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A passagem de Marcelo Dijan pelo Cruzeiro

Por Lucas Paes
Foto: Superesportes MG

Marcelo Dijan jogando com a camisa estrelada

O zagueiro Marcelo Dijan, que completa 54 anos neste dia 6 de novembro, teve em sua carreira passagens marcantes por diferentes clubes. Um percursor de Juninho Pernambucano no Lyon, além de dono de grandes atuações no Corinthians, o zagueiro foi contratado em 1998 pelo Cruzeiro, após marcar seu nome no futebol francês.

Chegou ao Cruzeiro para fazer parte do ótimo time de 1998 e foi por lá que começou a usar o Dijan junto a seu nome, para não ser confundido com Marcelo Ramos, ídolo da Raposa que também fazia parte daquele time. Seu bom desempenho já foi mostrado no estadual, onde ajudou os cruzeirenses a conquistarem mais um título da competição. Aquela seria sua primeira conquista pela equipe.

Na segunda metade do ano, foi um dos destaques da campanha que levou o time azul de Minas Gerais a final do Campeonato Brasileiro, onde acabaram derrotados pelo Corinthians, curiosamente o primeiro clube de Dijan. Acabou vencendo a Bola de Prata, repetindo conquista que havia obtido no próprio Corinthians no ano de 1990. 

Conquistaria a Recopa Sul-Americana de 1998, quando o Cruzeiro bateu o River na final com duas vitórias, incluíndo uma belíssima atuação em pleno Monumental de Nuñez. A Raposa era um verdadeiro pesadelo para os Millonarios nessa época. Dijan também foi parte da equipe que conquistou a histórica Copa do Brasil em 2000, numa vitória no apagar das luzes contra o São Paulo no Mineirão. Foi seu principal título na Toca.


Acabou por deixar o Cruzeiro em 2001, rumo ao arquirrival Atlético Mineiro, onde não obteria o mesmo sucesso. No total, jogou 178 jogos com a camisa celeste, incluindo ai seis amistosos, marcando cinco gols. Retornaria ao clube como dirigente entre 2017 e o começo de 2019, ocupando o cargo de diretor de futebol.

Marcelo Dijan - Um dos primeiros brasileiros no Lyon

Por Lucas Paes
Foto: Getty Images

Dijan foi o segundo brasileiro à vestir a camisa do Lyon

O Olympique de Lyon é um clube que tem imensas ligações com o futebol brasileiro. O maior ídolo da história do clube é Juninho Pernambucano, destaque do melhor time que os franceses montaram em sua história e principal nome dos sete títulos franceses do clube. Além dele, nomes como Sonny Anderson, Cláudio Caçapa, Cris e outros fizeram sucesso pelos Gones. Atualmente, o elenco conta com cinco jogadores brasileiros e o time tem já alguns anos uma ligação especial com o país. Um dos pioneiros na equipe, antes de Juninho, Anderson e cia. Foi o zagueiro Marcelo Dijan, que completa 53 anos neste dia 6 de novembro. Ele foi o segundo brasileiro à jogar pelo clube.

Brasileiro de descendência Armênia, Dijan começou no Corinthians em 1987 e ficou no time até 1993, sendo Campeão Brasileiro pelo clube em 1990. Em 1993, seu futebol foi suficiente para chamar atenção do Lyon, que na época era apenas um time pequeno da França. Ele desembarcou na França em 1993 e logo assumiu a titularidade na equipe francesa, onde faria uma boa passagem ao longo dos quatro anos seguintes.

Entre 1993 e 1997, Dijan vestiu a camisa do Lyon, num periodo que antecedeu a época gloriosa do clube. Nesse periodo, os Gones foram vice-campeões franceses na temporada 1994/1995, perdendo o título para o Nantes. Na temporada 1995/1996, apesar de uma campanha ruim no Campeonato Francês, o Lyon chega à final da Copa da Liga contra o Metz. Nos pênaltis, a equipe acaba derrotada, sendo que Marcelo perdeu um dos pênaltis. Porém, já na época era um dos ídolos da torcida, algo que não diminuiu com o vice-campeonato.


Se despede do Lyon na temporada 1996/1997. Encerra sua passagem pelo clube na última rodada da Ligue 1, em um dia onde a equipe simplesmente estraçalha o Olympique de Marseille por 8 a 0 em Gerland. Marcelo é aplaudido de pé quando é substituido, demonstrando todo o moral e respeito que tinha com o torcedor do Lyon. Foram 114 jogos e apenas um gol com a camisa dos Gones. Passaria depois por Cruzeiro e Galo antes de encerrar a carreira. 

Foi provavelmente responsável direto pela abertura maior de portas a jogadores brasileiros nos anos seguintes no Lyon. Tal fato seria decisivo na fase áurea do clube, por motivos óbvios. Dijan permanece respeitado pelo torcedor até hoje, mesmo que abaixo de nomes como Cris, Anderson e, obviamente, da praticamente divindade Juninho Pernambucano. Porém, o pioneirismo de Dijan seria essencial para o sucesso dos diversos ídolos brasileiros do Lyon, numa relação com o país que segue viva até os dias de hoje.

O Curioso do Futebol

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