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O zagueiro brasileiro Nenê no Hertha Berlim

Por Fábio Rocha
Foto: Arquivo

Nenê em sua passagem pelo Hertha

Fábio Camilo de Brito, mais conhecido como Nenê, nasceu em São Paulo, no dia 6 de junho de 1975, e está completando 47 anos. O jogador teve passagens por grandes times no Brasil e teve sua primeira passagem na Europa com 22 anos, mas voltou para o Brasil e teve sua segunda oportunidade aos 27 anos, em 2002, atuando no Hertha Berlim.

Após sua volta do Sporting passou por grandes times como Bahia, Corinthians e Grêmio, conquistando títulos importantes por essas equipes. O zagueiro tinha uma ótima postura e um posicionamento muito bom, dando segurança ao sistema defensivo.

Depois da sua grande passagem no Grêmio, com títulos relevantes, voltou a chamar a atenção da Europa e teve sua segunda oportunidade. O Hertha Berlim veio com uma boa proposta e tirou Nenê do Grêmio. O zagueiro chegou na metade da temporada europeia, o que seria uma dificuldade para buscar a vaga na equipe titular, pois o time já estava entrosado.

Quando chegou tentava brigar por espaço na equipe, mas foi difícil, pois tinha que lutar para tentar se entrosar o mais rápido possível, além de se adaptar a um país novo. Nenê acabou não tendo grandes chances no começo, acabava entrando em algumas partidas até começar a cavar seu lugar na equipe.


No final da temporada o defensor teria mais oportunidades, pois faria toda a preparação junto com o elenco, o que não aconteceu quando chegou. Com o tempo e os treinamentos, Nenê conseguiu buscar seu espaço e se tornou titular da equipe alemã, mas não conseguiu desempenhar seu melhor futebol.

Ele participou de várias partidas, inclusive como titular, mas não deu uma segurança ao sistema defensivo. Acabou não conseguindo se adaptar muito bem e no final da temporada de 2002-03 acabou voltando ao futebol brasileiro, para atuar no Vitória. Foram 14 jogos no Hertha.

A passagem de Alex Alves pelo Hertha Berlin

Por Lucas Paes
Foto: Getty Images


Alex Alves ficou na memória do torcedor do Hertha Berlin

A Bundesliga foi a segunda liga onde jogadores brasileiros começaram a marcar época, logo depois do futebol italiano. Entre os clubes que tiveram brasileiros que ficaram em sua história esta o Hertha Berlin. Além da passagem histórica de Marcelinho Paraíba, Alex Alves, que faria 45 anos neste dia 30 de dezembro, também teve uma passagem pelo clube azul e branco da capital alemã. O clube fez inclusive um seguro para a filha de Alex, após a morte do pai em 2012.

Revelado pelo Vitória e com boas passagens por Lusa e Cruzeiro, Alex Alves chegou ao Hertha em 1999. Trazido por 12,5 milhões de Marcos Alemães, Alex não chegou a fazer o grande sucesso que Marcelinho Paraíba fez pelo clube. Viveu, em Berlim, problemas com a polícia devido a dirigir sem licença, mas marcou alguns gols importantes, o principal deles veio em 2000, quando chutou praticamente do meio de campo para marcar um gol espetacular diante do Colônia, gol que foi eleito o gol do ano da Bundesliga. 

Ficou durante 4 anos no clube alemão. Acabou deixando o Hertha no fim de 2003, mesmo tendo mais seis meses de contrato, voltando ao Brasil para jogar no América Mineiro. Não teve números ruins pelo Hertha. Em 81 partidas, marcou um total de 25 gols com a camisa dos Die Alte Dame. Fez durante dois anos dupla com Marcelinho Paraíba, que é praticamente uma divindade vestindo azul e branco. 

Passou por diversos clubes antes de se aposentar do futebol, em 2010. Em 2012, acabou internado para tratamento de um tipo de anemia, que depois descobriu-se ter evoluido para uma Leucemia. Complicações de um transplante de medula óssea levaram ao falecimento do ex-atacante, em 2012, com apenas 37 anos de idade. Foi a partir daí que o Hertha teve a iniciativa de fazer um seguro financeiro para sua filha, Alexandra. 

Um jogo sem gols no Olympiastadion em minha despedida na Europa

Por Marcos Coimbra*

Apesar do grande jogo, o placar foi de 0 a 0

Olha eu aqui em O Curioso do Futebol novamente. Eu tinha dito que minha turnê de futebol europeu tinha terminado na última quarta-feira, dia 3, quando assisti a vitória do Paris Saint Germain sobre o Loriente no Parc des Princes, na França. Mas como eu ainda tinha mais uma etapa de minha viagem na Alemanha, pois iria visitar parentes que moram em Hamburgo, consegui assistir mais uma partida.

Dei uma estendida no percurso até Berlim e assisti a partida entre o Hertha local e o Borussia Dortmund, respectivamente terceiro e segundo colocados do Campeonato Alemão, no genial e histórico Olympiastadion, o Estádio Olímpico da capital alemã. E acompanhar este jogo foi mais uma experiência incrível em minha viagem!

A famosa fachada do Olympiastadion

Fui para o local da partida de trem. Aliás, as pessoas que iam ao estádio, em sua maioria, também optam por este sistemam, que funciona perfeitamente. Ao chegar ao Estádio Olímpico, fui até a bilheteria e peguei os ingressos (como sempre, minha esposa estava me acompanhando). O preço variava de € 15,00 a  96,00.

Depois, logo percebi que, apesar dos mais 80 anos de história, o local está bem cuidado, limpo e com acessos facilitados. Mas aqui vale ressaltar algo: de original, apenas a faixada. Depois de tantas reformas, o Olympiastadion é um estádio totalmente moderno por dentro. A última obra foi para a Copa do Mundo de 2006, inclusive sendo sede da final entre Itália e França, ganha pela Azzurra.

Tanto para ir como para voltar, usamos as linhas de trem

A estrutura do local está impecável. Os acessos à arquibancada são bons. Banheiros limpos e funcionais. O interessante são as lanchontes: são barraquinhas e trailers dentro da área do estádio, mas afastado das arquibancadas.

O estádio estava lotado! O público foi de 74.244 torcedores, sendo que cerca de 32 mil eram do Borussia. Além disso, havia adeptos dos visitantes espalhados pela torcida do Hertha. Porém, não teve nenhum problema e isso foi muito interessante e legal. Quem dera se em todos os locais fossem assim.

Torcida do Hertha fazendo a festa

Em campo, estavam grandes jogadores como Reus, Aubameyang, Hummels, Mkhitaryam e Burki, pelo Borussia, e Kalou, Ibisevic e Haraguchi pelo Hertha. Nas arquibancadas, a presença ilustre do técnico português José Mourinho, que atualmente está desempregado. Será que ele está acertando com alguma das duas equipes? Só o tempo dirá!

A partida foi de muita técnica e trabalho tático de ambos os times. É verdade que o Dortmund teve mais domínio e criou as melhores chances, mas o Hertha Berlim esteve longe de ter jogado mal. Porém, o gol não saia.

Bela partida, apesar do placar

Se o jogo era bom dentro do gramado, nas arquibancadas as torcidas davam um verdadeiro show. Tanto o lado azul, do Hertha, como o amarelo, do Borussia, cantavam muitas músicas sem parar e sem provocar o adversário, sempre em apoio ao seu time.

De tudo isso, o único ponto negativo foi o placar final. Apesar da partida movimentada e do incentivo das arquibancadas, o placar não saiu do 0 a 0. Com isso, tanto o Borussia como o Hertha Berlim perderam a oportunidade de se aproximarem do líder Bayern de Munique.

Me despedi do Olympiastadion com uma sensação de felicidade e, ao mesmo tempo, de tristeza. Infelizmente, este foi, agora com certeza, o meu último jogo em território europeu. Foi uma experiência muito legal, pois assisti jogos em Portugal, França e Alemanha, além de ter visitado estádios na Espanha. Espero fazer isto novamente!


* Marcos Coimbra (na foto, ao lado de sua esposa) é professor de Educação Física, técnico de Handebol, mora em Santos e torce para o São Paulo FC, além de ter uma grande simpatia pela Portuguesa Santista.

O Curioso do Futebol

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