Mostrando postagens com marcador Animal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Animal. Mostrar todas as postagens

A passagem de Edmundo pelo Tokyo Verdy

Foto: arquivo

Edmundo teve bons números na passagem pelo Verdy Tokyo

Um dos grandes atacantes da história do futebol brasileiro está completando 52 anos neste 2 de abril de 2023: Edmundo, o Animal! Entre 2001 e 2003, em um período onde o jogador estava em baixa no futebol brasileiro, ele foi atuar no Japão, e o primeiro clube que defendeu em terras nipônicas foi o Tokyo Verdy.

Edmundo, nos anos 90, foi um dos jogadores mais cobiçados do futebol brasileiro. Porém, a partir de 2000, com a chegada de Romário no Vasco, passou a ter constantes brigas no seu clube e passou a viver entre altos e baixos, com passagens, nesta época, por Santos, Napoli e Cruzeiro, onde foi dispensado, no meio do Brasileirão de 2001, após perder um pênalti contra o Gigante da Colina.

Com as portas se fechando no Brasil em alguns clubes e outros não podendo pagar o alto salário, Edmundo, no final de outubro de 2001, acertou sua transferência para o Tokyo Verdy, do Japão. Como de praxe, não demorou a se envolver em polêmica. Contundido, voltou ao Brasil em fevereiro de 2002 para realizar uma cirurgia no pé direito. Quatro dias depois, de muletas, apareceu no Sambódromo do Rio de Janeiro para acompanhar de camarote o desfile de Carnaval, enlouquecendo os dirigentes japoneses.

Entretanto, em campo o atacante correspondeu. Naquele ano de 2002, mesmo distante das performances do antigo Animal, as boas atuações de Edmundo, que foi o artilheiro do time na liga (16 gols), rechaçaram a expectativa de rebaixamento do Tokyo Verdy e levaram o clube ao quarto lugar da J-League. Nessa temporada, o atacante marcou 21 gols em 32 partidas. Ao todo, foram 25 gols pelo clube japonês.


No final daquele ano, algumas especulações diziam que ele voltaria ao Brasil, todavia o jogador permaneceu no Japão e em janeiro de 2003, assinou pelo Urawa Red Diamonds. A passagem não durou muito. Três meses depois e com apenas duas partidas feitas pelo time japonês, Edmundo rescindiu o contrato, alegando saudades da família.

Acabou acertando com o Vasco. Depois, o Animal ainda defenderia o Fluminense, Nova Iguaçu, Figueirense (onde voltaria a jogar bem e recuperaria sua fama de grande atacante, em 2005), teria um retorno ao Palmeiras e outro ao Cruzmaltino, onde encerrou a carreira em 2008.

Romário e Edmundo atuando juntos pela Seleção Brasileira

Por Fabio Rocha
Foto: Getty Images.com

As únicas vezes em que a dupla foi titular junta com a Seleção foram na Copa Ouro de 1998

Romário e Edmundo foram dois dos jogadores mais midiáticos e melhores dos anos 90 e início dos 2000. Amigos em alguns momentos e desafetos na maior parte do tempo, eles atuaram juntos no Flamengo, Vasco e Fluminense. Também formaram dupla na Seleção Brasileira, mas como a concorrência era grande, principalmente para o Animal, em apenas oito jogos eles estiveram no campo ao mesmo tempo com a amarelinha, sendo apenas quatro saindo ambos como titulares.

Mais velho, Romário estreou pela Seleção Brasileira em 1987 e Edmundo em 1992. Porém por questões de escolha e brigas com treinadores, os dois só foram jogar juntos pelo escrete canarinho apenas em 1997, na Copa América realizada na Bolívia. Porém, antes disso, em um amistoso contra o México, que terminou 4 a 0 para o Brasil, nos Estados Unidos, em 30 de abril de 1997, Edmundo entrou no segundo tempo no lugar exatamente de Romário.

A estreia dos dois juntos ocorreu contra a Costa Rica pela Copa América, em 13 de junho 1997, os dois ficaram em campo juntos por 11 minutos apenas. Edmundo entrou na partida no lugar de Djalminha, mas logo na sequência, Romário saiu para a entrada de Giovanni.

Na continuação da competição, no jogo contra a Colômbia, em 19 de junho, a dupla voltou a atuar juntos, mas agora com mais minutos em campo. O Animal entrou na segunda etapa no lugar de Ronaldo e marcou um gol.

Já contra o Peru, na semifinal da competição, em 26 de junho, a Seleção deu um baile e venceu por 7 a 0. O Baixinho deixou dois na partida e Edmundo entrou novamente na etapa final no lugar de Ronaldo. Porém, depois de mais alguns minutos com os dois junos em campo, Romário saiu lesionado e deixou a equipe com um a menos, pois todas as alterações já tinham acontecido.

Por causa dessa lesão, o Baixinho ficou fora da final contra a Bolívia e Edmundo ficou como titular. O Animal foi substituído no segundo tempo, quando o jogo estava 1 a 1, porque agrediu um jogador boliviano. Apesar de o árbitro não ter visto, Zagallo o substituiu, colocando Paulo Nunes, evitando reclamaões dos adversários. No fim, o Brasil venceu por 3 a 1 e ficou com a taça.

A dupla foi atuar junta como titular da Seleção na Copa Ouro da Concacaf, nos Estados Unidos, em janeiro de 1998, onde o Brasil jogava como convidado. A primeira partida foi contra a Jamaica, no dia 2 de fevereiro, e o jogo terminou com um empate por 0 a 0. Na segunda partida, em 5 de fevereiro, o Brasil empatou novamente, mas dessa vez contra a Guatemala por 1 a 1, Romário marcou o único gol da seleção.

Após o início ruim, o Brasil goleou e jogou muito bem contra o El Salvador, em 8 de fevereiro. A partida terminou em 4 a 0, com ambos deixando as suas marcas. Na semifinal, em 10 de fevereiro, o Brasil perdeu para os Estados Unidos, por 1 a 0, e na decisão de terceiro lugar, em 15 de fevereiro, venceu a Jamaica, por 1 a 0, com gol de Romário. Em todos esses jogos, a dupla saiu como titular.

Com o término da competição da Concacaf, a dupla voltou a jogar junta pela Seleção em 29 de abril, em um amistoso no Maracanã contra a Argentina. A partida estava 0 a 0 e no ataque estavam Romário e Ronaldo, mas a torcida começou a pedir pelo Animal. Zagallo atendeu o pedido e o colocou em campo no lugar de Denilson. Porém, mesmo com a Seleção Brasileira tendo três atacantes, quem marcou foi a Argentina, com Claudio López, que venceu o jogo por 1 a 0. Este seria o último jogo da Seleção com a dupla junta em campo.

Depois, os dois foram convocados para a Copa de 1998. Romário, já na França, acabou sendo cortado por contusão. Após a final do Mundial, Edmundo chegou a fazer mais dois jogos pela seleção, ambos em 2000, sem Romário. O segundo deles, contra Colômbia, com Leão no comando, em 15 de novembro, Romário estava convocado e foi cortado por contusão. O próprio Edmundo foi convocado para o seu lugar.


O último jogo de Romário pela Seleção, fora a despedida dele, em 2004, contra Honduras, no Pacaembu, foi a estreia de Felipão à frente dos canarinhos, em 2001, contra o Uruguai, no Centenário, pelas Eliminatórias. Há várias histórias de bastidores no pré-jogo desta partida. Em resumo, Luiz Felipe Scolari nunca mais convocou o Baixinho, que ficou de fora da Copa do Mundo de 2002, onde o Brasil conquistou o seu quinto título mundial.

No total, a dupla atuou junta na Seleção em oito oportunidade, sendo apenas em quatro delas com os dois titulares. Foram quatro vitórias, dois empates e duas derrotas. Romário encerrou sua passagem pela seleção brasileira com 55 gols feitos em 70 jogos. Já Edmundo foram 39 jogos e 10 gols com a Amarelinha, boa parte destas partidas sendo em amistosos ou em Copas América.

Romário e Edmundo no Vasco - “O rei, o príncipe e o bobo”

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

No auge da briga, Romário e Edmundo atuaram juntos pelo Vasco

Romário e Edmundo, dois dos jogadores mais famosos do futebol brasileiro por vários anos, viveram momentos de amizade com outros de grande ódio. E eles atuaram juntos em clubes em algumas oportunidades, como no Flamengo, em 1995, quando a amizade estava forte, e na segunda vez no Vasco, em 2000, onde os dois viviam às turras, e dentro de campo acabou não funcionando, com brigas de ego e um querendo mais espaço que o outro.

Tudo começa quando a Fifa confirmou que iria fazer um Mundial de Clubes no início de 2000, no Brasil, e confirmou a participação do Vasco, campeão da Libertadores de 1998, ao invés do Palmeiras, que ganhou a competição no ano seguinte. Depois de jogar por uma temporada e meia na Fiorentina, Edmundo, que tinha tido o melhor desempenho de sua carreira pelo Cruzmaltino em 1997, foi recomprado pelo clube de São Januário a peso de ouro. Em resumo, no Gigante da Colina, Animal era rei!

Porém, com o Mundial, Eurico Miranda, o grande cartola vascaíno, teve uma grande ideia: trazer novamente Romário. O Baixinho foi revelado pelo Vasco, ainda nos anos 80, ganhou o mundo e quando voltou para o Brasil, defendeu o Flamengo. Mesmo assim, o dirigente contratou o craque, que na época era desafeto de Edmundo. Para convencer o Animal, Eurico Miranda disse que Romário só jogaria o Mundial.

O Vasco emendou o Campeonato Brasileiro de 1999 com a preparação para o Mundial, que começou na primeira semana de 2000. E no início, parecia que a dupla ia dar certo, até porque em um jogo contra o Manchester United, o Maracanã, os dois fizeram um primeiro tempo infernal. O Baixinho marcou dois e o Animal fez um golaço, com um drible desconcertante em Silvestre. Com isto, o Cruzmaltino venceu por 3 a 1.

Porém, o Vasco perdeu o Mundial para o Corinthians, nos pênaltis. E depois, a situação entre os dois degrigolou. Após o torneio, Edmundo saiu de férias e, quando voltou, viu que Romário havia continuado no Vasco e ele tinha perdido espaço no clube, até a faixa de capitão. Ele começou a forçar a sua saída, deixando de ir treinar por semanas. Eurico conversou com Edmundo, disse pra ele voltar, que o negociaria e prometeu que no período em que ele estivesse no time, seria o capitão.

No dia 29 de março de 2000, em um jogo contra o Olaria, a confusão explodiu. Teve um pênalti para o Vasco, Edmundo, que era o batedor oficial, foi para a cobrança, mas Romário não o deixou bater, foi pra marca da cal e perdeu.

No intervalo, Edmundo mandou: "Quem manda é o homem lá, mas só eu que estava treinando os pênaltis. Mas quem manda é o homem. Se o homem quer que bata o príncipe, eu não tenho culpa". Terminado o duelo, Edmundo voltou aos microfones, e surgiu a pergunta: se Romário era o "príncipe" do Vasco, quem seria o "rei"? O Animal respondeu de primeira: "O Eurico". O Baixinho, aproveitou para alfinetar: "Agora a corte está toda feliz: o rei, o príncipe e o bobo", disparou.

A briga entre os dois acabou "contagiando" todo o elenco vascaíno. O Gigante da Colina continuou perdendo títulos no primeiro semestre de 2000, ficando com o vice no Rio-São Paulo, perdendo para o Palmeiras, e o Carioca, para o rival Flamengo. Os dois, naquele momento, não cabiam no mesmo espaço, e Eurico resolveu a situação.

Edmundo acabou emprestado ao Santos em julho de 2000, e Romário terminou a temporada como grande nome do Vasco. Decidiu a histórica virada sobre o Palmeiras na decisão da Mercosul, por 4 a 3, foi o goleador do time na Copa João Havelange, sendo também campeão em uma final polêmica contra o São Caetano, e terminou a temporada com 67 gols.

Animal e o Baixinho se reencontram novamente, mas dessa vez no Gigante da Colina. Começou diferente no Vasco, Edmundo já estava no clube, enquanto Romário era contratado pelo time vascaíno. A briga dentro de campo era grande, mas fora foi maior ainda. Por vaidade e ego, a dupla vivia uma amizade bastante complicada.

Além da boa temporada, o estopim para o fim da dupla no Vasco surgiu após uma entrevista de Romário. O craque comparou o gigante da colina com uma corte e se proclamou príncipe do reinado de Eurico Miranda, e deixou o papel de bobo para o Animal. Após isso, Edmundo se irritou e pediu as contas no clube.


Em entrevista ao canal “Desimpedidos” em 2018, Romário relembra e fala sobre a grande temporada da equipe. “Cara, a minha melhor fase jogando aqui no Rio de Janeiro foi com a camisa do Vasco no ano de 2000, que eu fiz, se não me engano, 75 gols em 73 jogos, ou seja, foi o ano onde me superei, e o Vasco em praticamente em todas as finais possíveis” afirma o baixinho.

Depois, os dois ainda atuariam juntos mais uma vez em 2004, pelo Fluminense, quando já não estavam mais como grandes desafetos. Após se aposentarem, chegaram a esboçar uma reaproximação, mas nas últimas semanas voltaram a trocar farpas.

Edmundo e a passagem pelo Napoli em 2001

Por Diely Espíndola

Edmundo jogou apenas um semestre no Napoli, na campanha em que a equipe foi rebaixada

Edmundo. Animal. Difícil para qualquer brasileiro ouvir estes nomes e não saber de quem se trata. Edmundo fez história em cada clube brasileiro por onde passou. Idolatrado no Vasco, também vestiu a camisa do rival Rubro-Negro, e ainda no Rio também representou as cores do Fluminense. No Palmeiras, ganhou o apelido que se eternizaria como sua mais famosa alcunha. 

Mas a trajetória de Edmundo não foi feita só de sucessos. Como na carreira de qualquer jogador, algumas passagens por alguns clubes não rendem os resultados esperados, e se tornam uma pequena pedra no caminho do atleta. Foi o caso da passagem de Edmundo pelo Napoli. 

Em 2001 Edmundo chegava à Itália para se apresentar ao Napoli. Não era no entanto a primeira vez que o jogador vestia a camisa de um clube italiano. Em 1994, a Colômbia promoveu um amistoso contra o Parma, pouco antes da Copa do Mundo. À época Edmundo jogava pelo Palmeiras, que cedeu o atacante ao Parma para disputar a partida. O placar acabou sendo de 3 a 1 para a Colômbia, porém o único gol marcado pela equipe italiana veio justamente dos pés de Edmundo.

Festa na apresentação do Animal

Em 1997 Edmundo desembarcaria na Itália pela segunda vez. Após uma passagem extremamente vitoriosa pelo Vasco, o atacante é contratado pela Fiorentina pela bagatela de 9 milhões de dólares. Formando o ataque com Batistuta, Edmundo foi considerado por muitos o responsável pela boa campanha da equipe na temporada 1998/99, onde a equipe conquistou o terceiro lugar da primeira divisão nacional. Apesar do sucesso inicial, o fim da passagem de Edmundo pelo clube se deu de forma conturbada após brigas com treinador e outros membros do elenco, o que culminou em sua saída em 1999. 

Em 2001, Edmundo finalmente chegaria ao Napoli, após jogar no Santos. Dadas as atuações pelos clubes por onde já havia passado, as expectativas para a contratação de Edmundo eram altas. E não foram correspondidas. O clube passava por problemas financeiros e em campo, e amargava a zona de rebaixamento. Depositando em Edmundo suas esperanças de salvar a temporada, a torcida do Napoli viu o atacante marcar apenas 4 gols em 17 jogos disputados. Edmundo teve ainda um gol mal anulado contra o Brescia, que nas contas finais da tabela seria o gol que salvaria o Napoli da segunda divisão. 

Além da fase escassa de gols do jogador, Edmundo se viu envolvido em mais uma polêmica. Tendo um rendimento abaixo da média, o atacante acabou não sendo mais a primeira opção do treinador Emiliano Mondonico. À época Edmundo recebia um generoso salário de U$450.000,00, o que não o impediu de cogitar sair do clube, insatisfeito com a reserva.

Saiu do clube ao fim da temporada

Edmundo evitava entrevistas durante seu tempo na Itália, mas um pronunciamento do jogador após mais um jogo no banco não deixou dúvidas sobre a insatisfação com as escolhas de Mondonico. O treinador havia afirmado que Edmundo teria sido poupado pois se recuperava de problemas físicos. Fato que Edmundo prontamente negou, e expôs ao Estadão seu ponto de vista: “"Não posso comentar nada. Porém, não tenho nenhuma lesão e estou perfeitamente bem. A decisão foi apenas do treinador.". 

Após as diversas partidas no banco, e quando jogava acabava marcando bem menos gols do que se esperava, Edmundo não conseguiu evitar o rebaixamento do Napoli naquela temporada, mesmo sua contratação tendo sido a maior esperança do clube de escapar da degola. Edmundo sacramentava então sua passagem pelo clube como uma das piores e mais apagadas de sua carreira. Em seguida, acabou indo para o Cruzeiro, onde também não foi feliz. 

Edmundo no Corinthians

Apresentação de Edmundo no Corinthians (foto: arquivo Corinthians)

Foi uma passagem rápida, mas que acabou não dando certo mais pela sua relação com o rival Palmeiras do que com a quantidade de gols marcados. Este pode ser o resumo dos poucos meses que o atacante Edmundo, conhecido como animal, passou no Corinthians em 1996.

A chegada do craque ao Timão foi depois de mais uma das polêmicas em que ele se envolveu. Em dezembro de 1995, de férias depois de um péssimo Campeonato Brasileiro pelo Flamengo do Pior Ataque do Mundo, quando ele ficou a maior parte do tempo contundido, Edmundo se envolveu em um grave acidente de trânsito após sair de uma boate no Rio de Janeiro.



Comemorando gol com os companheiros

O craque sofreu vários ferimentos leves, mas sem maiores conseqüências. Porém, três jovens acabaram falecendo na colisão. Tanto que no julgamento, em 1999, Edmundo foi considerado culpado e cumpriu pena em liberdade, já que era réu primário.

Com o clima ruim para ele no Flamengo e na cidade do Rio de Janeiro, a saída para Edmundo era buscar novos ares. Logo, pensou a volta para São Paulo, onde o jogador teve uma ótima passagem pelo Palmeiras. Mas voltar ao Verdão não estava nos planos no atacante, já que sua saída do clube do Parque Antártica para o Flamengo também foi polêmica.

E é aí que surgiu o Corinthians. Classificado para a Libertadores através do título da Copa do Brasil, o Timão buscava um craque para reforçar o seu elenco e aí buscar, na época, o tão sonhado título continental. Clube e jogador entraram em acordo e Edmundo foi apresentado no Corinthians com pompas de astro de Holywood.



Edmundo fez 23 gols pelo Corinthians

Sua estreia foi em um amistoso contra o Coritiba, em janeiro de 1996. O jogo era uma homenagem ao centroavante e grande ídolo corintiano da década de 50 Luizinho. Ele jogou cinco minutos da partida e deu lugar para Edmundo.

Apesar de não ter jogado mal, Edmundo fez 23 gols em 33 jogos, alguns em clássicos, o primeiro semestre corintiano não foi de muito sucesso. O Campeonato Paulista foi totalmente dominado pelo Palmeiras e seu ataque de 100 gols. Na Libertadores, que era a competição mais importante para o clube, o Timão foi eliminado pelo Grêmio de Jardel e Paulo Nunes.



Jogo de estreia do Animal pelo Timão

Outro problema foi com a Fiel. Edmundo sempre foi um jogador temperamental e a cada confusão em que se metia ou expulsão dentro de campo, que acabava prejudicando a equipe, os torcedores sempre lembravam de seu passado alvi-verde.

E assim, a paciência foi se esgotando e o craque não aguentou a pressão. Na primeira oportunidade que teve, Edmundo deixou o Corinthians e voltou ao Vasco da Gama para jogar o Campeonato Brasileiro de 1996. Ficou uma imagem de que o atleta não tinha se livrado do peso do acidente e alguns até diziam que ele nunca mais jogaria em alto nível. Ledo engano... no ano seguinte, o craque atingiu o seu ápice, fez um Brasileirão espetacular e levou o Vasco ao título.

O Curioso do Futebol

O Curioso do Futebol
Site do jornalista Victor de Andrade e colaboradores com curiosidades, histórias e outras informações do mundo do futebol. Entre em contato conosco: victorcuriosofutebol@gmail.com

Aceisp