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André Catimba e sua passagem pelo Argentino Juniors, fazendo dupla com Maradona

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

André Catimba e Maradona

Carlos André Avelino de Lima, mais conhecido como André Catimba, nasceu em Salvador, no dia 30 de outubro de 1946, e se tornou um grande atacante, principalmente com passagens por equipes do nordeste. O jogador teve uma grande oportunidade na carreira, quando atuou ao lado de Maradona no Argentinos Junior, em 1980.

O atacante começou sua carreira passando por algumas equipes pequenas, até chegar no Vitória, que é uma das principais equipes do futebol nordestino, e por lá ele ficou alguns anos e fez história. Após alguns anos no Vitória, o jogador se transferiu para o futebol paulista, para atuar no Guarani.

André ficou apenas um ano em São Paulo e logo depois para o Rio Grande do Sul, onde fez uma linda história e se tornou um ídolo para a torcida do Grêmio. O atacante ficou alguns anos e depois deixou o clube para voltar ao futebol nordestino, mas dessa vez para atuar no Bahia.

No Bahia o jogador não teve uma passagem muito feliz, até porque ficou sem receber alguns meses e não teve grandes momentos pela equipe. O empresário uruguaio Juan Figer perguntou para o atleta se ele gostaria de jogar no Argentino Juniors, já que não estava recebendo no Bahia.

O atacante aceitou a proposta e foi morar em Buenos Aires, para fazer dupla de ataque com um grande jovem jogador, que estava se destacando no futebol argentino e tinha um grande potencial, esse atleta era Maradona. Ainda muito jovem, com apenas 20 anos, o craque já tinha grandes atuações e todos já o via com um grande futuro.

Logo quando chegou, André já se deu muito bem com Maradona, os dois se tornaram amigos dentro do clube. O atacante brasileiro em todas as entrevistas sempre falava bem do jogador e do jeito leve e irreverente de ser, ainda sem maldade alguma e sem vícios.

André até diz que o jogador não falava muito, mas entrava em campo e decidia. A dupla fez alguns jogos e se deram bem dentro de campo, os dois tinham um bom entrosamento dentro e fora de campo. Porém, não teve só coisas boas na Argentina. André também afirma em algumas entrevista que morar em Buenos Aires não é fácil, pois naquela época sofria muito racismo e não gostava de morar no país, isso foi um dos grandes motivos dele não continuar na equipe.


Tanto que, em uma partida, o jogador acabou sofrendo racismo e o único jogador que o defendeu foi Maradona, seu grande companheiro e amigo no clube. A sua passagem acabou sendo curta por conta de algumas coisas, a principal foi os casos de racismo.

Após uma temporada, André deixou o clube e voltou para o futebol brasileiro, mas deixou bons amigos e uma boa convivência entre os diretores do clube. O atacante voltou para atuar no Pinheiros e depois rodou por alguns clubes até encerrar sua carreira. Infelizmente, no ano passado, no dia 28 de julho de 2021, o grande atacante nos deixou. A causa não foi divulgada pela família, apenas informaram seu falecimento.

Morre André Catimba, heroi do Grêmio no Campeonato Gaúcho de 1977

Com informações do Terra e GE
Foto: Armênio Abascal Meireles

André Catimba e a imagem que marcou a história do futebol gaúcho

Morreu nesta quarta-feira, em Salvador, o ex-atacante André Catimba, de 74 anos. Ídolo do Vitória e do Guarani, ele entrou para a história do Grêmio ao marcar o gol do título do Campeonato Gaúcho de 1977. O ex-atacante ainda defendeu Bahia e Argentinos Juniors. A morte do jogador foi confirmada por familiares, mas as causas ainda não foram reveladas.

Carlos André Avelino de Lima era natural de Salvador e foi revelado pelo Ypiranga. Ele foi para o Vitória em 1971 e participou da histórica conquista do Campeonato Baiano de 1972.

Após a trajetória de sucesso no Vitória, o atacante foi transferido para o Guarani. Ficou apenas uma temporada na equipe do interior paulista, mas o suficiente para fazer 27 gols. No Grêmio, onde recebeu o apelido que carregou por toda a vida, ficou marcado por uma cena em especial durante um Gre-Nal.

Chegou ao Grêmio em 1977 e ficou em Porto Alegre até 1979, mas entrou para a galeria de heróis com o estadual do primeiro ano no Rio Grande do Sul. Com um gol, o time comandado por Telê Santana venceu o Internacional e voltou a conquistar o Campeonato Gaúcho depois de oito anos. Catimba ficou marcado por uma cena em especial. Na euforia da comemoração, tentou dar uma cambalhota no ar, mas errou o salto e caiu de cara no chão.

Os gols marcados pelo ex-atacante não ficaram restritos ao futebol brasileiro. No ano de 1980, depois de uma rápida passagem pelo Bahia, ele foi para a Argentina, onde defendeu o Argentinos Juniors. Na época, Catimba já era um veterano, e, em Buenos Aires, encontrou um jovem talento que estava prestes a explodir. Ele foi o primeiro brasileiro a jogar ao lado de Maradona.


A passagem de André Catimba pela Argentina foi curta, durando apenas seis meses. No país vizinho, o ex-atacante enfrentou algo que vai além do futebol. Dentro de campo, era vítima de injúrias raciais. Maradona foi um ponto de apoio diante de um ambiente extremamente hostil.

André Catimba e a desajeitada cambalhota no gol que mudou a história do futebol gaúcho

Por Lucas Paes
Foto: Armênio Abascal Meireles/Agencia RBS


André comemora gol que virou a gangorra do futebol gaúcho

O Grenal é uma das maiores, se não a maior rivalidade, do futebol brasileiro. Clássico de opostos que se odeiam, mas que se completam, é um duelo conhecido por momentos de gangorra, pois geralmente quando um dos rivais está bem o outro está mal. Na maioria das vezes, pelo menos, é assim. Nascido num dia 30 de outubro como hoje, mas em 1946, Carlos André Avelino de Lima viraria André Catimba quando jogador e, como um super-heroi que muda sua identidade secreta para entrar na história, viraria, anos depois André Cambalhota num gol que virou a gangorra do clássico gaúcho. Num momento em que o Grêmio começaria a caminhada para se tornar um papa títulos até em nivel continental nos anos 1980. A história do clássico gaúcho virou de novo em 1977, num gol histórico do atacante baiano que gerou uma celebração mais histórica ainda.

Nos oito anos anteriores, interrompendo um octa-campeonato do próprio Imortal, o Colorado conquistara o primeiro dos oito títulos seguidos que representariam um período de penumbra e vacas magras no Olímpico. Ao Inter, não veio só o Rio Grande, tão essencial num estadual que quase sempre é decidido pelo embate sagrado e enraizado até na cultura gaúcha, mas até glórias nacionais começaram a aparecer, já que o Brasileirão viria nos anos de 1975 e 1976. Ganhar do Inter, era, portanto, quase uma necessidade de sobrevivência naquele momento. Para isso, comandava o tricolor um tal de Telê Santana, que a história trataria de dar o devido garbo e grandeza posteriormente, mas que faria história naquele dia.


O duelo era no Olímpico, temido coliseu gremista que ganharia em poucos anos assustadora fama nacional como um lugar maldito que causaria medo até nos mais tarimbados exércitos da América do Sul. Naquele momento, porém, o Olímpico nada mais era que muro de lamentações tricolores, palco de vaias e dias tristes. Naquele 25 de setembro de 1977, peregrinavam colorados e tricolores em busca da glória estadual. Ao Inter, a continuidade dos anos de celebração que pareciam não acabar. Ao Grêmio, a tentativa do fim do inferno.

Quente, aquele Grenal já começou com falta em Iura com poucos segundos de jogo e uma primeira confusão. O Grenal, já diz o sábio, é um duelo onde o que menos parece importar é o futebol. O alívio tricolor parecia vir em pênalti marcado a favor dos gremistas, mas Tarciso, hoje ídolo e conhecido como Flecha Negra, bateu muito mal. A pressão finalmente rendeu resultando quando Caçapava tocou para Iura, que achou um lindo passe para André Catimba vir num "facão" e finalizar de trivela sem chances para o goleiro Benitez, aos 42 minutos. Ai, André Catimba virou André Cambalhota, já que o baiano tentou uma cambalhota aérea e acabou sentido novamente a lesão na coxa que quase o tirou daquela final, numa das comemorações mais desajeitadas da história, digna de um gol de importância histórica.

Na etapa final, o Inter tentou pressionar, mas não conseguiu chegar ao empate. Como era de se esperar quando se trata de um duelo deste tamanho, o jogo obviamente não terminou sem problemas. Aos 42', numa infração marcada pela arbitragem, começou uma invasão que a Brigada Militar Gaúcha não conseguiu conter da torcida do Grêmio, que obrigou os jogadores colorados a voltarem para o vestiário, alguns deles, como Escurinho, inclusive feridos. Sem poder voltar a jogar, o Inter acabou vencido na decisão e o carnaval gremista tomou conta do Olímpico Monumental e de toda a Porto Alegre. Quiçá, naquele momento, de todo o Rio Grande do Sul.

Melhores momentos da final

André Catimba faria outros 66 gols pelo Grêmio, deixando o tricolor com 67 gols marcados rumo ao Bahia. Passaria por diversos outros clubes até encerrar a carreira em 1984, no Fast Clube, passando até pelo Argentinos Juniors nesse meio tempo. O Tricolor, por sua vez, passaria a viver, a partir daquele momento, dias de glória. Campeão Brasileiro e da Libertadores nos anos 1980, passou a ser nos anos 1990 um dos times mais temidos da América do Sul, fazendo, como já disse, o Olimpico ser um local temido pelo Brasil e pela América do Sul inteira, fama que perdurou até a chegada da Arena. 

Há um que de um saudosismo meio irracional em algumas afirmações envolvendo Grenais. Há um saudosismo irracional em tudo que envolve o futebol na verdade para o torcedor. Mas, talvez nem seja tão mentira dizer que a história do Imortal, das três Libertadores, das cinco Copas do Brasil, de Portaluppi, de Jardel, de Luan, de Cebolinha, de Anderson no momento de aflição maior, toda a história que tarimba a trajetória do Grêmio mudou em 1977. Sabe-se lá Deus o que seria do Imortal Tricolor sem o título de 1977, se a cambalhota de André nunca acontecesse. Bom, o "se", não entra em campo. Portanto, foi uma cambalhota desajeitada a comemoração do momento que talvez tenha mudado para sempre a história do Grêmio e, por consequência, pois nada no GreNal vira sem que envolva os dois times, mudando para sempre também a do Inter.

O Curioso do Futebol

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