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Atacante Edu, ex-Cruzeiro, retorna ao futebol e acerta com o Rio Branco capixaba

Com informações do ge.com
Foto: divulgação

Edu está com 32 anos e tinha dado uma pausa na carreira

O Rio Branco capixaba concretizou, nesta quarta-feira, a contratação do atacante Edu, ex-Cruzeiro e Cuiabá. O centroavante, de 32 anos, chega ao Capa-Preta após anunciar uma pausa na carreira, no mês de julho. O jogador é considerado pela diretoria como um dos principais reforços da equipe para a temporada 2026, visando a disputa do Campeonato estadual, da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro Série D.

Formado nas categorias de base do Vasco, Edu estava disputando a Série B do Brasileirão pelo Cuiabá. Antes de chegar no Dourado, o centroavante teve trajetória marcada por boas fases em alguns clubes. As principais foram no Cruzeiro e no Brusque.


Em 2021, Edu foi o artilheiro da segunda divisão nacional pelo Brusque, com 17 gols, atraindo a atenção do Cruzeiro, onde também viveu um grande momento. Em 2022, com a camisa celeste, disputou 48 partidas e marcou 22 gols, sendo peça fundamental no título e acesso da equipe à Série A.

O novo atacante capa-preta também atuou no Coritiba, Goiás, Dibba Al Fujairah, dos Emirados Árabes Unidos, e Cerro Porteño, do Paraguai.

    Edu no México - Quando o ponta-esquerda defendeu o Tigres

    Por Victor de Andrade
    Foto: arquivo

    Edu no Tigres

    Um dos maiores pontas-esquerdas da história do futebol, Jonas Eduardo Américo, o Edu, está completando 73 anos neste 6 de agosto de 2022. Ídolo do Santos e o brasileiro mais novo a ir para a Copa do Mundo, em 1966, ele, na parte final de carreira, rodou por vários times, entre eles o Tigres UANL, no México, entre 1978 e 1981.

    Edu foi um dos jogadores mais precoces da história do futebol brasileiro. Com 16 anos, no início de 1966, estreou na ponta-esquerda do Santos, barrando nada mais, nada menos que Pepe, o segundo maior artilheiro da história do clube. Poucos meses depois, estava na Inglaterra, entre os convocados do Brasil para a Copa do Mundo. Apesar de não ter entrado em campo, tornou-se o brasileiro mais novo a ir para o Mundial de futebol masculino.

    A sequência dele no Santos foi fenomenal. Virou, ao lado de Pelé, a grande expressão da equipe no tri paulista (1967-1968-1969) e virou titular da Seleção Brasileira com João Saldanha. Perdeu a posição com Zagallo no comando e foi reserva na Copa de 1970, no tricampeonato no México. Depois, a carreira entrou em declínio, mas ainda foi na Copa do Mundo de 1974, onde também foi reserva.

    Em 1976, Edu deixou o Santos. Em seguida, ele defendeu o paranaense Colorado, o Corinthians, fazendo parte do elenco que saiu da fila em 1977, e Internacional. Todas estas passagens longe de lembrar o grande Edu que foi para três Copas do Mundo e que era considerado o jogador mais habilidoso do Brasil.

    Os fãs de futebol no México tinham uma adoração fora do comum pelos jogadores brasileiros que conquistaram a Copa do Mundo de 1970. Então, para os clubes locais era uma honra ter algum dos tricampeões. Com isto, o Tigres fez muito barulho quando anunciou a contratação de Edu na virada de 1977 e 1978.


    Edu no Tigres alternou altos e baixos e, em muitas ocasiões, foi respeitado mais pelo seu passado vitorioso do que pelo seu desempenho dentro de campo. Teve alguns bons momentos, como na temporada 1979/1980, quando a sua equipe foi vice-campeã mexicana.

    Mas o saldo final do grande ponta-esquerda no Tigres UANL não é nada animador. Foram apenas quatro gols em sua passagem pelo México. Depois, ele ainda defendeu o norte-americano Tampa Bay Rowdies, São Cristóvão do Rio de Janeiro, Nacional de Manaus e encerrou a carreira no matogrossense Dom Bosco, em 1985.

    Artilheiro da Série B faz gol e pega pênalti em jogo do Brusque contra o Remo

    Com informações do Correio
    Foto: Lucas Gabriel Cardoso/Brusque FC

    O artilheiro foi 'dublê' de goleiro por alguns minutos e pegou pênalti

    Artilheiro do Brasileirão Série B, Edu teve uma tarde épica nesta sexta-feira, dia 15. Durante o jogo do Brusque contra o Remo, no estádio Augusto Bauer, pela 30ª rodada da Série B, o camisa 9 brilhou no ataque, ao marcar um gol... e foi protagonista também na defesa, defendendo um pênalti nos acréscimos. A partida terminou com vitória do Quadricolor, de virada, por 3 a 1.

    O incrível lance começou a ser desenhado aos 50 minutos do segundo tempo. O goleiro Ruan Carneiro se chocou com Rafael Jansen e o árbitro marcou a penalidade máxima. Só que o arqueiro se sentiu mal e precisou ser retirado de ambulância do campo. Como já havia feito as cinco substituições, o técnico Waguinho Dias optou por colocar Edu para defender a meta.

    Felipe Gedoz foi para a cobrança e mandou a bola no canto, mas o artilheiro foi buscar. Na sobra, Rafael Jansen chutou para o fundo da rede, mas o VAR anulou o gol por invasão na momento da cobrança.

    "Falei para o Waguinho agora que não fiz um bom jogo, mas me entreguei. Perdi gols que não costumo perder. No fim, fiz o gol, deu tranquilidade para a nossa equipe. E, no final, com a expulsão do Ruan, conversei com o Claudinho, e optamos por mim. Fui feliz, esperei ele bater e fui no canto certo. Sempre gostei de ir para o gol. Confesso que sonhava com essa oportunidade para ver como seria. E deu tudo certo", comemorou Edu, em entrevista ao SporTV.

    Edu, aliás, tinha perdido um pênalti na partida. Aos 26 minutos do segundo tempo, o árbitro, após consulta ao VAR, marcou a penalidade em um lance do atacante com Thiago Ennes. O artilheiro cobrou, mas Thiago Coelho foi na bola e impediu o gol.


    Minutos depois, aos 48, Edu deixou o dele, dessa vez de cabeça. Foi o 16º gol do jogador na Série B, líder isolado na artilharia da competição. E, no fim, defendeu o pênalti.

    Antes, ainda na primeira etapa, Pingo abriu o placar para o Remo. No segundo tempo, Luizão deixou tudo igual e Thiago Alagoano ampliou. Com o triunfo, o Brusque subiu para a 14ª colocação, com 35 pontos, abrindo seis de vantagem para o Vitória.

    Iniciativa do Santos deve ser reconhecida como exemplo solidário

    Por Lula Terras

    Lima e Edu com o garoto moçambicano João Chico (foto: Felipe Ruiz / globoesporte.com)

    Apesar de atravessar um longo período de crises administrativas, falta de craques e de jogos de péssima qualidade técnica, além do valor do ingresso, que é proibitivo para os torcedores de baixa renda, o futebol brasileiro continua vivo, ao menos em outras partes do mundo, onde continua respeitado e amado por aqueles que gostam do futebol. A reportagem exibida pelo Esporte Espetacular, sobre a ajuda que o Santos FC deu a um grupo de crianças mantidas pela ONG Missão África, em uma região de Moçambique, na África, tocou no meu coração, assim como acredito que tenha acontecido pela grande parte das pessoas que viram a reportagem. 

    Tudo começou, graças à visão da modelo e blogueira Rafaella Kallimann, que fotografou o garoto João Chico, com a camisa do Santos e uma bola, feita de trapos. Essa foto viralizou nas redes sociais e chamou a atenção do clube, que resolver ajudar a ONG, que atende centenas de crianças e seus familiares na região de Beira, em Moçambique.

    A imagem que chamou a atenção do mundo
    (foto: Rafaella Kallimann / Instagram)

    A ideia de envolver dois craques do passado no projeto foi outro grande acerto, pois tanto Lima, que por muitos anos atuou ao lado de Pelé no time que até hoje é reconhecido como um dos melhores elencos de todos os tempos, como Edu, que foi considerado, no seu tempo, como o sucessor natural de Pelé, quando parasse de jogar, era aquele ponta esquerda que infernizava qualquer sistema defensivo que ousava enfrentar o Santos, marcaram na história do clube e são reconhecidos internacionalmente (Edu fez parte da Seleção do tri, por exemplo).

    Foi muito bonita a recepção da população africana à iniciativa do clube, que tem em sua história o orgulho de ter parado duas guerras, justamente no continente africano, e agora, com orgulho ainda maior, atua na melhoria da qualidade de vida da população pobre daquele País. Foi um exemplo a ser seguido pelas demais agremiações, assim como, acredito que sirva de exemplo para aqueles que trabalham com este esporte. Sugiro à todos que assistam a reportagem e torço muito que essas pessoas ao serem atingidas por esse ato repensem e busquem promover o resgate do maravilhoso futebol brasileiro que, hoje, está só na mente daqueles que tiveram a oportunidade de acompanhar.

    Edu na Seleção Brasileira

    Por Victor de Andrade

    Foram 50 jogos e 12 gols com a camisa da Seleção Brasileira (foto: arquivo CBF)

    Um dos grandes jogadores da história do futebol brasileiro, Jonas Eduardo Américo, ou simplesmente Edu, marcou sua carreira por bater recordes de precocidade. O ponta-esquerda acabou estreando muito cedo no futebol profissional e conseguiu grandes façanhas, muito antes de até completar 20 anos.

    Nascido em Jaú, no dia 6 de agosto de 1949. Começou a jogar futebol ainda jovem e foi levado ao Santos FC, onde estreou profissionalmente em 1966, antes de completar 17 anos. No Peixe, logo de cara, mostrou que era muito acima da média e logo conquistou espaço no time titular da equipe, ainda mais que o dono da ponta-esquerda, Pepe, já começava a entrar no final da carreira.

    Edu chamou tanto a atenção que seu nome entrou na primeira lista de convocados para a preparação para a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra. Na preparação, acabou estreando com a "amarelinha" em 5 de junho de 1966, em uma vitória do Brasil sobre a Polônia, no Mineirão, por 4 a 1. Com 16 anos e 9 meses e 28 dias, tornou-se o segundo atleta mais novo a defender a Seleção, ficando atrás somente de Pelé.

    Em seu segundo jogo pela Seleção, três dias depois, contra o Peru, no Maracanã, ele marcou um dos três gols do Brasil na vitória por 3 a 1. Suas atuações convenceram Vicente Feola a levá-lo para a Inglaterra. É até hoje o jogador mais novo a ser convocado para uma Copa do Mundo. Porém, acabou não entrando em campo.

    O Brasil foi mal na Copa de 1966, mas Edu continuou sendo nome constante na Seleção e virou o titular da ponta-esquerda. Foi um dos grandes nomes da equipe dirigida por João Saldanha, "As Feras de Saldanha", que classificou a Seleção para o Mundial de 1970, no México. Edu era um dos jogadores de confiança do treinador.

    Porém, João Saldanha foi demitido antes da Copa e Zagallo mudou a equipe, levando Edu para o banco de reservas. Em sua posição, jogando com um falso ponta, foi escalado Rivellino. Edu chegou a entrar na partida contra a Romênia (vitória por 3 a 2), no lugar de Clodoaldo, mas esta foi sua única participação na equipe que levou o tricampeonato.

    Mesmo tendo sido preterido por Zagallo na Copa de 1970, Edu continuou sendo convocado pelo Velho Lobo no ciclo do Mundial de 1974 e acabou indo para a Alemanha Ocidental. Porém, foi titular apenas contra o Zaire, no jogo que classificou o Brasil para a segunda fase. Mas, depois deste jogo, não entrou mais em campo na campanha onde a Seleção ficou em quarto lugar.

    Seu último jogo pela Seleção Brasileira aconteceu em 1976, mais precisamente no dia 6 de outubro, onde os campeões de 1970 fizeram um amistoso contra o Flamengo, no Maracanã, em homenagem ao meia Geraldo, que atuava pelo Flamengo e já tinha passagem pela Seleção, que faleceu em uma cirurgia na garganta. O Rubro Negro venceu por 2 a 0. Esta foi a despedida de Edu da "amarelinha". No total, ele fez 50 jogos e 12 gols pelo Brasil.

    Edu no Corinthians

    Por Lucas Paes


    Mais uma das incontáveis crias da base do Santos, o ponta esquerda Edu é um dos melhores jogadores da história imensa do Alvinegro Praiano. Porém, não foi só no Peixe em que o habilidoso atacante mostrou sua categoria. Em 1977, Edu esteve no Corinthians. 

    Chegou ao Timão em 1977, após passagem pelo Colorado, do Paraná. Estava fora de forma quando se apresentou para a temporada corintiana. Aliás, os problemas com o peso geravam criticas da mídia esportiva, o que causou a saída do ponta-esquerda da Vila Belmiro. Curiosamente, sua estréia foi contra um time do último estado onde havia atuado antes, o Grêmio Maringá, em vitória por 3 a 2 em que ele marcou um dos gols, no dia 23 de Janeiro de 1977. 

    Disputando posição com Romeu, Edu acabou sendo mais reserva que titular. Porém, ele contribuiu na histórica conquista do Paulistão de 1977, um dos maiores títulos da história do Alvinegro do Parque São Jorge. Ele fez o primeiro gol do Timão naquela vitoriosa campanha, no triunfo sobre a Portuguesa Santista, por 2 a 0, em 10 de fevereiro. No total, foram 39 jogos e quatro gols no Timão. 

    Ao final daquele ano mágico para a Fiel, ele foi para o Internacional. Ainda que longe da idolatria e do desempenho dos 12 anos no Santos, Edu ficou marcado como parte do elenco que tirou o Corinthians da fila e por isso sempre será lembrado.

    Aliás, ele só não esteve nas finais da competição, pois seu contrato de empréstimo havia findado e o Santos não quis renová-lo e, com isto, Edu, que aposentaria-se do futebol em 1985, no Dom Bosco, do Mato Grosso, desfalcou o Timão nos célebres confrontos contra a Ponte Preta.

    O Curioso do Futebol

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