jogos para conquistar a maioria dos pontos possíveis, nos manter entre os líderes e realizar uma grande campanha, que é o mais importante”, finaliza o atacante.

O River Plate paraguaio volta a campo no próximo domingo, dia 29, quando enfrenta o Guaraní, dentro de casa, pela sétima rodada da competição.

Revelado pelo Ferroviário, meia Valdeci acerta com o paraguaio Cerro Porteño

Com informações do Diário do Nordeste
Foto: divulgação Sportivo Luqueño

Meia brasileiro defendia o Sportivo Luqueño desde junho de 2019

Um dos mais tradicionais e grandes clubes do futebol paraguaio, o Cerro Porteño terá um brasileiro em sua equipe na temporada 2021. Trata-se do meia Valdeci, que foi revelado nas categorias de base do Ferroviário e estava desde 2019 atuando no país vizinho desde junho de 2019, defendendo o Sportivo Luqueño.

Valdeci Moreira, como é conhecido no Paraguai, foi um dos destaques do Sportivo Luqueño em 2020, marcando seis gols em 26 partidas. Isto acabou chamando a atenção dos outros clubes do país e o Cerro Porteño acabou ganhando a disputa, acertando um contrato de empréstimo com o Ferroviário até o fim de 2021, quando também acaba o contrato de vínculo com o Tubarão da Barra.

Em participação no Debate Jogada, no canal do Youtube do jornal Diário do Nordeste, na última terça-feira, dia 22, o presidente coral Newton Filho reiterou que o clube pode receber uma receita através dos direitos de formador.

"O Valdeci, quando entrei na diretoria, os seus direitos (econômicos) tinham sido vendidos, isso quando entrei no Ferroviário. Na minha gestão, não tinha os direitos. Nessa negociação, talvez ganhamos como clube formador, mas nada além disso", explicou.


Com 25 anos, o meia é tratado como uma das joias do Ferroviário desde o início da carreira. Antes da experiência no exterior, atuou também por Alto Santo, Portuguesa, Resende/RJ e Horizonte. Pelo Ferrão, foi decisivo na conquista da Série D do Campeonato Brasileiro em 2018.

Há 18 anos, Olímpia calava o Pacaembu "azulão" e conquistava a Libertadores

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

O Pacaembu foi o palco da festa paraguaia

Há exatos 18 anos, o Olímpia, do Paraguai, foi em 2002 antagonista e vilão para uma possível alternativa e bonita história do futebol brasileiro, mas ao mesmo tempo foi protagonista de mais uma de suas magníficas histórias no futebol sul-americano. Em 31 de julho de 2002, o Rei De Copas do Paraguai ganhou seu último título da Libertadores em cima do São Caetano, no Pacaembu, deixando silenciosa uma massa de simpatizantes do Azulão e fazendo a festa paraguaia pela terceira vez na história de "La Copa".

A campanha do Decano, comandado pelo argentino Nery Pumpido, começa num grupo com a Universidad Católica, do Chile, o Bolivar, da Bolívia e o Flamengo. Tudo começa num jogaço em casa, diante do Once Caldas, no dia 21 de fevereiro. Com atuação espetacular de Baez, que marcou duas vezes e um gol de Benitez, os alvinegros vencem o Once Caldas por 3 a 2, com os visitantes marcando com Galván e Morentes. Uma semana depois, o gol solitário de Franco dá a vitória aos paraguaios diante da Católica, no Chile. O primeiro turno da fase de grupos se encerra com um empate sem gols com o Flamengo, no Maracanã. No returno, tudo começa com uma derrota para o Once Caldas por 2 a 1 em Manizares, seguido por um empate em 1 a 1 contra os chilenos em casa. Para fechar a classificação, o gigante paraguaio bate o Flamengo, em casa, por 2 a 0, com gols de Baez e Córdoba.

O mata-mata começa com um duelo contra o Cobreloa, do Chile. No primeiro jogo, o empate por 1 a 1 dá uma boa margem para o segundo duelo decisivo, onde novamente o Decano vence por 2 a 1, com Benitez e Baez, com Canobbio diminuindo o placar. Nas quartas de final, se avizinha um duríssimo confronto contra o Boca, que até consegue pular na frente no primeiro jogo, na Bombonera, com gol de um jovem chamado Carlitos Tevez, mas o empate vem com Traverso, num gol que dá a tranquilidade necessária para Isasí fazer o gol que bota os paraguaios na semifinal.

A vaga na decisão seria disputada contra o fortíssimo Grêmio, de Tite, que joga duro no Defensores Del Chaco, mas perde por 3 a 2. Orteman, duas vezes e Benitez marcam os gols do Olímpia, que vê o Tricolor Gaúcho fazer com Anderson Lima e o matador Rodrigo Mendes os gols que lhe garantem sobrevida. No temido Olímpico Monumental, os alvinegros levam apenas um gol, com Zinho, em um jogo de arbitragem polêmica e nos pênaltis, onde houve uma imensa confusão após o juiz mandar voltar uma cobrança defendida por Eduardo Martini, que acabou entrando na repetição. Tavarelli pega o pênalti de Rodrigo Fabri e garante os visitantes na final.


A decisão conta com um adversário surpreendente: o São Caetano, de Jair Picerni. Gelado, o Azulão faz um ótimo jogo no Defensores Del Chaco e um gol de Aílton deixa a zebra muito perto de acontecer. Então, no dia 31 de julho, no Pacaembu, a zebra parecia se consumar quando Aílton faz o gol do time do ABC paulista ainda no primeiro tempo. No segundo tempo, porém, Córdoba e Baez fazem os gols que levam a decisão para os pênaltis. Nos pênaltis, os erros de Marlon e Serginho ajudam o Olímpia, que reverte o quadro negativo, converte todas as penalidades e solta, pela terceira vez, o grito de campeão da América.

Desde então, ambas as equipes viveram momentos muito diferentes. O Olímpia voltou a decidir uma Libertadores onze anos depois, quando acabou derrotado em 2013 pelo Atlético Mineiro, na campanha da Libertadores que consagrou Victor, Réver e Ronaldinho Gaúcho e condenou Ferreyra, que perdeu um gol decisivo no Mineirão. O São Caetano viveu declínio coincidente com o falecimento de Serginho, em 2004 e hoje luta para voltar as divisões do Campeonato Brasileiro, enquanto sofre nos últimos anos numa gangorra entre a Série A1 e a Série A2 do Paulistão.

Adebayor e Olimpia chegam a um acordo para rescisão de contrato

Com informações do Globo Esporte.com
Foto: reprodução Adebayor

Adebayor não marcou gol em sua curta passagem pelo Olimpia

Ao que tudo indica, a passagem de Adebayor pelo Olimpia está muito perto de um fim. Contratado em fevereiro com muita festa dos paraguaios, o atacante fez apenas quatro jogos pelo clube. Ele foi para a África ficar perto dos familiares e não consegue arrumar voos para retornar a Assunção. Com isso, o jogador e o clube chegaram a um acordo verbal para uma rescisão amigável, de acordo com a rádio paraguaia "Cardinal".

No momento, as duas partes buscam as melhores estratégias para uma rescisão amigável. Para o jogador sair da África, o Olimpia deveria desembolsar cerca de 120 a 150 mil dólares, o que não está disposto a fazer devido à crise financeira causada pela pandemia.

O início da passagem do atleta pela equipe parecia promissor, já que o Olimpia dobrou o número de sócios com a contratação e esperava usar a imagem do atacante se fortalecer no campo e economicamente. No entanto, Adebayor não marcou nenhum gol com a camisa do clube.


Ele estreou no clássico contra o Cerro Porteño, que terminou empatado em 1 a 1. Nas quatro partidas em que esteve em campo, Adebayor ficou marcado pela expulsão contra o Defensa y Justicia, da Argentina, em jogo válido pela Libertadores. Na ocasião, ele acertou uma voadora no pescoço do adversário em uma disputa de bola.

O Campeonato Paraguaio está marcado para recomeçar no dia 17 de julho, e o Olimpia treina com o elenco em Assunção, capital do país. O clube ocupa a segunda colocação do torneio Apertura, quatro pontos atrás do líder Libertad.

Ex-Santos, atacante Derlis González volta aos treinos com o Olímpia, no Paraguai

Foto: divulgação Club Olímpia

Derlis González já pode realizar treinos individuais no CT do clube paraguaio

Um dos países da América do Sul que melhor souberam lidar com a pandemia do novo coronavírus, o Paraguai aos poucos vai retomando a sua normalidade. E com o futebol não é diferente, com a liberação dos treinos de campo desde esta quarta-feira (10) e a retomada do campeonato nacional marcada para o dia 17 de julho.

Uma das principais contratações do Olímpia para a temporada, ao lado de Adebayor, o atacante Derlis González comemorou a possibilidade de poder voltar a trabalhar na Villa Olímpia, o centro de treinamentos do clube de Assunção.


“Foram quase três meses treinando em casa, mas nada como poder fazer atividades ao ar livre e rever os companheiros. Os treinos ainda são individuais e os cuidados no CT são grandes, com distanciamento e controle de temperatura dos atletas. Mas é um passo importante e aos poucos vamos retomando a normalidade”, declarou o ex-santista.

Programação definida - De acordo com o que foi estabelecido pela Federação Paraguaia, em conjunto com representantes dos clubes da primeira divisão, a partir da próxima terça-feira poderão ser realizadas atividades em grupos reduzidos e, após o dia 22, os treinos coletivos. O campeonato nacional tem sua retomada prevista para o dia 17 de julho.


“Temos mais de um mês até o reinício do campeonato e vamos aproveitar esse período para fazer uma preparação forte. Além disso, aguardamos uma definição sobre a sequência da Copa Libertadores. A motivação é grande para fazer uma boa temporada e lutar por títulos para o Olímpia”, concluiu González.

Ex-santista Derlis González reestreia pelo Olimpia com gol

Foto: divulgação Club Olimpia

Derlis vibra com o gol marcado neste domingo diante do 12 de Octubre, em Assunção

Não poderia ter sido melhor a reestreia de Derlis González com a camisa do Olimpia. O atacante marcou um dos gols da vitória por 4 a 0 sobre o 12 de Octubre, em partida disputada na noite deste domingo no Estádio Manuel Ferreira, em Assunção, pela quinta rodada do Campeonato Paraguaio.

“Fui muito bem recebido por todos no clube, o que facilitou bastante minha adaptação com o elenco, mesmo com o pouco tempo de treinamento. Recomeçar minha trajetória com vitória, e ainda marcando gol, é motivo de muita alegria”, declarou o avançado da seleção paraguaia, que atuou pelo Olímpia em 2014 e disputou 54 jogos pelo Santos entre 2018 e 2019.

Superclássico no domingo - Com o triunfo sobre o 12 de Octubre, o Olímpia passou a somar 10 pontos ganhos, ocupando o quarto lugar do campeonato nacional, três pontos atrás do líder Guarani. O time de Derlis González volta a campo no próximo domingo, no superclássico do Paraguai com o Cerro Porteño.


Ataque com nomes conhecidos - Derlis González terá trabalho para conquistar o seu espaço no ataque do Olimpia. Tudo porque o clube conta com dois grandes nomes do futebol mundial, apesar de veteranos. Um é o paraguaio Roque Santa Cruz, de 38 anos, conhecido por sua passagem pelo Bayern de Munique. O outro foi contratado recentemente e é o togolês Emmanuel Adebayor, de 36 anos, que defendeu diversos clubes europeus.

Libertadores - O Olimpia estará na Copa Libertadores da América 2020 e Derlis González enfrentará o seu ex-clube, já que os paraguaios estão no mesmo grupo do Santos, o G. Além das duas equipes, a chave conta com o argentino Defensa y Justicia e o equatoriano Delfin.

Emmanuel Adebayor vai jogar a Libertadores pelo paraguaio Olimpia

Foto: divulgação Club Olimpia

O togolês foi anunciado nesta terça-feira

As informações que correram nos últimos dias foram confirmadas nesta terça-feira, dia 11. Ao meio-dia, o presidente do Club Olimpia, de Assunção, no Paraguai, Marco Trovato, anunciou que a agremiação havia acertado a contratação do atacante togolês Emmanuel Adebayor, um dos maiores atacantes da história do futebol africano.

Nasciso em Lomé, no Togo, e atualmente com 35 anos (completa 36 no próximo dia 26), Adebayor estava no futebol turco, onde defendeu o Başakşehir, entre 2017 e o primeiro semestre de 2019, e o Kayserispor, nos últimos meses do ano passado. É a primeira vez que o togolês vai defender profissionalmente uma equipe de fora do continente europeu.

O centroavante africano deve fazer uma dupla de ataque com outro experiente jogador. O paraguaio Roque Santa Cruz, atualmente com 38 anos, que teve grande passagem pelo Bayern de Munique. Além deles, o Olimpia também conta com Derlis González, que deixou o Santos FC recentemente.

Confira a nota oficial do Olimpia:
Ao meio-dia da terça-feira, o presidente do clube, Marco Trovato, anunciou em sua conta no Twitter a chegada de Emmanuel Adebayor como o novo passageiro do reitor expresso.
O togolês se torna o sétimo reforço da equipe para competições em nível local e internacional.
Assim que o anúncio oficial foi feito em nome da conta do clube, o mundo do futebol ecoou a notícia, já que Adebayor é considerado o atacante mais mortífero do mundo e sua contratação para o rei das copas se torna uma bomba nivelada continental.
Bem-vindo Emmanuel ao tri campeão da América e campeão do mundo.

Carreira - Emmanuel Adebayor começou a sua carreira no Metz, da França. Depois, passou por Monaco, Arsenal, Manchester City, Real Madrid, Tottenham, Crystal Palace e os dois clubes turcos citados antes. Já pela Seleção Togolesa, ele fez, desde 2000 até aqui, 87 jogos e 32 gols, sendo o destaque do time que esteve na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha.

Libertadores - Além do Campeonato Paraguaio, o Olimpia estará na Libertadores de 2020, competição que já conquistou três vezes: 1979, 1990 e 2002. Os paraguaios estão no Grupo G, ao lado de Defensa y Justicia, da Argentina, Delfin, do Equador, e o Santos FC.

Fernando Ovelar - Um adolescente marcando em um clássico

Por Lucas Paes

Ovelar comemora seu gol diante do Olimpia (Foto: Divulgação/Cerro Porteño)

Com 14 anos de idade, muitos de nós estamos vivendo o auge da adolescência. Descobrindo nossas opções, nossa sexualidade, se divertindo com amigos, passando perrengue na escola... Em histórias ficcionais, vemos alguns personagens fazerem coisas grandes em tão tenra idade, como Harry Potter sendo campeão tribuxo, como Percy Jackson vivendo a batalha contra os antigos Titãs ou até mesmo Julieta, que já aos 13 vivia sua história de romance com Romeu. Tudo isso fica na ficcção, mas há quem desafie a lógica do mundo aos 14 anos: o prodígio Fernando Ovelar entrou para esta estatística, ao marcar um dos gols no clássico entre Cerro e Olímpia pelo Campeonato Paraguaio, numa das maiores rivalidades da América do Sul.

Nascido em 6 de janeiro de 2004, Ovelar tinha apenas 9 meses quando Messi, o principal jogador de nossos tempos, estreou com a camisa do Barcelona. Com sua idade, na verdade, as regras da FIFA  teoricamente sequer permitem que Ovelar tenha um contrato profissional de futebol. Apesar de não bater o recorde de Maurício Baldivieso, que estreou aos 12 anos na Bolívia, o atacante tem um fato histórico ao seu lado, pelo menos no que diz respeito a marcar gols.

Fernando é neto de Geronimo Ovelar, defensor que jogou pela Seleção Paraguaia campeã da Copa América de 1979, portanto, tem o futebol em seu sangue. Já há algum tempo é tratado como grande promessa do Cerro Porteño. Destaque das categorias de base do clube, foi observado pelo espanhol Fernando Jubero, que viu imenso potencial no camisa 17 do Ciclón e o lançou de titular no último dia 28 de outubro, diante do 3 de Febrero. Jubero é especialista na revelação de jogadores e passou anos observando atletas para o Barcelona, antes de virar treinador profissional no Paraguai, onde já passou por Olimpia, Guarani e Libertad. No clássico deste ainda recente domingo, ele foi titular novamente.

Foram necessários 14 minutos em campo para que Ovelar mostrasse um talento que pode levar a vôos longos. Numa jogada onde deu aula de posicionamento, ele recebeu a bola frente à frente com o goleiro rival e tocou com categoria invejável à muito marmanjo famoso no mundo da bola. Um belo gol que surpreende ainda mais levando em conta a juventude do seu autor. Casos semelhantes em idade são de nomes que se tornaram verdadeiras entidades da religião ludopédica, como El Dios Maradona, o Rei Pelé e o eterno Coutinho, craque que ao lado do rei fez parte da constelação santista dos anos 1960 e 1970.

Com tamanha apresentação para o mundo, antes mesmo da idade onde meninas bailam suas danças de debutantes, resta saber se a Ovelar teremos o eterno iluminar do Monte Olimpo futeboleiro, onde habitam as maiores lendas do esporte mais popular deste universo, ou se terá o mesmo destino de nomes como Freddy Adú, Bojan, Hachim Mastour e outras eternas promessas que jamais vingaram com a redonda. O certo é que, se tratando de um paraguaio jogando num time que constantemente frequenta as noites de Libertadores, veremos ou os possíveis primeiros passos de uma lenda ou o afundar de uma promessa próximos de nossos olhos.

Julio dos Santos - Um gigante na história do Cerro Porteño

Por Lucas Paes

Julio dos Santoa atuando com a camisa do Cerro (Foto: ABC Color)

O Cerro Porteño é um dos maiores clubes da América do Sul. Completando 106 anos em 2018, o Ciclón sofre com a falta de um título internacional, mas é um dos times com mais participações na Copa Libertadores da América e é conhecido como o time do povo do Paraguai, por dividir a torcida do pequeno país com o Rey de Copas Olímpia e por ter sua origem em gente do "povão" paraguaio. E um dos maiores jogadores da história do Ciclón é conhecido dos brasileiros: o meia Julio dos Santos.

Apesar de passagens não tão marcantes por Grêmio, Atlético Paranaense e Vasco da Gama, o meiocampista é cria azulgrana, chegando as categorias de base com apenas 10 anos. Aos 17, já dava seus primeiros passos no profissional, de onde rapidamente viraria destaque. Entre 2001 e 2005, marca 39 gols em 91 jogos pelo Cerro. É eleito pelo diário ABC o jogador do ano no Paraguai em 2005. Suas boas atuações despertaram o interesse do gigante Bayern, da Alemanha, que o contratou em 2006. 

Fora de sua terra natal, não conseguiu engrenar como queria na carreira, mas mostrou versatilidade, principalmente jogando em outras posições, chegando a atuar até na defesa, o que ocorreria bastante em sua passagem pelo Vasco. Acabou retornando ao Ciclón em 2009. Sua segunda passagem pelo clube do povo foi espetacular. Em cinco anos atuando com a camisa azulgrana, bateu diversos recordes históricos do clube. Foram 284 jogos e 49 gols. É o recordista de jogos pela equipe, com 375 atuações com a camisa cerrista. É também o recordista de gols pelo clube no Campeonato Paraguaio, com 70 gols.

Um de seus gols mais bonitos com a camisa do Cerro Portenho

Nesse período, fez parte da equipe que conquistou o título invicto do Clausura de 2013, com 14 vitórias e oito empates em 22 jogos. Foi apenas a segunda vez que o Cerro conseguiu tal feito, a primeira sendo cem anos antes, lá em 1913. No ano seguinte, foi o artilheiro da Libertadores da América, marcando um total de cinco gols, mesmo com a eliminação prematura do Ciclón nas oitavas de final. Naquele ano, o outro Ciclón da América do Sul, o San Lorenzo, sairia campeão.

Em 2014 encerrou sua trajetória pelo Cerro, indo para o Vasco da Gama, num dos períodos mais complicados da história do Cruzmaltino, que ainda não foi superado até os dias atuais. Conquistou cinco títulos paraguaios. Jul10 marcou para sempre seu nome na história azulgrana com recordes que dificilmente serão quebrados.  

Sol de America campeão paraguaio em 1986

Por Lucas Paes

O time campeão em 1986: um marco para o clube paraguaio

No futebol paraguaio, destacam-se geralmente os nomes de Olímpia, Cerro Portenho e Libertad. O último clube citado teve ascensão mais recente que já foi inclusive tema de texto no site. Hoje falaremos sobre outro time que conquistou títulos nacionais em terras paraguaias, o Sol de America. 

Fundado em 1909, o clube do bairro de Obrero, em Assunção, demorou muitos anos para obter o primeiro troféu do Campeonato Paraguaio. A conquista veio em 1986. Até então, os Dançarinos tinham diversos vices.

O alicerce do titulo de 1986 começa a ser montado com diversas contratações feitas com o objetivo claro de ser campeão. Os reforços se juntaram a uma base já formada para buscar a taça. O torneio tinha três fases naquela época. A campanha espetacular do time azul nas duas primeiras deu a ele três pontos extras na terceira e última fase. Uma Liguilla entre seis clubes que definiria o campeão.

Com a vantagem dos pontos extras, o Sol de America demorou três partidas para vencer a primeira naquela fase final. Apesar da derrota para o Guarani na estreia, os empates com o Olímpia e o Cerro deram a chance de buscar a conquista.

Depois de vencer o Libertad, a partida que definiu o título ocorreu no dia 9 de novembro de 1986, justamente no campo do Libertad, porém diante do Colegiales. A vitória por 3 a 1 consagrou os Dragões Azuis como campeões. Farinas, Torres e Villalba marcaram os gols da vitória.

Entre os destaques da equipe comandada por Silvio Parodi, tínhamos Felix Torres, artilheiro do campeonato com 13 gols. Cubilla e Cartan foram outros dos destaques de artilharia, com seis e cinco gols respectivamente. 

Cinco anos depois, os Dragões Azuis ganharam o segundo título. O bi-campeonato, porém, foi menos marcante que o primeiro título. A primeira conquista foi como a quebra de uma maldição e é até hoje o maior momento da história do clube. A coroação do até então "Monarca sem coroa".

A ascensão do Libertad

Por Lucas Paes

O Libertad foi o campeão do Torneio Apertura 2017 (Foto: AFP Paraguai)

Fundado em 1903, o Libertad é um dos clubes mais antigos do Paraguai. Porém, apesar da idade, o alvinegro não era tão forte até recentemente. Antes de 2000, o Gumalero tinha oito títulos nacionais e um rebaixamento na sua conta. Porém, a partir do início do século 21, a maré virou e o time se tornou o mais forte do Paraguai. Depois justamente de conquistar o título da segundona do país.

A partir de 2002, quando voltou a conquistar o título depois de 26 anos, o Libertad empilhou 12 conquistas nacionais. Recentemente, conquistou o Torneio Apertura. No Clausura, o começo não é muito bom, mas os Repoileros estão entre os favoritos ao título.

Em campos sul-americanos, o alvinegro ampliou o número de participações em Copa Libertadores, sendo semifinalista da competição em 2006, perdendo para o campeão Internacional. O time também chegou a semifinal da sul-americana em 2013, também derrotado pelo campeão (Lanús). Das 17 participações em Libertadores, 14 ocorreram a partir de 2003.


Libertad campeão em 2002 (Foto: Conmebol)

Uma das primeiras explicações da acensão do Libertad acontece na queda brusca de outro time. Um dos maiores clubes da América do Sul, o Olímpia viveu o inferno depois de vencer a Copa Libertadores em 2002 e ficou muitos anos sem conquistas. No campeonato nacional, o Decano ficou entre 2000 e 2011 sem levantar uma taça. Chegou inclusive a terminar na última colocação por dois anos seguidos, não caindo por causa do promédio.

Além disso, houve uma mudança na postura da direção desde o começo do novo milênio, com o clube se tornando cada vez mais exemplo para outras equipes do país. O Libertad também se beneficia de saber jogar como poucos o formato de campeonato de pontos corridos, se dando muito melhor neste sistema do que os outros grandes clubes do país. Ainda assim, dois dos 12 títulos foram conquistados em finais (2002 e 2003). 

Também há um trabalho nas categorias de base. O Gumalero passou a formar jogadores e é o clube que mais cede atletas para a Seleção Paraguaia nos últimos anos. Ainda que em 2002 fossem poucos da base no time campeão, o número foi aos poucos aumentando. Além das pratas da casa, a certeira contratação de bons jogadores em times menores ajudou, somado muitas vezes a contratação de atletas que voltavam da Europa.

Time do Libertad de 2006

Uma curiosidade é que um dos treinadores mais respeitados no clube é Tata Martino. O Argentino era o comandante do elenco que foi campeão em 2002. Foi bi-campeão no ano seguinte e ainda teve outra passagem, onde conquistou outro título nacional, três anos depois. Atualmente, o comandante da equipe é o espanhol Fernando Jubero, que vem numa clara intenção de modernizar o modelo de jogo utilizado pelo time.

É sabido que Nicolas Leoz, ex-presidente da Conmebol que hoje é investigado por corrupção, é torcedor declarado do clube. O estádio do Libertad leva seu nome e ele foi presidente entre 1968 e 1977, sendo inclusive o presidente no último título antes de 2002 (1976). Apesar disso, ele não teve lá uma grande influência no que o Libertad se tornou, viu de longe a ascenção do time de coração.

No Paraguai, 40 vezes Olimpia!

A equipe vencedora

Depois de muito sufoco e deixar escapar o título na pontuação ao apenas empatar com o Deportivo Santaní em 0 a 0 no último sábado, finalmente os torcedores do Olimpia puderam comemorar o título do Clausura do Campeonato Paraguaio, ao vencer o clássico contra o Cerro Portenho, na noite desta quarta-feira, dia 9 de dezembro, por 2 a 1, no Estádio Defensores del Chaco. A conquista se configurou no 40º troféu nacional do Rey de Copas.

O clássico de hoje era um jogo extra, já que ao final dos 22 jogos do Clausura, Olimpia e Cerro Porteño terminaram a classificação empatados em 44 pontos. No regulamento do Campeonato Paraguaio, em caso de igualdade na pontuação, é realizada uma partida entre as equipes envolvidas, ao contrário do Brasil que há os desempates em número de vitórias, saldo de gols e número de tentos marcados.

Assunção estava inteira comentando o jogo, todos esperavam ansiosamente o clássico. Porém, o que antecedeu o espetáculo foi um verdadeiro dilúvio, o que atrapalhou a chegada dos torcedores ao Defensores del Chaco. Além disso, a forte chuva deixou o campo pesado e a bola teve dificuldade de rolar no gramado.

Levantando a taça de campeão paraguaio

O Olimpia iniciou a partida em cima do Cerro Porteño. Sentindo a pressão, o 'El Ciclón', como a equipe azul e vermelha é conhecida, cometeu muitas faltas perto da sua área. Com isso, a equipe dirigida por Chiqui Arce (ele mesmo, ex-Grêmio e Palmeiras) chegou com perigo várias vezes.

Aos 19 minutos, o Cerro Porteño chegou pela primeira vez ao ataque. Chegaram até a balançar as redes com Diego Lugano, após escanteio. Porém, o ex-zagueiro do São Paulo recebeu um passe de mão de Enrique Borja e o gol foi anulado corretamente pelo árbitro Eber Aquino. A partida continuou equilibrada e o primeiro tempo terminou com o placar de 0 a 0.

Na segunda etapa, o espetáculo ficou mais movimentado e logo aos 6 minutos, o Olimpia abriu o marcador. Em bola cruzada na área, o goleiro Álvarez tentou afastar a bola, que sobrou para o atacante Barreiro e este não perdoou: 1 a 0 para o Rey de Copas.

Comemorando um dos gols

Onze minutos depois, o Olimpia aumentou a contagem. Em uma falta cobrada por Claudio Vargas, Mareco tentou afastar a bola, que bateu em Lugano e entrou contra o patrimônio do Cerro Porteño. O placar apontava 2 a 0 para os alvinegros que com a vantagem do placar, tocaram a bola para ganhar tempo. Já o 'El Ciclón' ficou com 10 jogadores em campo, já que Mareco levou o segundo amarelo.

Porém, mesmo com um a menos, o Cerro Porteño foi para o tudo ou nada. E conseguiu diminuir a contagem aos 31 minutos. Cecílio Dominguez fez uma bela jogada de habilidade e serviu Guillermo Beltrán, que descontou para o 'El Ciclón'. No placar do Defensores del Chaco, Olimpia 2, Cerro Porteño 1.

Empurrado por sua torcida, o Cerro Porteño foi em busca do empate, que levaria a decisão para as penalidades. Porém, Arce fez três substituições defensivas, fechando a equipe e a angústia do torcedor olimpista só terminou aos 49 do segundo tempo, com o apito final de Eber Aquino.

Festa da torcida olimpista

Francisco Arce tornou-se o primeiro paraguaio a ser campeão como treinador dos dois grandes do país. Já o Olimpia conseguiu seu 40º título nacional e os jogadores fizeram muita festa. O último título do Rey de Copas tinha sido no Clausura da 2011.

Ficha Técnica

Olimpia 2 x 1 Cerro Porteño

Data: 9 de dezembro de 2015
Estádio: Defensores del Chaco, Assunção - Paraguai
Árbitro: Eber Aquino
Público: 27.494 pagantes

CERRO PORTEÑO: Cristian Alvarez; Carlos Bonet, Diego Lugano, Víctor H. Mareco e Junior Alonso; Angel Martínez, Rodrigo Rojas (Alexis González), Fidencio Oviedo e Sergio Diaz (Cecilio Domínguez); Jonathan Fabbro e Enrique Borja (Guillermo Beltran) - Técnico: Gustavo Florentín.

OLIMPIA: Diego Barreto; Claudio Vargas (Robert Piris), Saúl Salcedo, Carlos Rolón e Salustiano Candia; Alejandro Silva (Herminio Miranda), Miguel Paniagua, Eduardo Aranda e Iván Torres; William Mendieta e Fredy Bareiro (José Núñez) - Técnico: Francisco Arce.

Gols: Fredy Bareiro e Diego Lugano (contra), para o Olimpia, e Guillermo Beltrán para o Cerro Porteño.

Clássico define campeão do Clausura do Campeonato Paraguaio

No último clássico, vitória do Olimpia por 3 a 1

Assunção, capital do Paraguai, vai parar a partir das 18 horas do horário local, 19 horas em Brasília, desta quarta-feira. Olimpia e Cerro Porteño, o maior clássico do futebol guarani, se enfrentam para definir o campeão do Torneio Clausura do Campeonato Paraguaio, no mítico Estádio Defensores del Chaco. Como a Associación Paraguaya de Fútbol considera os vencedores dos dois turnos (Apertura e Clausura) como campeões nacionais do ano, o jogo vale taça!

O Campeonato Paraguaio é realizado no sistema de pontos corridos. Porém, o regulamento prevê que em caso de empate de pontos na liderança, não há desempate em outros critérios, como saldo de gols, número de vitórias ou tentos marcados. Quando acontece casos do tipo, é realizada uma partida extra. Como Olimpia e Cerro Porteño terminaram a competição com os mesmos 44 pontos, o clássico vai definir o campeão do Clausura, com arbitragem de Eber Aquino. Em caso de igualdade no tempo normal, a taça será decidida nos pênaltis.

Mas no último fim de semana, o Olimpia teve tudo para garantir a conquista sem precisar da partida extra. Caso conseguisse uma simples vitória sobre Deportivo Santaní, no sábado, era o campeão do Clausura. Porém, como o resultado foi um 0 a 0, a decisão havia ficado para o dia seguinte, no jogo entre Cerro Porteño e Sportivo Luqueño. E os campeões do Apertura 2015 conseguiram uma importante vitória por 3 a 2, forçando o jogo desempate.

Melhores momentos do último confronto

Olimpia e Cerro Porteño fazem o principal clássico paraguaio e um dos mais importantes de toda a América do Sul. A história deste confronto começou em 1913 e este primeiro jogo já causa discordância. A bíblia do futebol, a RSSSF, dá o resultado de 2 a 2. Porém, historiador do futebol paraguaio Miguel Ángel Bestard afirma que este primeiro encontro terminou com o placar de 3 a 1 para o Cerro Porteño. O último confronto, realizado em 1º de novembro deste ano, teve vitória do Olimpia por 3 a 1.

O retrospecto deste grande clássico tem um grande equilíbrio. Em 413 jogos, contando os oficiais e amistosos, foram 145 vitórias para cada equipe e 123 empates. O Olimpia marcou 570 gols e o Cerro Porteño 559. Além do título, a partida de hoje pode dar a vantagem para um dos dois rivais na história do confronto.

Outra característica interessante é que o clássico aconteceu pela Copa Libertadores em 32 oportunidades. É uma das partidas que mais ocorreram na competição continental. É claro que esta estatística é ajudada pela época em que o torneio recebia duas equipes por país e elas ficavam no mesmo grupo, forçando o confronto. Na Libertadores, a vantagem é do Olimpia, com 11 vitórias. O Cerro ganhou em 9 oportunidades e ainda houveram 12 empates.

Jogo entre as duas equipes nos anos 90

Aliás, é nesta competição que vem o maior debate do futebol paraguaio. O Olimpia já foi campeão da Libertadores em três oportunidades: 1979, 1990 e 2002. O Cerro Porteño nunca conseguiu chegar à final da Copa, apesar de ter várias semifinais no currículo. Além disso, o 'Rey de Copas' conquistou a Supercopa da Libertadores também em 1990. O rival nunca conseguiu um título internacional.

Em títulos nacionais, a vantagem também é do Olimpia, com 39 títulos contra 31 do rival. Por isso, a partida de hoje é muito importante e vai mexer, com certeza, com os brios dos fãs de futebol no país vizinho. Pena que esta partida não será transmitida ao vivo no Brasil.
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